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Ser ou não ser independente: uma questão de música

Os LPs relembram uma época de consumo musical. Foto Divulgação.

O surgimento da música independente – As últimas décadas registraram um avanço tecnológico vertiginoso. O advento da internet mudou o paradigma da música, tanto na forma como ela é recebida pelo público quanto no modo em que ela é produzida pelos artistas. Se antes o disco de vinil reinava absoluto, hoje os formatos virtuais dão o tom. Nesse ambiente de mudanças, os músicos independentes possuem mais alternativas para mostrar o seu trabalho, já que a internet traz tecnologias e possibilidades de interação que antes não existiam.

No universo musical, o “termo independente” faz referência aos artistas que produzem e divulgam a sua arte sem a intervenção dos grandes conglomerados de mídia. A música independente nasceu nos anos 50, nos Estados Unidos, período em que pequenas gravadoras proliferavam naquele país. Atualmente, com a popularização de softwares e outras plataformas da web, ficou mais fácil para artistas produzirem os seus materiais e distribuírem da maneira que acharem mais conveniente.

Os pequenos na terra de gigantes – As pequenas gravadoras (ou selos) independentes são a porta de entrada para muitas bandas que possuem uma guitarra na mão, mas poucas chances de mostrarem o trabalho. Um exemplo de gravadora independente é a norte-americana Sub Pop, surgida em 1979, mas que nos anos 90 lançou nomes como Nirvana, Soundgarden, Pearl Jam e outras bandas que influenciaram uma geração inteira a usar bermudões e cabelos compridos.

O Brasil também sempre deu seus passos rumo ao trabalho autoral, já que aqui há gravadoras que lançam artistas dos mais variados gêneros. Alguns desses selos são a Biscoito Fino, Manifesto Discos, Trama, Deckdisc e a Hellion Records, que inicialmente era apenas uma loja de discos e atualmente é uma gravadora especializada nos gêneros mais pesado da música (heavy, black, death metal e afins).

A estudante de história, Luciana Hansen, santa-mariense de 21 anos, afirma que é no cenário independente que muitos músicos mostram o seu lado mais criativo. “Por terem mais autonomia artística, os músicos independentes encontram mais liberdade para pesquisar novos sons e ritmos”. Luciana, que atualmente reside em São Paulo, há 4 anos atua no campo cultural organizando e produzindo festivais com bandas do cenário underground.

Por Fernando Rodrigues, Renata Medina, Suellen Krieger

Produção da Turma de Jornalismo Online, 3º semestre de Jornalismo.

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Os LPs relembram uma época de consumo musical. Foto Divulgação.

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No universo musical, o “termo independente” faz referência aos artistas que produzem e divulgam a sua arte sem a intervenção dos grandes conglomerados de mídia. A música independente nasceu nos anos 50, nos Estados Unidos, período em que pequenas gravadoras proliferavam naquele país. Atualmente, com a popularização de softwares e outras plataformas da web, ficou mais fácil para artistas produzirem os seus materiais e distribuírem da maneira que acharem mais conveniente.

Os pequenos na terra de gigantes – As pequenas gravadoras (ou selos) independentes são a porta de entrada para muitas bandas que possuem uma guitarra na mão, mas poucas chances de mostrarem o trabalho. Um exemplo de gravadora independente é a norte-americana Sub Pop, surgida em 1979, mas que nos anos 90 lançou nomes como Nirvana, Soundgarden, Pearl Jam e outras bandas que influenciaram uma geração inteira a usar bermudões e cabelos compridos.

O Brasil também sempre deu seus passos rumo ao trabalho autoral, já que aqui há gravadoras que lançam artistas dos mais variados gêneros. Alguns desses selos são a Biscoito Fino, Manifesto Discos, Trama, Deckdisc e a Hellion Records, que inicialmente era apenas uma loja de discos e atualmente é uma gravadora especializada nos gêneros mais pesado da música (heavy, black, death metal e afins).

A estudante de história, Luciana Hansen, santa-mariense de 21 anos, afirma que é no cenário independente que muitos músicos mostram o seu lado mais criativo. “Por terem mais autonomia artística, os músicos independentes encontram mais liberdade para pesquisar novos sons e ritmos”. Luciana, que atualmente reside em São Paulo, há 4 anos atua no campo cultural organizando e produzindo festivais com bandas do cenário underground.

Por Fernando Rodrigues, Renata Medina, Suellen Krieger

Produção da Turma de Jornalismo Online, 3º semestre de Jornalismo.