Santa Maria, RS (ver mais >>)

Santa Maria, RS, Brazil

Oaxaca e Mitla

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No fim de semana passado, fui a Oaxaca conhecer um pouco mais da cultura Azteca e  Zapoteca. Fui a dois sítios arqueológicos: Monte Albán e Mitla. O Monte Albán é realmente inacreditável. Meu lado arquiteto, estigmatizado pelo olhar europeu, quase não crê na potêcia dos edifícios deste Império. Tudo tão perfeito, detalhado, metafísico… poder tocar, subir numa construção ainda intacta de milhares de anos…

 

Juego de Pelota

Juego de Pelota

De Oaxaca até o Monte se leva uns 20 minutos num ônibus que percorre as curvas acentuadas. Ao chegar, tem um pequeno museu, porque grande parte das coisas está no Museu Nacional de Antropologia no México DF (nesse eu "ainda" não fui). Há algumas estátuas, esqueletos, ossadas, pedras com inscrições. Ao sair do museu, sobe-se um pouco do morro e logo se chega no Juego de Pelota (foto ao lado), que não se pode descer pelas arquibancadas, e o interessante é que não foram achados vestigios dos arcos paras as pelotas. 

Bom, o Juego de Pelota é para começar bem o desbravamento do sítio, mas é apenas o começo. Logo depois se tem acesso à esplanada principal do complexo.  No centro do complexo há pirâmides também. As únicas a que se têm acesso é a principal e a parte dos sacrifícios. 

Ao passar entre as pirâmides laterais,  cria-se uma expectativa pra subir logo na pirâmide principal. No pé da edificação  tem duas pedras com inscrições. A da direita é uma das representação ao conhecido Quetzalcoatl. Os degraus são altos e estreitos, pois se diz que era pra não subir e descer a pirâmide de frente/costas, demonstrando humildade e respeito. Aí se vai ziguezagueando todos os degraus, e se encontra a vista lá de cima, que é impressionante. Daí se tem realmente a noção de todas as pirâmides, o que há em cima ou atrás delas. Um pouco mais acima da pirâmide se tem uma outra menor, mas já descaracterizada.

O gran finale do dia fica para o pátio das tumbas e demais pirâmides que o circundam. As pirâmides mais altas ficam mais alto que o templo ao Quetzalcoatl e se tem a vista de todas as montanhas ao norte. Para acabar, o saldo da experiência é inesquecível, inacreditável.

Mitla

Mitla

Fachada em Mitla

Mitla fica distante uns 45 minutos de Oaxaca. O nome original é Mitchtlán (em náuatle), mas "espanholizando", os colonizadores colocaram o nome de Mitla mesmo. É uma cidadezinha pequena, com índios zapotecas. Como os zapotecas acreditavam que depois da morte havia nove estágios para alcançar o "paraíso", a pirâmide de Mitla está relacionada ao número 9 (e subdivisões de 6 e 3). Não era um lugar onde se enterravam os mortos, somente um lugar de culto. Na praça principal tem um quadrado onde se ofertavam coisas vivas (animais, vegetais) para os deuses e os entes que já partiram. A edificação em si é pequena, tem 9 degraus que dão acesso a uma galeria de 6 colunas (que antigamente sustentavam um teto de madeira). Por uma portinha muito baixa se tem acesso a outro pátio, onde viviam os sacerdotes. São 4 quartos circundando o pátio. Os degraus seguem o mesmo rito de respeito e humildade da pirâmide do monte Albán. As fachadas (foto ao lado) são adornadas com 9 ou 6 murais (dependendo do lado) que se suspeita ser a representação geométrica da natureza, com raios, ondas, terra e ar.

 

Um olhar sobre o México

A ACS passa a publicar uma série de narrativas sobre o México. Trata-se do olhar de Lucas Figueiredo Baisch que morou no país durante o ano passado, na cidade de Puebla.

Lucas é arquiteto, trabalha na empresa Diseña tu casa, e esteve no México em intercâmbio realizado através da AIESEC International.

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No fim de semana passado, fui a Oaxaca conhecer um pouco mais da cultura Azteca e  Zapoteca. Fui a dois sítios arqueológicos: Monte Albán e Mitla. O Monte Albán é realmente inacreditável. Meu lado arquiteto, estigmatizado pelo olhar europeu, quase não crê na potêcia dos edifícios deste Império. Tudo tão perfeito, detalhado, metafísico… poder tocar, subir numa construção ainda intacta de milhares de anos…

 

Juego de Pelota

Juego de Pelota

De Oaxaca até o Monte se leva uns 20 minutos num ônibus que percorre as curvas acentuadas. Ao chegar, tem um pequeno museu, porque grande parte das coisas está no Museu Nacional de Antropologia no México DF (nesse eu "ainda" não fui). Há algumas estátuas, esqueletos, ossadas, pedras com inscrições. Ao sair do museu, sobe-se um pouco do morro e logo se chega no Juego de Pelota (foto ao lado), que não se pode descer pelas arquibancadas, e o interessante é que não foram achados vestigios dos arcos paras as pelotas. 

Bom, o Juego de Pelota é para começar bem o desbravamento do sítio, mas é apenas o começo. Logo depois se tem acesso à esplanada principal do complexo.  No centro do complexo há pirâmides também. As únicas a que se têm acesso é a principal e a parte dos sacrifícios. 

Ao passar entre as pirâmides laterais,  cria-se uma expectativa pra subir logo na pirâmide principal. No pé da edificação  tem duas pedras com inscrições. A da direita é uma das representação ao conhecido Quetzalcoatl. Os degraus são altos e estreitos, pois se diz que era pra não subir e descer a pirâmide de frente/costas, demonstrando humildade e respeito. Aí se vai ziguezagueando todos os degraus, e se encontra a vista lá de cima, que é impressionante. Daí se tem realmente a noção de todas as pirâmides, o que há em cima ou atrás delas. Um pouco mais acima da pirâmide se tem uma outra menor, mas já descaracterizada.

O gran finale do dia fica para o pátio das tumbas e demais pirâmides que o circundam. As pirâmides mais altas ficam mais alto que o templo ao Quetzalcoatl e se tem a vista de todas as montanhas ao norte. Para acabar, o saldo da experiência é inesquecível, inacreditável.

Mitla

Mitla

Fachada em Mitla

Mitla fica distante uns 45 minutos de Oaxaca. O nome original é Mitchtlán (em náuatle), mas "espanholizando", os colonizadores colocaram o nome de Mitla mesmo. É uma cidadezinha pequena, com índios zapotecas. Como os zapotecas acreditavam que depois da morte havia nove estágios para alcançar o "paraíso", a pirâmide de Mitla está relacionada ao número 9 (e subdivisões de 6 e 3). Não era um lugar onde se enterravam os mortos, somente um lugar de culto. Na praça principal tem um quadrado onde se ofertavam coisas vivas (animais, vegetais) para os deuses e os entes que já partiram. A edificação em si é pequena, tem 9 degraus que dão acesso a uma galeria de 6 colunas (que antigamente sustentavam um teto de madeira). Por uma portinha muito baixa se tem acesso a outro pátio, onde viviam os sacerdotes. São 4 quartos circundando o pátio. Os degraus seguem o mesmo rito de respeito e humildade da pirâmide do monte Albán. As fachadas (foto ao lado) são adornadas com 9 ou 6 murais (dependendo do lado) que se suspeita ser a representação geométrica da natureza, com raios, ondas, terra e ar.

 

Um olhar sobre o México

A ACS passa a publicar uma série de narrativas sobre o México. Trata-se do olhar de Lucas Figueiredo Baisch que morou no país durante o ano passado, na cidade de Puebla.

Lucas é arquiteto, trabalha na empresa Diseña tu casa, e esteve no México em intercâmbio realizado através da AIESEC International.