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Desequilíbrio do planeta: precisamos falar sobre isso

  Escrevendo um artigo sobre jornalismo ambiental com o tema de como a vida selvagem de Chernobyl prospera na região, percebi a ausência de importância para um assunto “ilógico” e positivo, como é a onipotência da

Redação do vestibular da UFN tematiza recursos hídricos

”A resposta está na natureza: como podemos reduzir as enchentes, as secas e a poluição da água? Usando as soluções que podemos encontrar na natureza.”  Com um tema presente no cotidiano, a redação do vestibular da

Casa Círculo e Fundação MO’Ã discutem a sustentabilidade

Nesta sexta-feira, 15, e no sábado, 16, ocorre em Santa Maria, o I Seminário de Sustentabilidade da Casa Círculo, promovido pela Casa Círculo e pela Fundação MO’àque completa 20 anos em 2017. O seminário será realizado na própria

A primavera de 2026 começa oficialmente nesta terça-feira, dia 22 de setembro, às 21h05, pelo horário de Brasília, e segue até 21 de dezembro, quando tem início o verão. A estação marca a transição entre o inverno e o verão e é caracterizada, no Rio Grande do Sul, por mudanças graduais nas temperaturas, aumento da luminosidade e maior ocorrência de tempestades.

Neste ano, o comportamento do clima deve exigir atenção dos gaúchos. Previsões de órgãos meteorológicos indicam chuvas acima da média para a Região Sul, enquanto o fenômeno El Niño se intensifica.

Gráfico probabilístico do El Ninõ para a primavera 2026. Fonte: CPC/NOAA – INPE, INMET, Funceme e Censipam.

Segundo o Painel El Niño 2026-2027, divulgado por órgãos meteorológicos e de monitoramento brasileiros, há uma alta probabilidade de ocorrência de um El Niño de forte intensidade durante a primavera. As projeções indicam que o fenômeno deve persistir pelo menos até o início de 2027.

O Cemaden destaca a necessidade de monitoramento diante da possibilidade de eventos como chuvas intensas, inundações e enxurradas em áreas vulneráveis.

No Rio Grande do Sul, o histórico recente de eventos extremos torna o acompanhamento das previsões especialmente importante. A ocorrência de chuva intensa em curto período pode provocar alagamentos, elevação rápida do nível de rios e transtornos em áreas urbanas e rurais.

Temperaturas podem ficar acima da média

A tendência para o segundo semestre de 2026 é de temperaturas acima da média em boa parte do país. Porém, a chegada da primavera, entretanto, não elimina a possibilidade de entradas de massas de ar frio. Esses sistemas ainda podem provocar quedas bruscas de temperatura, principalmente nas primeiras semanas da estação.

Dessa forma, o clima deve continuar apresentando grande variação. Dias quentes podem ser sucedidos por períodos de temperaturas mais baixas.

Alterações na natureza

A chegada da primavera também provoca transformações na natureza. Com o aumento gradual da luminosidade, da temperatura e da umidade, diferentes espécies de plantas entram em período de maior atividade, aumentando a floração.

Flores emolduram o Lago Negro, em Gramado, durante o período de floração na primavera. Foto: Getty Images

As alterações na natureza também interfere no comportamento de animais. Abelhas, borboletas e outros polinizadores apresentam maior atividade durante períodos de floração, contribuindo para a reprodução das plantas.

As transformações também podem ser percebidas na duração dos dias. Após o equinócio de primavera, os dias passam gradualmente a ficar mais longos e as noites mais curtas no Hemisfério Sul, até a chegada do verão.

Mudanças na rotina

A mudança de estação também é percebida diretamente pela população. A elevação gradual das temperaturas e o aumento da luminosidade influenciam atividades ao ar livre, escolha de roupas e hábitos cotidianos.

Para a jovem Maria Eduarda Pires, estudante, a primavera é uma das épocas preferidas do ano justamente por representar a aproximação do verão. “Eu gosto da primavera, gosto desse clima pré-verão. Com toda certeza, a mudança do clima afeta diretamente o humor. Como eu prefiro o calor, me sinto muito melhor nessa época do ano”, relata. Apesar de gostar das temperaturas mais elevadas, Eduarda aponta um aspecto negativo da estação: o aumento da presença de pólen, que pode incomodar pessoas que sofrem com rinite e outras alergias respiratórias.

A percepção não é isolada. A Fiocruz destaca que rinite, crises de asma e conjuntivite alérgica estão entre os problemas mais frequentes durante a primavera, período em que fatores ambientais como o polén podem favorecer o surgimento ou a piora de sintomas em pessoas alérgicas.

Impactos no campo

A primavera marca uma etapa importante para a agricultura gaúcha. O período representa a transição entre algumas culturas de inverno e o início do preparo e da implantação das lavouras de verão.

Plantio de trigo em lavoura do Rio Grande do Sul. Foto: José Schafer/Emater/RS-Ascar Santa Rosa

O cenário de chuva acima da média pode dificultar o trabalho no campo. De acordo com o INMET, o excesso de chuva na Região Sul pode provocar encharcamento do solo, dificultar o plantio e os tratos culturais, aumentar a incidência de doenças fúngicas e interferir na qualidade e na colheita.

Por isso, os períodos de menor precipitação devem ser aproveitados pelos produtores para realizar as atividades agrícolas dentro das janelas recomendadas para cada cultura.

Assim, a primavera de 2026 chega ao Rio Grande do Sul marcada por mudanças no clima, na natureza e na rotina da população. Entre períodos de calor, possíveis massas de ar frio e chuvas intensas, o monitoramento das condições meteorológicas será importante para reduzir riscos de alagamentos e transtornos. Enquanto a natureza ganha vida e as alergias podem se intensificar, o campo também exige planejamento diante da possibilidade de excesso de chuva. Até a chegada do verão, a estação deve ser marcada por transformação e atenção dos gaúchos.

 

A natureza se recompõe na cidade de fantasma de Chernobyl. Foto: Денис Резник / Pixabay

Escrevendo um artigo sobre jornalismo ambiental com o tema de como a vida selvagem de Chernobyl prospera na região, percebi a ausência de importância para um assunto “ilógico” e positivo, como é a onipotência da natureza. O recado foi dado: em meio ao caos, a natureza, o ecossistema daquela região se adaptou, conseguindo resistir e se desenvolver sem a ajuda do homem. Uma situação bem diferente a do homem que precisa da natureza para sobreviver. Com isso, podemos fazer uma reflexão sobre o quão nocivos somos ao nosso planeta. Será que estamos no caminho certo? Populações de animais  selvagens prosperam, atingem resultados muito melhores em um ambiente extremamente hostil, longe de nós, seres humanos. A radioatividade “protege” a vida selvagem de Chernobyl, cria um muro, nos afastando dela. Não que essa proteção seja boa, que não cause algum dano, mas incrivelmente para a fauna daquele lugar, é melhor que do lado de cá do muro.

O homem, desde o início da história, está numa infinita e cansativa busca pelo conhecimento. Desde o fogo à roda, as curas para as doenças e as novas tecnologias. Estamos em um ritmo frenético, não conseguimos parar, respirar, olhar ao nosso redor e perceber, como nosso planeta é frágil. Os veículos de comunicação têm a capacidade de nos instigar a pensar, de sensibilizar a sociedade em diferentes esferas sociais. O tema ambiental precisa ser mais explorado. Atualmente o jornalismo é pautado mais no lucro e menos na qualidade. E se o jornalismo atual está se reinventando, podemos fazer uma analogia com a vida selvagem de Chernobyl que se reinventa para conseguir sobreviver.

No Brasil a imprensa costuma se preocupar com questões ambientais em ocasiões que envolvem catástrofes naturais ou acidentes ambientais. Geralmente com bastante repercussão nas primeiras semanas, que vão perdendo a força e, em pouco tempo, quase caem no esquecimento completo. O que não difere muito das coberturas jornalísticas no resto do mundo. Com esse panorama podemos fazer a pergunta: o jornalismo ambiental está sendo bem feito, a ponto das pessoas realmente se importarem com as questões ambientais do planeta?

Hoje com os inúmeros meios de comunicação e tecnologias midiáticas, a informação se propaga na velocidade da luz, e o jornalismo ambiental precisa chegar a todas as camadas sociais, desde o mais pobre até os lideres das nações. Uma revolução de pensamento, uma mudança na maneira que encaramos a questão ambiental é necessária, tanto social quanto cultural. Precisa acontecer uma transformação na qual animais selvagens não precisem de ecossistemas radioativos para viver.

Por Fabian Lisboa é acadêmico de jornalismo na UFN 

 

 

 

”A resposta está na natureza: como podemos reduzir as enchentes, as secas e a poluição da água? Usando as soluções que podemos encontrar na natureza.”

Vanessa Pagnussat, professora de redação do Riachuelo Pré-Vestibulares. Crédito: Thaís Trindade/LABFEM

 Com um tema presente no cotidiano, a redação do vestibular da Universidade Franciscana (UFN) propôs refletir sobre a existência de problemas em relação à preservação de recursos hídricos, e se também há soluções baseadas na natureza (SbN) para reduzir tais danos.  A proposta pautou-se pelo Dia Mundial da Água, partindo do argumento que a resposta também está na natureza. Com base na UNESCO, o tema da redação trazia um gráfico explicando como as SbN podem contribuir para a gestão dos recursos hídricos.  Embora faça parte da interpretação da prova,  a banca enfatizou que se tem problema, a solução também está no mesmo lugar de onde ele deriva.

A redação propõe que o candidato argumente sobre o tema, buscando destacar seus conhecimentos e a fundamentação deles. Conforme professores de cursos pré-vestibulares, esse assunto estava na lista das possibilidades de serem abordadas no concurso.

”Em primeiro lugar, gostaria de parabenizar a banca por trazer um tema acessível e atual para o candidato. Foi um presente para os alunos essa proposta de redação, um tema que devemos refletir sobre e de como podemos ajudar a natureza. É um momento de reflexão”, ponderou Vanessa Pagnussat, professora de redação do Riachuelo Pré-Vestibulares.

Mais que atual, o professor de Geografia do mesmo curso preparatório, Ricardo Zanatta, destacou que o tema dos recursos hídricos impacta diretamente a vida da sociedade, e, para ele, discutir a sua preservação é urgente e fundamental para o desenvolvimento sustentável. “Esse tema veio a calhar com tudo o que a gente está passando no nosso município, toda a questão da toxoplasmose… essa suspeita de ser ou não em função da água, isso envolve recurso hídrico”, ressaltou ele.

 

Nesta sexta-feira, 15, e no sábado, 16, ocorre em Santa Maria, o I Seminário de Sustentabilidade da Casa Círculo, promovido pela Casa Círculo e pela Fundação MO’àque completa 20 anos em 2017.

O seminário será realizado na própria Casa Círculo, em meio à natureza, e contará com a presença de três palestrantes. Um deles é Thiago Berto, empresário da área de informática que decidiu abandonar sua vida no Brasil para realizar uma viagem de três anos pelo mundo em mais de 75 países na busca de um sentido mais profundo para sua vida.

João Rockett é coordenador do Instituto de Permacultura e Ecovilas da Pampa (IPEP), há 15 anos atua como permacultor diplomado por Bill Mollison. Além disso, foi idealizador e fundador do projeto de sementes ecológicas BioNatur; e Kleber Antônio Fernandes, pesquisador e apaixonado pelas Plantas Alimentícias Não-Convencionais (PANCs), há anos ministra oficinas e palestras por todo o Brasil.

As inscrições podem ser feitas pelo e-mail contato@casacirculo.com.br, e os valores  variam entre R$ 50,00 e R$ 170,00. Para mais informações sobre os valores e a programação do seminário, basta acessar o evento do Facebook.