Santa Maria, RS (ver mais >>)

Santa Maria, RS, Brazil

Separe o material reciclável – tem gente que vive dele

asmar_sede_alice.jpgEm Santa Maria está em andamento o serviço de
coleta seletiva. Para solicitar o recolhimento de materiais recicláveis, basta
entrar em contato e fazer o cadastro através da Linha Verde da Secretaria de
Município de Proteção Ambiental. A responsável pela coleta é a Associação
dos Selecionadores de Materiais Recicláveis (Asmar).

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Como funciona

A cidade está dividida em 18
bairros. Com seu próprio meio de transporte, a associação contratada, a Asmar,
realiza a coleta em três bairros por dia, das 8h às 17h30min. O processo ocorre
de segunda a sábado, e a coleta do dia é distribuída em um sistema de rodízio
para outras quatro associações.

A Asmar foi vencedora de uma licitação
aberta pela Prefeitura e fará o recolhimento de apasmar__marcia_tascheto.jpgroximadamente 51 toneladas de
resíduos recicláveis produzidos por mês em Santa Maria. Em determinados dias, o
material é destinado às instalações da Asmar para a triagem e prensagem. Nos
outros dias, é distribuído para outras associações. 

São dois caminhões efetuando o
serviço de coleta, um deles pertence à Asmar. Segundo uma das associadas, a
recicladora Márcia Taschetto, o trabalho da associação é recolher o material
nas residências já cadastradas através da Linha Verde.

A triagem do material

asmar_prensa_alice.jpgQuando a Asmar, por exemplo,
recebe os materiais recicláveis que vêm das residências – metais, vidros,
papéis e plásticos – uma equipe de 18 pessoas faz a triagem.  Logo depois, o material é prensado conforme
sua espécie e a cada quinze dias é pesado e vendido.

“Todo material é vendido para um
‘atravessador’. Nós não podemos vender diretamente para as empresas porque elas
compram em toneladas. Dependemos assim de um intermediário, aquele que nos
compra e paga por quilo”, explica Márcia.

 

O preconceito com os
profissionais

asmar_celedir_santos_alice.jpgA separação de todo material consiste
em um trabalho detalhado. Segundo a associada, a recicladora Celedir dos
Santos, muitas pessoas não dão valor para esta profissão e os chamam de lixeiros.
Na verdade, todos daquela equipe de catadores ou “selecionadores” representam trabalhadores
associados.

No final do mês, depois de pagar
as despesas do caminhão próprio de coleta e as despesas do local onde abriga a
associação, o lucro é dividido entre todos eles. Celedir ainda afirma que o
material é comprado por um valor mínimo, pouco valorizado.

Há cerca de oito anos surgiu a luta
de catadores (as) no Brasil. Hoje, têm sua problemática discutida em diversos
espaços e sua voz ampliada no Movimento Nacional dos Catadores (MNCR). Com o
surgimento do MNCR ampliou-se a busca por uma vida digna. A categoria é
historicamente excluída da sociedade e muitos catadores ainda sobrevivem de
forma precária em lixões e nas ruas.

Segundo o próprio movimento
organizado, o trabalho de coleta de materiais recicláveis significa garantir
alimentação, moradia e condições mínimas de sobrevivência para uma parcela
significativa de povo brasileiro. Existem então, bases orgânicas do movimento
em cooperativas, associações e grupos, nos quais ninguém pode ser beneficiado
às custas do trabalho do outro.

O serviço de coleta
em Santa Maria

Cerca de mil residências já estão
cadastradas na Linha Verde. Segundo o fiscal do serviço, na Secretaria de
Proteção Ambiental, Gilson Rosa, o cadastramento das residências é feito pelo
telefone e as reclamações sobre coleta que chegaram até a Prefeitura já estão
sendo resolvidas.  Aquelas pessoas que
contataram o serviço e aguardam pelo caminhão de coleta devem estar atentas ao
dia, pois o caminhão não pode esperar tampouco retornar em outros dias. O
serviço já está em andamento há cerca de um mês.

O recolhimento é feito de segunda
a sexta-feira, das 8h ao meio-dia e das 13h30min às 17h30min. Uma vez por semana em
cada local.

Quem quiser participar e destinar materiais recicláveis de forma correta
pode se cadastrar pela Linha Verde, no telefone (55) 3921-7151
.

 

Fotos: Alice Bollick (Laboratório de Fotografia e Memória)

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asmar_sede_alice.jpgEm Santa Maria está em andamento o serviço de
coleta seletiva. Para solicitar o recolhimento de materiais recicláveis, basta
entrar em contato e fazer o cadastro através da Linha Verde da Secretaria de
Município de Proteção Ambiental. A responsável pela coleta é a Associação
dos Selecionadores de Materiais Recicláveis (Asmar).

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Como funciona

A cidade está dividida em 18
bairros. Com seu próprio meio de transporte, a associação contratada, a Asmar,
realiza a coleta em três bairros por dia, das 8h às 17h30min. O processo ocorre
de segunda a sábado, e a coleta do dia é distribuída em um sistema de rodízio
para outras quatro associações.

A Asmar foi vencedora de uma licitação
aberta pela Prefeitura e fará o recolhimento de apasmar__marcia_tascheto.jpgroximadamente 51 toneladas de
resíduos recicláveis produzidos por mês em Santa Maria. Em determinados dias, o
material é destinado às instalações da Asmar para a triagem e prensagem. Nos
outros dias, é distribuído para outras associações. 

São dois caminhões efetuando o
serviço de coleta, um deles pertence à Asmar. Segundo uma das associadas, a
recicladora Márcia Taschetto, o trabalho da associação é recolher o material
nas residências já cadastradas através da Linha Verde.

A triagem do material

asmar_prensa_alice.jpgQuando a Asmar, por exemplo,
recebe os materiais recicláveis que vêm das residências – metais, vidros,
papéis e plásticos – uma equipe de 18 pessoas faz a triagem.  Logo depois, o material é prensado conforme
sua espécie e a cada quinze dias é pesado e vendido.

“Todo material é vendido para um
‘atravessador’. Nós não podemos vender diretamente para as empresas porque elas
compram em toneladas. Dependemos assim de um intermediário, aquele que nos
compra e paga por quilo”, explica Márcia.

 

O preconceito com os
profissionais

asmar_celedir_santos_alice.jpgA separação de todo material consiste
em um trabalho detalhado. Segundo a associada, a recicladora Celedir dos
Santos, muitas pessoas não dão valor para esta profissão e os chamam de lixeiros.
Na verdade, todos daquela equipe de catadores ou “selecionadores” representam trabalhadores
associados.

No final do mês, depois de pagar
as despesas do caminhão próprio de coleta e as despesas do local onde abriga a
associação, o lucro é dividido entre todos eles. Celedir ainda afirma que o
material é comprado por um valor mínimo, pouco valorizado.

Há cerca de oito anos surgiu a luta
de catadores (as) no Brasil. Hoje, têm sua problemática discutida em diversos
espaços e sua voz ampliada no Movimento Nacional dos Catadores (MNCR). Com o
surgimento do MNCR ampliou-se a busca por uma vida digna. A categoria é
historicamente excluída da sociedade e muitos catadores ainda sobrevivem de
forma precária em lixões e nas ruas.

Segundo o próprio movimento
organizado, o trabalho de coleta de materiais recicláveis significa garantir
alimentação, moradia e condições mínimas de sobrevivência para uma parcela
significativa de povo brasileiro. Existem então, bases orgânicas do movimento
em cooperativas, associações e grupos, nos quais ninguém pode ser beneficiado
às custas do trabalho do outro.

O serviço de coleta
em Santa Maria

Cerca de mil residências já estão
cadastradas na Linha Verde. Segundo o fiscal do serviço, na Secretaria de
Proteção Ambiental, Gilson Rosa, o cadastramento das residências é feito pelo
telefone e as reclamações sobre coleta que chegaram até a Prefeitura já estão
sendo resolvidas.  Aquelas pessoas que
contataram o serviço e aguardam pelo caminhão de coleta devem estar atentas ao
dia, pois o caminhão não pode esperar tampouco retornar em outros dias. O
serviço já está em andamento há cerca de um mês.

O recolhimento é feito de segunda
a sexta-feira, das 8h ao meio-dia e das 13h30min às 17h30min. Uma vez por semana em
cada local.

Quem quiser participar e destinar materiais recicláveis de forma correta
pode se cadastrar pela Linha Verde, no telefone (55) 3921-7151
.

 

Fotos: Alice Bollick (Laboratório de Fotografia e Memória)