Alimentação: em busca de adolescentes saudáveis


Por Agência CentralSul de Notícias

 

Ser adolescente é uma revolução muito grande, a nível corporal, hormonal e emocional. A inconstância atormenta a mente dos jovens há gerações, pois não é nem criança nem adulto – está em uma transição. É,  então, a  fase da afirmação social, a afirmação em relação às preferências sexuais, a afirmação em relação ao seu papel na sociedade, e elas geram ansiedade, e podem levar a uma ingestão alimentar inadequada.

“Exijovens1ste uma rotulação em cima dos alimentos. Nem todo alimento que se pensa ser bom é bom, adequado ou é inadequado. Se coloca que jovens comem apenas alimentos chamados “Junck food” ou “Fast food”, que são os alimentos mais ricos em gordura e açúcar. Mas eu penso que não é somente isso. O que existe é uma questão comportamental, está muito claro que muitas vezes o jovem vai comer algum alimento inadequado porque é o que a turma dele comeria, não que de fato o jovem vá priorizar esse alimento por conta própria.”, afirma Tereza Cristina Blassi, professora do curso de Nutrição na Unifra, com especialização em Terapia Nutricional e mestrado em Ciência e tecnologia dos alimentos, voltado para a imunologia.

A geração atual é provavelmente a mais preocupada com comida saudável de todos os tempos. Está em alta ser vegetariano, eliminar a carne vermelha do cardápio e preferir produtos com o rótulo diet. Mas nem todos os adolescentes se alimentam corretamente No RS já há mais de 30% dos jovens com sobrepeso e mais de 20% com obesidade; e onde existem mais meninas do que meninos obesos, o que é justificado até mesmo pela questão hormonal.

Ao entrevistar quatro estudantes universitários, Alana Souza, Luísa Girardon e Rômulo Cattani, todos com 17 anos, e Luiza Lima, com 18 anos, percebe-se que mesmo com as inúmeras tentações, elas mantém a alimentação saudável, buscam comer frutas e verduras diariamente, fazem de 3 a 6 refeições por dia, mas não negam que fora de casa fogem da rotina alimentar nutritiva. Ao sair com os amigos, acabam comendo alimentos altamente calóricos e pouco nutritivos, mesmo que raras vezes. “Se o adolescente teve, na sua casa, no período da primeira infância e segunda infância e tem como evento durante a adolescência uma educação nutricional, ele vai saber diferenciar o que é bom ou ruim para o seu organismo, ele vai comer  o alimento ruim, mas ele vai se alimentar normalmente nos outros momentos. É uma questão educacional “, acrescentou Tereza Cristina Blassi.

O Slow food

Comer é fundamental para viver, e a forma com que a população se alimenta tem influencia no seu bem-estar, naquilo que se vê, sente e, até mesmo, naquilo que se é. No mundo já existem movimentos como o “slow food”, criado pelo italiano Carlo Petrini para sair das coisas líquidas e rápidas, para apreciar mais o alimento, e para olhar o tempo com a velocidade real. Para ele, o grande problema é a pressa6c346635bca028db84faa1d64f0144ff com que os jovens fazem tudo, e acabam, muitas vezes, esquecendo de comer, ou comem em frente ao celular ou ao computador… quando se come deve se prestar atenção naquilo que se está comendo. “É inútil forçar os ritmos da vida. A arte de viver consiste em aprender a dar o devido tempo às coisas.” diz ele.

Há tempos, a preocupação com a alimentação dos jovens tomou proporções mundiais. A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, levanta a bandeira da alimentação saudável desde 2009. Ela defende a modificação de embalagens dos alimentos a fim de melhor informar seu valor nutritivo e seu conteúdo calórico.

“Esses alimentos inadequados acarretam uma série de doenças como, obesidade, diabetes, hipertensão. Quando esse adolescente não teve todo o processo educativo alimentar adequado, naturalmente ele vai seguir se alimentando mal, e vai ter um aumento, principalmentel na obesidade. ” declara também a nutricionista Tereza,

Segundo ela, é importante na adolescência a identificação com o outro, com o grupo. Existem hoje, dentro do comportamento alimentar, algumas restrições que se encontram muito nos grupos, os distúrbios alimentares, como a bulimia e a anorexia, a busca pelo estereótipo de beleza. Nesse cenário é comum focar equivocadamente no adolescente, julgando-o por comer “errado”, quando na verdade não é bem assim. O adolescente precisa ter exemplos em casa, sejam eles bons ou ruins, é o que vai influenciá-lo.

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