Santa Maria, RS (ver mais >>)

Santa Maria, RS, Brazil

tabaco

Na segunda-feira, 4 de novembro, a Universidade Franciscana (UFN) promoveu o Mutirão pela Saúde, realizado no hall do prédio 15, Conjunto III, com o objetivo de oferecer atendimentos gratuitos à comunidade acadêmica e promover a conscientização sobre a importância de hábitos saudáveis. Diversos cursos da universidade participaram da ação, que teve como principal foco o alerta sobre os riscos do uso do cigarro eletrônico, o “vape”.

A iniciativa contou com o apoio da Fundação do Câncer e da Associação Nacional de Universidades Particulares (ANUP), e fez parte da campanha nacional “Movimento Vape OFF”, que busca combater o uso de substâncias prejudiciais à saúde, especialmente entre os jovens. A reitora da UFN, professora Iraní Rupolo, em uma entrevista para a ASSECOM destacou a relevância dessa ação: “Sabemos que o uso de qualquer tipo de tabaco é prejudicial. Esclarecer aos jovens, professores, adultos e famílias sobre os malefícios do uso do vape ou cigarro eletrônico é um dever. É uma responsabilidade alertar porque os jovens que aqui temos são saudáveis, inteligentes e têm a facilidade de compreender.”

Durante o Mutirão, a Universidade ofereceu diversos serviços gratuitos à comunidade acadêmica. O curso de Odontologia, por exemplo, realizou exames intraorais e extraorais para identificar lesões bucais relacionadas ao uso de substâncias como o tabaco. Já o curso de Fisioterapia disponibilizou testes de espirometria, que avaliam a capacidade pulmonar. Além disso, a Psicologia promoveu uma roda de conversa sobre o uso do vape e as formas de reduzir o consumo.

Curso de Odontologia promoveu atendimento. Imagem: Laura Gomes/ASSECOM

Profissionais dos cursos de Biomedicina, Enfermagem, Farmácia, Medicina e Nutrição também participaram da ação, proporcionando um atendimento integral à saúde e reforçando a importância de escolhas conscientes para o bem-estar de todos.

O Mutirão foi uma oportunidade para a UFN reforçar seu compromisso com a saúde dos alunos e estimular hábitos mais saudáveis. Além de oferecer serviços, o evento ajudou a conscientizar a comunidade acadêmica sobre os riscos do uso do cigarro eletrônico e outros vícios, mostrando a importância de cuidar da saúde, especialmente na juventude.

O Relatório Covitel realizou uma pesquisa com mais de 9 mil pessoas em todo o país em que revela que 1 a cada 5 jovens fazem a utilização do cigarro eletrônico. O estudo também mostra que a região Sul do país é a segunda que  possui maior utilização do aparelho, sendo também a região em que há maior utilização do tabaco do Brasil. Os registros mostram que no primeiro trimestre de 2022 homens entre 18 e 24 anos foram os que mais utilizaram o cigarro eletrônico. Enquanto homens 25 a 34 anos utilizam mais o tabaco.

Cigarro eletrônico é utilizado por 1 a cada 5 jovens no Brasil. Imagem: Shutterstock

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca) o uso do aparelho também é prejudicial à saúde, pois faze com que o corpo seja exposto a uma diversidade de elementos químicos, nanopartículas de metal, carcinógenos e outras substâncias citotóxicas, que são capazes de desenvolver doenças pulmonares e cardiovasculares.

De acordo com a acadêmica do primeiro semestre de Psicologia da UFN, Isadora Oliveira: “muitos jovens começaram a usar esse cigarro por achar que sua saúde não seria afetada, então este hábito foi se espalhando entre os grupos de jovens”.

No Brasil a comercialização, importação e propaganda de cigarros eletrônicos é proibida. Porém, podem ser encontrados na internet, no comércio informal ou comprados no exterior, para uso pessoal.