Santa Maria, RS (ver mais >>)

Santa Maria, RS, Brazil

liberdade

O mundo em duas rodas: moto clubes de Santa Maria 

No Brasil, existem aproximadamente 4 mil moto clubes. Em Santa Maria e região essa cultura é muito presente, existem diversos moto clubes, com suas próprias ideologias, regras e costumes.   

Tecnologia: o acesso e o uso de dados é uma decisão de risco

Um diálogo produtivo caracterizou a segunda palestra da manhã de hoje, quarta-feira, 28,  no 15º Fórum da Comunicação que acontece na Universidade Franciscana (UFN). O convidado José Bortolla Neto, fundador da Branded Brain, uma consultoria e laboratório

Jaquetas de couro, motocicletas Harley Davidson, uma atitude rebelde e uma paixão pelo rock ‘n’ roll. Essas características são frequentemente associadas aos moto clubes. No entanto, será que esses estereótipos capturam a verdadeira essência dessas comunidades? No Brasil, existem aproximadamente 4 mil moto clubes. Em Santa Maria e região essa cultura é muito presente, existem diversos moto clubes, com suas próprias ideologias, regras e costumes.   

Do hobby à fundação do Motoclube Oigaletêporquera!

Rafael Porto, Luan Hollas, Cris e Osório Quevedo, membros do oigaletêporquera! presentes do encontro do clube
Membros do moto clube Oigaletêporquera! Foto: Rubens Miola Filho.

“Começou de brincadeira, quando eu era moleque”, revela Osório Quevedo, 36 anos, fundador do moto clube Oigaletêporquera!. “Eu desenhava brasões, nada parecido com o que temos hoje, mas a ideia já estava lá. Sempre estive próximo de motos, minha família sempre teve, pais, tios, todo mundo tinha. No meio dessa cultura de moto, acabei pegando gosto pela coisa”. Junto de dois amigos, Quevedo criou um brasão no computador: “Criei usando o Paint ainda no Windows XP. Fui o primeiro presidente. No começo foi por idade, por eu ser o mais velho, comecei como presidente”, revelou. 

O clube progrediu e evoluiu ao longo do tempo, chegando a incluir as parceiras de alguns membros. No entanto, de acordo com o fundador, essa tentativa não foi bem-sucedida na época. Isso resultou na dissolução de metade do grupo, o que exigiu uma reestruturação completa, com a criação de novas regras e a construção de bases sólidas, tudo isso visando o futuro do MC.

Prospects: o caminho para entrar em um moto clube 

Osório Quevedo, fundador do Oigaletêporquera!
Osório Quevedo, fundador do Oigaletêporquera! Foto: Rubens Miola Filho.

Antes de ser aceito em qualquer moto clube, os candidatos devem passar por um período de avaliação que, geralmente, varia de seis meses a um ano, embora essa duração possa variar de um moto clube para outro. Durante esse período, os aspirantes a membros são conhecidos como ‘Prospects,’ uma abreviação de ‘Pretendente a Participante’ ou ‘Pouca Prática’. É nesse estágio que o moto clube avalia se o indivíduo possui o perfil e o comprometimento necessários para se tornar um membro efetivo.Para se tornar um membro do Oigaletêporquera!, o candidato deve, inicialmente, possuir uma CNH e uma moto de qualquer cilindrada, além de participar dos encontros promovidos pelo clube, permitindo que os membros conheçam melhor o perfil do interessado. “Participa do rolê. Vamos ver como é que ele se comporta. Vamos ver como se comporta bêbado também, pois se tu briga, tchau pra ti. Então, ele fica ao menos um ano em avaliação, e após isso, é votado se entra ou não. Essa decisão tem que ser unânime; caso alguém vote contra, ele permanece mais um tempo sob avaliação até mudar o comportamento que o impediu de entrar”,  explica Quevedo. 

Sob nova direção

Dentro do mundo do moto clube é muito comum a divergência de ideias, ora positiva, ora conturbada. Em um ambiente em que a hierarquia comanda a maioria das decisões, às vezes é melhor dar dois passos para trás e seguir com a amizade do que acabar em um clube de um homem só. É o que explica o vice-presidente do moto clube, Rafael Porto, sobre as novas mudanças dentro do MC: “o antigo presidente estava fazendo coisas que estavam desagradando os membros do clube e  nós estávamos sendo mal vistos por outros moto clubes da cidade. Então ocorreu uma “treta” interna onde o antigo vice-presidente saiu do clube e nós fomos atrás da cabeça do presidente.” Rafael explica que como resultado disso, o presidente daquela época foi destituído do cargo e temporariamente impedido de usar o colete. Como consequência, os membros do clube elegeram novos líderes, com Luan Hollas assumindo a presidência (03 na hierarquia) e Rafael ocupando a posição de vice-presidente (07 na hierarquia).

Colete do moto clube. Segundo Quevedo, a logo foi feita no computador usando o programa paint. Após passar por ajustes este é o estado atual do símbolo do clube.
 Apenas os membros que tem colete fechado
Foto: Rubens Miola Filho.

Na antiga gestão a hierarquia era decidida por antiguidade. Então os membros mais antigos eram os que ocupavam os cargos mais altos no clube. “Não havia cargos. Os membros eram apresentados como 01, 02, 03 e assim por diante” relata o atual vice-presidente.

A nova liderança implementou um conjunto de novas regras enquanto preservava as eficazes, resultando em uma maior coesão interna e uma relação mais harmoniosa com outros grupos da cidade. O vice-presidente afirma que as regras detalhadas são compartilhadas apenas com aqueles interessados em se juntar ao clube, mas adianta que a essência é simples: “É simples. É só saber conviver em sociedade”. 

Desejo de viajar

Liberdade e irmandade são os dois principais aspectos de um moto clube. Inspirado nisso, Douglas Petry de Andrade fundou, em 2010, o moto clube Wanderlust Society. “O brasão do clube é composto por uma caveira, que significa igualdade, e asas, que representam liberdade. O nome é relacionado ao sentimento de inquietude, o desejo de viajar. Isso que significa “Wanderlust”, alguém que tenha vontade de rodar, de sentir a liberdade da estrada.”, revela Petry. Isso não quer dizer que o membro do moto clube não tem obrigações. Petry também explica a dificuldade de entrar e a responsabilidade de estar no Wanderlust Society: “Para entrar, tu tem que ser notado, convocado por nós. Deve seguir um perfil. Esse perfil não é específico, é mais implícito, como um sentimento que temos. Quanto mais alguém é pressionado, mais essa pessoa mostra quem é de verdade”.

Douglas Petry de Andrade é presidente e fundador do Moto Clube, Wanderlust Society.
Também é mecânico de motos e possui uma oficina especializada na marca Harley Davidson.

A palavra Wanderlust não possui tradução literal para o português. É composta pelas palavras Wander (vagar, viajar) e Lust (desejo, luxúria). O significado, portanto, é “desejo de viajar”, algo que Petry define como “a inquietação, a necessidade de rodar”. Rodar é a definição dos motoristas para suas viagens, seja qual for a distância delas. 

A sede do moto clube em questão funciona também como bar. Petry esclarece que o local é território neutro entre todos os moto clubes: “A sede pertence ao moto clube, fazemos sede aberta duas vezes por semana para divulgar a cena, a cultura biker. O pessoal vem aqui, toma um chopp, come uma carne, e convive com esse meio, tanto pela parceria quanto pra divulgar a cultura. Até mesmo para quebrar alguns paradigmas. Existe de tudo dentro dessa cultura”. 

Moto clube x Moto grupo

Símbolo do Wanderlust Society.
Foto: Rubens Miola Filho.

Apesar da semelhança dos nomes, os dois não são a mesma  coisa. O Moto Clube possui uma organização formal registrada legalmente, com estatutos, regras e procedimentos. Possui uma hierarquia clara com líderes e cargos definidos, como presidente, vice-presidente, secretário e tesoureiro. A adesão a um moto clube implica um compromisso mais profundo e duradouro, com membros esperados para cumprir obrigações e participar de atividades regulares do clube. Ao passo que um Motogrupo é menos formal, com uma estrutura flexível e menos hierarquizada, envolvendo um compromisso menor, permitindo que os membros escolham quando e como participar das atividades. O foco principal é em passeios de moto, eventos sociais e amizade. “Os dois são sérios, mas tem diferença. Por exemplo, tu anda de moto e a tua esposa tá sempre contigo, ela ganha um colete. Mesmo sem saber dirigir. Eu acho isso estranho. Pra mim só tem colete quem pilota “, afirma Quevedo. 

Importância do Moto Clube para a vida

Sede do Wanderlust Society. As iniciais na parede indicam o nome do clube.
Foto: Rubens Miola Filho.

David Alexandrino tinha um pé atrás com moto clubes, mas quando entrou em contato com o Wanderlust Society, sua perspectiva mudou: “A sensação é de total orgulho. O cara se sente abraçado por um grupo, com valores como lealdade e caráter. Antes eu achei que seria algo que fosse implantar dogmas, me fazer seguir um padrão, mas é algo que me deixa completamente liberto para ser como sou. Me sinto parte de uma unidade, não é algo que me priva de nada”. David irá se despedir de Santa Maria por tempo indeterminado, e onde quer que esteja, levará consigo o Wanderlust.

Para Quevedo, a importância de ser membro de um moto clube reside na sensação de união e pertencimento, algo que ele não experimentou ao longo de toda a sua vida e somente encontrou dentro do MC.“Faço parte de um role. Eu sou importante ali, sou alguém. Fora dali eu não sou bosta nenhuma, ali eu sou alguém,” relata

 Porto afirma que a importância do MC só fica atrás da família e do trabalho. Ele descreve a sensação de andar de moto como uma fonte de grande alegria e fraternidade, algo que ele jamais trocaria por um carro.“Se eu  tô de moto, eu tô de colete. No dia a dia, indo e voltando do trabalho, ninguém é obrigado a usá-lo, mas eu o visto porque, se estou na moto sem ele, sinto-me como se estivesse pelado”,  afirma em tom descontraído. 

Moto clubes 1%

     Infelizmente, crime e violência nos moto clubes não são apenas coisas de filme. Embora grande parte não possua esses laços, existem aqueles que desafiam a lei como parte de sua manifestação de si. Esses moto clubes são conhecidos pela nomenclatura “1%” que tem origem nos Estados Unidos. Em 1947, após um encontro de motociclistas que foi mal visto pela sociedade da época, a American Motorcyclist Association (AMA) declarou que “99% dos motoclubes são bons, decentes e respeitam a lei”. O 1% passou a ser usado para descrever moto clubes “fora-da-lei”. 

Os 1% tem regras muito estritas quanto a saída de membros. Muitos não permitem a saída ou não permitem que o indivíduo volte a ingressar em outros clubes.
Foto: Ian Lopes

De acordo com o artigo One Percent bikers clubs: A description de Tom Baker, publicado em 2005: “[…]As pesquisas do 1% são limitadas […] O mundo dos clubes 1% é secreto e perigoso”. Também por essa razão, nenhuma fonte desses moto clubes aceitou participar desta reportagem. No entanto, é um erro demonizar estes clubes, que também compartilham dos ideais de lealdade e liberdade. Muitos deles realizam ações beneficentes e são importantes agentes do bem estar social do meio onde estão inseridos. A denominação adicional apenas eleva o grau de seriedade do pacto formado com o Clube. 

Ouça aqui o Podcast Pauta Fria sobre os grupos 1%, com a narração de Miguel Cardoso.

Além de duas rodas e um colete

De fora da lei até  uma irmandade que compartilha o amor pelo motociclismo, os moto clubes só crescem no Brasil, isso faz com que os integrantes reflitam sobre o futuro. “Cara, eu não tinha a dimensão que isso ia tomar. Hoje, eu me considero muito mais diplomata. Um moto clube não é só tu, então tu tem que fazer com que as pessoas se inspirem naquilo e queiram fazer parte “, afirma Petry. Enquanto uns buscam diplomacia para alcançar o equilíbrio pessoal e para manter ambiente harmonioso, outros buscam a ampliação do MC e planejam finalmente ter uma sede própria. “Não é algo que vamos fazer de imediato, por enquanto usamos espaços emprestados para fazer nossos encontros, mas é algo que estamos nos planejando para fazer em breve” afirma Porto. 

Fechamento de colete de David Alexandrino no Wanderlust Society.
Foto: Rubens Miola Filho.

Em suma, motociclismo é o fio implícito que une aqueles que compartilham do mesmo desejo de liberdade. Douglas Petry define como: “Tu abrigar alguém que tu nem conhece, mas tu sabe que pode confiar. Também é o pertencer ao mundo, viajar de carro é assistir a paisagem e o ambiente, mas de moto tu faz parte desse ambiente, seja chuva, sol, neve. Tu faz parte desse mundo. Um componente que conecta com isso”. Partilhar desse apoio e constituir o mundo que o cerca é o que almeja o motociclista. Por essa razão. muitas pessoas de fora podem entender de forma equivocada o que se passa dentro do mundo de colete e duas rodas, é algo distante da pressa do mundo em que vivemos.

Aqui estão algumas imagens adicionais de ambos os clubes para você conferir.

Reportagem produzida por Rubens Miola Filho e Ian Lopes na disciplina de Narrativa Multimídia do curso de Jornalismo, no 2º semestre de 2023, sob supervisão da professora Glaíse Bohrer Palma.

Podcast gravados na disciplina de Jornalismo em Mídia Sonora, pelo acadêmico Miguel Cardoso, sob supervisão da professora Sione Gomes.

O dia 7 de junho é marcado pela comemoração do dia Nacional da Liberdade de Imprensa. Nesta data, em 1977, foi assinado um manifesto exigindo o fim da censura e a liberdade de imprensa, contendo cerca de três mil assinaturas de jornalistas de todo o país. O Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, por sua vez, é comemorado no dia 3 de maio. 

Manifesto de 7 de junho de 1977, publicado no boletim da ABI — Foto: Memorial da Democracia/Reprodução

Segundo a Jornalista e Social mídia, Manuela Macagnan o papel da liberdade de imprensa é “Garantir que a população tenha acesso a notícias verdadeiras, com dados reais e apurados com responsabilidade por profissionais. Liberdade de imprensa é o básico para que a sociedade saiba, de fato, o que está acontecendo em todas as esferas”.  Para ela, uma imprensa censurada perde a confiabilidade. Pois, como a população irá saber se o  que está lendo é verdade, se o texto passou por um crivo de censores, assim não havendo uma notícia real onde tudo é tendencioso.  “Hoje em dia não temos mais censores nas redações, como antes, mas a imprensa não é totalmente livre. Basta ver as notícias sobre jornalistas perseguidos, processados e ameaçados”, acrescenta ela. “A liberdade de imprensa é uma das bases da democracia e, se fosse apenas isso, já seria de uma importância gigantesca. É, também, a chance de o país evoluir, de a sociedade ter real noção do que acontece para além da bolha onde vivemos.A imprensa precisa, mais do que ser livre, ser diversa, estar a serviço da sociedade. Ser jornalista é uma responsabilidade imensa. Apurar notícias, fatos e dados com precisão nunca foi fácil, mas é indispensável”, conclui a jornalista. 

Para a coordenadora do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana , Sione Gomes, a liberdade de imprensa é fundamental para  uma sociedade livre, pois “A imprensa precisa ter total possibilidade de desempenhar as suas funções com seriedade  e amplitude, que é justamente para mostrar para a sociedade as situações que estão impactando nela própria, estando totalmente vinculada a  liberdade da sociedade”. Para ela ainda há âmbitos em que a imprensa brasileira pode evoluir em sua liberdade, trabalhando com os mais variados assuntos, sem que isso seja limitado. “O Brasil não é um dos piores países  om relação à liberdade de imprensa, mas há espaços em que se pode ampliar essa liberdade”, completa a professora.

Bárbara Henriques, também jornalista, acredita que o papel da liberdade de imprensa é “exercer a principal função da imprensa: informar,  dando ao cidadão a possibilidade de buscar diferentes fontes e olhares acerca de um tema.” Ela afirma que vivemos atualmente um dos piores tempos em relação à liberdade de imprensa. Principalmente por conta das  “Fake news”, a polarização fomentada pela mídia e também por políticos, gerando uma arena de incertezas em relação às notícias produzidas. “Temos aqui no Brasil o que é chamado de “mídia de opinião”, uma imprensa que toma partido e isso só traz danos à democracia”, nos fala ela.“É importante que voltemos a um dos preceitos mais básicos da imprensa: a imparcialidade. Confunde-se liberdade de imprensa com “dizer o que quer”. A verdadeira liberdade de imprensa é, nós, enquanto produtores de notícias, darmos ferramentas para que o cidadão busque a melhor forma de se informar. Informação de qualidade representa uma sociedade aberta ao debate, que dá condições para a formação de sujeitos críticos em relação às suas escolhas”, conclui ela.

 O jornalismo precisa ser livre para informar, investigar e mostrar à população tudo que acontece no mundo, para que você forme a sua opinião. Pois sem a liberdade de imprensa não existe a democracia. Sendo assim ela não pode ser limitada sem ser perdida.

José Bortolla refletiu sobre a tecnologia e a liberdade. A mediação foi da professora Pauline Fraga.

Um diálogo produtivo caracterizou a segunda palestra da manhã de hoje, quarta-feira, 28,  no 15º Fórum da Comunicação que acontece na Universidade Franciscana (UFN).

O convidado José Bortolla Neto, fundador da Branded Brain, uma consultoria e laboratório analítico que apoia empresas a transformarem dados em processos decisórios mais eficientes por meio de metodologia proprietária que combina design, tecnologia e educação, trouxe reflexões pertinentes acerca do lugar da tecnologia e da produção de dados na atualidade.

Bortolla  problematizou  o pensamento ocidental e o desenvolvimento científico que elevou a racionalidade a um patamar paradoxal durante os últimos três séculos. Ao mesmo tempo em que ela culmina numa mesma esperança – a de que a tecnologia salvará o homem dele mesmo, tornando o mundo melhor -, chega-se à terceira década do século XXI com um mundo em crise.

Segundo ele, se os últimos 25 anos ampliaram o acesso aos dados das pessoas, nos últimos três isto se acelerou. “Se produz muitos dados sobre tudo e sobre todos. Vivemos numa época de paradoxos. Se, por um lado, há cada vez mais dados disponíveis para consumo, por outro as pessoas que deveriam consumir, interpretar, analisar e tomar decisões a partir deles não possuem as habilidades e conhecimentos necessários para fazê-lo. A essência da técnica e da tecnologia é humana. O que importa é o uso que se faz dela e daí a decisão sobre o risco que esse uso representa” , afirma Bortolla.

O debate que se seguiu abordou a questão do acesso aos dados,  da sua precificação, da segurança e da privacidade das pessoas, da liberdade e sua ressignificação conceitual, do uso de dados pelo Estado, do processo de exclusão que pode ser implementado a partir deles, da necessidade de uma legislação que regulamente o uso  dessas informações.

José Borbolla atua na área de Dados desde 2014 no Cappra Institute for Data Science com pesquisa, inovação, soluções analíticas aplicadas a problemas de negócio e transformação cultura, e acumula mais de dez anos de experiência em Educação, desenvolvendo e coordenando programas na Perestroika, Springpoint, Sputnik, Digital House Brasil, Casa do Saber e Tera. Há 5 anos realiza pesquisas sobre os efeitos dos avanços tecnológicos na sociedade e sobre como as novas tecnologias de dados impactam nosso processo decisório.