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Professor Iuri Lammel, coordenador do curso de jornalismo, apresenta o curso e a programação para os semestres de 2026. Imagem: Enzo Martins/LABFEM

Na última quinta-feira, dia 26 de fevereiro, o curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN) realizou uma acolhida aos novos acadêmicos. O evento foi organizado pelo Diretório Acadêmico do curso de Jornalismo (DAJOR) e professores do curso.

Na ocasião, o professor e coordenador do curso, Iuri Lammel, apresentou aos estudantes ingressantes algumas produções e trabalhos desenvolvidos pelos acadêmicos em diferentes áreas do jornalismo ao longo do tempo, bem como iniciativas e atividades já promovidas pelo curso. Os calouros também tiveram a oportunidade de interagir com os alunos veteranos e conhecer os professores e técnicos. Na sequência, ocorreu a famosa pintura de rostos, momento muito aguardado pelos calouros que simboliza a entrada no meio acadêmico, além de um lanche coletivo.

A noite ainda reservou mais atrativos. Os estudantes recém chegados foram conduzidos até os laboratórios do curso, que incluem Produção Audiovisual (LABSEIS), Fotografia e Memória (LABFEM), Mídias Sonora (Rádio Web UFN) e Mídia impressa e digital (Agência Central Sul de Notícias), onde puderam observar o aparato técnico utilizado para atividades e suas características.

Andressa Rodrigues, acadêmica do 5°semestre de jornalismo e presidente do DAJOR, destaca que momentos como esse são de suma importância, pois permitem que os calouros dialoguem com quem já está no curso e, ao mesmo tempo, tirem as dúvidas sobre assuntos diversos tanto com o Diretório quanto com os professores. “O jornalismo é muito vasto, então é importante conhecermos as áreas para saber qual rumo teremos como profissionais. O DAJOR foca muito em palestras e momentos de integração, que são essenciais para nos conhecermos, estudarmos e vivermos em harmonia”, afirma Andressa.

Esse foi o terceiro acolhimento aos calouros organizado pelo Diretório. Além das recepções aos novos alunos, o DAJOR já protagonizou outras iniciativas, dentre elas, o apoio na organização da exposição “Olhares Fragmentados” em conjunto com o LABFEM, encontros com profissionais da área do jornalismo, churrascos de socialização entre professores e acadêmicos, a produção de um programa de rádio especial sobre o Dia dos Namorados no pátio da UFN e uma Festa Junina a fim de reunir os estudantes do curso.

Imagens: Enzo Martins/LABFEM

Sem o decreto de regulamentação, os animais ainda não podem ser transportados nos ônibus. Imagem: Emanuelle Rosa

Dia desses o ônibus que fazia o trajeto faixa nova – centro permaneceu parado por cerca de 5 minutos depois que uma passageira tentou embarcar com seu cachorro, que estava sem coleira e sem a caixa de proteção. O motorista negou o pedido de embarque da mulher e do animal, após consultar por telefone a equipe responsável da empresa de transporte. A passageira teria mencionado a existência de uma lei que permite a entrada de animais domésticos no transporte público. Esta lei sofreu alterações em 8 de novembro do ano passado, sendo sancionada pelo prefeito Jorge Pozzobom (PSDB). As mudanças na legislação permitem o transporte de animais domésticos dentro do coletivo, seletivo e individual, desde que seja observado o regulamento específico.

No entanto, ainda não é possível levar os animais nos ônibus. Para isso é necessária a regulamentação das regras a serem seguidas para garantir a segurança dos pets e dos passageiros. Tudo deverá ser especificado através de um decreto. Para ser colocada em prática, a lei está em processo de avaliação junto a profissionais de diferentes secretarias, como a de Meio Ambiente e de Saúde, garantindo assim a segurança sanitária de todos. Com isso a  Associação dos Transportadores Urbanos de Passageiros de Santa Maria (ATU) também aguarda pela regulamentação das normas a serem seguidas pelos usuários do transporte público da cidade.

A proposta de alteração do código de posturas do município foi apresentada pelo vereador Getúlio de Vargas, do partido Republicanos. O projeto surgiu de uma demanda da população que necessita de um serviço de transporte que permita o embarque de animais domésticos. Com o aumento dos pets de estimação nos lares brasileiros, a proposta serve para as pessoas que precisam levar seus animais ao veterinário ou até mesmo a outros serviços destinados aos pets.

Dessa forma, a expectativa é que a regulamentação ocorra em breve, proporcionando maior conforto e segurança para os passageiros e seus animais, e alinhando-se às necessidades da comunidade. A discussão em torno da proposta destaca a importância de um transporte público inclusivo e adaptado à realidade dos cidadãos que compartilham suas vidas com animais de estimação.

Para encerrar a série de matérias dos laboratórios do curso de Jornalismo, apresentamos a Agência Central Sul (ACS) que faz parte do Laboratório de Jornalismo Impresso e Online da Universidade Franciscana. O laboratório iniciou suas atividades no ano de 2005, sendo um espaço experimental de Jornalismo na prática, no formato de uma agência de notícias que produz matérias e as compartilha.

Rosana Zucolo fundou a Agência e coordenou o espaço por muito tempo. Após a aposentadoria, a professora Glaíse Palma, que já trabalhava com a professora Rosana, assumiu a coordenação. Já passaram pela Agência vários professores e alunos, incluindo egressos que, mesmo depois de formados, seguiram colaborando com o site com artigos.

Print da tela da Agência Central Sul de Notícias.

Professora Glaíse salienta que os meios estão todos migrando para o digital e que as redes sociais são um campo em experimentação ainda para o Jornalismo. Por meio dos perfis no Instagram e Facebook da Agência os alunos já estão tendo a experiência de fazer textos curtos, como “Últimas Notícias”, pequenos vídeos de entrevistas, reels, e avaliar o que dá mais certo. “A Universidade é um campo também de experimentação e esse é o objetivo da Agência, trazer a prática, aliada à teoria, e oportunizar experiência aos acadêmicos.”, finaliza a professora.

Emanuelle Rosa, que atua no curso de Jornalismo e na Agência na produção, projeto gráfico e diagramação, conta que é muito gratificante ter o reconhecimento de alunos e egressos que depois se reencontram no mercado de trabalho. Emanuelle destaca uma de suas experiências mais marcantes foi sua participação nos Prêmios de Jornalismo: “Já trabalhei na parte de pré e produção nas comissão dos Prêmios de Jornalismo, tive a grata honra de estar presente atuando em todos eles, podendo realizar e idealizar isso junto com vocês.”

Emanuelle Rosa realizando produções. Imagem: Nelson Bofill/ LABFEM.

Para a egressa do curso de Jornalismo e antiga monitora da Agência Central Sul, Arcéli Ramos, fazer parte da Agência foi uma das experiências mais importantes para a sua formação. Arcéli destaca que os conhecimentos que teve como monitora são a base de sua trajetória profissional. Para ela, a Agência trouxe ensinamentos na prática de como ser um jornalista, podendo vivenciar como realmente acontece na vida real e tendo um olhar diferente para os acontecimentos em seu entorno.