
Cardeal Robert Prevost toma posse como Papa Leão XIV
A posse oficial ocorre no domingo, dia 18, em uma missa com a presença de fiéis do mundo inteiro e líderes globais.

A posse oficial ocorre no domingo, dia 18, em uma missa com a presença de fiéis do mundo inteiro e líderes globais.

Em 2025, o conclave que decidiu o próximo líder da Igreja Católica teve uma
característica inédita: foi moldado pelo próprio Francisco.
A Agência CentralSul de Notícias faz parte do Laboratório de Jornalismo Impresso e Online do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN) em Santa Maria/RS (Brasil).

No dia 8 de maio de 2025, o cardeal Robert Francis Prevost foi eleito como o novo líder da Igreja Católica, tornando-se o Papa. Ele escolheu o nome Leão XIV ao assumir o papado, sendo o primeiro agostiniano a chegar ao pontificado em séculos. A eleição aconteceu após dois dias de conclave na Capela Sistina.
O Frei Miguel Accadrolli, da Pastoral da Universidade Franciscana (UFN), conta que está com as expectativas altas em relação ao novo papado e considera que a escolha do nome Leão XIV conta muito sobre a questão social e religiosa do novo pontífice. Ele também acredita que será um Papa capaz de dialogar com o mundo contemporâneo e seus problemas.
Para a Reitora da UFN, Iraní Rupolo, o novo Pontífice possui uma visão ampla da Igreja no contexto global, com forte experiência pastoral e cultural, tendo vivido em diversos países, o que lhe proporciona conhecimento de diferentes línguas e culturas. A Reitora entende que a escolha do nome “Leão XIV” carrega um forte simbolismo, já que Leão XIII lidou com os impactos da Revolução Industrial. Da mesma maneira, o novo papa percebe que estamos inseridos na Era da Inteligência Artificial e defende que a Igreja deve se envolver com esse novo cenário de maneira ética, humana e aberta à inclusão.
Prevost tem 69 anos e nasceu em Chicago nos Estados Unidos da América, se tornando o primeiro papa norte-americano. Em 2014, foi bispo em Chiclayo, no Peru, e em 2023 foi nomeado pelo Papa Francisco cardeal e responsável pelo Dicastério para os Bispos e pela Comissão para a América Latina.
Leão XIV é conhecido por defender a justiça social, a inclusão dos migrantes e o cuidado com o meio ambiente. Em seu primeiro discurso como Papa, destacou a importância de promover o diálogo e dar continuidade ao legado do Papa Francisco.
Com a colaboração de Isadora Rodrigues.

Logo após a morte do papa Francisco, o filme Conclave, da Netflix, disparou em
visualizações no Brasil. O fenômeno não surpreende. O brasileiro, atento ao que se passa no
mundo, costuma buscar na arte uma forma de entender os grandes acontecimentos. E poucos
eventos são tão simbólicos quanto a escolha de um novo papa, uma mistura rara de fé,
política e expectativa global.
Em 2025, o conclave que decidiu o próximo líder da Igreja Católica teve uma
característica inédita: foi moldado pelo próprio Francisco. Durante os doze anos em que
ocupou o papado, ele nomeou 108 dos 135 cardeais com direito a voto — muitos vindos de
regiões antes pouco representadas no Vaticano, como Ruanda, Mongólia, Panamá e Brunei.
Um grupo menos concentrado na Europa e, em tese, mais próximo das realidades do povo
comum, como o próprio Francisco defendia.
Esse cenário é bem diferente do conclave de 2013, que o elegeu: naquela época, a maioria
dos cardeais havia sido escolhida por João Paulo II e Bento XVI, dois papas ligados a uma
visão mais tradicional da Igreja. Francisco foi, naquela ocasião, uma escolha inesperada.
Francisco deixa um legado visível na configuração do colégio cardinalício. Seu maior feito
talvez não seja a continuidade de sua visão, mas sim ter demonstrado que o papado pode ser
um motor de mudança e não apenas de preservação do conservadorismo.
Artigo produzido na disciplina de Narrativa Jornalística no 1º semestre de 2025. Supervisão professora Glaíse Bohrer Palma.