Príncipe vira sapo, princesa mata um sunaga


Por Agência CentralSul de Notícias

 

O caso Matsunaga chocou o Brasil pela brutalidade com que Elize assassinou e esquartejou seu marido, Marcos Matsunaga. Imagine você, após uma briga com seu cônjuge, ser esquartejado. Seja por ciúmes, por traição ou por qualquer outro motivo, nada justifica matar uma pessoa. Ainda mais aquele alguém que você sonhou viver um conto de fadas e se propôs a passar o resto de seus dias: “Até que a morte os separe”.

Elize teve suas razões para assassinar o marido. Razões absurdas, claro. Contudo, antes de cometer tamanha barbárie, não pensou que, um dia, tinha sido prostituta e tomado o lugar que pertencia a outra mulher. Ela nem sequer lembrou que um dia havia amado aquele homem que estava prestes a matar. Sim, o homem com o qual desejou viver o seu felizes para sempre.

Normalmente, as mulheres reclamam do homem que têm. Dizem que o príncipe virou um sapo: “Ele não vai mais ao cinema comigo, nem me leva para jantar em restaurantes”, “Ele esqueceu o nosso aniversário de namoro”; “Ele não me dá atenção”, “Ele nunca me deu um buquê de flores”, “Ele não gosta de sair”, “Ele só pensa no trabalho”, “Ele não me liga”, “Ele só quer saber do futebol”… E por aí vai.

E quanto à princesa? Será que ela também não tem os seus defeitos? Se príncipes viram sapos, princesas viram o quê? Matam um sunaga? Imagine aquela mulher linda, que você se apaixonou na primeira vez que a viu. A mulher que você desejou ter sempre ao seu lado. Aquela que você escolheu para ser a mãe dos seus filhos. A sua princesa, ela mesma… virar um monstro. Por essa, nenhum homem espera.

Enquanto algumas mulheres fazem de tudo: regime, academia, tratamentos de beleza e até simpatias para conseguirem um namorado (Santo Antônio que o diga), outras não sabem dar valor ao que tem. A vida não é justa mesmo. Enquanto a princesa do império Yoki explode por vingança, mulheres no mundo inteiro pipocam à espera de um amor.

Por Alessandra Cichoski, acadêmica de Jornalismo/Unifra.  Crônica produzida na disciplina de Jornalismo Literário, orientada pela professora Sílvia Niederauer.

 

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