“Pedro: O Viajante” arrancou suspiros da plateia no intervalo cultural do XVIII Sepe


Por Victoria Papalia

 

As atividades culturais foram a novidade do XVIII Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão do Centro Universitário Franciscano.  O intervalo da tarde da última quinta-feira, 2 de outubro, ficou por conta de muitas atrações, entre elas, a peça “Pedro: O Viajante”. A apresentação aconteceu às 17h30min no Salão de Atos do hall de entrada do Conjunto III. O espetáculo é composto por acadêmicos da instituição, uma egressa e pela Companhia de Dança de Salão Fernando Serpa. O ambiente pensado em baixa luminosidade, com focos de luz no palco, fez com que a plateia permanecesse atenta até o último minuto da peça.

O espetáculo conta a história de Pedro, um jovem confuso sobre qual profissão seguir. Pedro tem um relacionamento conturbado com a mãe, que não o apoia na possibilidade de escolher a música como profissão. Sem a presença do pai, Pedro encontra na menina Júlia, uma amante e amiga, que o ajuda a procurá-lo. Júlia é uma jovem que, como Pedro, está indecisa sobre o futuro, mas conta com o apoio da mãe em qualquer decisão que tome. Por causa de Júlia e com o apoio do amigo Kevin, Pedro resolve aprender a dançar. A dança levou Pedro a se tornar um viajante no mundo das artes.

O diretor da peça, Prof. Carlos Alberto Badke, declarou que o principal objetivo é retratar a realidade do jovem às vésperas da tomada de decisões sobre a vida. “É uma época de indecisões do adolescente. Época em que se precisa decidir o futuro e a gente acaba confundindo sentimentos pessoais com aquilo que o pai e a mãe querem”, explicou. O professor enfatizou a importância da arte na vida do indivíduo em formação. “Pedro descobre o mundo pela dança. Então, a gente faz com que a arte tenha parte na vida das pessoas”, disse. Segundo o diretor, a peça é importante para o esclarecimento da condição do adolescente no período pré-vestibular e para desconstruir o preconceito que há em torno das artes como profissão.

Marlisa Xavier, acadêmica de Letras da Unifra, saiu maravilhada do espetáculo. “O que mais me marcou foram as coreografias e as diferentes realidades apresentadas. Realmente é uma viagem linda no mundo da música e da dança. Eu achei um espetáculo, vibrei. Achei demais!”, contou a acadêmica.

 

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