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8º Interfaces: violência, diversidade e gênero

Na noite da quinta-feira, 25, o 8º Interfaces no Fazer Psicológico  uma roda de conversa – coordenada pela psicóloga Bruna Osório Pizzaro, abordou o tema “Violência, diversidade e gênero”. A psicóloga trouxe para os presentes uma conversa clara e aberta sobre as diferenciações da sociedade em relação à questão de gênero desde o nascimento. Segundo ela, a ideia de gênero é iniciada ainda no útero das mulheres. “Por exemplo, eu estou grávida. Teve um dia em que fui até a sessão infantil para meninos em uma loja – porque todas as lojas tem essa divisão de gênero em suas sessões – para comprar uma roupinha azul. Quando cheguei no caixa, a atendente perguntou para quando era o menininho que estou esperando. Acontece que estou grávida de uma menina”, conta.

A diferença de gênero, segundo ela, está em tudo aquilo que a sociedade impõe – desde os primórdios até os dias de hoje. “Desde pequenos escutamos coisas ditas para meninas como “senta direito, você está de vestido, tem que sentar como uma mocinha” ou “mulher tem que se dar ao respeito sempre”, enquanto vemos pais e mães utilizando o sistema inverso para com os meninos. Ou seja, meninas são criadas para serem donas de casa recatadas e meninos para serem os predadores. Acerca disso é que vemos, por exemplo, mulheres repetindo discursos de ódio que, normalmente, seriam ditos apenas por homens e tornando isso uma violência para com elas próprias” argumenta Bruna.

A psicóloga trouxe também temas como o feminismo, mulheres que sofreram abortos (espontâneos ou não) e a vida de pessoas transexuais – refletindo sobre o papel dos psicólogos em tais situações. Ela conta que, inicialmente, não pensava em trabalhar com questões sobre gênero em uma clínica. Aos poucos pareceu cada vez mais pertinente a abordagem dessas temáticas.

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Na noite da quinta-feira, 25, o 8º Interfaces no Fazer Psicológico  uma roda de conversa – coordenada pela psicóloga Bruna Osório Pizzaro, abordou o tema “Violência, diversidade e gênero”. A psicóloga trouxe para os presentes uma conversa clara e aberta sobre as diferenciações da sociedade em relação à questão de gênero desde o nascimento. Segundo ela, a ideia de gênero é iniciada ainda no útero das mulheres. “Por exemplo, eu estou grávida. Teve um dia em que fui até a sessão infantil para meninos em uma loja – porque todas as lojas tem essa divisão de gênero em suas sessões – para comprar uma roupinha azul. Quando cheguei no caixa, a atendente perguntou para quando era o menininho que estou esperando. Acontece que estou grávida de uma menina”, conta.

A diferença de gênero, segundo ela, está em tudo aquilo que a sociedade impõe – desde os primórdios até os dias de hoje. “Desde pequenos escutamos coisas ditas para meninas como “senta direito, você está de vestido, tem que sentar como uma mocinha” ou “mulher tem que se dar ao respeito sempre”, enquanto vemos pais e mães utilizando o sistema inverso para com os meninos. Ou seja, meninas são criadas para serem donas de casa recatadas e meninos para serem os predadores. Acerca disso é que vemos, por exemplo, mulheres repetindo discursos de ódio que, normalmente, seriam ditos apenas por homens e tornando isso uma violência para com elas próprias” argumenta Bruna.

A psicóloga trouxe também temas como o feminismo, mulheres que sofreram abortos (espontâneos ou não) e a vida de pessoas transexuais – refletindo sobre o papel dos psicólogos em tais situações. Ela conta que, inicialmente, não pensava em trabalhar com questões sobre gênero em uma clínica. Aos poucos pareceu cada vez mais pertinente a abordagem dessas temáticas.