Outubro Rosa, o laço que une todos contra o câncer de mama


Por Jornalismo Digital

 

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Os laços rosas que se espalham pelo mundo durante o mês de outubro simbolizam a luta contra o câncer de mama. O movimento começou nos Estados Unidos, durante a primeira corrida pela cura do câncer, na cidade de Nova York. A campanha ultrapassou as fronteiras americanas, e o Brasil aderiu ao Outubro Rosa.

A primeira iniciativa dos brasileiros foi em 2002, quando o Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, foi iluminado por uma luz rosa. Desde então, diversas cidades passaram a adotar a campanha do Outubro Rosa. Em Santa Maria, a Lei nº 5432, de janeiro de 2011, instituiu que durante o mês de outubro monumentos, prédios históricos, residências e afins sejam iluminados de rosa, com o propósito de alertar a população sobre o câncer de mama.

De uma doença mutiladora e dificilmente curável, hoje, o câncer de mama pode ser diagnosticado de forma precoce, o que facilita no tratamento e na possibilidade de cura. Porém, ainda é o câncer que mais acomete as mulheres. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a cada 36 minutos uma brasileira morre vítima do câncer de mama. Também, conforme o governo, de cada dez casos, sete são diagnosticados em estágio avançado. Informações do Instituto Nacional do Câncer (INCA) confirmam que cerca de 520 mil mortes são estimadas por ano em decorrência da doença.

Para advertir a população, ações em alusão ao Outubro Rosa se multiplicaram em Santa Maria, e instituições que realizam amparo a pessoas em tratamento oncológico ganharam notoriedade, como a Casa Maria e Associação de Apoio a Pessoas Com Câncer (AAPECAN) e do  Projeto Reticências, realizado por acadêmicos de Publicidade e Propaganda da Unifra. Conforme Noemy Aramburú, presidente do Conselho da Mulher Advogada da OAB e integrante do Conselho Municipal de Direito das Mulheres, “o Projeto Soma busca dar auxilio para pessoas em vulnerabilidade social e que possuem o câncer”.

Homens também são vítimas

O que poucos sabem é que o câncer de mama não é exclusividade das mulheres e os homens podem desenvolver a doença. O câncer de mama masculino pode estar ligado a fatores hormonais, histórico familiar ou pelo consumo de dietas ricas em gorduras e excesso de álcool. Além disso, a ingestão de anabolizantes pode influenciar no surgimento da doença. Dados do INCA, apontam que para cada 100 casos femininos, 1 é masculino. Ainda, conforme o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), 120 pacientes homens faleceram em decorrência desse tipo de câncer. Em Santa Maria, estimasse que há 20 casos de câncer de mama masculino, segundo Noemy.

A enfermidade se manifesta neles, especialmente, entre os 50 e os 60 anos. Isso significa cerca de 10 a 15 anos mais tarde que nas mulheres. Assim como a prevenção do câncer de mama feminino pode ser feita através do autoexame periódico, os homens também podem se utilizar deste método para rastrear a presença de nódulos. Para isso, é preciso se despir de preconceitos e ficar atento aos sinais, como vermelhidão, dores e massa endurecida na região, que algumas vezes é confundida com outra doença, a chamada ginecomastia. O tratamento do câncer de mama masculino é semelhante ao feminino, através de quimioterapia, radioterapia e/ou cirurgia.

 

Por Ticiana Leal para a disciplina de Jornalismo Online 

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