Quando elas dizem não


Por Agência CentralSul de Notícias

 

Fotos: Mariana Olhaberriet, LABFEM

“Me disseram que não era necessário participar do ato para fazer a diferença nesta eleição, mas com o meu voto. Concordei, em partes. Realmente, no próximo domingo, por meio do meu direito como cidadã (conquistado por pessoas que lutaram a anos atrás), direi não ao machismo, lgbtfobia, racismo, misoginia e ao fascismo. Porém, estar presente na marcha, compor aquele coro, olhar ao redor e ver tanta gente lutando pela paz e pelo nosso direito de existir, me fez sentir viva, com a esperança renovada de que podemos fazer a diferença sim. E que da mesma forma como há alguns anos a luta de pessoas que foram para as ruas nos garantiu o direito de votar, eu fiz parte de um movimento que foi à luta e à rua pela nossa liberdade, pelo respeito,  pela vida. Que orgulho de nós!  #elenão” (Paola Saldanha, estudante de jornalismo UFN)

 

“Não tivemos medo em 1968. Não tivemos medo em 2018. Não teremos medo. Sabemos que medo não nos é possível ter, porque a histórias mostra que nossos direitos são sempre questionados, porque nossas conquistas são diminuídas, nossas mortes são relevadas e nossos sacrifícios chamados de “extremismo”.                        Não temos medo,  pois quando um homem paira sobre uma bancada e idolatra um torturador, quando esse homem faz alusão à escravidão e trata negros e indígenas como sub-raças, quando esse homem brada que a maioria é que vai vencer, nós é que somos chamadas de radicais e ganhamos apelidos com apologia ao nazismo.   Incomoda quando fazemos de nossos corpos resistência, quando ressignificamos um corpo que é colocado como público, quando escolhemos renascer, quando negamos quaisquer violação corporal e social pelo nosso sexo.” (Amanda Souza, jornalista, Santa Maria)

“Foi, acima de tudo, um dia para nos fortalecermos, juntarmos as forças que acreditam no bem. Estou com muito medo do que vem pela frente, com um país dividido, em que nossas existências estão sendo ameaçadas em sua integralidade por brasileiros que deixaram de acreditar nos fatos, na ciência, nas instituições, nos valores que constituem nossa civilização. Gritar, sorrindo, ao lado de tantas mulheres “Ele Não” me fez sentir que não estou sozinha e que sempre teremos uns aos outros para continuar.” (Luciana Carvalho, jornalista, professora da UFSM Campus FW)

“O que vi foi que nós, mulheres, somos mais fortes do que pensamos. Mostramos que não fomos frutos de uma fraquejada, e que quando nos unimos, podemos mudar o nosso pais. Que independente de profissões, classe social podemos defender nossos direito conquistados ao longo dos anos com muita garra e determinação.” ( Maria Luiza Kosmann, doméstica, Santa Maria)

“Desde o surgimento do candidato da extrema direita fascista no cenário político, nós mulheres sofremos, mais ainda, diversas formas de violência e desrespeito por parte deste candidato. As manifestações #elenão foi um momento histórico em que as mulheres de vários segmentos tomaram as ruas e disseram não à forma violenta e truculenta com que estamos sendo tratadas. Não toleramos posição passiva da recatada que sofre calada. Nesta manifestação elucidamos a que viemos, a posição que nos cabe na esfera social e política deste país. Queremos políticas públicas que venha a contemplar a demanda do movimento feminista. Bolsonaro é hostil com as mulheres, mas o machismo, a discriminação e está em todas as instituições.”  ( Lúcia Magalhães Fagundes, psicóloga, Santa Maria)

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