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Santa Maria, RS, Brazil

Os santa-marienses preferem comprar peixe vivo

A Feira do Peixe Vivo na Gare da Estação Férrea vai até sexta-feira, ao meio-dia.

A Feira do Peixe Vivo, evento tradicional em função da Semana Santa, chega a vigésima edição com uma nova estrutura e um espaço mais apropriado tanto para os produtores quanto para o público. O evento, que contece na Gare da Viação Férrea e em outros sete pontos da cidade, estará aberto até sexta-feira ao meio dia. Nos demais dias o funcionamento é das 8 às 20 horas.

As pessoas que forem até a Gare da Estação Férrea encontrarão à disposição uma variedade de peixes, que se distinguem tanto em espécies, tamanhos quanto em valores. O peixe mais barato é a carpa cabeça grande, a R$ 6,90 o quilo, e as espécies mais caras são a traíra, o jundiá e o pacú, que chegam a custar R$ 11,90 o quilo.

A cada ano que passa comprar o peixe vivo tem se tornado uma opção mais buscada pelos santa-marienses. Para o vigilante noturno Jeferson Durand, que foi à feira com a família, e que é frequentador do evento, o peixe comprado ali é mais saudável e os preços mais acessíveis. Além disso, o vigilante achou que não houve aumento nos preços.  A única queixa de Durand, cujo peixe preferido é a carpa capim”, é a menor quantidade de algumas espécies.

A Feira é uma oportunidade de conhecer as diversificadas espécies e de apreciar o trabalho realizado pelos produtores, além de ser um sucesso porque a compra do peixe-vivo é uma preferência dos santa-marienses. O aposentado Ernani da Silva prefere comprar o peixe na feira do que no supermercado por causa da qualidade: “Aqui o peixe é mais fresquinho, no supermercado é congelado e é mais caro”.

A cuidadora de idosos Eva Bitercurt Pinto, que adora carpa-capim, traíra e jundiá tem a mesma opinião: “eu prefiro comprar peixe vivo que eu sei que é sadio, e peixe congelado pode vir ruim, como já aconteceu de eu comprar no mercado e chegar na fila e olhar o peixe podre. Aqui tu compra um peixe vivo e sadio”. Mas o preço é uma das principais vantagens do projeto. Para o agricultor Amadeu Beutrame, que comprou cerca de três quilos de traíra, fazer compras na feira é a melhor opção, pois, o custo é menor.

Há ainda outros atrativos na feira, tanto gastronômicos quanto culturais. Os consumidores têm à disposição uma Praça de Alimentação, exposição de agroindústrias com produtos locais e produtos de artesanato, sem contar que  própria Gare da Estação Férrea, considerada patrimônio cultural de Santa Maria, é um belo ponto turístico a ser apreciado.

Vale somente tomar cuidado ao se aproximar dos tanques de água, pois os peixes podem pregar peças nos visitantes pulando, molhando quem estiver perto. Foi o que aconteceu na minha visita à Gare, para realizar essa reportagem.

 

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A Feira do Peixe Vivo na Gare da Estação Férrea vai até sexta-feira, ao meio-dia.

A Feira do Peixe Vivo, evento tradicional em função da Semana Santa, chega a vigésima edição com uma nova estrutura e um espaço mais apropriado tanto para os produtores quanto para o público. O evento, que contece na Gare da Viação Férrea e em outros sete pontos da cidade, estará aberto até sexta-feira ao meio dia. Nos demais dias o funcionamento é das 8 às 20 horas.

As pessoas que forem até a Gare da Estação Férrea encontrarão à disposição uma variedade de peixes, que se distinguem tanto em espécies, tamanhos quanto em valores. O peixe mais barato é a carpa cabeça grande, a R$ 6,90 o quilo, e as espécies mais caras são a traíra, o jundiá e o pacú, que chegam a custar R$ 11,90 o quilo.

A cada ano que passa comprar o peixe vivo tem se tornado uma opção mais buscada pelos santa-marienses. Para o vigilante noturno Jeferson Durand, que foi à feira com a família, e que é frequentador do evento, o peixe comprado ali é mais saudável e os preços mais acessíveis. Além disso, o vigilante achou que não houve aumento nos preços.  A única queixa de Durand, cujo peixe preferido é a carpa capim”, é a menor quantidade de algumas espécies.

A Feira é uma oportunidade de conhecer as diversificadas espécies e de apreciar o trabalho realizado pelos produtores, além de ser um sucesso porque a compra do peixe-vivo é uma preferência dos santa-marienses. O aposentado Ernani da Silva prefere comprar o peixe na feira do que no supermercado por causa da qualidade: “Aqui o peixe é mais fresquinho, no supermercado é congelado e é mais caro”.

A cuidadora de idosos Eva Bitercurt Pinto, que adora carpa-capim, traíra e jundiá tem a mesma opinião: “eu prefiro comprar peixe vivo que eu sei que é sadio, e peixe congelado pode vir ruim, como já aconteceu de eu comprar no mercado e chegar na fila e olhar o peixe podre. Aqui tu compra um peixe vivo e sadio”. Mas o preço é uma das principais vantagens do projeto. Para o agricultor Amadeu Beutrame, que comprou cerca de três quilos de traíra, fazer compras na feira é a melhor opção, pois, o custo é menor.

Há ainda outros atrativos na feira, tanto gastronômicos quanto culturais. Os consumidores têm à disposição uma Praça de Alimentação, exposição de agroindústrias com produtos locais e produtos de artesanato, sem contar que  própria Gare da Estação Férrea, considerada patrimônio cultural de Santa Maria, é um belo ponto turístico a ser apreciado.

Vale somente tomar cuidado ao se aproximar dos tanques de água, pois os peixes podem pregar peças nos visitantes pulando, molhando quem estiver perto. Foi o que aconteceu na minha visita à Gare, para realizar essa reportagem.