Cresce a busca pela prática do remo


Por Paola Saldanha

 

Se a prática de esportes proporciona bem-estar, bom desenvolvimento físico e psicológico e regulamento do organismo, entre outros benefícios, a diversificação das modalidades chegaram a Santa Maria. O Stand Up Paddle (SUP) – o remo em pé (REP) originário das ilhas havaianas – e  a canoagem estão ganhando cada vez mais adeptos. A Neles, o equilíbrio é o objetivo principal dos exercícios.

A Associação Santamariense de Esportes Náuticos (ASENA), criada por Givago Ribeiro e apoiada por seu irmão Gilvan Ribeiro, oferece aulas na Barragem do Vacacaí-Mirim. “A ASENA foi criada com o objetivo de popularizar esses esportes por meio de eventos, projetos sociais, práticas recreativas e de lazer, bem como o fomento de equipes de competição”, relata Givago, 23 anos.

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Foto: Divulgação/ Ribeiro Team

A associação não cobra a entrada na área. O custo pago por quem deseja desempenhar as atividades é sobre os equipamentos. O número de frequentadores da ASENA cresceu, e a expectativa de Givago é de que o grupo ainda possa realizar eventos competitivos nos âmbitos nacional e internacional.

A ASENA ainda desenvolve o projeto Remar, que conta com o apoio da Faculdade Metodista de santa Maria (FAMES)- por meio do curso de Educação Física-, além do patrocínio da empresa Ribeiro Team, pertencente aos irmãos, e de outros padrinhos do projeto. As aulas são nas segundas, quartas e sextas-feiras, das 14h às 17h30, e atendem de forma gratuita as crianças do bairro Campestre  Menino Deus, zona norte da cidade.

O SUP – Stand Up Paddle

  Para os havaianos ele é chamado de Hoe He’e nalu,  um esporte cada dia mais popular em todo mundo. Sua origem vem de uma forma antiga de surf, e ressurgiu como uma maneira dos instrutores  administrarem grandes grupos de alunos. Pelo fato de estar em pé na prancha ganham uma maior visibilidade.

O SUP no Brasil chegou através de dois surfistas (Jorge Pacelli e Haroldo Ambrósio) com equipamentos mais modernos.  Virou febre é praticado em todo o litoral brasileiro e no sul do país e em Brasília, em lagos e rios. O esporte pode ser praticado por mulheres, homens, crianças, de qualquer idade e sem qualquer preparação física.

Em Santa Maria, Givago Ribeiro deu início ao esporte. “Eu levei o SUP para Santa Maria afim de concilhar com meus treinos de caiaque. Quando comecei a praticar na ASENA, logo vieram os primeiros alunos pedindo para eu ensinar. Com aumento da demanda, criei a Ribeiro Team e começamos a dar aulas e alugar equipamentos. Dessa forma, conseguimos dar um suporte para a ASENA, pois os praticantes de SUP tornaram-se padrinhos do Projeto Social da ASENA”, afirma o atleta.

A prática do SUP exige do praticante, um trabalho de equilíbrio constante. Ele exige que o praticante mantenha as pernas e o abdômen contraídos para a assegurar o equilíbrio e, assim trabalha todo o corpo, pés, pernas, abdômen, braços. O SUP também é recomendado para reforço de tornozelos, joelhos, pois não existe impacto, contudo, é exigido permanentemente a musculatura do tornozelo, e joelhos, pois se trabalha em uma superfície móvel.

Jorge Luiz dos Santos, 38 anos, graduado em Educação Física, revela que o SUP ainda é algo novo para ele, pois pratica desde dezembro do ano passado. “Dá para sentir o corpo todo trabalhando desde a primeira vez. É muito intenso, trabalha a questão neuromuscular e o equilíbrio, mas o principal é a paz, a tranquilidade. O contato com a água e a natureza traz muitos benefícios”, afirma Santos.

Praticante de SUP há um ano, Bruna Santos de Oliveira, acadêmica do curso de Jornalismo, garante que a realização do esporte, junto à malhação, contribui em vários aspectos o seu dia a dia. “Me ajudaram na resistência e no equilíbrio. Na parte mental colaborou na concentração e me deixou mais calma”, completa a estudante de 20 anos.

O personal trainer Bruno Bitencourt, 27 anos, declara que tinha curiosidade em praticar surf e que quando conheceu a ASENA se tornou frequentador do lugar. Segundo Bitencourt, ” o esporte, no caso SUP, auxilia muito as pessoas a terem uma motivação para se exercitarem mais, comer melhor e desfrutar mais da natureza”.

SUP na temporada de inverno

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Prática do SUP nas Minas de Camaquã. Foto: arquivo ASENA/Ribeiro Team

No inverno a ASENA promove eventos como travessias em diferentes rios da Região., além do já consolidado SUP  Race que marca o final da temporada de verão, travessia do Rio Jacuí em Agudo e a Remada em Minas do Camaquã. O público que frequenta  estes eventos são os que no verão conheceram o SUP e tornaram-se adeptos.

 Em novembro, na segunda quinzena, é quando reabre definitivamente a temporada na ASENA. Antes disso há algumas aulas e cursos realizados em parceira com a Faculdade Metodista de Santa Maria no curso de Educação Física com a disciplina de esportes de aventura e Esportes Aquáticos.

Questionado sobre a prática do esporte no inverno, Givago Ribeiro diz:  “Costumo brincar com meus alunos dizendo que vamos remar e não nadar hehe. Remar no inverno é como fazer uma caminhada na rua, única coisa que muda é que usamos uma meia de Neoprene.  Os mais “malucos” que temam até com neve, usam roupas de Borracha ou neoprene”.

Para quem quiser se aventurar, na temporada de inverno as aulas acontecem nos finais de semana, mediante agendamento prévio.

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