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A febre da Semana Farroupilha atinge de tradicionalistas até gaúchos de apartamento

crianças
Crianças a caráter da semana farroupilha, em uma escola de Santa Maria. Foto: Reprodução

A Semana Farroupilha intensificou o comércio em Santa Maria. Nas lojas de vestimentas tradicionalistas, era grande o fluxo de pessoas procurando artigos do vestuário sul-rio-grandense para se adequar ao dia máximo dos gaúchos, o 20 de setembro. A procura pelos trajes típicos vai desde clientes antigos que cultivam a tradição há muito tempo, até gaúchos e gaúchas de apartamento, que não têm o costume de usar roupas típicas ao longo do ano e que se vestem apenas na fase que antecede a data.

Segundo um dos vendedores de uma loja tradicionalista do centro da de Santa Maria, Antonio Carlos Santos de Lima, os interessados na indumentária gaúcha possuem traços diversificados: “O perfil dos clientes da loja, todo ano muda um pouco, especialmente nessa época do ano. Sempre haverá os que buscam entrar no mundo campeiro pela primeira vez, são pessoas que não tem muito contato com a tradição ao longo do ano, mas que acabam entrando na febre de setembro. Eles se vestem tipicamente apenas nesse período, só para entrar no clima da ocasião. Outros clientes são mais exigentes já que preservam mais os costumes”, relata o vendedor.

Outro segmento de público que cresce bastante nessa época são as crianças. Para Antonio Carlos, pais mais tradicionalistas acabam influenciando seus filhos desde cedo a entrar no mundo “campeiro” e, também ocorre outro movimento, incentivado pelo uso da pilcha nas escolas, quando as crianças influenciam seus pais a comprarem as vestimentas para elas “Muitos pais vieram com seus filhos à loja essa semana, e um deles falou: ‘Meu filho está doido para ir na aula vestido de gaúcho agora nessa semana’. Ou seja, as escolas também acabam motivando novos clientes, as crianças”, destaca.

Em relação aos itens mais vendidos, a pilcha masculina é a principal e os itens procurados os mais clássicos: botas, bombachas, lenços, camisas e chapéus. Em relação as mulheres, interessante que se observa o consumo de outros itens, além do tradicional vestido de prenda. “Obtivemos uma grande procura pela saia lisa e seus complementos, como faixa dupla com fivelas ou amarras de couro tipo espartilho, blusas com rendas e babados. São produtos que já faziam parte da indumentária feminina, mas que esse ano voltaram com muita força, muito por sua praticidade e simplicidade, além do preço mais atrativo”.

Leia mais sobre os dados no aumento das vendas na indumentária gaúcha: Vendas no comércio disparam com a Semana Farroupilha

Por Gabriel Batista Pfeifer, para a disciplina de Jornalismo Online

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Crianças a caráter da semana farroupilha, em uma escola de Santa Maria. Foto: Reprodução

A Semana Farroupilha intensificou o comércio em Santa Maria. Nas lojas de vestimentas tradicionalistas, era grande o fluxo de pessoas procurando artigos do vestuário sul-rio-grandense para se adequar ao dia máximo dos gaúchos, o 20 de setembro. A procura pelos trajes típicos vai desde clientes antigos que cultivam a tradição há muito tempo, até gaúchos e gaúchas de apartamento, que não têm o costume de usar roupas típicas ao longo do ano e que se vestem apenas na fase que antecede a data.

Segundo um dos vendedores de uma loja tradicionalista do centro da de Santa Maria, Antonio Carlos Santos de Lima, os interessados na indumentária gaúcha possuem traços diversificados: “O perfil dos clientes da loja, todo ano muda um pouco, especialmente nessa época do ano. Sempre haverá os que buscam entrar no mundo campeiro pela primeira vez, são pessoas que não tem muito contato com a tradição ao longo do ano, mas que acabam entrando na febre de setembro. Eles se vestem tipicamente apenas nesse período, só para entrar no clima da ocasião. Outros clientes são mais exigentes já que preservam mais os costumes”, relata o vendedor.

Outro segmento de público que cresce bastante nessa época são as crianças. Para Antonio Carlos, pais mais tradicionalistas acabam influenciando seus filhos desde cedo a entrar no mundo “campeiro” e, também ocorre outro movimento, incentivado pelo uso da pilcha nas escolas, quando as crianças influenciam seus pais a comprarem as vestimentas para elas “Muitos pais vieram com seus filhos à loja essa semana, e um deles falou: ‘Meu filho está doido para ir na aula vestido de gaúcho agora nessa semana’. Ou seja, as escolas também acabam motivando novos clientes, as crianças”, destaca.

Em relação aos itens mais vendidos, a pilcha masculina é a principal e os itens procurados os mais clássicos: botas, bombachas, lenços, camisas e chapéus. Em relação as mulheres, interessante que se observa o consumo de outros itens, além do tradicional vestido de prenda. “Obtivemos uma grande procura pela saia lisa e seus complementos, como faixa dupla com fivelas ou amarras de couro tipo espartilho, blusas com rendas e babados. São produtos que já faziam parte da indumentária feminina, mas que esse ano voltaram com muita força, muito por sua praticidade e simplicidade, além do preço mais atrativo”.

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Por Gabriel Batista Pfeifer, para a disciplina de Jornalismo Online