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XV InLetras inicia e marca os 60 anos do curso de Letras da Unifra

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Solenidade de abertura do InLetras, no Salão de Atos do conjunto 3. Fotos: Victória Martins, Lab. Fotografia e Memória

Na noite desta terça-feira, 25 de agosto, mais precisamente as 18horas, com uma abertura cultural,teve início no Centro Universitário Franciscano (Unifra) o XV Seminário Internacional em Letras (InLetras) que discute a temática das Múltiplas linguagens e letramentos/ multiletramentos e linguagens, e coordenado pela  professora Najara Ferrari, do curso de Letras. O evento tem como objetivo promover reflexões quanto às múltiplas linguagens e multiletramentos em circulação nos diferentes contextos da sociedade contemporânea.

A primeira palestra da noite foi feita pela professora doutoura Roxane Rojo, da Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, livre docente no Departamento de Linguística Aplicada  e pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Formada em Letras Neolatinas Português-Francês/Língua e Literatura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com mestrado e doutorado em Linguística Aplicada ao Ensino de Línguas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo,  Rojo apresentou  “Os novos multiletramentos na escola”, que trata da interação de novas tecnologias que ajudam na aprendizagem, como por exemplo, o Excel, o Word e o CorelDraw. Segundo a conferencista, cabe ao docente possuir letramentos múltiplos, multissemióticos e críticos, ou seja, exigências às quais o professor deverá se preparar para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo, assegurando “a democratização do acesso aos bens culturais e aos letramentos, por meio das novas tecnologias”.

Roxane Rojo, doutora em linguística e livre docente na Unicamp fez a conferência de abertura do InLetras. Foto: Júlia Trombini. Lab. de Fotografia e Memória.
Roxane Rojo, doutora em linguística e livre docente na Unicamp fez a conferência de abertura do InLetras. Foto: Júlia Trombini. Lab. de Fotografia e Memória.

O conceito de multiletramentos, segundo a professora, se relaciona com outros dois “multis” que são, as multiplicidades de linguagens, semioses e mídias envolvidas na criação de significação para os textos multimodais contemporâneos e, por outro lado, a pluralidade e diversidade cultural trazida pelos autores contemporâneos.  Nesse contexto, Rojo usou um episódio da minissérie da Globo, Cidade dos Homens, para explicar melhor outro conceito muito importante para ela: a hibridação. O episódio em questão mostra os dois protagonistas, moradores de uma favela do Rio de Janeiro, em uma aula de história. A professora indaga aos seus alunos sobre o conteúdo da aula passada. Nenhum lembra, até que um dos alunos se levanta e pede para explicar, e mostra abordando os países como se fossem morros e a disputa, representada pelo poder do tráfico. A hibridização vem na mistura que se dá da realidade enfrentada pelo menino na favela, com a realidade explicada pela professora.

O XV InLetras teve início dia 25 de agosto e irá até o dia 28 de agosto. Durante os três dias, acontecerão diversas conferências, palestras e comunicações, divididos nos três turnos, e marca também os 60 anos do curso de Letras da Unifra.  Leia mais sobre a cobertura do evento no blog Noticiência Digital.

Por Guilherme Motta,  matéria produzida na disciplina de Jornalismo Especializado II

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Solenidade de abertura do InLetras, no Salão de Atos do conjunto 3. Fotos: Victória Martins, Lab. Fotografia e Memória

Na noite desta terça-feira, 25 de agosto, mais precisamente as 18horas, com uma abertura cultural,teve início no Centro Universitário Franciscano (Unifra) o XV Seminário Internacional em Letras (InLetras) que discute a temática das Múltiplas linguagens e letramentos/ multiletramentos e linguagens, e coordenado pela  professora Najara Ferrari, do curso de Letras. O evento tem como objetivo promover reflexões quanto às múltiplas linguagens e multiletramentos em circulação nos diferentes contextos da sociedade contemporânea.

A primeira palestra da noite foi feita pela professora doutoura Roxane Rojo, da Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, livre docente no Departamento de Linguística Aplicada  e pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Formada em Letras Neolatinas Português-Francês/Língua e Literatura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com mestrado e doutorado em Linguística Aplicada ao Ensino de Línguas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo,  Rojo apresentou  “Os novos multiletramentos na escola”, que trata da interação de novas tecnologias que ajudam na aprendizagem, como por exemplo, o Excel, o Word e o CorelDraw. Segundo a conferencista, cabe ao docente possuir letramentos múltiplos, multissemióticos e críticos, ou seja, exigências às quais o professor deverá se preparar para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo, assegurando “a democratização do acesso aos bens culturais e aos letramentos, por meio das novas tecnologias”.

Roxane Rojo, doutora em linguística e livre docente na Unicamp fez a conferência de abertura do InLetras. Foto: Júlia Trombini. Lab. de Fotografia e Memória.
Roxane Rojo, doutora em linguística e livre docente na Unicamp fez a conferência de abertura do InLetras. Foto: Júlia Trombini. Lab. de Fotografia e Memória.

O conceito de multiletramentos, segundo a professora, se relaciona com outros dois “multis” que são, as multiplicidades de linguagens, semioses e mídias envolvidas na criação de significação para os textos multimodais contemporâneos e, por outro lado, a pluralidade e diversidade cultural trazida pelos autores contemporâneos.  Nesse contexto, Rojo usou um episódio da minissérie da Globo, Cidade dos Homens, para explicar melhor outro conceito muito importante para ela: a hibridação. O episódio em questão mostra os dois protagonistas, moradores de uma favela do Rio de Janeiro, em uma aula de história. A professora indaga aos seus alunos sobre o conteúdo da aula passada. Nenhum lembra, até que um dos alunos se levanta e pede para explicar, e mostra abordando os países como se fossem morros e a disputa, representada pelo poder do tráfico. A hibridização vem na mistura que se dá da realidade enfrentada pelo menino na favela, com a realidade explicada pela professora.

O XV InLetras teve início dia 25 de agosto e irá até o dia 28 de agosto. Durante os três dias, acontecerão diversas conferências, palestras e comunicações, divididos nos três turnos, e marca também os 60 anos do curso de Letras da Unifra.  Leia mais sobre a cobertura do evento no blog Noticiência Digital.

Por Guilherme Motta,  matéria produzida na disciplina de Jornalismo Especializado II