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Santa Maria, RS, Brazil

Quadrinho não é lugar só da ficção dos super heróis

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O 8º Forúm de Comunicação da
Unifra
, que terá dois dias de duração, começou nesta quarta-feira, com o slogan "Originalidade
na comunicação: a transformação de referências"
.  A realização de reportagens em quadrinhos
foi a tarefa realizada no primeiro dia do workshop ministrado pelo jornalista
Augusto Paim.
 
 
 
 
No primeiro dia da oficina, Augusto mostrou o
histórico do jornalismo em quadrinhos, prática bastante atual, porém pouco conhecida. Também
comentou sobre a linguagem dos quadrinhos aplicada no jornalismo e depois
colocou os alunos para experimentarem na prática essa linguagem ainda em fase de
experimentação.

“Como não tínhamos desenhistas e
desenhar é um processo que leva bastante tempo, usamos fotografias com a ideia
de depois montar um layout em duas partes, com as fotos e o texto,” conta
Augusto.

Ele conta que lia
quadrinhos na adolescência e parou porque “tinha” que crescer. Durante a
universidade, quando participou de um grupo de pesquisa em imagens, Augusto não
conseguia encontrar um tema que lhe atraísse, então surgiu a ideia de trabalhar
o jornalismo em quadrinhos, inclusive assunto que foi tema de sua monografia.

“Comecei a descobrir obras
fantásticas não só de jornalismo, mas também algumas que usam a linguagem dos
quadrinhos de maneira madura”, explica o jornalista.

Atualmente ele desenvolve um
evento com o Instituto Goethe em Porto Alegre, e foi convidado pelo Itaú
Cultural para realizar na prática sua primeira reportagem em quadrinhos. Como não desenha, precisou fazer uma parceria para ilustrar os quadrinhos.

Além de ler muito sobre o assunto,
o jornalista fez uma oficina de criação literária da PUCRS para aprender melhor
como fazer uso das técnicas narrativas.  

“O principal jornalista quadrinista
que se conhece é o Joe Sacco, ele é maltês e escreve sobre a Palestina. Em 2008,
a Folha de São Paulo publicou uma matéria sobre ele. Hoje ele é a principal
referência e todo mundo tenta fazer algo parecido com o que este jornalista
faz”, conta Paim.

O jornalista defende que a pauta deve ser pensada de uma forma já adequada para o quadrinho, assim como há
pautas que servem para televisão, porém não para o rádio ou para o impresso. Em sua opinião, os quadrinhos oferecem recursos que não podem ser usados em
outras linguagens, como a sequência de balões que podem ser ligados no interior da
história, ou como a reconstituição de cenas quando não há registros fotográficos.

Quando questionado se há
perda no conteúdo da reportagem, Augusto responde que não, que casos de perda de
conteúdo são quando jornais pegam reportagens escritas em outro formato e  só a adaptam a sua linguagem.

Augusto Paim também palestrou à noite, no Salão de Atos, nesse primeiro dia de Fórum. O tema foi “Originalidade
na produção jornalística”. Na palestra também falou um pouco sobre as
reportagens em quadrinhos, mas principalmente trouxe exemplos de reportagens de
impresso, etapas de produção da notícia, conteúdos com a intenção de incentivar
a criatividade.

“Quando realizo as minhas
matérias quero contar uma história bem contada. O ponto não é inventar algo novo,
a questão é saber usar a técnica adequada à narrativa que tu queres contar. É uma
questão de sensibilidade”, explica o jornalista.

Acompanhe as atividades do Fórum  pelo blog:  www.forcomunifra.blogspot.com
e também pelo twitter: twitter.com/forcomunifra

 

Fotos: Gabriela Perufo e Rômulo D’Avila  (Laboratório de Fotografia e Memória)

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na comunicação: a transformação de referências"
.  A realização de reportagens em quadrinhos
foi a tarefa realizada no primeiro dia do workshop ministrado pelo jornalista
Augusto Paim.
 
 
 
 
No primeiro dia da oficina, Augusto mostrou o
histórico do jornalismo em quadrinhos, prática bastante atual, porém pouco conhecida. Também
comentou sobre a linguagem dos quadrinhos aplicada no jornalismo e depois
colocou os alunos para experimentarem na prática essa linguagem ainda em fase de
experimentação.

“Como não tínhamos desenhistas e
desenhar é um processo que leva bastante tempo, usamos fotografias com a ideia
de depois montar um layout em duas partes, com as fotos e o texto,” conta
Augusto.

Ele conta que lia
quadrinhos na adolescência e parou porque “tinha” que crescer. Durante a
universidade, quando participou de um grupo de pesquisa em imagens, Augusto não
conseguia encontrar um tema que lhe atraísse, então surgiu a ideia de trabalhar
o jornalismo em quadrinhos, inclusive assunto que foi tema de sua monografia.

“Comecei a descobrir obras
fantásticas não só de jornalismo, mas também algumas que usam a linguagem dos
quadrinhos de maneira madura”, explica o jornalista.

Atualmente ele desenvolve um
evento com o Instituto Goethe em Porto Alegre, e foi convidado pelo Itaú
Cultural para realizar na prática sua primeira reportagem em quadrinhos. Como não desenha, precisou fazer uma parceria para ilustrar os quadrinhos.

Além de ler muito sobre o assunto,
o jornalista fez uma oficina de criação literária da PUCRS para aprender melhor
como fazer uso das técnicas narrativas.  

“O principal jornalista quadrinista
que se conhece é o Joe Sacco, ele é maltês e escreve sobre a Palestina. Em 2008,
a Folha de São Paulo publicou uma matéria sobre ele. Hoje ele é a principal
referência e todo mundo tenta fazer algo parecido com o que este jornalista
faz”, conta Paim.

O jornalista defende que a pauta deve ser pensada de uma forma já adequada para o quadrinho, assim como há
pautas que servem para televisão, porém não para o rádio ou para o impresso. Em sua opinião, os quadrinhos oferecem recursos que não podem ser usados em
outras linguagens, como a sequência de balões que podem ser ligados no interior da
história, ou como a reconstituição de cenas quando não há registros fotográficos.

Quando questionado se há
perda no conteúdo da reportagem, Augusto responde que não, que casos de perda de
conteúdo são quando jornais pegam reportagens escritas em outro formato e  só a adaptam a sua linguagem.

Augusto Paim também palestrou à noite, no Salão de Atos, nesse primeiro dia de Fórum. O tema foi “Originalidade
na produção jornalística”. Na palestra também falou um pouco sobre as
reportagens em quadrinhos, mas principalmente trouxe exemplos de reportagens de
impresso, etapas de produção da notícia, conteúdos com a intenção de incentivar
a criatividade.

“Quando realizo as minhas
matérias quero contar uma história bem contada. O ponto não é inventar algo novo,
a questão é saber usar a técnica adequada à narrativa que tu queres contar. É uma
questão de sensibilidade”, explica o jornalista.

Acompanhe as atividades do Fórum  pelo blog:  www.forcomunifra.blogspot.com
e também pelo twitter: twitter.com/forcomunifra

 

Fotos: Gabriela Perufo e Rômulo D’Avila  (Laboratório de Fotografia e Memória)