Santa Maria, RS (ver mais >>)

Santa Maria, RS, Brazil

Um novo norte para as tendências do verão

feisma2011_palestra_moda_rodrigo.jpgO coordenador de Moda e Beleza do Senac RS, Márcio Weiss, diz que a Feisma traz
moda ao palco. Com uma visão diferenciada, Weiss teceu
seus comentários sobre moda e elogia a iniciativa do Pavilhão Vento Norte, de agrupar
os lojistas e valorizar o trabalho local mostrando a força que Santa Maria tem.

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Consultor de moda, fotógrafo e cineasta, Weiss é formado em Jornalismo
e pós-graduado em Criatividade e Inovação.

Além das passarelas

Referencial
para os consumidores, o consultor de Porto Alegre faz uma análise, quase que
psicológica, do público da costura. Definir referências acertadas e tornar clara
a origem dos figurinos, segundo Weiss, é conhecer a história da moda “muito
antes das tendências se tornarem tendências”.

Surgidas
nos anos 50, algumas das grandes tribos, como os rockers e os hippies, se
consolidaram. Da união de crenças e objetivos, estes grupos fizeram da moda sua
expressão. Na atualidade, este conceito não foi esquecido e é preciso entender como
eles surgem e se mantém por décadas. Segundo Weiss, os mesmos conceitos que
movimentaram tribos no passado, motivam os grupos da atualidade.

Ele
explica que as tribos urbanas são formadoras de tendência, mas ressalta que a
moda é uma releitura de tudo que já esteve nas passarelas. O consultor de moda
prima por uma justificativa psicológica e expressa que “embora aconteçam
avanços de ordem tecnológica o que se altera é a maneira com que se encara a
vida e o cotidiano”.

Toda
tribo surge entre a exaltação e a contestação. Após o surgimento de movimentos
de moda e glamour, muitos grupos nasceram
para questionar o consumismo. Weiss ratifica seu julgamento através dos preppies e dos hippies, de forma que o primeiro visava enaltecer a sofisticação e
a alta costura e o segundo praticava desapego visual, investindo em questões
intelectuais. Os preppies e os hippies que já foram rivais, ainda possuem
representações na sociedade moderna.

Identidade
variante é uma expressão para quem não formou a sua ideologia. Weiss aborda o
assunto justificando que ao longo do amadurecimento pessoal, as pessoas mudam
conceitos e por isso migram ou criam novos grupos sociais. “Para trabalhar no
ramo é preciso compreender seu consumidor”, afirma ele.

Textura e cor como identidade

As
pessoas procuram expor sua personalidade e suas emoções através de seu visual.
No intuito de criar uma identidade, tecidos e acessórios têm grande significado.
Em evidência para o verão, o especialista em moda traz as rendas como uma referência.
Para cada grupo, um mesmo elemento possui significados que divergem. Famosas
pela sensualidade infantilizada, as pin-up’s
abusam da renda lingerie. Já no padrão gótico, os tons negros apresentam uma versão
mais obscura das rendas.

A
moda retrô está em releitura. “Se perguntassem aos anos 80 como seria a moda
dos anos 2000, pensariam em algo muito futurista e super orgânica e, na verdade,
a gente vê a moda voltando o seu olhar pro passado”, justifica Weiss. Para o
especialista no ramo, é possível enxergar na moda um aspecto emotivo.

As máscaras da
sociedade

No
ano da tecnologia e das redes sociais, Weiss faz alertas à sociedade. Ao
refletir sobre os relacionamentos interpessoais, ele afirma que “o Facebook
pode te deixar com 5 mil amigos, você pode achar que é muito popular, mas isso
é irreal”. Weiss diz que pessoas passaram a se sentir isoladas e sozinhas,
deste modo elas buscam “vestir a sensação daquilo que elas não conseguem ter no
mundo real, já que os dias estão cada vez mais virtuais”.

Um
dos grupos mais fortes do momento, os Emos (que também já sofrem variações,
como os coloridos), deixam de lado o medo e passam a trabalhar temas como
sexualidade e emotividade. Weiss articula que muitas vezes as pessoas apresentam
atitudes que divergem de seu emotivo e de sua carência. Em uma prática
justificativa, ele expressa que “hoje não há espaço para as ideologias radicais,
o que gera isolamentos sociais por isto a sociedade traz expressões mais
visuais que ideológicas”.

Os
solitários preppies valorizavam o
luxo e diziam entender que a sofisticação teria o seu preço. Em uma versão
atualizada, Weiss cita as grandes celebridades, que precisam restringir hábitos
e vínculos sociais para preservarem sua intimidade. Segundo ele, as
celebridades exercem o desapego das questões emotivas sem perceberem que assim
estão se tornando isoladas.

Essência da
localidade

Uma
cidade como poucas, Santa Maria apresenta uma grande variação de estilos. Surpreso
com a maturidade com que a Feisma põe a moda em palco, Weiss diz que a cidade
aparece nos corredores e expositores: “talvez os lojistas não percebam que são
representantes de um grupo de consumo, mas isto está muito claro na feira, e apresenta
que a cidade é muito rica no assunto”. Multicor, a feira está apta para atender
a todos os estilos do município e sua região, na opinião do coordenador de Moda
e Beleza do Senac RS.

Foto: Rodrigo Gonçalves (acadêmico de Jornalismo / Laboratório de Fotografia e Memória – Unifra) 

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feisma2011_palestra_moda_rodrigo.jpgO coordenador de Moda e Beleza do Senac RS, Márcio Weiss, diz que a Feisma traz
moda ao palco. Com uma visão diferenciada, Weiss teceu
seus comentários sobre moda e elogia a iniciativa do Pavilhão Vento Norte, de agrupar
os lojistas e valorizar o trabalho local mostrando a força que Santa Maria tem.

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e pós-graduado em Criatividade e Inovação.

Além das passarelas

Referencial
para os consumidores, o consultor de Porto Alegre faz uma análise, quase que
psicológica, do público da costura. Definir referências acertadas e tornar clara
a origem dos figurinos, segundo Weiss, é conhecer a história da moda “muito
antes das tendências se tornarem tendências”.

Surgidas
nos anos 50, algumas das grandes tribos, como os rockers e os hippies, se
consolidaram. Da união de crenças e objetivos, estes grupos fizeram da moda sua
expressão. Na atualidade, este conceito não foi esquecido e é preciso entender como
eles surgem e se mantém por décadas. Segundo Weiss, os mesmos conceitos que
movimentaram tribos no passado, motivam os grupos da atualidade.

Ele
explica que as tribos urbanas são formadoras de tendência, mas ressalta que a
moda é uma releitura de tudo que já esteve nas passarelas. O consultor de moda
prima por uma justificativa psicológica e expressa que “embora aconteçam
avanços de ordem tecnológica o que se altera é a maneira com que se encara a
vida e o cotidiano”.

Toda
tribo surge entre a exaltação e a contestação. Após o surgimento de movimentos
de moda e glamour, muitos grupos nasceram
para questionar o consumismo. Weiss ratifica seu julgamento através dos preppies e dos hippies, de forma que o primeiro visava enaltecer a sofisticação e
a alta costura e o segundo praticava desapego visual, investindo em questões
intelectuais. Os preppies e os hippies que já foram rivais, ainda possuem
representações na sociedade moderna.

Identidade
variante é uma expressão para quem não formou a sua ideologia. Weiss aborda o
assunto justificando que ao longo do amadurecimento pessoal, as pessoas mudam
conceitos e por isso migram ou criam novos grupos sociais. “Para trabalhar no
ramo é preciso compreender seu consumidor”, afirma ele.

Textura e cor como identidade

As
pessoas procuram expor sua personalidade e suas emoções através de seu visual.
No intuito de criar uma identidade, tecidos e acessórios têm grande significado.
Em evidência para o verão, o especialista em moda traz as rendas como uma referência.
Para cada grupo, um mesmo elemento possui significados que divergem. Famosas
pela sensualidade infantilizada, as pin-up’s
abusam da renda lingerie. Já no padrão gótico, os tons negros apresentam uma versão
mais obscura das rendas.

A
moda retrô está em releitura. “Se perguntassem aos anos 80 como seria a moda
dos anos 2000, pensariam em algo muito futurista e super orgânica e, na verdade,
a gente vê a moda voltando o seu olhar pro passado”, justifica Weiss. Para o
especialista no ramo, é possível enxergar na moda um aspecto emotivo.

As máscaras da
sociedade

No
ano da tecnologia e das redes sociais, Weiss faz alertas à sociedade. Ao
refletir sobre os relacionamentos interpessoais, ele afirma que “o Facebook
pode te deixar com 5 mil amigos, você pode achar que é muito popular, mas isso
é irreal”. Weiss diz que pessoas passaram a se sentir isoladas e sozinhas,
deste modo elas buscam “vestir a sensação daquilo que elas não conseguem ter no
mundo real, já que os dias estão cada vez mais virtuais”.

Um
dos grupos mais fortes do momento, os Emos (que também já sofrem variações,
como os coloridos), deixam de lado o medo e passam a trabalhar temas como
sexualidade e emotividade. Weiss articula que muitas vezes as pessoas apresentam
atitudes que divergem de seu emotivo e de sua carência. Em uma prática
justificativa, ele expressa que “hoje não há espaço para as ideologias radicais,
o que gera isolamentos sociais por isto a sociedade traz expressões mais
visuais que ideológicas”.

Os
solitários preppies valorizavam o
luxo e diziam entender que a sofisticação teria o seu preço. Em uma versão
atualizada, Weiss cita as grandes celebridades, que precisam restringir hábitos
e vínculos sociais para preservarem sua intimidade. Segundo ele, as
celebridades exercem o desapego das questões emotivas sem perceberem que assim
estão se tornando isoladas.

Essência da
localidade

Uma
cidade como poucas, Santa Maria apresenta uma grande variação de estilos. Surpreso
com a maturidade com que a Feisma põe a moda em palco, Weiss diz que a cidade
aparece nos corredores e expositores: “talvez os lojistas não percebam que são
representantes de um grupo de consumo, mas isto está muito claro na feira, e apresenta
que a cidade é muito rica no assunto”. Multicor, a feira está apta para atender
a todos os estilos do município e sua região, na opinião do coordenador de Moda
e Beleza do Senac RS.

Foto: Rodrigo Gonçalves (acadêmico de Jornalismo / Laboratório de Fotografia e Memória – Unifra)