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A visão acadêmica é premiada no Comunica Hits

Na última semana foi realizada a cerimônia do 8º prêmio de Jornalismo, o Comunica Hits. Puderam concorrer no prêmio projetos de alunos do 2º semestre de 2021 e 1º semestre de 2022. A celebração foi realizada

8º Prêmio de Jornalismo da UFN festeja as produções do curso

O 8º Prêmio de Jornalismo da Universidade Franciscana ocorreu na noite da ´última quarta-feira. O Prêmio é o momento de valorização dos trabalhos dos acadêmicos, que os articularam com teoria e prática durante o 2º semestre

Veja alguns dos serviços que a UFN oferece para a comunidade

Para atender as necessidades locais, a UFN oferece serviços em diversas áreas. Saúde e economia são as principais demandas atendidas pela instituição. As atividades são realizadas principalmente por alunos, para pôr em prática a teoria aprendida

Os mais de 70 anos de sofrimento argentino

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Religião brasileira completa 114 anos de existência

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Projeto Geoparque Caçapava recebe avaliadores da UNESCO

Começou hoje a avaliação do projeto Geoparque Caçapava do Sul. O geólogo e paleontólogo, Mahito Watanabe, do Japão, e o graduado em Ciências Ambientais Antonino Sanz Matencio, da Espanha estão em visita à cidade para avaliar

Na última semana foi realizada a cerimônia do 8º prêmio de Jornalismo, o Comunica Hits. Puderam concorrer no prêmio projetos de alunos do 2º semestre de 2021 e 1º semestre de 2022. A celebração foi realizada no hall do prédio 15.

Uma das categorias da premiação foi a de Fotografia, que foi dividida em cinco modalidades: Fotografia em sequência, Fotografia Livre, Fotojornalismo, Fotografia ensaio e Fotografia ilustrativa. Cada modalidade contava com jurados com formação jornalística e experiência na área. No caso da Fotografia, os jurados foram os jornalistas Paulo Pires e Nathália Schneider.

Laura Fabricio e Petrius Dias, vencedor da modalidade Fotojornalismo. Imagem: Luiza Silveira.

Em Fotojornalismo concorreram imagens de fatos ou acontecimentos em que prevaleçam o caráter noticioso e a relação com a atualidade. O pódio da modalidade foi composto por “Torcida: o reforço dentro de quadra” de Pablo Milani como bronze, “Clássico de Formigueiro” de Miguel Cardoso como prata e “(in)visível” de Petrius Dias foi o vencedor do ouro.

Na modalidade Fotografia em sequência puderam concorrer conjuntos de três a seis fotogramas que compusessem uma narrativa. O vencedor da modalidade foi Pablo Milani com “Lance polêmico: tumulto gerado” .

Em Fotografia Livre puderam concorrer imagens de temáticas subjetivas e artísticas e apurado valor estético. A prata ficou com “Chimarrão em Formigueiro”, de Miguel Cardoso. Já o ouro foi para “A engenharia sob outra perspectiva” de Pablo Milani.

Na modalidade Foto Ensaio foram aceitas inscrições de fotografias ilustrativas com proposição temática do autor. Mais uma vez o vencedor do ouro foi Pablo Milani, dessa vez com “Doces artesanais gourmet: uma alternativa deliciosa na páscoa”.

Por último na categoria, em Fotografia ilustrativa concorreram imagens fotográficas representativas em que existe a interferência do repórter fotográfico na composição ou na produção. O vencedor da modalidade foi “Orgulho LGBTQIA+”, de Pablo Milani .

Emanuelle Rosa e Pablo Milani, vencedor de quatro modalidades de Fotografia. Imagem: Luiza Silveira

O grande premiado da noite, Pablo Milani, relata a importância de participar da premiação: “É uma sensação de dever cumprido, especialmente por ser meu último semestre. Em uma jornada desde 2018 até aqui, colocando em prática tudo que aprendi na vida profissional. Como resultado, fui agraciado com quatro prêmios de primeiro lugar em Fotografia, uma categoria em que eu não havia concorrido em edições anteriores.”

O 8º Prêmio de Jornalismo da Universidade Franciscana ocorreu na noite da ´última quarta-feira. O Prêmio é o momento de valorização dos trabalhos dos acadêmicos, que os articularam com teoria e prática durante o 2º semestre de 2021 e o 1º semestre de 2022.

Premiados do 8º Prêmio de Jornalismo da UFN. Imagem: Luiza Silveira

Os trabalhos inscritos pelos alunos do curso disputaram as categorias Ouro, Prata e Bronze nas seguintes modalidades: Audiovisual, digital, fotografia e rádio e teve como avaliadores profissionais do mercado jornalístico. Os jurados foram: Categoria Audiovisual, modalidade audiovisual para internet e modalidade documentário: jornalista Luiza Chamis; Categoria Audiovisual, modalidade reportagem e modalidade programa jornalístico: jornalista Thaís Ceretta; Categoria Fotografia, modalidades Fotografia Livre, Fotojornalismo e Fotografia em sequência: jornalista Paulo Pires; Categoria Fotografia, modalidade Fotografia ensaio e modalidade Fotografia ilustrativa: Jornalista Nathália Schneider; Categoria Rádio: modalidade programa jornalístico e modalidade programa radiofônico: jornalista Tiago Nunes; Categoria Digital: modalidade Mídia social e modalidade Site ou blog: jornalista Igor Muller; Categoria Digital, modalidade Podcast: Denzel Valiente; Categoria Digital, modalidade reportagem: jornalista Luciane Treulieb.

A cerimônia foi apresentada pelo jornalista e professor Carlos Alberto Badke. A coordenadora do curso, professora Sione Gomes, fez um discurso onde agradeceu por cada inscrição. “Hoje temos jornalistas em formação, que se propuseram a mostrar o que produziram e receber o parecer  das pessoas que tiveram a gentileza de analisar os trabalhos e trazer as suas contribuições. Eu gostaria de parabenizar todos que  participaram do prêmio como inscritos. Essa iniciativa é muito importante”, complementou Sione. A reitora da Universidade Franciscana, Irani Rupolo, esteve presente no evento.

O acadêmico Lucas Acosta conta que inscreveu-se pois para ele é um momento muito importante, onde além de receber prêmios, há uma confraternização no curso. “É muito bom juntar todos os colegas e poder ser premiado. Inscrevi alguns projetos, porque acreditei que eles tinham o potencial suficiente para serem premiados. Justamente por acreditarmos nos projetos e agarramos firmemente a oportunidade de realizar algo que gostamos na rádio”.  Ele também afirma que é importante participar porque, “você é reconhecido pelos trabalhos que faz dentro do curso. Isso acaba servindo como uma forma de incentivo para realizar mais atividades e com de qualidade”. Para Acosta receber o Prêmio é gratificante: “é uma sensação única já que ganhamos prêmios fazendo o que gostamos, acredito que isso seja o mais importante também. Recebi premiação com 3 projetos de esporte, que é o que eu quero seguir no futuro, então isso serve como indicativo que estou indo para o caminho certo”.

Gabriela Flores conta que inscreveu seus trabalhos porque os achou interessantes e acreditou muito no potencial deles. “ Acredito ser muito importante, principalmente incentivar os alunos a continuarem sempre melhorando em seus trabalhos”, explica Gabriela. Ela relata que ganhar o Prêmio é uma sensação de gratidão e dever cumprido por tudo que aprendeu durante esses 4 anos de curso.

O aluno Guilherme Cassão conta que é um reconhecimento maravilhoso. “1º semestre de curso e conquistando esse prêmio ao lado do Lucas, Miguel e Felipe está sendo muito especial. O Titular da Rede e o Camisa 10 me abraçaram na primeira semana de faculdade, quando eu cheguei perdido em Santa Maria. Eles me acolheram e fizemos esses programas serem um sucesso”, explica Cassão. Para ele é muito importante no início de sua trajetória receber esse reconhecimento,  “é muito especial pro crescimento profissional e pessoal”.

Galeria de fotos 8º Prêmio de Jornalismo da UFN ( imagens Luiza Silveira)

As inscrições para a 9ª Mostra Integrada de Produções Audiovisuais (Mipa) encerram hoje, 25. Para efetuar a inscrição basta acessar o formulário e inscrever as obras audiovisuais de forma gratuita.

Segundo a organização do evento, o mote da campanha da Mostra deste ano vem ao encontro da necessidade de alimentar a alma e o corpo. Conforme a Organização das Nações Unidas, o Brasil voltou ao Mapa da Fome em 2022. São cerca de 33,1 milhões de brasileiros que não têm a garantia da próxima refeição. Por isso, durante o mês de dezembro até o dia da Mostra ocorrerá uma campanha de arrecadação de alimentos para doar ao Banco de Alimentos de Santa Maria. 

A mostra contará com cinco categorias, sendo elas: Ficção, Documentário, Vídeo Experimental, Videoclipe e Animação. A 9ª Mipa será realizada no dia 14 de dezembro, às 20h, no pátio do prédio 14 do Conjunto III da UFN, com sessão aberta ao público em geral. A lista dos selecionados para a Mostra serão divulgados no dia 07/12 no instagram @lab_seis e no site www.labseis.ufn.edu.br.  Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail labseis@ufn.edu.br.

A Mipa contará com três curadores avaliativos, sendo eles:

Luiza Chamis

Jornalista, com especialização em Cinema (UFN) e mestra em Cinema e Artes do Vídeo (UNESPAR). Seus interesses de pesquisa no audiovisual circundam as áreas de documentário, imagens de arquivo, ensaio fílmico e animação.

Julia Trombini

Jornalista (UFN), mestranda em Cinema e Artes do Vídeo (UNESPAR). Integra o Grupo de Pesquisa Eikos: imagem e experiência estética. Tem experiência nas temáticas de documentário, fotografia, representações, estudos culturais e diaspóricos. Participou do grupo de pesquisa sobre cinema Moviola, na UFSM.

Julio Cezar Neto

Publicitário (UFN), premiado em competições da área. entre eles o de melhor vídeo de apresentação do Madrugadão da Feevale (2019) e vencedor do Festival Assimetria na categoria Júri Popular (2020). Integrante do painel Visual do projeto B-Armys Acadêmicas como editor e produtor de conteúdo sobre music videos de K-Pop, é diretor de fotografia, editor e animador 2D na Toca Audiovisual.

Lucas Guillande

Publicitário (UFN). Atua como roteirista , produtor audiovisual e social media. Suas práticas audiovisuais e de pesquisa permeiam as artes cênicas, publicidade institucional, moda e música.

Para atender as necessidades locais, a UFN oferece serviços em diversas áreas. Saúde e economia são as principais demandas atendidas pela instituição. As atividades são realizadas principalmente por alunos, para pôr em prática a teoria aprendida em aula. Confira a lista dos serviços oferecidos pela universidade:

LEAC – Laboratório Escola de Análises Clínicas   

Oferece à comunidade acadêmica e ao público em geral exames laboratoriais de rotina.

• Agendamento pelo telefone: 3220-1269

Laboratório de Odontologia

• Público: Externo e interno

Desenvolve ações de prevenção a saúde bucal e tratamentos específicos de acordo com cada paciente conforme avaliação prévia.

• Agendamento: Conforme disponibilidade de vagas de triagem, pelo número (55) 3025-9070

• Público: Externo e interno

 Laboratório de Ensino Prático em Fisioterapia

Os atendimentos de fisioterapia ambulatorial ocorrem no solo e na hidroterapia e são destinados às necessidades traumato-ortopédicas e disfunções neurológicas em qualquer faixa etária. Além disso, são realizados atendimentos para crianças e adolescentes, saúde da mulher e direcionado ao cuidado no envelhecimento. No turno da tarde é disponibilizada assistência multiprofissional ao paciente com necessidade de reabilitação física.

• Agendamento: Conforme disponibilidade de vagas, pelo número (55) 3025-9067

• Público: Externo e interno

Terapia Ocupacional

Objetiva desenvolver, recuperar ou manter habilidades das pessoas que apresentam temporária ou definitiva dificuldade em desempenhar atividades cotidianas e participação na vida social. Por meio de atividades significativas para cada sujeito, trabalhando na habilitação, reabilitação, prevenção de agravos, promoção da saúde, bem-estar e qualidade de vida.

• Agendamento: Conforme disponibilidade de vagas, pelo número (55) 3025-9070/ Ramal: 9084

• Público: Externo em todas as faixas etárias e interno

Laboratório em Enfermagem

Avaliação efetiva do processo de enfermagem, por meio de consulta e prescrição de cuidados de enfermagem.

• Agendamento: Conforme disponibilidade de vagas, pelo número (55) 3025-9070/ Ramal 9075

• Público: Somente público interno e pacientes atendidos nos Laboratórios da UFN

O público interno pode ir diretamente ao consultório de enfermagem. Imagem: divulgação.

Laboratório de Psicologia

O Laboratório de Práticas em Psicologia oferece atendimento individual para crianças, adolescentes e adultos.  Também há a modalidade de atendimentos em grupos de crianças e adolescentes e terapias de casal e famílias.

• Agendamento: Conforme disponibilidade de vagas, pelo telefone (55) 3025-9070/ Ramal 9077

• Público: Externo e Interno

Laboratório de Prática de Nutrição Clínica Ambulatorial

Orientação e acompanhamento nutricional.

• Agendamento: Conforme disponibilidade de vagas, pelo telefone (55) 3025-9070/ Ramal 9075

• Público: Externo e interno  

Serviço de Atenção Farmacêutica

Destina-se a pessoas que utilizam diversos medicamentos e sentem efeitos adversos ou inefetividade em seu tratamento.

• Agendamento: Conforme disponibilidade de vagas, pelo telefone (55) 3025-9070/ Ramal: 9085

• Público: Externo e interno 

Núcleo de Apoio à Diversidade Humana – NADH

O objetivo é estabelecer acolhimento a toda comunidade universitária, dar apoio psicopedagógico, psicológico, orientação profissional e outras necessidades do público interno da Universidade Franciscana, através de ações individuais e coletivas de acordo com cada caso.

• Agendamento pelo e-mail: nadh@ufn.edu.br

• Público: Acadêmicos de graduação e pós-graduação, professores e colaboradores (Interno)

Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF)

Oferece serviços solucionando possíveis problemas relacionados à CPF e informações sobre declarações de Microempreendedores Individuais – MEI e pessoas físicas. Ele promove uma maior interação entre RFB, as IES, alunos e sociedade, proporcionando cooperação mútua, para a qualificação de futuros profissionais contábeis e a prestação de serviços fiscais aos contribuintes hipossuficientes visando o fortalecimento da imagem de ambos e o desenvolvimento da moral tributária.

• Público: Externo e interno

• Os serviços e orientações contábeis ofertados pelo NAF da UFN são gratuitos

• Agendamentos: via Facebook , via WhatsApp (55) 99981-5936 ou pelo e-mail: naf@camillamotta

O I Jogos Interatléticas de Santa Maria (JISM) ocorre nos dias 26 de novembro, no Pains Sports, 3 e 4 de dezembro, no Farrezão e no Parque de Eventos Feltrin terá a festa principal. O JISM surgiu com o propósito de unir as atléticas – equipes de um mesmo curso de graduação que se reúnem para jogos e esportes e é promovido pela Liga Interatléticas de Santa Maria (LISM), que conta com 18 atléticas de instituição públicas e privadas de ensino superior da cidade.

Imagem: Divulgação

Dia 26 de novembro serão os jogos de boteco (truco gaudério, truco paulista, xadrez e sinuca) e classificatória do vôlei, nas categorias masculina e feminina. Já no dia 3 de dezembro é a vez dos jogos de futsal, basquete e handebol, também nas modalidades masculinas e femininas. No dia 4 de dezembro acontecerão as finais de vôlei, futsal, basquete e handebol, e a divulgação da atlética campeã. Também no dia 26, terá a primeira festa de integração entre os jogadores, no Pains, e a festa principal será no dia 0, no Parque de Eventos Feltrin, com diversos artistas locais confirmados. no Instagram do JISM (@jism.2022).

Os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Universidade Franciscana (UFN) estarão na disputa com a Associação Atlética de Publicidade e Propaganda Franciscana (AAPPF) e esperam trazer os troféus para a área da comunicação. Mais informações podem ser acessadas pelo Instagram do JISM @jism.2022 .

Durante a primeira metade do século XX, a Argentina era uma das maiores potências econômicas do mundo. Foi ao fim da Segunda Guerra Mundial que a economia do país sofreu uma derrocada fatal. Até hoje, o povo sofre as consequências da má gestão governamental. Devido à inflação, os preços atuais dos produtos argentinos se apresentam muito caros para a população e muito atrativos para os estrangeiros.

No ano seguinte à guerra, mais especificamente em quatro de junho de 1946, o militar Juan Domingo Perón foi eleito democraticamente como presidente da Argentina, acompanhado de sua esposa Evita Perón. Com a ascensão do Peronismo, os cargos públicos começaram a aumentar descontroladamente. Além disto, a primeira-dama exerceu sua influência como cônjuge do presidente e, por meio do dinheiro público que provinha das indústrias diversificadas que havia no território argentino, começou a oferecer apoio financeiro aos países europeus que precisavam pagar dívidas. Perón permaneceu no poder até o ano de 1955 e voltou ao governo entre 1973 e 1974, quando foi substituído por sua segunda mulher, Isabelita Perón, que foi deposta pela milícia no início da ditadura civil-militar em 1976.

O impacto dessas ações, que se mostraram extremamente prejudiciais ao povo, pode ser visto até hoje no território argentino. Mesmo com sua grande produção pecuária, que sempre proporcionou carnes de ótima qualidade, sua produtividade agrícola, que lhe torna uma das maiores produtoras e exportadoras de cereais do mundo, e com uma larga presença de petróleo e gás no país, a Argentina hoje apresenta uma dívida externa fora de controle. A dívida do Banco Central do país subiu cerca de US$ 36 bilhões (R$ 187 bilhões) na gestão de Alberto Fernández. Este valor representa cerca de 80% do crédito do Fundo Monetário Internacional direcionado à Argentina.

A Argentina, hoje, quase não possui mais resquícios dos seus tempos de ouro. Em dezembro de 2021, se tornou viral o vídeo de cidadãos argentinos da província de Santiago del Estero que, após um acidente envolvendo um trem e um caminhão que transportava vacas, mataram os animais e saquearam a carne. Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos, mais de 36% da população argentina vivia abaixo da linha da pobreza no primeiro semestre de 2022.

Historicamente, os salários argentinos apresentam maior poder aquisitivo quando comparados com o salário brasileiro. Entretanto, após pesquisas de analistas do Banco Central da Argentina, o país pode fechar o ano com inflação anual superior a 100%. Tentando conter essa inflação, o ministro da economia, Sergio Massa, anunciou nas últimas semanas que o governo está preparando um plano econômico de congelamento de preços. Já é o 9º congelamento realizado pelo governo argentino nos últimos nove anos.

Os mercados sofrem com a escassez de produtos básicos. Imagem: Nelson Bofill

Em Paso de Los Libres, região que faz fronteira com Uruguaiana, o comércio se mantém de pé, mas a infraestrutura maltratada da cidade e a grande diferença de preços das mercadorias em relação ao Brasil lembram aos visitantes que a crise continua. Ao atravessar a ponte e ingressar na Argentina, é possível fazer o câmbio do real para pesos. Atualmente, em alguns lugares, o peso argentino custa R$0,02.

O principal motivo que justifica essa sobrevivência dos negócios em Libres é a possibilidade de poder manter um comércio exterior. É natural as cidades fronteiriças apresentarem melhor desempenho devido ao grande fluxo de imigrantes que as visitam. A maioria dos produtos argentinos atualmente apresentam custos muito atrativos para os brasileiros que visitam o país. Tendo como exemplo o arroz, produzido em grande quantidade em território argentino e brasileiro, nos supermercados locais o preço médio de 10kg é em torno de R$35, enquanto no país vizinho, é possível comprar a mesma quantidade por R$24.

A compra de certos produtos no território argentino são limitadas. Imagem: Nelson Bofill

Mas mesmo as cidades fronteiriças se preocupam com a escassez de alimentos que vem assolando o país. Com o intuito de amenizar os efeitos da crise, alguns supermercados estão restringindo o limite de compra de certos produtos como farinha, açúcar e azeites. Em relação à carne produzida na Argentina, que sempre teve uma qualidade acima da média, o preço médio do quilo de costela é cerca de $ 1.230 (R$ 24,60), enquanto, no Brasil, a mesma quantidade pode ser comprada pagando cerca de R$ 29,20.

Apesar dos aparelhos tecnológicos possuírem um valor parecido em ambos os países, na Argentina a compra parcelada se mostra extremamente prejudicial ao consumidor devido à alta inflação. Um modelo de televisão, que custa $ 125.999 (R$ 2.519,98) à vista, pode ser parcelado em 30 vezes de $ 8.396,57 (R$ 167,93), custando, ao final do pagamento, $ 251.897,10(R$ 5.037,94).

A crise, atualmente, já não é mais novidade para o povo argentino, a situação foi até mesmo eternizada na música local. No ano de 1978, o cantor de tango argentino, Cacho Castaña, escreveu a música Septiembre del ’88, que só viria a ser lançada em 1988. A canção é apresentada como se fosse a leitura de uma carta direcionada à um amigo que reside na Itália. O artista comenta nos primeiros versos sobre a crise que assola a Argentina, citando as mentiras políticas, falsas promessas governamentais e impactos da época da ditadura civil-militar. Ao final da música, o cantor expressa a esperança que ainda existe no povo argentino de voltar a ser um grande país.

Em 2010, durante um concerto, o artista disse que a música parecia ter sido escrita naquele ano, pois mesmo mantendo a esperança, a crise ainda assolava o povo. O músico faleceu em 2019 sem ser capaz de concretizar seu sonho. Entretanto, seu desejo de ver seu país ser grande novamente representa a esperança eterna do povo argentino.

”A umbanda é paz e amor; é um mundo cheio de luz”. Assim diz o hino da umbanda, composto por José Manoel Alves (letra) e Dalmo da Trindade Reis (música), em 1961. A umbanda, religião que surgiu no Brasil em 15 de novembro de 1908, completou seus 114 anos ontem.  Com forte influência de outras religiões, ela mistura elementos do candomblé, do espiritismo e do catolicismo.

Com diversas linhas de trabalho, essa religião busca trazer conforto espiritual e material para os necessitados, por meio da incorporação de espíritos de luz em médiuns. Mediunidade é a capacidade que muitas pessoas têm de se comunicar com os desencarnados, seja por meio da visão, da audição, de sonhos ou até mesmo da incorporação. 

A falta de conhecimento sobre a religião faz com que muitas pessoas tenham medo de frequentar os terreiros, ou templos, como são chamados os espaços destinados à prática da umbanda. É importante dizer que na incorporação não acontece de a alma do médium sair do corpo para que outra possa entrar, muito menos de qualquer espírito ”incorporar “. O  que ocorre, depois da preparação e do desenvolvimento do médium, é a ligação entre a alma do médium e do espírito de luz (guia ou entidade). Isso só deve ocorrer com a permissão de um Pai de Santo e de um Diretor Espiritual em algum terreiro que seja preparado.

Sessão de Preto Velho aberta ao público no Centro de Umbanda Caboclo Tupiriciguá e Pai Benedito de Aruanda.

Muitas vezes, a umbanda é confundida com outras religiões como o candomblé. Entre suas diferenças, está a origem. O Candomblé é uma religião afro-brasileira, originária da África, trazida pelos povos escravizados e sofreu algumas alterações ao chegar no Brasil. Enquanto isso, a Umbanda é uma religião brasileira, que começou no Rio de Janeiro. Dentre outras diferenças das religiões, o Candomblé trabalha com pontos (cantigas) em iorubá (língua nígero-congolesa), e nas incorporações os médiuns ficam inconscientes e incorporam o próprio orixá. Já na Umbanda, os pontos cantados são em português e não há incorporação de orixás, pois acredita-se que nenhum ser humano poderia receber a energia divina deles, então, quem incorpora são espíritos de luz que vibram na força de um dos orixás.

A umbanda trabalha com diversas linhas e as mais conhecidas são os caboclos (espíritos de índios), os pretos-velhos (espíritos de negros que foram escravizados) e os exus (espíritos que buscam a redenção de seus erros por meio da caridade). O principal lema da religião é o amor e a caridade, por isso, em casas de Lei*, não são feitos de forma alguma trabalho para prejudicar alguém. Acredita-se que o livre-arbítrio deve ser respeitado e o universo irá devolver as energias que você emana.

Os passes podem ser coletivos e individuais.

Segundo Ronaldo Dias Gonçalves, de 61 anos, dirigente do Centro de Umbanda Caboclo Tupiriciguá e Pai Benedito de Aruanda, e Pai de Santo há mais de 40 anos, a umbanda representa os caminhos da evolução moral e espiritual, por meio da pregação da fé, do amor, da humildade e da caridade. Com a mistura de ritos e dos orixás do candomblé, sincretizados com os santos católicos e com a ideia de reencarnação do espiritismo, surge a umbanda.

Pai Ronaldo incorporado do Pai Benedito de Aruanda.

O começo da Umbanda

Em meados de 1907, o jovem Zélio Fernandino de Moraes, de 16 anos, começou a apresentar comportamentos estranhos, como mudar a personalidade e a voz. Ele foi levado ao médico e não foi identificada nenhuma doença. O médico recomendou que ele procurasse um padre, mas a família resolveu buscar ajuda em um centro espírita. Muitas vezes espíritos ancestrais de índios e negros escravizados tentavam se manifestar nas mesas, mas eram ‘’mandados embora’’ por serem considerados maus ou ignorantes, devido ao preconceito contra esses povos na época.  Em 15 de novembro de 1908, em uma sessão mediúnica na Federação Espírita de Niterói, se manifesta, no médium Zélio, o Caboclo das 7 Encruzilhadas, espírito de um indígena que determinou a criação da umbanda, para que todos os espíritos, sejam encarnados ou desencarnados, brancos ou pretos, pudessem buscar a evolução espiritual. 

O Caboclo colocou algumas premissas: assegurou que todas as entidades seriam ouvidas, orientou que os umbandistas deveriam aprender com os espíritos que soubessem mais e ensinar aos que soubessem menos, instruiu que não deveriam virar as costas para ninguém e nem dizer não, pois esta era a vontade do Pai Celestial e preconizou que o verdadeiro umbandista viveria para a umbanda, e não da umbanda. Além disso, o Caboclo vinha para criar uma nova religião, fundamentada no Evangelho de Jesus, e que teria Cristo como seu maior mentor.

Vela, arruda e água são alguns dos elementos utilizados para o trabalho.

Imagens: Camilla Motta

*casas de Lei são as que trabalham com entidades apenas para a prosperidade, por meio da caridade, sem fazer trabalhos para prejudicar outrem. Além disso, elas devem ser legalizadas nos órgãos competentes, o que garante a seriedade do trabalho prestado.

“Não gosto muito de sair para almoçar pois me sinto muito irritada ao escutar gente mastigando perto de mim”, relata a professora de ensino fundamental, Fabiana Silva. Você sente isso também? Se sente irritado ao escutar alguém mastigando? Ou então fica desconfortável quando alguém espirra perto de você? Isso é um sinal de que você tem misofonia. 

A misofonia é um distúrbio que pode causar aversão ou sensibilidade excessiva a sons, como mastigação, respiração, o passar de um giz no quadro, entre outros. A pessoa que sofre de misofonia pode sentir-se desconfortável, ansiosa ou extremamente irritada. Os sentimentos podem variar de pessoa para pessoa, assim como variam de som para som. 

O que causa a misofonia? Antes de diagnosticar um paciente com misofonia é necessário considerar várias coisas, tais como fatores biológicos, genéticos, culturais e ambientais. 

Os pacientes que sofrem dessa condição são hipersensíveis e apresentam sintomas de hiperestesia (alterações da sensopercepção no qual as pessoas apresentam excesso de desconforto a qualquer estímulo ambiental associado ao aumento de intensidade das sensações corporais). 

A misofonia é caracterizada por uma sensibilidade excessiva a certos sons. Imagem: Pixabay.

Ao entrar em contato com um som que cause desconforto, devido a hiperestesia, o paciente acelera o ritmo psíquico causando então a ansiedade, medo e angústia, e assim o descontrole emocional que é um dos principais sintomas da Misofonia. 

A professora do curso de Psicologia da Universidade Franciscana, Janaína Carlesso, comenta sobre a área da neurociências, que estuda as causas da misofonia: “Os indivíduos que têm misofonia processam o som de maneira diferente, reagindo de forma desproporcional aos sons captados do meio.” Ela também explica que, segundo alguns estudos, os fatores desencadeantes (ou gatilhos) quando captados pelo cérebro do paciente apresentam uma hiperatividade nos circuitos neurais trazendo uma maior atividade no hipocampo – que é responsável pela memória, na amígdala – relacionada às emoções e o córtex pré frontal – que está associado ao controle da impulsividade e controle inibitório do comportamento. 

Existe tratamento? Sim! No tratamento o psicólogo busca aliviar o paciente, direcionando-o a focar em sons mais agradáveis e não no som que lhe causa ansiedade. Ouvir música durante uma refeição, ou prestar atenção nos sons da natureza enquanto uma pessoa espirra, são alguns dos redirecionamentos o aconselhados.  Psicoterapia também é algo muito recomendado para pessoas que sofrem de misofonia, pois a aversão a algum ruído específico pode estar relacionado a algum trauma do passado do paciente. 

 Na maioria dos casos, as pessoas sentem-se apenas desconfortáveis com os barulhos, porém, quando o desconforto torna-se ansiedade ou raiva, causando dores no peito, maxilar ou estômago procure por um psicólogo especializado na terapia cognitiva comportamental para dar início ao tratamento. 

Nesse sábado, 12 de novembro, acontece o dia nacional da conscientização sobre a Misofonia, através do Novembro Laranja, campanha que foi idealizada pela Dra. Tanit Ganz Sanchez. A campanha envolve diversas ações, a maioria delas é voltada para profissionais da área de fonoaudiologia e psicologia comportamental, que buscam ampliar seus horizontes acerca do assunto.

Para aqueles que tem interesse em participar da campanha, seja como telespectador da palestra que será ministrada ou como aluno de algum curso que será ofertado, todas as informações necessárias estão nos canais de comunicação do Instituto Ganz Sanchez.

Arte: Graziela Frainer Knoll

Repleta de mistérios e suspense, a websérie “Última noite” está em fase de produção pelos acadêmicos de Publicidade e Propaganda da Universidade Franciscana (UFN). A narrativa acompanha quatro personagens, Alex, Alice, Carlos e Thais, que ficam presos na universidade durante a madrugada. Uma série de acontecimentos estranhos os levam a descobrir que isso já aconteceu antes e estão presos em um ciclo temporal que se repete a cada 20 anos.

O desenvolvimento da obra começou com a turma de Redação Publicitária para Áudio e Audiovisual e a produção foi colocada em prática na disciplina de Produção Audiovisual ll, do curso de de Publicidade e Propaganda. “Última Noite” é uma coprodução entre a disciplina de Produção Audiovisual ll e o Laboratório de Produção Audiovisual, o LabSeis. A websérie tem três episódios e cada episódio tem um diretor e assistente de direção distintos. O primeiro tem a direção de Hercules Hendges e Vitor Becker como assistente de direção, o segundo direção de João Ribas e Gabriel Valcanover na assistência e o último episódio conta com a direção de Rodrigo Bernardes e Alice Melo na assistência de direção.  

Equipe de produção da websérie na leitura do roteiro Foto: LabFem

“A ideia do projeto surgiu faz um tempo, pois eu queria analisar ou fazer uma websérie para o Trabalho Final de Graduação (TFG). Apresentei a ideia à professora Michele Trevisan e depois para a turma de Redação Publicitária para Áudio e Audiovisual que abraçou o projeto. Nós começamos a trabalhar no roteiro em cima da ideia que mostrei, agora em Produção Audiovisual ll estamos tirando esse roteiro do papel”, conta o acadêmico Rodrigo Bernardes. 

Os ensaios com o elenco começaram no mês passado e seguem até as gravações, que iniciam dia 10 deste mês. O elenco conta com a participação de Luiza Bortoluzzi, João Englert, Gabrielle Simon, Laura Balaban e Carlos Alberto Badke. O lançamento está previsto para o dia 1º de dezembro, durante o 15º Prêmio de Publicidade e Propaganda, da UFN. 

Atores da Última Noite” no primeiro ensaio Foto: Rodrigo Bernardes

A websérie é orientada pelas professoras Caroline Brum e Michele Trevisan e na técnica, Alexsandro Pedrollo e Jonathan de Souza. Também fazem parte da equipe os acadêmicos Alana Streck, Amanda Torves, Bárbara Ruviaro, Bernardo Nicoloso, Caroline Flores, Eduarda Ramos, Felipe Zatt, Fernanda Rocha, Fernanda Silveira, Gabriela de Oliveira, Isadora Ayres, João Teixeira, Laura Pantoja, Lauren Cavalheiro, Mallu Rodrigues, Mateus Venes, Nathália Cunha, Pedro Schroeder, Rodrigo Oliveira, Thaís Wollmann, Vanessa Guasque e Vitória Cornel.

Começou hoje a avaliação do projeto Geoparque Caçapava do Sul. O geólogo e paleontólogo, Mahito Watanabe, do Japão, e o graduado em Ciências Ambientais Antonino Sanz Matencio, da Espanha estão em visita à cidade para avaliar o local. 

A localidade de Capão das Galinhas é um dos geossítios avaliados pelos pesquisadores. Imagem: Juliano Porto

 Os geoparques são territórios reconhecidos mundialmente pela UNESCO, desde suas superfícies a sítios e paisagens de relevância geológica internacional. São administrados com base em um conceito holístico de proteção, educação e desenvolvimento sustentável.  Caçapava já está há dez anos neste processo, a partir de um estudo científico que foi realizado na região, apontando as características geológicas necessárias para se tornar Geoparque Mundial da UNESCO. Estes atributos constam, por exemplo, da presença de rochas muito antigas de mais de 5000 anos. Foram encontrados fósseis de animais extintos da megafauna, dando destaque às preguiças-gigantes., além de existirem também espécies vegetais raras e endêmicas do bioma pampa.

O secretário de Cultura e Turismo de Caçapava do sul, Stener Camargo, conta que “a equipe da missão vem se preparando há vários meses, montamos um roteiro em conjunto com os avaliadores que vai ser percorrido ao longo desses 5 dias. Estamos trabalhando na mobilização da comunidade local e com boas expectativas visto o grande número de pessoas envolvidas no Geoparque Caçapava”. Ele também relata como o Geoparque pode influenciar no desenvolvimento econômico do município: “temos relatos de outros Geoparques que a previsão é de triplicar o número de visitantes no primeiro ano após o reconhecimento. Com isso obviamente atrairemos novos investidores, principalmente na área de gastronomia e hotelaria o que, consequentemente, aumentará a geração de emprego e renda no município”. O projeto Geoparque está realizando interações com as escolas da cidade e pretende seguir com estas atividades, pois “Um Geoparque é um território de interesse internacional pela sua geologia mas também por uma estratégia pautada na educação, conservação e desenvolvimento social, cultural e econômico do território através da mobilização das comunidades nele inseridas”, acrescenta o secretário.

O coordenador científico e professor da Universidade Federal de Santa Maria, André Borba, explica que a importância de ter o selo de geoparque em Caçapava é estratégica para o seu desenvolvimento: “É uma oportunidade de financiamento externo. Os projetos geoparque estão sendo muito bem vistos pelo ministério do turismo e pela secretaria estadual de turismo. A UNESCO não provê recursos, mas sabemos  que ser um território UNESCO é um fator muito importante para alavancar recursos financeiros para o cidade”. Ele também expõe a importância de Santa Maria, pois é uma porta de entrada para os dois projetos de geoparque, o de Caçapava e o da Quarta Colônia.  O coordenador relata que é um sonho se realizando, pois desde 2010 ele está no projeto: “Apresentei a ideia em eventos internacionais, junto com o ex-prefeito, Otomar Vivian, fizemos uma movimentação na capital gaúcha da geodiversidade. Certificamos Caçapava por lei estadual, como capital gaúcha da geodiversidade. Criamos eventos como o geodia que já é tradicional no município e eu fui uma das pessoas que começou isso em 2010”.

 A visita dos avaliadores da UNESCO é obrigatória para a certificação do território, mas antes disso foi necessário o envio de uma carta de intenção,  um dossiê  de 50 páginas, além de relatórios sobre patrimônio geológico: “A vinda deles é uma oportunidade de um trabalho em rede com outros geoparques ao redor do mundo”. Borba também ressalta que, se Caçapava for aprovada, há uma necessidade de investimento em infraestrutura no município e divulgação “mas em termos de comunidade que nos apoia  e acolhe sempre”.

A dona do ateliê Rosa Biscuit, Rosa Ruschel, conta quais são suas expectativas para a vinda dos avaliadores: “As minhas expectativas para essa semana são que todas as pessoas que apostaram e acreditaram no geoparque e no que ele pode se tornar vejam que vai se tornar realidade”.  Ela também comenta sobre a importância do geoparque para a população que trabalha com o artesanato: “o geoparque vai influenciar no desenvolvimento do artesanato da comunidade após a certificação”.  O artesanato e a agricultura familiar do município já estão sendo influenciados pelo projeto, pois, “todos conseguiram transformar as belezas de Caçapava em produtos. Tanto no croché, no amigurumi, no biscuit, no patchwork , no bordado, em todas as técnicas de artesanato. Não esquecendo também da agricultura familiar”, comenta Rosa. Ela expõe que, desde que souberam da vinda da comissão, começou o processo de organização e que “começou a dar um frio na barriga pois dependemos dela para termos a certificação oficial. Queremos esquecer a palavra aspirante”.

Cronograma de visitas dos avaliadores no Geoparque Caçapava:

Dia 1 – Segunda-feira (7)

8h – Pórtico de Caçapava do Sul

8h30min – Jardim da Geodiversidade Professor Maurício Ribeiro

9h30min – Secretaria de Cultura e Turismo

10h – Centro Histórico e Forte Dom Pedro II

14h – Geossítio Caieiras

15h – Empreendimento Don José, produtora de azeite de oliva, e Geossítio Toca das Carretas, com vista para o geossítio Cerro da Angélica

Dia 2 – Terça-feira (8)

8h30min – Geossítio Mirador Capão das Galinhas

9h30min – Parque Municipal Natural da Pedra do Segredo, localizado no geossítio Serra do Segredo

13h30min – Casa de Cultura Juarez Teixeira, espaço de arte e memória

15h30min – Clube Recreativo Harmonia, local de história e preservação da cultura afro-brasileira

20h30min – Geossítio Guaritas e observação do céu noturno

Dia 3 – Quarta-feira (9)

8h30min – Geossítio Minas do Camaquã, cidade mineradora do século 20

9h – Apresentação sobre Minas do Camaquã, por alunos da Escola Gladi Machado Garcia, e feira de educação na escola

10h30min – Prédios históricos de Minas do Camaquã

14h30min – Fazenda e Novelaria Santa Marta e passeio com trilha ligando feições geomorfológicas

17h – Mirador Guaritas

Dia 4 – Quinta-feira (10)

8h30min – Reunião final entre equipe da missão, avaliadores e comitê gestor no campus da Universidade Federal do Pampa (Unipampa)

16h – Reunião oficial com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul no Palácio Piratini, em Porto Alegre