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Podcast “Me Pega no Colo” aborda maternidade e cuidados à criança

O podcast “Me Pega no Colo”, produzido pelo Mestrado Profissional em Saúde Materno Infantil da Universidade Franciscana, em parceria com a Rádio Web UFN, aborda temas relativos à maternidade, paternidade, gestação, ciclo gravídico-puerperal, relações familiares e

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A partir desta semana o projeto UniArtes, desenvolvido na Universidade Franciscana desde 2018, está de volta. Antes nossos encontros culturais eram no pátio do conjunto três da instituição. Agora, optamos por uma maneira mais rápida e

Programa conta com a presença de novos convidados a cada episódio. Imagem: Heloisa Helena Canabarro

O podcast “Me Pega no Colo”, produzido pelo Mestrado Profissional em Saúde Materno Infantil da Universidade Franciscana, em parceria com a Rádio Web UFN, aborda temas relativos à maternidade, paternidade, gestação, ciclo gravídico-puerperal, relações familiares e o cuidado a bebês e crianças. O ciclo gravídico-puerperal é um momento que envolve transformações profundas para a mulher nos aspectos físicos, psíquicos e sociais. Corresponde ao período que vai desde a gestação até o puerpério, período após o parto até que o organismo da mulher volte às condições normais da pré-gestação. Os episódios semanais estão disponíveis no Spotify do podcast e no Spotify e YouTube da Rádio Web UFN. 

Apresentado por duas profissionais no assunto, a Nutricionista Materno Infantil, Doutora em Saúde da Criança e do Adolescente e professora da Universidade Franciscana Franceliane Benedetti e pela Psicóloga, Pesquisadora de Perinatalidade e professora da UFN Cristina Kruel, o “Me Pega No Colo” tem como público alvo as famílias, pais e mães de bebês e crianças pequenas. 

Franceliane Benedetti e Cristina Kruel são apresentadoras do “Me Pega no Colo” Imagem: Heloisa Helena Canabarro

Os temas abordados são relativos à maternidade, paternidade e cuidado às crianças. A gente fala sobre o universo familiar. A Franceliane é nutricionista e eu sou psicóloga, mas nós não nos restringimos a temas que giram em torno da nutrição e da psicologia, mas do cuidado integral ao bebê e a criança”, conta Cristina sobre o projeto. Franceliane complementa o pensamento: “É bem como o nome do podcast diz, me pega no colo, o tema é o acolhimento tanto da criança quanto da família”. 

A iniciativa de criar o podcast surgiu em 2019 como uma atividade em uma disciplina do Mestrado em Saúde Materno Infantil, vinculada atualmente à disciplina “Ciclo gravídico puerperal e o começo da vida”. Em sua primeira fase o “Me Pega no Colo” foi organizado e desenvolvido pelos estudantes do mestrado, o primeiro episódio foi ao ar dia 2 de junho de 2020. Os alunos criaram o nome do podcast e gravaram a vinheta de abertura, além de realizar a apresentação. Na segunda fase, em 2021, o podcast foi assumido pelas professoras Cristina e Franceliane, estreando o novo formato dia 24 de setembro de 2021. 

O programa conta com a presença de novos convidados a cada episódio. A apresentadora Cristina revela o critério de escolha dos participantes da conversa: “Sempre priorizamos a presença de pelo menos um mestrando do Mestrado em Saúde Materno Infantil. Em nosso mestrado temos profissionais da área da enfermagem, nutrição, psicologia, odontologia, medicina, farmácia, arquitetura e  sistemas de informação. Além do mestrando convidamos alguém externo, que seja um profissional da cidade, reconhecido e indicado pelo seu conhecimento na área. Aceitamos sugestões do público”. 

Convidada Débora amamentando sua filha de 9 meses durante a gravação do programa. Foto: Heloisa Helena Canabarro

O último episódio do “Me Pega no Colo” teve como temática a maternidade idealizada e o encontro com a realidade. As convidadas do programa foram 4 mestrandas do Mestrado em Saúde Materno Infantil da Universidade Franciscana, as três enfermeiras Betina Pereira, Rosane Oliveira, Débora Dickel e a analista de sistemas Márian Pires. Entre os assuntos discutidos estão a maternidade, a amamentação e o puerpério. 

O podcast conta com Alan Carrion e Clenilson Oliveira na central técnica e é desenvolvido em parceria com a Rádio Web UFN.

A partir desta semana o projeto UniArtes, desenvolvido na Universidade Franciscana desde 2018, está de volta. Antes nossos encontros culturais eram no pátio do conjunto três da instituição. Agora, optamos por uma maneira mais rápida e prática de mostrar um pouco do que acontece na UFN, na cidade e no mundo nas áreas da cultura, arte e lazer, respeitando as regras de isolamento social.

Os programas serão transmitidos via Rádio Web UFN e por plataformas de streaming. A produção dos programas é de professores, acadêmicos, egressos e técnicos da instituição dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, com apoio da Coordenadoria de Relacionamento. Os Podcasts UniArtes serão semanais com estreia nas quintas-feiras e duração de até 20 minutos.

A primeira edição que vai ao ar nesta quinta, 11 de junho, aborda um filme espanhol e uma série sobre Hollywood, comentados por acadêmicos da Publicidade e tem como entrevistada uma aluna da Biomedicina que faz doces e guloseimas. São opções de lazer e para adoçar a vida na quarentena.  [dropshadowbox align=”none” effect=”lifted-bottom-left” width=”auto” height=”” background_color=”#ffffff” border_width=”1″ border_color=”#dddddd” ]Horários de exibição na Rádio UFN: quintas às 20h10 Reprises: sextas às 11h; sábados às 15h; domingos às 17h. Para os podcasts: acessar o Spotify ou podcasts.google.com e procurar a Rádio Web UFN e o Podcast UniArtes Programas novos a partir de 5ª. Também nas redes sociais do UniArtes:  @uniartesufn (Instagram) e https://www.facebook.com/UNIARTESUFN/our content here.[/dropshadowbox]

 Fonte:  Laboratório Integrado de Comunicação/

Caroline Comassetto com os alunos da EMEF Nossa Senhora da Conceição. Foto: Luiza Rorato.

O Laboratório de Produção Radiofônica da Universidade Franciscana recebeu na tarde de hoje, 15, as acadêmicas Caroline Comassetto e Luiza Rorato e os alunos da EMEF Nossa Senhora da Conceição, Ismael dos Reis, 11 anos, Clara da Silva, 10 anos e Clarisse dos Santos, 9 anos para a gravação do 2º Podcast do Projeto Conceição.

O tema escolhido pelos alunos, juntamente com as acadêmicas, foi ”Bullying” e, segundo Ismael, a escolha se deu pela ocorrência frequente desses atos na escola onde estuda. Antes da gravação os alunos puderam ter um momento para treinar a respiração e fazer exercícios para o melhoramento da fala com a professora e coordenadora do Laboratório de Rádio, Carla Torres.

Ismael dos Reis, Clarisse dos Santos e Clara da Silva, alunos da EMEF Nossa Senhora da Conceição. Foto: Luiza Rorato.

De acordo com Luiza, a turma possui 26 alunos que decidem pela votação a escolha do tema de cada episódio. Logo após, ocorre a produção do roteiro e a gravação. Ao todo serão produzidos 10 episódios que estarão disponíveis na plataforma SoundCloud do Projeto Conceição, que já comporta a radionovela ”O Tempo Voa” criada, produzida e gravada pelos alunos e com a orientação da professora do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana, Rosana Cabral Zucolo.

O próximo Podcast terá como tema a EMEF Nossa Senhora da Conceição, e ainda não possui data para gravação.

O banho sempre foi um bom lugar para pensar né? Acho até que havia uma comunidade no Orkut para quem gosta de pensar durante o banho. Ok, havia uma comunidade para tudo no Orkut. Mas a questão é que bons pensamentos surgem no banho, ideias geniais, a lista do mercado e algumas paranoias. O problema é que pensar no banho não tem sido uma opção muito sustentável. Melhor juntar o canudo de inox, o copo reutilizável e as ecobags e ir procurar um novo lugar para pensar. A minha opção tem sido o ônibus, afinal 40 min em um percurso de 11km é um bom momento para pensar “#%#%$%, o que eu estou fazendo com a minha vida? O que está acontecendo com o mundo? Será que todo mundo está pensando a mesma coisa?”. Fique à vontade para escolher o meio de transporte mais ou menos precário de sua preferência. Cuidado com os patinetes.

O podcast está disponível no Spotify e não precisa ter conta premium para ouvir. Imagem arquivo pessoal Camila Fremder

Foi em um momento destes, olhando pela janela do ônibus há 30 minutos e sem parecer sair do lugar, que estava ouvindo o podcast “É nóia minha?”, da Camila Fremder. Que companhia seria melhor para as minhas viagens do que as paranoias de outras pessoas?

Camila é escritora, roteirista e agora podcaster. Em 2013, junto com a Jana Rosa, a autora publicou o livro “Como ter uma vida normal sendo louca” – meu primeiro contato com ambas. Anos depois, em 2015, a dupla publicou um novo livro intitulado “Enfim 30: Um livro para não entrar em crise”. A última publicação da autora foi o “Adulta sim, madura nem sempre: Fraldas, boletos e pouco colágeno”, de 2018. Todos os títulos são temperados com o bom humor e tiradas perspicazes, que também estão presentes em cada episódio do podcast e em tudo que a Camila faz. Dos livros aos stories intimistas contando que está prestes a começar o novo livro e o bebê Arthur está dormindo.

Depois de 9 km no ônibus, uma sinaleira congelada no vermelho e várias nóias depois, eu decidi que precisava conversar com a Camila Fremder. Escrevo muito sobre crises por aqui e apesar das tentativas de escapar do assunto, algo sempre surge. Por que não conversar com quem está refletindo sobre crises, comportamento e mudanças sociais? Alguém quer dar um palpite sobre qual é o tema do livro que ela está escrevendo?

Com vocês, Camila Fremder:

Como surgem as inspirações para as pautas do podcast?

São coisas que eu paro para pensar, que tenho curiosidade de conversar com outras pessoas e até já conversei em algum almoço ou mesa de bar. Também são temas que eu acho importante debater no momento, como os episódios que falam sobre leitura e rede de apoio. Eu senti uma necessidade de falar sobre rede de apoio, pois comecei a perceber que as pessoas não têm essa cultura, que eu vi em outros grupos. Essa cultura da rede de apoio é muito forte entre as mulheres negras e nós temos muito o que aprender.

As pessoas estão tendo mais crises esse ano?

Eu não sei. Acho que esse ano a gente está com mais motivos para entrar em crise. Muita coisa acontecendo na política e no governo, coisas tristes. Complicado falar sobre política, mas acho que está muito ligado. O momento econômico está complicado, todo mundo fica mais apreensivo e de repente não está fechando a conta. Mas eu acho que tem um lado muito positivo na crise. As pessoas começam a se reinventar e foi o que falamos no podcast sobre leitura. As editoras encontraram na crise uma necessidade de buscar outras formas de vender.

O lado bom da internet é a paranoia compartilhada?

Eu acho maravilhoso a internet! Eu jogo lá a minha nóia e quando vejo tem um monte de gente que compartilha a mesma nóia, então a gente não se sente sozinho.  Sobre o episódio do podcast “Todo mundo tem crush imaginário?”, um monte de gente falou que só elas inventavam papo imaginário com o Selton Mello. Acho que é um alivio para as pessoas quando eu lanço uma nóia dessas, que a maioria das pessoas teria vergonha de falar. Não pode ter medo de se sentir julgado. Lógico, tem as outras pessoas que falam “nossa, acho que você pirou!”. Eu acho sempre divertido.

Qual paranoia você eliminaria da vida sem dó?

Eu eliminaria as nóias de preocupação. Quando vira mãe você fica muito preocupada das coisas darem certo. Programei uma viagem de fim de semana com o Arthur, dai antes de dormir fico pensando “E se ele ficar resfriado? E se for picado por um bicho? E se ele bater o dente?”. Esse tipo de pensamento aparece muito quando você é mãe. Preciso fazer um podcast sobre paranoias absurdas. Será que todo mundo tem medo de estar em um date e peidar?

Por qual crise todas as pessoas deveriam passar uma vez na vida?

Eu sou mega a favor das crises! Meu próximo livro, que vai ser publicado ano que vem, vai ser sobre crise. É na crise que a gente cresce, se reinventa e sai de uma situação de desconforto. Sou super a favor de passar por elas, eu passei por várias! Tirando crises de pânico, sempre tento ver algo positivo.

 

 

Arcéli Ramos é jornalista egressa da UFN. Repórter da Agência Central Sul em 2015. Com pesquisas na área jornalismo literário e linguagem, hoje também estuda “Pesquisa de tendências”. É colaboradora na New Order, revista digital na plataforma Medium, e produz uma newsletter mensal