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Santa Maria, RS, Brazil

A (in) segurança pública em Santa Maria

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Gráfico: Ticiana Leal

Em Santa Maria, o medo tem sido companheiro  da população na hora de sair e voltar para casa.  Exageros à parte, a insegurança pode ser justificada. Os dados estatísticos divulgados pela Secretaria Estadual de Segurança Pública do Rio Grande do Sul evidencia que entre os principais crimes cometidos na cidade estão os furtos, quando não existe contato com a vítima, e os roubos, quando há presença da vítima, violência e ameaça. De acordo com as estatísticas, de 2012 até o fim de 2015, somados os dois incidentes mais frequentes, foi registrado um aumento de mais de 123%. O número de casos passou de 4.946 para 6.094.  E os crimes contra pedestres se destacam, com 663 ocorrências no ano passado.

Segundo o delegado da Polícia Civil, Jun Sukekava, o combate a esses crimes é difícil por causa das poucas informações que as vítimas apresentam ou, por não registrarem ocorrência junto ao departamento, o que pode indicar um índice ainda mais alto desse tipo de violência.

O ano de 2015 registrou aumento significativo de violência, com 431 roubos a mais que em 2014. E mesmo assim, Santa Maria continua fora da lista de cidades com maior incidência de criminalidade.

Para além dos números, o que se percebe é que quem anda pelas ruas do município precisa ter coragem. A sensação de ausência de segurança aumenta com a precariedade da iluminação pública. Em Santa Maria o serviço é terceirizado. Atualmente quem realiza o trabalho é a Quantum Engenharia, empresa de Santa Catarina contratada por meio de licitação em novembro de 2014. Em fevereiro deste ano a Prefeitura rompeu o contrato e até o momento não abriu nova licitação. De acordo com o poder municipal, a empresa catarinense continua prestando o serviço até que outra seja escolhida. No entanto, a população se queixa de que a cidade está às escuras

Conforme o site Onde fui roubado, é nos bairros centrais que acontece o maior número de assaltos e os casos são mais frequentes à noite. Um exemplo disto são as sucessivas abordagens e assaltos à alunos e funcionários do Centro Universitário Franciscano, localizado bairro Rosário. Por cautela, quem estuda ou trabalha no período noturno evita andar só. As pessoas buscam sair em grupos ou procuram por outros meios de locomoção, muitas vezes oneroso.

A ACS ouviu o depoimento de acadêmicos da Unifra para verificar o que mudou na rotina dessas pessoas. Confira:

Fala povo!

Onde fui roubado? Site interativo convida quem sofreu esse tipo de violência a fazer o registro.

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Gráfico: Ticiana Leal

Em Santa Maria, o medo tem sido companheiro  da população na hora de sair e voltar para casa.  Exageros à parte, a insegurança pode ser justificada. Os dados estatísticos divulgados pela Secretaria Estadual de Segurança Pública do Rio Grande do Sul evidencia que entre os principais crimes cometidos na cidade estão os furtos, quando não existe contato com a vítima, e os roubos, quando há presença da vítima, violência e ameaça. De acordo com as estatísticas, de 2012 até o fim de 2015, somados os dois incidentes mais frequentes, foi registrado um aumento de mais de 123%. O número de casos passou de 4.946 para 6.094.  E os crimes contra pedestres se destacam, com 663 ocorrências no ano passado.

Segundo o delegado da Polícia Civil, Jun Sukekava, o combate a esses crimes é difícil por causa das poucas informações que as vítimas apresentam ou, por não registrarem ocorrência junto ao departamento, o que pode indicar um índice ainda mais alto desse tipo de violência.

O ano de 2015 registrou aumento significativo de violência, com 431 roubos a mais que em 2014. E mesmo assim, Santa Maria continua fora da lista de cidades com maior incidência de criminalidade.

Para além dos números, o que se percebe é que quem anda pelas ruas do município precisa ter coragem. A sensação de ausência de segurança aumenta com a precariedade da iluminação pública. Em Santa Maria o serviço é terceirizado. Atualmente quem realiza o trabalho é a Quantum Engenharia, empresa de Santa Catarina contratada por meio de licitação em novembro de 2014. Em fevereiro deste ano a Prefeitura rompeu o contrato e até o momento não abriu nova licitação. De acordo com o poder municipal, a empresa catarinense continua prestando o serviço até que outra seja escolhida. No entanto, a população se queixa de que a cidade está às escuras

Conforme o site Onde fui roubado, é nos bairros centrais que acontece o maior número de assaltos e os casos são mais frequentes à noite. Um exemplo disto são as sucessivas abordagens e assaltos à alunos e funcionários do Centro Universitário Franciscano, localizado bairro Rosário. Por cautela, quem estuda ou trabalha no período noturno evita andar só. As pessoas buscam sair em grupos ou procuram por outros meios de locomoção, muitas vezes oneroso.

A ACS ouviu o depoimento de acadêmicos da Unifra para verificar o que mudou na rotina dessas pessoas. Confira:

Fala povo!

Onde fui roubado? Site interativo convida quem sofreu esse tipo de violência a fazer o registro.