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Santa Maria, RS, Brazil

Medidas para conter consumo do cigarro provocam protestos dos fumicultores

Produtores de fumo tem se mobilizado, nas últimas semanas, contrariados com medidas da Anvisa no sentido de restringir a propaganda nas embalagens de cigarro e a adição de sabores e aromatizantes ao produto. A alegação é de que a economia baseada no fumo pode "quebrar". No  entanto, no Estado, o Projeto Esperança Cooesperança, com sede em Santa Maria, 
tem promovido seminários de alternativas de culturas junto aos agricultores dos
principais municípios produtores de fumo. Muitos já trocaram de setor, alguns
optaram pela psicultura, hortigranjeiros, feijão, entre outras.

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Protestos
 
Um grupo em torno de 500 produtores de
fumo da região central do RS, mobilizados pelos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais e
Fetag, fecharam a BR 116 no Trevo de Tapes e Sentinela do Sul, na tarde da
quarta-feira, 30 de março. Os produtores e suas famílias se reuniram para levar às
autoridades regionais, políticos e comunidade, o descontentamento do setor em
relação às medidas restritivas ao setor fumageiro anunciadas pela Agência
Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa). “Há muitas famílias gaúchas que dependem da cultura do fumo. Este ato busca isso, restabelecer a
dignidade a nós, agricultores", afirmou produtor rural Sebastião Antunes, de
Silveira Martins. 
 
 A ação reuniu
diversas lideranças e políticos regionais. Por vezes, com gritos de ordem, em
pouco mais de três horas, os agricultores e lideranças fizeram menção à questão
do fumo no Brasil. Enquanto acontecia o protesto na
rodovia, ao mesmo tempo, em Brasília, prefeitos, entidades representativas como
a FAMURS, cobravam do Governo Federal um posicionamento com relação às
consultas públicas 112 e 117 da Anvisa ao setor fumageiro.

Segundo levantamento da Emater,
as restrições atingem 720 municípios produtores de tabaco, sendo 304 do Rio
Grande do Sul. Conforme a Abifumo, o presidente da FAMURS, Vilmar Perin
Zanchi, afirma que a presidente Dilma Rousseff já determinou aos ministros Antonio Palocci, da
Casa Civil e Alexandre Padilha, da Saúde, uma reunião com a direção da Anvisa
para buscar alternativas para as lavouras de fumo.

Alternativas

Vários setores da sociedade, tanto ligados aos movimentos sociais como à área da saúde, discutem o tema há muito tempo. As consultas públicas da Anvisa são resultado destas discussões. Muitos alegam que a solução é simples: bastaria trocar a produção de fumo pela produção de alimentos.

A coordenadora do Projeto
Esperança
da Diocese de Santa Maria, Irmã Lourdes Dill, resume a produção de
fumo como uma cultura da morte. Irmã Lourdes afirma que o fumo é veneno,
enriquece uma minoria enquanto empobrece a saúde do agricultor. O consumo do
fumo mata cinco milhões de pessoas por ano no mundo. No Brasil, morrem mais de
200 mil pessoas devido ao uso de tabaco. “Não podemos condenar o usuário nem o produtor”,
comenta Irmã Lourdes, afirmando ser necessária a consciência de que o produtor é
escravo, pois o fumo como cultura passa de pai para filho, e muitas famílias
acabam dependendo das fumageiras.

É neste sentido que o projeto tem mobilizado pequenos agricultores familiares, apontando a agroindústria de alimentos, a produção de alimentos orgânicos e o artesanato, como outras possíveis opções de renda. 
O agricultor precisa
produzir, para isso, ele necessita de alternativas viáveis para continuar
sustentando sua família.

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Produtores de fumo tem se mobilizado, nas últimas semanas, contrariados com medidas da Anvisa no sentido de restringir a propaganda nas embalagens de cigarro e a adição de sabores e aromatizantes ao produto. A alegação é de que a economia baseada no fumo pode "quebrar". No  entanto, no Estado, o Projeto Esperança Cooesperança, com sede em Santa Maria, 
tem promovido seminários de alternativas de culturas junto aos agricultores dos
principais municípios produtores de fumo. Muitos já trocaram de setor, alguns
optaram pela psicultura, hortigranjeiros, feijão, entre outras.

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Um grupo em torno de 500 produtores de
fumo da região central do RS, mobilizados pelos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais e
Fetag, fecharam a BR 116 no Trevo de Tapes e Sentinela do Sul, na tarde da
quarta-feira, 30 de março. Os produtores e suas famílias se reuniram para levar às
autoridades regionais, políticos e comunidade, o descontentamento do setor em
relação às medidas restritivas ao setor fumageiro anunciadas pela Agência
Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa). “Há muitas famílias gaúchas que dependem da cultura do fumo. Este ato busca isso, restabelecer a
dignidade a nós, agricultores", afirmou produtor rural Sebastião Antunes, de
Silveira Martins. 
 
 A ação reuniu
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pouco mais de três horas, os agricultores e lideranças fizeram menção à questão
do fumo no Brasil. Enquanto acontecia o protesto na
rodovia, ao mesmo tempo, em Brasília, prefeitos, entidades representativas como
a FAMURS, cobravam do Governo Federal um posicionamento com relação às
consultas públicas 112 e 117 da Anvisa ao setor fumageiro.

Segundo levantamento da Emater,
as restrições atingem 720 municípios produtores de tabaco, sendo 304 do Rio
Grande do Sul. Conforme a Abifumo, o presidente da FAMURS, Vilmar Perin
Zanchi, afirma que a presidente Dilma Rousseff já determinou aos ministros Antonio Palocci, da
Casa Civil e Alexandre Padilha, da Saúde, uma reunião com a direção da Anvisa
para buscar alternativas para as lavouras de fumo.

Alternativas

Vários setores da sociedade, tanto ligados aos movimentos sociais como à área da saúde, discutem o tema há muito tempo. As consultas públicas da Anvisa são resultado destas discussões. Muitos alegam que a solução é simples: bastaria trocar a produção de fumo pela produção de alimentos.

A coordenadora do Projeto
Esperança
da Diocese de Santa Maria, Irmã Lourdes Dill, resume a produção de
fumo como uma cultura da morte. Irmã Lourdes afirma que o fumo é veneno,
enriquece uma minoria enquanto empobrece a saúde do agricultor. O consumo do
fumo mata cinco milhões de pessoas por ano no mundo. No Brasil, morrem mais de
200 mil pessoas devido ao uso de tabaco. “Não podemos condenar o usuário nem o produtor”,
comenta Irmã Lourdes, afirmando ser necessária a consciência de que o produtor é
escravo, pois o fumo como cultura passa de pai para filho, e muitas famílias
acabam dependendo das fumageiras.

É neste sentido que o projeto tem mobilizado pequenos agricultores familiares, apontando a agroindústria de alimentos, a produção de alimentos orgânicos e o artesanato, como outras possíveis opções de renda. 
O agricultor precisa
produzir, para isso, ele necessita de alternativas viáveis para continuar
sustentando sua família.