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Feira do Livro

Eduardo Bueno, o Peninha, lota Theatro Treze de Maio

O escritor, jornalista, editor e tradutor Eduardo Bueno, mais conhecido como Peninha, esteve na Feira do Livro de Santa Maria na segunda-feira, autografando suas obras e conversando com o público. Com seu modo irreverente, Peninha falou

Começa a 49º Feira do Livro

Nesta sexta-feira, dia 29 de abril, foi o primeiro dia da 49º Feira do Livro que volta com força total depois de 2 anos de pandemia. A Patronesse da edição é a escritora, professora, pesquisadora e

47ª Feira do Livro de Santa Maria começa hoje

Em um novo formato, a tradicional Feira do Livro de Santa Maria, começa hoje, quinta-feira, 1º de outubro, e vai até o sábado, 10 de outubro. No site da Feira você confere a programação completa que

Feira do Livro chega a 45 mil exemplares vendidos

Até a noite de quinta-feira, dia 09, o balanço de livros vendidos na 46ª Feira do Livro era de 45.055 exemplares. Segundo o presidente da Câmara do Livro de Santa Maria, Télcio Brisolin,  os dois livros

A outra história de Maria Bonita

Na noite de quinta-feira, 9 de maio, quem esteve no palco do Livro Livre foi a escritora e jornalista Adriana Negreiros. A seu lado, a também jornalista do Diário de Santa Maria, Pâmela Matge. Adriana é 

Confira a programação da Feira do Livro nesta sexta, dia 10

14h – Leitura inclusiva:  Cultura Negra Promovido pelo Núcleo de Ações Afirmativas UFSM, com a profª Maria Rita Py, também escritora de livros infantis. 14h – Lançamentos infantis Cadê o Patinho? – Jacira Pedroso Filhotes Aventureiros – Auri Antonio Sudati

Espetáculo conscientiza sobre a preservação ambiental

Com a proposta de conscientizar sobre as questões ambientais que envolvem o lixo, o espetáculo Terra à Vista 2: a aventura continua foi apresentada à criançada na tarde desta terça-feira, 7 de maio, durante a 46ª Feira do

Turma do Pé Quente apresentou a Opereta Pé de Pilão no Theatro Treze de Maio.

A 49° Feira do Livro de Santa Maria iniciou suas atividades na última sexta-feira, 29, na praça Saldanha Marinho. A edição deste ano conta com diversos estandes de livros e revistas, apresentações musicais, teatrais, entre outras atividades.

Na noite de ontem, 03, um musical regado a histórias lúdicas despertou a magia e a imaginação de quem compareceu ao Theatro Treze de Maio para acompanhar o grupo Turma do Pé Quente. Eles contaram e cantaram a peça Opereta Pé de Pilão.

O grupo conta com quatro atores-músicos em seu elenco, Ian Ramil, Carina Levitan, Guilherme Ceron e Cláudio Levitan, que interpretaram suas canções ao vivo. A obra apresentada possui o texto todo em rimas, de autoria de Mário Quintana. No palco, além de suas apresentações, também havia a presença de bonecos e um telão com imagens ao fundo que contribuíam para o entendimento da história.

Cláudio Levitan é autor da Opereta Pé de Pilão.

Cláudio Levitan conta sobre o início. “Começamos a trabalhar montando a música, a qual foi criada em cima da obra clássica da literatura infantil brasileira que é o poema de Mário Quintana, muito bem elaborado por ele, guardada durante 30 anos em uma gaveta, sendo publicado apenas em 1975”, destaca. Já Ian Ramil afirma que se apresentar na Feira do Livro de Santa Maria “é muito especial e se sente lisonjeado”.

O enredo da história apresentada gira em torno de Matias, um menino que virou pato pelo feitiço de uma fada mascarada e sua avó perde o encanto de nunca envelhecer. Os dois não se reconhecem mais, e no meio da busca por ela, o menino encontra o cavalo-polícia, o macaco retratista, Nossa Senhora, o passarinho, incansável com sua máquina fotográfica, e outros personagens.

O escritor Mário Quintana, quando construiu o conto, combinou elementos da cultura popular, como a religiosidade em torno de bruxas, a tradição religiosa cristã através da figura de Nossa Senhora, e trabalhou muito com a imaginação.

O servidor público federal Gustavo Lima, que assistiu com sua filha Pietra Lima, avalia a peça positivamente. “É diferente do que estamos acostumado a ver, pois ela traduziu um poema em uma canção bem musical, que ficou bem lúdica, e que mexeu bastante com a imaginação, tanto minha quanto da minha filha, que gosta muito de teatro e, aliás, faz teatro na escola onde estuda”, relata.

A Feira do Livro encerra suas atividades no dia 14 de maio. Seu horário de funcionamento é das 13h às 19h de domingo a sexta e no sábado das 10h às 19h.

Confira mais fotos da apresentação:

Texto produzido por Joedison da Silva Dornelles. Fotos de Pablo Garcia Milani. Produzido na disciplina de Linguagem das Mídias, durante o primeiro semestre de 2022, sob coordenação da professora Glaíse Bohrer Palma.

O escritor, jornalista, editor e tradutor Eduardo Bueno, mais conhecido como Peninha, esteve na Feira do Livro de Santa Maria na segunda-feira, autografando suas obras e conversando com o público.

Eduardo Bueno participou da Feira do Livro na segunda-feira. Imagem: Felipe Perosa

Com seu modo irreverente, Peninha falou especialmente sobre a História do Brasil e seu  último livro “Dicionário da Independência – 200 anos em 200 verbetes”. O livro, que tem o formato de dicionário, traz ilustrações que ajudam a explicar o bicentenário da independência.“Utilizei a ilustração pois eu acredito em uma história pop. É fundamental conhecermos nosso passado, pois, como já diz o ditado, um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-lo”. Bueno respondeu questionamentos de quem estava presente, comentou sobre a direita no Brasil dizer que ele é de esquerda, além de acusá-lo de comunista, e as pessoas da esquerda dizerem que ele é de direita, com o bom humor que lhe é peculiar. Ao final, aplaudido de pé, gritou um Fora Bolsonaro que foi ecoado pelo público.

O autor tem mais de 30 livros publicados e com a coleção Brasilis, que reúne A viagem do descobrimento, Náufragos, traficantes e degredados, Capitães do Brasil e A coroa, a cruz e a espada, tornou-se o primeiro autor brasileiro a emplacar simultaneamente quatro títulos entre os cinco primeiros nas listas dos mais vendidos dos principais jornais e revistas do país. Já editou mais de 200 títulos, tendo colaborado com algumas das principais editoras brasileiras.

Para quem quiser acompanhar Eduardo Bueno pelas redes, ele mantém um Podcast e um canal no Youtube, ambos denominados Buenas Ideias.

A Feira do Livro de Santa Maria segue até dia 14 de maio, na Praça Saldanha Marinho. Para assistir ao Livro Livre, que ocorre todos os dias às 19h no Theatro Treze de Maio, é só pegar o ingresso gratuito na recepção do Theatro.

Nesta sexta-feira, dia 29 de abril, foi o primeiro dia da 49º Feira do Livro que volta com força total depois de 2 anos de pandemia. A Patronesse da edição é a escritora, professora, pesquisadora e ativista Nikelen Witter, e os homenageados são a professora e escritora Maria Esther Gomes de Souza e o médico e compositor nativista Mario Eleú da Silva que é homenageado póstumo.

Maria Esther possui deficiência auditiva e é educadora especial e lançou 2 livros nessa sexta-feira na Feira do Livro, Uma história de mãos brilhantes e Minivoleibol para Surdos que escreveu junto com Jeferson de Oliveira Miranda. O primeiro livro conta a história de Daniel, um rapaz surdo, e demonstra a importância da inclusão de jovens surdos e deficientes auditivos na educação desde jovens. Sobre isso a professora comentou que a sociedade precisa dar mais passos em direção a sensibilidade e abrir mais espaços para que histórias de mãos brilhantes como as de Daniel sejam contadas.

Também ocorre neste fim de semana o projeto Troca Livros, organizado pela Biblioteca Pública Henrique Bastide. O objetivo do projeto é promover a troca de livros em bom estado, com foco em livros literários. Outra atração foi o espetáculo 2 Lunáticos, que teve duas apresentações, de manhã e de tarde, no Teatro Treze de Maio, e recebeu um grande número de pessoas, em especial crianças que se contagiaram com a alegria dos artistas. A 49º Feira do Livro vai de 29 de abril até 14 de maio.

A tradicional Feira do Livro de Santa Maria chega a sua 49ª edição de 29 de abril a  14 de maio. Depois de dois anos ocorrendo de modo híbrido, a Feira deste ano será totalmente presencial. São cerca de 40 livreiros e mais de cem lançamentos de livros, sendo que boa parte de escritores locais.

A programação conta com apresentações de peças de teatro, shows musicais e cinema, além dos tradicionais estandes de livros. A patronesse desta edição é a professora, escritora, pesquisadora e ativista Nikelen Witter; e a professora homenageada, Maria Esther Gomes de Souza. Já o escritor homenageado (póstumo), é o médico e compositor Mário Eleú da Silva. No dia 7 de maio haverá a Noite da Patronesse: #LeiaMulheres, com a professora Nikelen acompanhada de Monalisa Dias e o Clube de Leituras Bem-ditas.

A abertura ocorre na sexta às 18h, no Theatro Treze de Maio, com uma homenagem à professora Maria Esther Gomes de Souza. Ela tem seis livros publicados e realiza trabalho de leitura inclusiva e se destaca no trabalho com alunos surdos na Escola Estadual de Educação Especial Dr. Reinaldo Fernando Cóser.

Veja a programação completa na página da Feira do Livro.

Em um novo formato, a tradicional Feira do Livro de Santa Maria, começa hoje, quinta-feira, 1º de outubro, e vai até o sábado, 10 de outubro.

No site da Feira você confere a programação completa que conta com espetáculos infantis, bate-papos com autores, lançamentos de livros e Hora da Leitura para a criançada. Será possível acompanhar tudo online direto dos canais oficiais pelo Youtube e Facebook.

Hoje pela tarde haverá programação infantil e às 19h ocorre a abertura oficial com Vídeo-livro e Sarau Poético em homenagem ao Patrono Guido Isaia. Já às 19h30 é a vez do Livro Livre com a filósofa e jornalista Djamila Ribeiro.

A venda de livros será feita pelas livrarias participantes, que estarão atendendo em seus espaços físicos e também com tele-entrega. Aqui você confere o mapa das livrarias integrantes da Feira deste ano.

A Feira do Livro tem como Patrono Guido Cechella Isaia, escritor homenageado Ronai Pires da Rocha, professora homenageada Laura Fernandes e homenageado Carlos Alberto Belinaso.

A assessoria de imprensa da Feira é realizada pelos acadêmicos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da UFN, sob supervisão do professor Bebeto Badke.

O patrono Maurício Leite esteve presente com a organização da Feira durante os 16 dias. Fotos: Denzel Valiente/LABFEM

Até a noite de quinta-feira, dia 09, o balanço de livros vendidos na 46ª Feira do Livro era de 45.055 exemplares.

Segundo o presidente da Câmara do Livro de Santa Maria, Télcio Brisolin,  os dois livros mais vendidos da Feira foram, até agora, A Sutil Arte de Ligar O F* de Mark Manson, e Lelé João-de-barro: arquitetura e história de Clarissa Pereira, Daniel Pereyron e Neli Mombelli. Já em escala menor, entram nos mais procurados O Diário de um Banana, Baixada Melancólica, Prado Veppo, Brincando com Lucas Neto e O Pequeno Príncipe.

Télcio explica que só em terem 3 livros de autores locais na lista dos 10 mais procurados é muito importante, pois sem a Feira eles não ganhariam essa visibilidade para concorrer com os historicamente mais procurados como O Diário de um Banana e Brincando com Lucas Neto.

Ajudando na organização da Feira desde 78, Télcio conta que antes haviam 4 ou 5 autores e que hoje é uma grande satisfação ver cerca de 100 autores trazendo lançamentos para a Feira do Livro a cada ano. “A Feira ajuda no processo de conhecimento, e o conhecimento ajuda no desenvolvimento da cidade”, diz.

Os livros mais vendidos foram A Sutil Arte de Ligar O F* e Lelé João-de-Barro: arquitetura e história.

A atração principal da Feira, segundo o presidente da Câmara do Livro, foi a participação da jornalista Eliane Brum no palco do Livro Livre, que teve sua localização mudada duas vezes devido à grande procura do público,  excedendo as expectativas.

A palestra de Marina Colasanti também foi muito procurada. A Feira estava tentando trazê-la há anos.

Outra participação importante foi a do patrono Maurício Leite, que esteve presente com a organização durante os 16 dias de feira. Ele é uma grande influência como promotor da leitura tanto no Brasil como na África. A presença de Maurício também foi de grande importância para o contato com grande nomes que vieram participar desta edição.

“Só o conhecimento nos leva a quebrar paradigmas”, diz Adriana. Foto: Beatriz Bessow/LABFEM

Na noite de quinta-feira, 9 de maio, quem esteve no palco do Livro Livre foi a escritora e jornalista Adriana Negreiros. A seu lado, a também jornalista do Diário de Santa Maria, Pâmela Matge. Adriana é  paulista de nascença, mas criada no Ceará. A autora do livro Maria Bonita: sexo, violência e mulheres no cangaço,  conta a saga de Maria Gomes de Oliveira, a cangaceira mais famosa da história nordestina.

Adriana explica que cresceu ouvindo sua avó contar histórias sobre os cangaceiros e sobre como vivia com medo, porque eles eram grupos armados que cometiam crimes e violências por onde passavam. O mais conhecido  foi Lampião, marido de Maria Bonita, de quem todos contam as histórias, porém, a escritora revela que surgiu a curiosidade pessoal, histórica e jornalística de como seria o ponto de vista de Maria Bonita, o que logo se tornou sua missão feminista.

A história diz que Maria era casada com um mulherengo impotente que sempre a traía, e que quando ela reclamava disso, ele a agredia. O que a tornava uma mulher transgressora de quem todos falavam, era o fato de que Maria Bonita também traia o marido e falava para quem quisesse ouvir que preferia estar com um homem valentão. Foi quando Lampião chegou na cidade de Maria e foi recebido pelo pai dela. Logo parou nos ouvidos de Lampião que ela queria ir embora com os cangaceiros. Lampião concedeu seu desejo. Segundo a jornalista, Maria Bonita queria fugir da situação ruim em que estava e o único jeito que encontrou foi o de se colocar em outra.

Já no cangaço, Adriana afirma que os homens eram os mais vaidosos. Eles exibiam seus chapéus e bolsas enfeitados do mesmo jeito que exibiam suas mulheres. Quanto mais enfeitada a mulher, mais poderoso era o homem. Como a água era escassa, era guardada para a higiene feminina. Já os homens, depois de estuprarem diversas mulheres e contrair doenças, não se lavavam tanto, pois as doenças eram um símbolo de virilidade.

A escritora também comenta que apesar de Maria Bonita ser vista como feminista hoje em dia, no cangaço não era bem assim. Ela era uma transgressora em relação ao comportamento das mulheres da época, mas não tinha a união com outras mulheres que o feminismo defende. Maria Bonita, diferente das outras que haviam sido sequestradas ainda quando crianças, queria estar lá.

Havia uma regra dentro do cangaço de que se a mulher traísse, ela deveria morrer, independente de se ela fosse estuprada ou não. Adriana conta que a mulher do cangaço mais feia era chamada de Cristina, e que certo dia alguém suspeitou que ela estivesse tendo um caso com o cantor e animador do grupo. Quando perguntada sobre isso, Maria Bonita disse que Cristina devia morrer, mesmo sem provas. Adriana explica que não é plausível que exijam dessas mulheres um ato feminista, pois elas eram vistas como objetos ou acessórios pelos homens, e como criminosas pelos policiais. Elas não sabiam o que era se unir contra alguma coisa.

A jornalista acrescenta sobre a falta de informações sobre as mulheres no cangaço, e que a principal informação encontrada era sobre as pernas de Maria Bonita. Mesmo nas crônicas dos cangaceiros ou pela imprensa da época, as mulheres eram narradas como se estivessem lá atrapalhando o tempo inteiro. As fontes só falavam da história dos homens.

Por fim, Adriana diz que no livro pode escrever como a nordestina que é. Também acredita que entre Lampião e Maria Bonita havia um pouco de amor, pois nos registros fotográficos ele sempre a colocava em destaque, coisa jamais feita por  cangaceiros que enxergavam a mulher como  enfeite. E, apesar de todo o massacre cometido por ele, não há registros de violência em relação a ela.

A escritora afirma que a pesquisa e produção do livro a transformou. Foi entendendo a vivência destas mulheres e estudando sobre filosofia que Adriana pôde afirmar que “feminismo é uma causa urgente e necessária”. Ela, que vem de uma época em que não se falava em feminismo, hoje fica feliz em poder dizer com orgulho que é feminista, e diz acreditar que se Maria Bonita vivesse hoje, possivelmente o seria também.

Veja mais no site da Feira do Livro.

Profª Maria Rita Py fará leitura inclusiva ás 14h. Foto: Divulgação.

14h – Leitura inclusiva:  Cultura Negra

Promovido pelo Núcleo de Ações Afirmativas UFSM, com a profª Maria Rita Py, também escritora de livros infantis.

14h – Lançamentos infantis

Cadê o Patinho? – Jacira Pedroso

Filhotes Aventureiros – Auri Antonio Sudati – Irene Fernades dos Santos – Lourdes Morales Dallacosta

14h30min – OS MÚSICOS DE BREMEN

17h  Lançamentos de livros

Familía Miron – Fátima Inês Miron

Fernando Pessoa: Poemas  e Fingimentos – Ensaios – Lígia Militz da Costa

Os Embaixadores – Luiz Olyntho Telles da Silva

Mil Estrelas Estão Passando – Maria Esther MegaHiperUltraPower

Charlas do Tio Lalo – Hylário João Agostini

O Absoluto e o Pós-Homem: como vir-a-ser Deus-que-ultrapassa-a-si-mesmo – Sérgio Canarim

Travessia dos Lucros Perpétuos: Fogo e Lama – Luciano Santos

Maneco Pedroso um Herói Esqucido – Carlos Roberto Gomide

Evidências Empreendedoras na Enfermagem: ensino, pesquisa,e extensão – Dirce Stein Backs – Silomar Ilha – Juliana Silveira Colomé

Territórios Em Movimentos – Orgs. Ivanio Folmer – Ane Carine Meurer

19h – Livro livre

O bate-papo com a Cátedra Unesco de Leitura, que seria na sexta-feira, dia 10, às 19h, foi adiado em função de problemas de saúde da palestrante. A palestra foi remarcada para o dia 16 de maio, às 19h, no Theatro Treze de Maio. Eliana Yunes é formada em Filosofia e Letras pela Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira, com pós doutorado em Leitura pela Universidade de Colônia. É professora associada da PUC – Rio e professora visitante em universidades brasileiras e do exterior. Criou para a Biblioteca Nacional o Programa Nacional de Leitura (Proler), é assessora do Cerlalc/Unesco e comparte a direção da Cátedra Unesco de Leitura no Brasil.

Raphael Montes diz que as histórias policiais não devem traduzir a realidade, pois a violência é banalizada no país. Fotos: Denzel Valiente/LABFEM

Raphael Montes foi a atração da noite na 46ª Feira do Livro, no palco do Livro Livre desta terça-feira, dia 7. O escritor de literatura policial já publicou 4 livros que, juntos, venderam cerca de 80 mil cópias no Brasil. Formado em direito, o carioca estreou na literatura em 2012 com seu romance Suicidas. Já seu segundo livro, Dias Perfeitos, foi publicado em mais de 14 países.

Criado em uma casa sem estímulos literários, Raphael conta que, quando pequeno, não gostava de ler e que seu único contato com os livros era na escola. “Os livros podem ser gostosos de ler, mas eu não sabia disso”, explica Raphael. Aos 12 anos, ele estava na casa de sua avó e, por não ter nada para fazer, resolveu ler Um Estudo em Vermelho, sobre as aventuras de Sherlock Holmes, e resolveu que queria escrever também.

Quando questionado sobre a formação em direito, o carioca afirma que não quer desmerecer a profissão, mas que só o fez para ter um diploma. Também diz que logo no fim do ensino médio, um amigo o convidou para escrever o roteiro de um curta, cuja história originaria seu primeiro livro: Suicidas. A obra foi publicada no início de sua graduação, porém ele decidiu continuar estudando e garantir o diploma para ter um futuro. Logo, seu segundo livro foi publicado e, graças ao sucesso, soube que seria escritor.

Raphael comenta que houve as pessoas falarem que quando terminam um livro ficam tristes por sentir falta dos personagens, já ele diz terminar seus livros “de saco cheio” e que nunca os lê depois de publicados. O escritor explica que quando vai escrever o próximo, precisa que o máximo de coisas sejam diferentes do anterior, tanto os pontos de vistas quanto os personagens. Para ele é imprescindível a busca pela provocação e por assuntos interessante e novos, pois são ingredientes que renovam a sua escrita. “Boa literatura é necessariamente popular e complexa, não é preciso focar em extremos”, revela.

“A história é fácil, é o como escrever que é difícil”, afirma Raphael.

Sobre o conteúdo de seus livros, afirma que “qualquer um de nós é um potencial criminoso”, por isso, gosta de observar as pessoas e ouvir suas histórias. Ele traz que a violência é algo humano e que, por mais que escreva sobre esse lado das pessoas, confessa não gostar de coisas mórbidas e nem de olhar fotos sangrentas. “O que me interessa não é a violência, é o que tem por trás dela”, garante Raphael. Ele também diz que sempre consulta amigos para as atrocidades que escreve, como uma amiga veterinária para saber como se abre um corpo, e informa que sente bastante medo e talvez seja por isso que escreve sobre.

O escritor também falou sobre seu novo livro, intitulado A Mulher no Escuro. Trata-se, segundo ele, de um projeto menos graficamente violento sobre a jornada de amadurecimento de uma mulher muito solitária que viu sua família sendo assassinada quando tinha 4 anos, dentro de sua casa. O livro irá narrar sobre como ela ignora a situação traumática e vive sem viver realmente, mas é obrigada a lembrar de tudo quando, depois de 20 anos, o assassino volta para terminar o serviço.

46ª Feira do Livro tem espetáculo que ensina a preservar o meio-ambiente.Foto: Lucas Linck/LABFEM

Com a proposta de conscientizar sobre as questões ambientais que envolvem o lixo, o espetáculo Terra à Vista 2: a aventura continua foi apresentada à criançada na tarde desta terça-feira, 7 de maio, durante a 46ª Feira do Livro. O projeto, criado em 2015, surgiu através de uma solicitação CRVR, Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos, responsável pelo aterro sanitário de Santa Maria

Inicialmente apresentada só no Rio Grande do Sul, a peça hoje percorre diferentes cidades do Brasil. Sua primeira edição “Terra à Vista: uma aventura pirata” conta a história dos três irmãos que lutam para pagar a dívida de uma casa deixada como herança por seus avós. Em Terra à Vista 2: a aventura continua,  já tendo conseguido ficar com a casa, Miguel, Manuela e Mateus, querem construir um parque temático pirata mas se deparam com um terreno atulhado de lixo. Bartô, cúmplice do advogado que quer roubar a casa, afirma ser o dono do local. Em seguida, começa  a disputa para ver com quem ficará a terra. A peça aborda assuntos como a separação do lixo, efeito estufa e a geração de energia através do biogás, tudo de uma maneira lúdica e didática que envolve o público infantil.

A atriz  Patrícia Garcia conta que quando começaram a trabalhar com as questões que envolviam o meio ambiente e o lixo se depararam com uma realidade muitas vezes desconhecida. “Conforme fomos evoluindo o espetáculo e passando pelos lugares, conhecemos a realidade das pessoas que vivem dos resíduos ou que tem problemas sérios com eles”, afirma. Eles perceberam em temporadas no litoral que havia muitos problemas com a poluição das águas e que as crianças faziam campanhas para retirar o lixo  deixado pelos turistas.  Ela ainda fala da ausência de noção do quanto para alguns o lixo é importante e para outros é um problema e que, infelizmente, o ser humano não possui uma consciência ambiental e a consciência de ensinar as novas gerações sobre o problema do lixo, para que em um futuro isso mude.

O estudante Aldebar Pereira é pai e acha importante a educação de como dispor os resíduos em espetáculos, pois reforça o que já é aprendido em casa e na escola. “ Através dessa abordagem lúdica, depois eles falam bastante de por o lixo no lugar certo” afirma.