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Santa Maria, RS, Brazil

Santa Maria: o dia que começou mais sonoro e claro

Após um mês da tragédia da boate Kiss, um ato em homenagem às vítimas teve início às oito horas da manhã, na Praça Saldanha Marinho, em Santa Maria. Os sinos de todas as igrejas da cidade tocaram. Os familiares, amigos e mais centenas de pessoas que saíram do seu local de trabalho ou passavam por ali, adicionavam mais energia nas palmas dos presentes. Carros particulares, ônibus e táxis acrescentavam mais força ao som com suas buzinas.

“Fico feliz em ver que passado um mês a cidade de Santa Maria continua solidária com o acontecido” comenta Zédio Renan Machado Bordin, trabalhador do comércio central da cidade e que participou da homenagem da porta do seu local de trabalho.

A homenagem tinha o objetivo de  ser uma mobilização alegre em um minuto de barulho. As manifestações de solidariedade, porém, se estenderam por mais de dez minutos por toda a cidade de Santa Maria e região. Até mesmo as pessoas em suas casas participaram, como a professora do curso de Jornalismo, Daniela Hinerasky. “Foi realmente um momento lindo: os sinos, a sirene, as buzinas e aquele céu lindo de presente. Pensei: tenho que fazer a minha parte”.

Na Rua dos Andradas, local da tragédia, foram colocadas faixas brancas em 239 postes. A ideia dos voluntários do projeto “Andradas Viva” é manifestar um pedido de paz.

As homenagens às vítimas da tragédia continuam no decorrer do dia, com a caminhada “Sair do luto e ir à luta”, às 19hs. O trajeto começa na Praça Saldanha Marinho e termina na Basílica da Medianeira, onde, às 20hs iniciará a celebração oficial.

O incêndio na boate Kiss, ocorrido no 27 de janeiro, ocasionou a morte de 239 pessoas e 22 continuam internadas. Um sinalizador usado como parte de um show pirotécnico apresentado pela banda Gurizada Fandangueira seria a causa inicial do incidente.

Segundo investigações, o fogo começou quando as chamas atingiram o revestimento de espuma, que gerou fumaça tóxica. Quatro pessoas já foram presas e cumprem prisão temporária: os donos da boate, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann e dois integrantes da banda, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha. Ainda são apuradas as responsabilidades dos bombeiros e prefeitura de Santa Maria.

Por Willian Miranda

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Após um mês da tragédia da boate Kiss, um ato em homenagem às vítimas teve início às oito horas da manhã, na Praça Saldanha Marinho, em Santa Maria. Os sinos de todas as igrejas da cidade tocaram. Os familiares, amigos e mais centenas de pessoas que saíram do seu local de trabalho ou passavam por ali, adicionavam mais energia nas palmas dos presentes. Carros particulares, ônibus e táxis acrescentavam mais força ao som com suas buzinas.

“Fico feliz em ver que passado um mês a cidade de Santa Maria continua solidária com o acontecido” comenta Zédio Renan Machado Bordin, trabalhador do comércio central da cidade e que participou da homenagem da porta do seu local de trabalho.

A homenagem tinha o objetivo de  ser uma mobilização alegre em um minuto de barulho. As manifestações de solidariedade, porém, se estenderam por mais de dez minutos por toda a cidade de Santa Maria e região. Até mesmo as pessoas em suas casas participaram, como a professora do curso de Jornalismo, Daniela Hinerasky. “Foi realmente um momento lindo: os sinos, a sirene, as buzinas e aquele céu lindo de presente. Pensei: tenho que fazer a minha parte”.

Na Rua dos Andradas, local da tragédia, foram colocadas faixas brancas em 239 postes. A ideia dos voluntários do projeto “Andradas Viva” é manifestar um pedido de paz.

As homenagens às vítimas da tragédia continuam no decorrer do dia, com a caminhada “Sair do luto e ir à luta”, às 19hs. O trajeto começa na Praça Saldanha Marinho e termina na Basílica da Medianeira, onde, às 20hs iniciará a celebração oficial.

O incêndio na boate Kiss, ocorrido no 27 de janeiro, ocasionou a morte de 239 pessoas e 22 continuam internadas. Um sinalizador usado como parte de um show pirotécnico apresentado pela banda Gurizada Fandangueira seria a causa inicial do incidente.

Segundo investigações, o fogo começou quando as chamas atingiram o revestimento de espuma, que gerou fumaça tóxica. Quatro pessoas já foram presas e cumprem prisão temporária: os donos da boate, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann e dois integrantes da banda, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha. Ainda são apuradas as responsabilidades dos bombeiros e prefeitura de Santa Maria.

Por Willian Miranda