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Para onde vamos?

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A Unifra discute os rumos da biotecnologia e da bioética na atualidade. A palestra realizada  na noite de ontem,28, no Salão de Atos do Campus I pelo doutor Antônio Moser reuniu  profissionais e estudantes no debate sobre os tempos atuais.

O Comitê de Ética na Pesquisa com Seres Humanos – CEP/UNIFRA trouxe nesta quinta-feira, 28 de outubro, o Frei Antônio Moser, diretor presidente da Editora Vozes, e  professor de Teologia Moral e Bioética no Instituto Teológico Franciscano (ITF) em Petrópolis/ RJ. Moser é também membro da Comissão de Bioética da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e coordenador do Comitê de Pesquisa em Ética da Universidade Católica de Petrópolis (UCP).  Ele veio à Unifra falar sobre “Biotecnologia e Bioética: onde estamos? Quais as principais conquistas? Venda de ilusões?”  Viver “A era do ‘Bio’”, é como o professor define os tempos atuais, uma vez que  diversos estudos se iniciarem com a palavra ‘Bio’, como por exemplo, biotecnologia, biodiesel, bioética, biodiversidade, entre outras.

Segundo Moser, Biotecnologia diz respeito aos serviços como o do tratamento de água, resíduos e controle de poluição. Todos eles parte de uma corrida pelas descobertas. Ele relata que praticamente a cada dia temos uma nova descoberta, e que isso é um grande avanço para o desenvolvimento humano.

No contexto da Bioética, temas mais polêmicos também foram assuntos na noite. Um deles foi “a vida sob encomenda”, que diz respeito às pessoas poderem, hoje , ter “os filhos dos sonhos”, dada a possibilidade de definir a cor dos olhos, cabelos, e tudo que o avanço tecnológico permite.

O professor também ressaltou a importância da tecnologia e que ele a admira, mas teme. “Tenho medo dos donos da tecnologia, que são os donos do poder. Mas quem detém o poder?”, questiona o Frei. Nesta perspectiva,  inclui a guerra do Iraque que se caracterizou pelos testes com tecnologias de ponta. Como resultado, centenas de militares que voltam para casa e sofrem as conseqüências do pós-guerra. “O que fazer dos soldados? Quantos deles voltam "pirados", brutalizados”? Questões que exigem pensar.

 

Foto: divulgação

 

 

 

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A Unifra discute os rumos da biotecnologia e da bioética na atualidade. A palestra realizada  na noite de ontem,28, no Salão de Atos do Campus I pelo doutor Antônio Moser reuniu  profissionais e estudantes no debate sobre os tempos atuais.

O Comitê de Ética na Pesquisa com Seres Humanos – CEP/UNIFRA trouxe nesta quinta-feira, 28 de outubro, o Frei Antônio Moser, diretor presidente da Editora Vozes, e  professor de Teologia Moral e Bioética no Instituto Teológico Franciscano (ITF) em Petrópolis/ RJ. Moser é também membro da Comissão de Bioética da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e coordenador do Comitê de Pesquisa em Ética da Universidade Católica de Petrópolis (UCP).  Ele veio à Unifra falar sobre “Biotecnologia e Bioética: onde estamos? Quais as principais conquistas? Venda de ilusões?”  Viver “A era do ‘Bio’”, é como o professor define os tempos atuais, uma vez que  diversos estudos se iniciarem com a palavra ‘Bio’, como por exemplo, biotecnologia, biodiesel, bioética, biodiversidade, entre outras.

Segundo Moser, Biotecnologia diz respeito aos serviços como o do tratamento de água, resíduos e controle de poluição. Todos eles parte de uma corrida pelas descobertas. Ele relata que praticamente a cada dia temos uma nova descoberta, e que isso é um grande avanço para o desenvolvimento humano.

No contexto da Bioética, temas mais polêmicos também foram assuntos na noite. Um deles foi “a vida sob encomenda”, que diz respeito às pessoas poderem, hoje , ter “os filhos dos sonhos”, dada a possibilidade de definir a cor dos olhos, cabelos, e tudo que o avanço tecnológico permite.

O professor também ressaltou a importância da tecnologia e que ele a admira, mas teme. “Tenho medo dos donos da tecnologia, que são os donos do poder. Mas quem detém o poder?”, questiona o Frei. Nesta perspectiva,  inclui a guerra do Iraque que se caracterizou pelos testes com tecnologias de ponta. Como resultado, centenas de militares que voltam para casa e sofrem as conseqüências do pós-guerra. “O que fazer dos soldados? Quantos deles voltam "pirados", brutalizados”? Questões que exigem pensar.

 

Foto: divulgação