Santa Maria, RS (ver mais >>)

Santa Maria, RS, Brazil

A excentricidade é atração

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feira2011_sabado14_carpinejar_jessica.jpg“Comecei a escrever para fugir de mim, depois
para me inventar e por último para me aceitar”
. Assim o escritor que
atingiu a marca de um milhão de acessos em seu blog define seu trabalho.

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Com as unhas
pintadas de verde, um óculos nada discreto e um ousado corte de cabelo com o “sai” escrito na cabeça, Fabrício Carpinejar, se apresentou no Livro Livre de
sábado, na Feira do Livro 2011.

O escritor,
professor universitário e jornalista, lançou recentemente seu novo livro, Borralheiro, e aproveitou a oportunidade
para discutir as relações entre homem e mulher.

Conhecido por
seus textos irreverentes e diretos, o escritor que é casado e possui dois
filhos se considera um homem apaixonado e ciumento. Para ele, quem ama sente
ciúmes e fica sim, ligando a toda hora, e querendo sempre saber o que o outro
está fazendo. “Eu gosto é de barraco, quem é indiferente é que me assusta. O
ciúme é saúde, faz a gente colocar pra fora o que incomoda. Nós somos muito
introvertidos”, salienta o escritor.

feira2011_sabado14_carpinejar_texjr_jessica.jpgFilho de escritores,
Carpinejar diz ser bom ter uma família assim, pois um sempre disputa com o
outro para contar boas histórias.

Ao falar sobre
seu último livro, ele afirma que o Borralheiro é justamente o homem que
descobriu que a submissão é a força. Em outros tempos onde cuidar da casa e dos
filhos era função das mulheres, o autor fala que os homens não sabiam da
importância desses afazeres para a relação.

Segundo ele, o
real sentido da paternidade, descoberto a partir da metade do século 20, trouxe
à tona essa responsabilidade que também deve ser do homem. “A partir do momento
em que o homem se preocupa com o que está na merendeira, ele vai se preocupar
com o que está na geladeira”, comenta o jornalista.

O autor fala
também sobre as escolhas que fazemos e como as pessoas gostam de ser vítimas
delas mesmas. De acordo com ele, nunca se é vítima das próprias escolhas, pois
somos responsáveis pelas atitudes que tomamos. Se a pessoa persiste na situação
que se tornou incômoda é por que quer.

A rotina para
ele é algo ófeira2011_sabado14_carpinejar_publico_jessica.jpgtimo, pois assim se conhece cada vez mais a pessoa e se tal
cotidiano não nos agrada é por que escolhemos a rotina errada. O que falta é
sermos surpreendidos dentro de casa. Para o autor, o ambiente doméstico é um
ambiente de excitação constante.

Quando
questionado sobre a ótima crítica que seus livros receberam de Luiz Fernando
Verissimo ele comenta: “Me sinto honrado, acredito que ele brinca com os textos
que escreve. Ele elogia, mas cutuca ao mesmo tempo”.

 

E já que o
assunto é sobre escritores, o jornal Zero Hora pautou uma série de reportagens
pelo interior do estado que seriam produzidas e contadas por Moacyr Scliar,
falecido em fevereiro. Para dar continuidade ao projeto denominado Beleza
Íntima, Carpinejar foi convidado para assumir o posto. “É uma experiência
nostálgica, o Rio Grande do Sul é lindo, tanto em beleza quanto em percepção. E
ninguém vai substituir o Sclyar, ele enxergava coisas que os outros não viam.
Ele escrevia rápido e muito bem”, conclui o rapaz que considerava o escritor um
segundo pai.

 

Fotos: Jéssica Martini (Laboratório de Fotografia e Memória)

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sábado, na Feira do Livro 2011.

O escritor,
professor universitário e jornalista, lançou recentemente seu novo livro, Borralheiro, e aproveitou a oportunidade
para discutir as relações entre homem e mulher.

Conhecido por
seus textos irreverentes e diretos, o escritor que é casado e possui dois
filhos se considera um homem apaixonado e ciumento. Para ele, quem ama sente
ciúmes e fica sim, ligando a toda hora, e querendo sempre saber o que o outro
está fazendo. “Eu gosto é de barraco, quem é indiferente é que me assusta. O
ciúme é saúde, faz a gente colocar pra fora o que incomoda. Nós somos muito
introvertidos”, salienta o escritor.

feira2011_sabado14_carpinejar_texjr_jessica.jpgFilho de escritores,
Carpinejar diz ser bom ter uma família assim, pois um sempre disputa com o
outro para contar boas histórias.

Ao falar sobre
seu último livro, ele afirma que o Borralheiro é justamente o homem que
descobriu que a submissão é a força. Em outros tempos onde cuidar da casa e dos
filhos era função das mulheres, o autor fala que os homens não sabiam da
importância desses afazeres para a relação.

Segundo ele, o
real sentido da paternidade, descoberto a partir da metade do século 20, trouxe
à tona essa responsabilidade que também deve ser do homem. “A partir do momento
em que o homem se preocupa com o que está na merendeira, ele vai se preocupar
com o que está na geladeira”, comenta o jornalista.

O autor fala
também sobre as escolhas que fazemos e como as pessoas gostam de ser vítimas
delas mesmas. De acordo com ele, nunca se é vítima das próprias escolhas, pois
somos responsáveis pelas atitudes que tomamos. Se a pessoa persiste na situação
que se tornou incômoda é por que quer.

A rotina para
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sermos surpreendidos dentro de casa. Para o autor, o ambiente doméstico é um
ambiente de excitação constante.

Quando
questionado sobre a ótima crítica que seus livros receberam de Luiz Fernando
Verissimo ele comenta: “Me sinto honrado, acredito que ele brinca com os textos
que escreve. Ele elogia, mas cutuca ao mesmo tempo”.

 

E já que o
assunto é sobre escritores, o jornal Zero Hora pautou uma série de reportagens
pelo interior do estado que seriam produzidas e contadas por Moacyr Scliar,
falecido em fevereiro. Para dar continuidade ao projeto denominado Beleza
Íntima, Carpinejar foi convidado para assumir o posto. “É uma experiência
nostálgica, o Rio Grande do Sul é lindo, tanto em beleza quanto em percepção. E
ninguém vai substituir o Sclyar, ele enxergava coisas que os outros não viam.
Ele escrevia rápido e muito bem”, conclui o rapaz que considerava o escritor um
segundo pai.

 

Fotos: Jéssica Martini (Laboratório de Fotografia e Memória)