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Primeiras semanas com lei anti-fumo em Santa Maria

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A implantação da lei anti-fumo está reeducando os fumantes gradativamente.,  As reações dos Santa-marienses, após algumas semanas da entrada em vigor da lei que proíbe o consumo de cigarros e derivados em ambientes de uso coletivo, públicos ou privados está, aos poucos, mudando a rotina tida por muitos como obrigatória. Ainda assim, alguns  desconhecem a nova lei.

A comerciante Julia Infeld diz que o não fumante está agradecendo muito. O cliente que não é usuário está mais à vontade. Ela diz que o fumante está se adaptando, mas, alguns precisam ser alertados.  De acordo com o a lei, o estabelecimento deverá ter um aviso sobre a proibição, em pontos de ampla visibilidade, com indicação de telefone e endereço dos órgãos municipais responsáveis pela vigilância sanitária e pela defesa do consumidor (PROCON).

Conforme a vereadora e autora da lei, Maria de Lourdes Castro, houve uma emenda na lei, ondmarial_castro.jpge ela permite que os estabelecimentos usem uma área exclusiva para fumantes que já está sendo chamada de “fumódromo”.  “Nos locais para fumantes, deverão ser adotadas condições de isolamento, ventilação ou exaustão do ar que impeçam a contaminação de ambientes protegidos por esta lei”, afirma.

Muitos locais já fazem o uso do "fumódromo". Outros, ainda não realizaram as alterações. A comerciante Julia Infeld lembra das obras que exigem uma mudança na estrutura de um estabelecimento.

A boate DCE é um local tradicional na noite de Santa Maria, onde o público está acostumado com o ambiente que recebe um grande número de fumantes. A estudante de Turismo, Ana Paula, é fumante e diz que assim é melhor para todos e, após a lei, diminuiu o seu próprio consumo de cigarros. Paula também lembra que em locais onde o pessoal sempre fumou, o hábito poderá perder o seu significado.

O proprietário do bar Stribe, Edson Batista, comenta a redução no movimento do estabelecimento e acredita que a lei está conseguindo educar as pessoas. O comerciante afirmou que a venda do cigarro diminuiu em 20%.            

A lei questiona o direito de fumar, já que é defendida por alguns como exercício da liberdade do indivíduo. A questão é se pode ou não ser justificativa para que não se adote leis que possam preservar o ambiente e a saúde. Sobre isso, a vereadora se posicionou dizendo não usar os estabelecimentos como base, mas sim, a saúde do ser humano.

Fotos: Marcelo Figueiredo

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A implantação da lei anti-fumo está reeducando os fumantes gradativamente.,  As reações dos Santa-marienses, após algumas semanas da entrada em vigor da lei que proíbe o consumo de cigarros e derivados em ambientes de uso coletivo, públicos ou privados está, aos poucos, mudando a rotina tida por muitos como obrigatória. Ainda assim, alguns  desconhecem a nova lei.

A comerciante Julia Infeld diz que o não fumante está agradecendo muito. O cliente que não é usuário está mais à vontade. Ela diz que o fumante está se adaptando, mas, alguns precisam ser alertados.  De acordo com o a lei, o estabelecimento deverá ter um aviso sobre a proibição, em pontos de ampla visibilidade, com indicação de telefone e endereço dos órgãos municipais responsáveis pela vigilância sanitária e pela defesa do consumidor (PROCON).

Conforme a vereadora e autora da lei, Maria de Lourdes Castro, houve uma emenda na lei, ondmarial_castro.jpge ela permite que os estabelecimentos usem uma área exclusiva para fumantes que já está sendo chamada de “fumódromo”.  “Nos locais para fumantes, deverão ser adotadas condições de isolamento, ventilação ou exaustão do ar que impeçam a contaminação de ambientes protegidos por esta lei”, afirma.

Muitos locais já fazem o uso do "fumódromo". Outros, ainda não realizaram as alterações. A comerciante Julia Infeld lembra das obras que exigem uma mudança na estrutura de um estabelecimento.

A boate DCE é um local tradicional na noite de Santa Maria, onde o público está acostumado com o ambiente que recebe um grande número de fumantes. A estudante de Turismo, Ana Paula, é fumante e diz que assim é melhor para todos e, após a lei, diminuiu o seu próprio consumo de cigarros. Paula também lembra que em locais onde o pessoal sempre fumou, o hábito poderá perder o seu significado.

O proprietário do bar Stribe, Edson Batista, comenta a redução no movimento do estabelecimento e acredita que a lei está conseguindo educar as pessoas. O comerciante afirmou que a venda do cigarro diminuiu em 20%.            

A lei questiona o direito de fumar, já que é defendida por alguns como exercício da liberdade do indivíduo. A questão é se pode ou não ser justificativa para que não se adote leis que possam preservar o ambiente e a saúde. Sobre isso, a vereadora se posicionou dizendo não usar os estabelecimentos como base, mas sim, a saúde do ser humano.

Fotos: Marcelo Figueiredo