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Insegurança nas ruas de Santa Maria

A insegurança, medo de assaltos e roubos sempre foram características das metrópoles e capitais. No entanto, esses sentimentos chegam à cidade de Santa Maria. A confiança de sair de casa e andar pelas ruas com tranquilidade já não existe mais. Hoje, é preciso se cuidar, prevenir-se contra bandidos e nunca andar sozinho durante a noite, tudo para evitar ser surpreendido pela violência.

 

Algumas maneiras de evitar que algo lhe aconteça é sempre andar acompanhado nas ruas, em lugares luminosos, não andar com jóias ou objetos de alto valor e nunca repetir o mesmo trajeto. Há algum tempo, era possível andar tranquilo pela cidade, mas com os números de assaltos aumentando, principalmente no centro, a insegurança não permite mais que isso aconteça. 

seguranca_delegado_gabrielaperufo.jpgRecentemente, alunos do Centro Universitário Franciscano se tornaram vítimas de assaltos e violência física.  Para explicar o que está havendo em Santa Maria, a equipe da agência CentralSul foi atrás de quem tem por obrigação proteger os cidadãos. O delegado Vladimir Peukert Urach, da Delegacia Especial em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Captura (DEFREC) e o major Tito, da Brigada Militar, conversaram com a equipe e esclareceram algumas dúvidas sobre o que está acontecendo.

Para o delegado, o aumento do crack tem sido o principal fator do crescimento da violência. Ele relata que os usuários roubam dinheiro, celulares e qualquer coisa de valor para trocarem pela droga. No entanto, Urach afirma que essa é a realidade e que as possíveis vítimas têm que se cuidar para evitar serem assaltadas. “Tem que fazer uma prevenção das vítimas. Trabalhar com a realidade”.O delegado salienta que a delegacia civil serve para investigar esses tipos de casos e tentar prender quem pratica esses delitos.

seguranca_marjor_gabrielaperufo.jpgA Brigada Militar tem a função de prevenir esses tipos de ocorrências. Quem explica é o major Tito. “A Brigada é responsável pelo policiamento e a prevenção da violência”. Segundo ele, a maior parte dos assaltos acontece por falta de cuidado das pessoas.Para saber onde melhor agir, com o policiamento, o major aconselha que toda vítima, desde um assalto ou um roubo mais simples, registre uma ocorrência. Ele diz que essa é a maneira mais eficaz da Brigada saber quais ruas, bairros ou locais devem ser mais protegidos. “A gente dispõe efetivos com planejamento e estratégias para proteger a comunidade”, fala o major.

A grande aglomeração de estudantes na Unifra vem mostrando outra realidade para os alunos. A saída da faculdade se tornou um atrativo para os bandidos. O major Tito revela que existe policiamento nessas áreas, mas que uma das dificuldades da Brigada é onde estacionar o veículo perto deste local. No entanto, ele ressalta que qualquer pessoa que se sentir ameaçada é só acionar o número 190.

O relato das vítimas

Há poucas semanas, a aluna C, 20 anos, da Unifra, foi assaltada na rua Conde de Porto Alegre, entre a Andradas e Venâncio Aires. Dois meninos, por volta das 19h30min surpreenderam a estudante e roubaram seu dinheiro. Ela destaca que o delito aconteceu na saída da faculdade e que ninguém estava na rua no momento. “A rua estava escura, um menino ficou cuidando e o outro me assaltou”.

Outro aluno que não teve sorte foi R, 21 anos, assaltado na quadra da Brigada Militar. Dois homens tentaram lhe roubar, mas, um conhecido passava no local e evitou o pior.

O caso de R foi relatado para o delegado. Ele diz que possivelmente o assaltante devia estar “fora da casinha”, pelo uso do crack, para querer assaltar alguém na quadra da Brigada.

Quem levou a pior foi o estudante F, 24 anos, assaltado e agredido na porta de sua casa. Além do dinheiro roubado, o estudante levou um soco.Nos arredores da Unifra alguns casos como estes estão acontecendo.

Carros sendo roubados, alunos e alunas sendo seguidos por delinquentes são alguns exemplos de que é preciso ter cuidado para não ser a próxima vítima.

Quando se sentir ameaçado, ou algo lhe acontecer, acione o 190.

Fotos: Gabriela Perufo (Laboratório de Fotografia e Memória)

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A insegurança, medo de assaltos e roubos sempre foram características das metrópoles e capitais. No entanto, esses sentimentos chegam à cidade de Santa Maria. A confiança de sair de casa e andar pelas ruas com tranquilidade já não existe mais. Hoje, é preciso se cuidar, prevenir-se contra bandidos e nunca andar sozinho durante a noite, tudo para evitar ser surpreendido pela violência.

 

Algumas maneiras de evitar que algo lhe aconteça é sempre andar acompanhado nas ruas, em lugares luminosos, não andar com jóias ou objetos de alto valor e nunca repetir o mesmo trajeto. Há algum tempo, era possível andar tranquilo pela cidade, mas com os números de assaltos aumentando, principalmente no centro, a insegurança não permite mais que isso aconteça. 

seguranca_delegado_gabrielaperufo.jpgRecentemente, alunos do Centro Universitário Franciscano se tornaram vítimas de assaltos e violência física.  Para explicar o que está havendo em Santa Maria, a equipe da agência CentralSul foi atrás de quem tem por obrigação proteger os cidadãos. O delegado Vladimir Peukert Urach, da Delegacia Especial em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Captura (DEFREC) e o major Tito, da Brigada Militar, conversaram com a equipe e esclareceram algumas dúvidas sobre o que está acontecendo.

Para o delegado, o aumento do crack tem sido o principal fator do crescimento da violência. Ele relata que os usuários roubam dinheiro, celulares e qualquer coisa de valor para trocarem pela droga. No entanto, Urach afirma que essa é a realidade e que as possíveis vítimas têm que se cuidar para evitar serem assaltadas. “Tem que fazer uma prevenção das vítimas. Trabalhar com a realidade”.O delegado salienta que a delegacia civil serve para investigar esses tipos de casos e tentar prender quem pratica esses delitos.

seguranca_marjor_gabrielaperufo.jpgA Brigada Militar tem a função de prevenir esses tipos de ocorrências. Quem explica é o major Tito. “A Brigada é responsável pelo policiamento e a prevenção da violência”. Segundo ele, a maior parte dos assaltos acontece por falta de cuidado das pessoas.Para saber onde melhor agir, com o policiamento, o major aconselha que toda vítima, desde um assalto ou um roubo mais simples, registre uma ocorrência. Ele diz que essa é a maneira mais eficaz da Brigada saber quais ruas, bairros ou locais devem ser mais protegidos. “A gente dispõe efetivos com planejamento e estratégias para proteger a comunidade”, fala o major.

A grande aglomeração de estudantes na Unifra vem mostrando outra realidade para os alunos. A saída da faculdade se tornou um atrativo para os bandidos. O major Tito revela que existe policiamento nessas áreas, mas que uma das dificuldades da Brigada é onde estacionar o veículo perto deste local. No entanto, ele ressalta que qualquer pessoa que se sentir ameaçada é só acionar o número 190.

O relato das vítimas

Há poucas semanas, a aluna C, 20 anos, da Unifra, foi assaltada na rua Conde de Porto Alegre, entre a Andradas e Venâncio Aires. Dois meninos, por volta das 19h30min surpreenderam a estudante e roubaram seu dinheiro. Ela destaca que o delito aconteceu na saída da faculdade e que ninguém estava na rua no momento. “A rua estava escura, um menino ficou cuidando e o outro me assaltou”.

Outro aluno que não teve sorte foi R, 21 anos, assaltado na quadra da Brigada Militar. Dois homens tentaram lhe roubar, mas, um conhecido passava no local e evitou o pior.

O caso de R foi relatado para o delegado. Ele diz que possivelmente o assaltante devia estar “fora da casinha”, pelo uso do crack, para querer assaltar alguém na quadra da Brigada.

Quem levou a pior foi o estudante F, 24 anos, assaltado e agredido na porta de sua casa. Além do dinheiro roubado, o estudante levou um soco.Nos arredores da Unifra alguns casos como estes estão acontecendo.

Carros sendo roubados, alunos e alunas sendo seguidos por delinquentes são alguns exemplos de que é preciso ter cuidado para não ser a próxima vítima.

Quando se sentir ameaçado, ou algo lhe acontecer, acione o 190.

Fotos: Gabriela Perufo (Laboratório de Fotografia e Memória)