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Encontro nacional de Nanotecnologia reúne pesquisadores na Unifra

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O Centro Universitário Franciscano (Unifra) é palco do 6º Encontro da Rede Nacional de Pesquisa em Nanotubos e 3º Encontro do INCT de Nanomateriais de Carbono, que iniciou ontem, 22, e acontece pela primeira vez no Rio Grande do Sul. O evento reúne pesquisadores de todo o país que, além de palestras que visam a popularização da nanotecnologia entre alunos e professores da educação básica, discutem as pesquisas na área que estão sendo feitas no Brasil .

 
A nanotecnologia  ainda é desconhecida por muitos, mas ela vem revolucionando várias áreas de conhecimento humano como, por exemplo,nano4.jpg biologia, física, química, medicina, computação e engenharia, e caracterizando-se pelas inovações decorrentes de estudos para o desenvolvimento de materiais mais eficientes, resistentes, com menor consumo de energia, dispositivos eletrônicos mais rápidos, de baixo custo, menor tamanho. Já existem cosméticos que utilizam de nanoparticulas e, futuramente, os especialistas apontam a produção de tecidos com moléculas de nanotubos de carbono. Uma outra frente de investigação se volta para a análise de concreto com adição de nanotubo de carbono, que o torna mais resistente, diminuindo o custo de uma construção e o impacto ambiental.

Segundo o doutor em Física e professor da UFMG, Cristiano Fantini, o Brasil hoje está conseguindo acompanhar o desenvolvimento científico internacional através de suas suas pesquisas, porque  o setor tem recebido apoio financeiro do governo. Ele afirma que o investimento em pesquisa “melhorou muito nos últimos anos. Hoje pode se dizer  que  o País  está vivendo um momento que nunca teve, em termos de investimentos. Por exemplo, o nosso instituto tem o recurso de 7 milhões de reais”.  No país, enano3.jpgxistem cerca de 40  institutos nacionais de ciência e tecnologia.

Paulo Fonseca, pesquisador da UFMG e doutorando em Sociologia na Universidade de Coimbra/Portugal, acredita que é importante o uso dessas tecnologias, mas é necessário ter políticas responsáveis para o seu uso. “Acredito que tem que haver discussões abertas sobre o assunto, mas essa palestra está proporcionando para que interessados possam saber os funcionamentos” , ressalta Fonseca.

Todas essas inovações vêm com promessas de melhorias para a sociedade, mas o valor que irá custar para a população também é uma dúvida. 

O doutorando em Física pela UFMG, Além–Mar Bernardes Gonçalves,  acredita que “em primeiro momento ela acaba saindo caro, porque toda tecnologia precisa ter uma demanda, uma produção em larga escala, uma viabilidade dela ser consumida para o custo poder baixar, masn a produção de nanotubo de carbono  tem técnicas baratas nesse sentido.”

O Encontro encerra na tarde de hoje com um bate papo entre os “nanocientistas”.  

 

Fotos: Ana Carolina Grützmann da Silva (Laboratório de Fotografia e Memória)

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O Centro Universitário Franciscano (Unifra) é palco do 6º Encontro da Rede Nacional de Pesquisa em Nanotubos e 3º Encontro do INCT de Nanomateriais de Carbono, que iniciou ontem, 22, e acontece pela primeira vez no Rio Grande do Sul. O evento reúne pesquisadores de todo o país que, além de palestras que visam a popularização da nanotecnologia entre alunos e professores da educação básica, discutem as pesquisas na área que estão sendo feitas no Brasil .

 
A nanotecnologia  ainda é desconhecida por muitos, mas ela vem revolucionando várias áreas de conhecimento humano como, por exemplo,nano4.jpg biologia, física, química, medicina, computação e engenharia, e caracterizando-se pelas inovações decorrentes de estudos para o desenvolvimento de materiais mais eficientes, resistentes, com menor consumo de energia, dispositivos eletrônicos mais rápidos, de baixo custo, menor tamanho. Já existem cosméticos que utilizam de nanoparticulas e, futuramente, os especialistas apontam a produção de tecidos com moléculas de nanotubos de carbono. Uma outra frente de investigação se volta para a análise de concreto com adição de nanotubo de carbono, que o torna mais resistente, diminuindo o custo de uma construção e o impacto ambiental.

Segundo o doutor em Física e professor da UFMG, Cristiano Fantini, o Brasil hoje está conseguindo acompanhar o desenvolvimento científico internacional através de suas suas pesquisas, porque  o setor tem recebido apoio financeiro do governo. Ele afirma que o investimento em pesquisa “melhorou muito nos últimos anos. Hoje pode se dizer  que  o País  está vivendo um momento que nunca teve, em termos de investimentos. Por exemplo, o nosso instituto tem o recurso de 7 milhões de reais”.  No país, enano3.jpgxistem cerca de 40  institutos nacionais de ciência e tecnologia.

Paulo Fonseca, pesquisador da UFMG e doutorando em Sociologia na Universidade de Coimbra/Portugal, acredita que é importante o uso dessas tecnologias, mas é necessário ter políticas responsáveis para o seu uso. “Acredito que tem que haver discussões abertas sobre o assunto, mas essa palestra está proporcionando para que interessados possam saber os funcionamentos” , ressalta Fonseca.

Todas essas inovações vêm com promessas de melhorias para a sociedade, mas o valor que irá custar para a população também é uma dúvida. 

O doutorando em Física pela UFMG, Além–Mar Bernardes Gonçalves,  acredita que “em primeiro momento ela acaba saindo caro, porque toda tecnologia precisa ter uma demanda, uma produção em larga escala, uma viabilidade dela ser consumida para o custo poder baixar, masn a produção de nanotubo de carbono  tem técnicas baratas nesse sentido.”

O Encontro encerra na tarde de hoje com um bate papo entre os “nanocientistas”.  

 

Fotos: Ana Carolina Grützmann da Silva (Laboratório de Fotografia e Memória)