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Noite de Ramilongas na Feira do Livro

feira2011_vitor_ramil2_marciele.jpgO domingo de Dia das Mães foi palco de uma atração de sucesso na Feira do Livro. O bate-papo do Livro Livre trouxe a Santa Maria o cantor, compositor e escritor gaúcho Vitor Ramil.

Nascido em Pelotas, ele começou sua carreira ainda adolescente no início dos anos 80. Seu primeiro disco Estrela, Estrela foi gravado aos 18 anos e desde então não parou mais.

Vitor Ramil já se aventurou pelos palcos, misturando música, poesia e teatro, onde deu vida ao personagem Barão de Satolep (conhecido como seu alter-ego). Após morar um tempo no Rio de Janeiro, Ramil voltou à sua cidade natal em meados dos anos 90, quando lançou A estética do Frio, um de seus livros de maior repercussão.

feira2011_vitor_ramil_marciele.jpgQuando questionado sobre o momento em que chegou à conclusão que deveria ingressar no meio da literatura, o artista afirma que sempre teve facilidade com as palavras. Ele diz que suas músicas sempre tiveram letras com poesia e a própria poesia sempre esteve presente em sua vida, então começou a experimentar esse lado mais literário em seus três livros (Pequod, A estética do Frio e Satolep). Ramil diz que nunca foi um rato de biblioteca, mas na casa de seus pais a criatividade sempre foi incentivada. Ele tem como alguns de seus autores favoritos: o russo Vladimir Nabokov e o brasileiro João Cabral de Melo Neto.

O novo álbum de Vitor Ramil, intitulado Délibáb, foi vencedor do 20º Prêmio Açorianos de Música, ocorrido no último dia 26 de abril em Porto Alegre. Em Délibáb, Vitor Ramil musicou poemas do argentino Jorge Luis Borges e do gaúcho João da Cunha Vargas. O artista conta que inscreveu o álbum na categoria MPB e em nenhum momento imaginou que pudesse ser premiado: “o álbum é somente de milongas e a ideia foi inscrever como MPB para provocar as pessoas e afirmar a milonga como música brasileira”.

Em relação às produções atuais, ele conta que está se dedicando às últimas partes de seu novo livro e que este trabalho pode ser definido como um momento de “alegria criativa”. Segundo ele, era para ser um livro infanto-juvenil e virou um infanto-sênior: “é um livro meio doido”, brinca o artista.

feira2011_vitor_ramil3_marciele.jpgApós o bate-papo mediado pelo jornalista Francisco Dalcol, Vitor Ramil deu uma palhinha com voz e violão ao numeroso público presente, onde cantou as músicas: Deixando o pago, Estrela, Estrela e Mango. Ele ainda atendeu aos fãs que foram autografar seus livros e discos.

 

 

 

Fotos: Marciele Trindade (Laboratório de Fotografia e Memória)

 

 

 

 

 

 

 

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feira2011_vitor_ramil2_marciele.jpgO domingo de Dia das Mães foi palco de uma atração de sucesso na Feira do Livro. O bate-papo do Livro Livre trouxe a Santa Maria o cantor, compositor e escritor gaúcho Vitor Ramil.

Nascido em Pelotas, ele começou sua carreira ainda adolescente no início dos anos 80. Seu primeiro disco Estrela, Estrela foi gravado aos 18 anos e desde então não parou mais.

Vitor Ramil já se aventurou pelos palcos, misturando música, poesia e teatro, onde deu vida ao personagem Barão de Satolep (conhecido como seu alter-ego). Após morar um tempo no Rio de Janeiro, Ramil voltou à sua cidade natal em meados dos anos 90, quando lançou A estética do Frio, um de seus livros de maior repercussão.

feira2011_vitor_ramil_marciele.jpgQuando questionado sobre o momento em que chegou à conclusão que deveria ingressar no meio da literatura, o artista afirma que sempre teve facilidade com as palavras. Ele diz que suas músicas sempre tiveram letras com poesia e a própria poesia sempre esteve presente em sua vida, então começou a experimentar esse lado mais literário em seus três livros (Pequod, A estética do Frio e Satolep). Ramil diz que nunca foi um rato de biblioteca, mas na casa de seus pais a criatividade sempre foi incentivada. Ele tem como alguns de seus autores favoritos: o russo Vladimir Nabokov e o brasileiro João Cabral de Melo Neto.

O novo álbum de Vitor Ramil, intitulado Délibáb, foi vencedor do 20º Prêmio Açorianos de Música, ocorrido no último dia 26 de abril em Porto Alegre. Em Délibáb, Vitor Ramil musicou poemas do argentino Jorge Luis Borges e do gaúcho João da Cunha Vargas. O artista conta que inscreveu o álbum na categoria MPB e em nenhum momento imaginou que pudesse ser premiado: “o álbum é somente de milongas e a ideia foi inscrever como MPB para provocar as pessoas e afirmar a milonga como música brasileira”.

Em relação às produções atuais, ele conta que está se dedicando às últimas partes de seu novo livro e que este trabalho pode ser definido como um momento de “alegria criativa”. Segundo ele, era para ser um livro infanto-juvenil e virou um infanto-sênior: “é um livro meio doido”, brinca o artista.

feira2011_vitor_ramil3_marciele.jpgApós o bate-papo mediado pelo jornalista Francisco Dalcol, Vitor Ramil deu uma palhinha com voz e violão ao numeroso público presente, onde cantou as músicas: Deixando o pago, Estrela, Estrela e Mango. Ele ainda atendeu aos fãs que foram autografar seus livros e discos.

 

 

 

Fotos: Marciele Trindade (Laboratório de Fotografia e Memória)