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Qual o verdadeiro papel da indústria farmacêutica?

Foto: arquivo ACS

Há anos a indústria farmacêutica opera em prol da criação de novos medicamentos e pesquisas frente à doenças que, muitas vezes, são consideradas incuráveis. Porém, por detrás dos bastidores, a “esgotosfera” da sistematização financeira liga o público à falsas esperanças, enquanto se alimenta de seu dinheiro.

O artigo A corrupção institucionalizada da indústria farmacêutica, de Philippe Rivière, publicado no jornal Le Monde Diplomatique, em 2003,  já  destacava a influência da organização farmacêutica mundial acima de médicos e pesquisadores, por meio de uma corrupção onde o consumidor é a principal fonte de renda.

Constata-se hoje que 50% do mercado mundial de remédios está dividido entre  10 maiores firmas farmacêuticas do mundo.  A partir desta informação se pode cogitar o acesso deliberado e a vasta quantidade de remédios à disposição do público… mas não é bem assim. No Hemisfério Sul, por exemplo, centenas de pessoas vão a óbito por não terem acesso à grande parte dos medicamentos ou por serem mantidas em tratamentos longínquos para doenças “incuráveis”. Dentre estas, destacam-se o Câncer, a Diabetes e o Alzheimer.

O ser humano, principalmente o mais pobre, acaba por ser uma vítima deste sistema, e no qual tratamentos simples e remédios baratos poderiam resolver inúmeros problemas de saúde. Mas, quando o lucro fala mais alto, é preferível agir sem serenidade e alienar a população numa Matrix, onde os que a questionam e almejam explorar a camada submersa deste iceberg, geralmente acabam barrados por depoimentos de médicos ou empresas do ramo. O que não se sabe, é que em grande parte das vezes, ambos são totalmente ligados ao lucro destes tratamentos.

O artigo referido destaca casos de escândalos financeiros na Itália, onde a polícia local descobriu um sistema informatizado que viabiliza o acompanhamento de laboratórios por meio das farmácias. Um esquema de corrupção que envolveu 2.900 médicos em desvios de propina. Dinheiro este que estava totalmente ligado à política local, financiando campanhas eleitorais.

A partir destes tópicos é possível questionar se vale a pena seguir achando que tudo está ocorrendo de maneira séria, quando muitos ‘porquês’ geram dúvida frente aos remédios e aos tratamentos indicados? E para onde este dinheiro vai? Obviamente não é todo mercado financeiro ligado ao uso de remédios que age de má fé, mas o abuso sobre os que têm menos condições de se auto-sustentar seguirá enquanto não os questionarem, mesmo havendo provas dos referidos desvios de verba, de tantas empresas envolvidas.

E leva a pensar sobre a responsabilidade destes laboratórios neste momento em que o mundo enfrenta uma pandemia que já ocasionou milhões de mortes. Não seria o momento de uma ação global para que as pesquisas fossem compartilhadas e todos pudessem ter acesso à vacinação?

 

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Foto: arquivo ACS

Há anos a indústria farmacêutica opera em prol da criação de novos medicamentos e pesquisas frente à doenças que, muitas vezes, são consideradas incuráveis. Porém, por detrás dos bastidores, a “esgotosfera” da sistematização financeira liga o público à falsas esperanças, enquanto se alimenta de seu dinheiro.

O artigo A corrupção institucionalizada da indústria farmacêutica, de Philippe Rivière, publicado no jornal Le Monde Diplomatique, em 2003,  já  destacava a influência da organização farmacêutica mundial acima de médicos e pesquisadores, por meio de uma corrupção onde o consumidor é a principal fonte de renda.

Constata-se hoje que 50% do mercado mundial de remédios está dividido entre  10 maiores firmas farmacêuticas do mundo.  A partir desta informação se pode cogitar o acesso deliberado e a vasta quantidade de remédios à disposição do público… mas não é bem assim. No Hemisfério Sul, por exemplo, centenas de pessoas vão a óbito por não terem acesso à grande parte dos medicamentos ou por serem mantidas em tratamentos longínquos para doenças “incuráveis”. Dentre estas, destacam-se o Câncer, a Diabetes e o Alzheimer.

O ser humano, principalmente o mais pobre, acaba por ser uma vítima deste sistema, e no qual tratamentos simples e remédios baratos poderiam resolver inúmeros problemas de saúde. Mas, quando o lucro fala mais alto, é preferível agir sem serenidade e alienar a população numa Matrix, onde os que a questionam e almejam explorar a camada submersa deste iceberg, geralmente acabam barrados por depoimentos de médicos ou empresas do ramo. O que não se sabe, é que em grande parte das vezes, ambos são totalmente ligados ao lucro destes tratamentos.

O artigo referido destaca casos de escândalos financeiros na Itália, onde a polícia local descobriu um sistema informatizado que viabiliza o acompanhamento de laboratórios por meio das farmácias. Um esquema de corrupção que envolveu 2.900 médicos em desvios de propina. Dinheiro este que estava totalmente ligado à política local, financiando campanhas eleitorais.

A partir destes tópicos é possível questionar se vale a pena seguir achando que tudo está ocorrendo de maneira séria, quando muitos ‘porquês’ geram dúvida frente aos remédios e aos tratamentos indicados? E para onde este dinheiro vai? Obviamente não é todo mercado financeiro ligado ao uso de remédios que age de má fé, mas o abuso sobre os que têm menos condições de se auto-sustentar seguirá enquanto não os questionarem, mesmo havendo provas dos referidos desvios de verba, de tantas empresas envolvidas.

E leva a pensar sobre a responsabilidade destes laboratórios neste momento em que o mundo enfrenta uma pandemia que já ocasionou milhões de mortes. Não seria o momento de uma ação global para que as pesquisas fossem compartilhadas e todos pudessem ter acesso à vacinação?