Elsbeth Léia Spode Becker e organização do XXIV SEPE


Por Agência CentralSul de Notícias

 

Profa. Elsbeth Léia Becker. Foto: arquivo pessoal

A professora Elsbeth Léia Spode Becker é doutora em Agronomia pela Universidade Federal de Santa Maria e possui larga experiência na orientação de trabalhos de pesquisa e extensão. No curso de mestrado em Ensino de Humanidades e Linguagens (UFN), integra a linha de pesquisa ensino e práticas docentes. Entrevistada, Elsbeth traz suas percepções sobre o SEPE, Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão, através da sua experiência como membro da comissão organizadora.

Ana Luiza Deike/ACS – Quais são os objetivos do SEPE, a partir de seu ponto de vista e da equipe organizadora?

 Elsbeth Léia Spode Becker. O Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão é promovido, anualmente, pela Universidade Franciscana e o principal objetivo é integrar as pesquisas e as ações desenvolvidas nas disciplinas, nos projetos de pesquisa financiados pelas agências de fomento e pela própria IES, nos projetos de Iniciação Científica Junior, nos projetos de extensão e nas ações comunitárias, experiências e ideias entre pesquisadores, professores e estudantes da UFN e das outras instituições de ensino superior. O Simpósio também visa a integração e a interlocução entre a pós-graduação e a graduação. Socializa conhecimentos por meio das palestras principais e daquelas promovidas em cada um dos eixos temáticos.
A preocupação e o foco da equipe organizadora é empreender, a cada ano,  um tema significativo para a comunidade estudantil, científica e com sentido comunitário. Em 2020, o tema norteador do Simpósio é “Educação e Ciência: aliança em favor da vida”. Neste simpósio, a educação, o ensino e a pesquisa ensejam para a reflexão de pesquisar, aprender e ensinar modos de viver capazes de minimamente prospectar e encaminhar um futuro diante da exaustão ambiental e de tão inusitado acontecimento, a pandemia provocada pela COVID-19, que enseja a sustentabilidade solidária e a inovação e, assim, promover a aliança em favor da vida.

ACS. Como avaliar tais objetivos?

ELB. Avaliar ou falar de avaliação, não é fácil.  Do meu ponto de vista, avaliar é um processo complexo (e necessário), pois é da avaliação que se promove a tese, a antítese e a síntese, e a evolução do pensamento e, no caso do SEPE, manter a qualidade das publicações e das palestras.
Nas edições do SEPE, o exercício da avaliação dos objetivos é construído a partir do processo dialético e os principais referenciais são os saberes multidimensionais e as abordagens interdisciplinares, com o apoio de metodologias interativas e investigativas a partir dos eixos temáticos que direcionam os participantes e suas pesquisas. A organização por eixos temáticos tem-se mostrado uma forma eficiente de promover a integração de pesquisadores em torno de temas mais ou menos específicos, que agregam conhecimentos específicos, mas, também, permitem as abordagens interdisciplinares, a inovação e incursão novas metodologias. Tais eixos estão disponíveis on line no site do SEPE na UFN.

ACS. Há quantos anos você faz parte da equipe organizadora do SEPE? Pode fazer comentários sobre as experiências vivadas?

ELB. Participo do SEPE desde 2002. A trajetória do SEPE é uma marca Institucional, ou seja, o evento, anual, já é reconhecido (e aguardado) para participação e publicação por professores e estudantes da nossa Instituição e de outras IES. Nestas duas décadas, o SEPE, em cada edição, teve o tema voltado para a emergência do momento, mas sempre focado na educação, no ensino e na inovação. A cada ano, a UFN trouxe excelentes palestrantes, tanto para as palestras principais como para as palestras dos eixos temáticos.  As normas de formatação, tanto dos resumos, quanto dos artigos completos, também foram atualizadas (em acordo com as normas da ABNT), sempre que houve necessidade. Além dos trabalhos dos pesquisadores, destaco que o SEPE é uma excelente oportunidade para  o estudante em iniciação científica iniciar a dinâmica de publicar e apresentar os resultados de sua pesquisa. Na minha opinião, este é o maior legado do SEPE: um espaço de integração para socializar a própria pesquisa e, também, visualizar a pesquisa de outros, de novas metodologias, de inovação, de empreendedorismo e de inserção e impacto social.

ACS. Depois de XXIII edições do SEPE, realizadas de forma presencial, como está sendo organizar a XXIV edição de forma on-line?

ELB. Em 2020 tudo foi diferente daquilo que se vinha fazendo. E o SEPE e a organização do SEPE passou por uma total reformulação. As submissões dos resumos e dos trabalhos completos já vinham sendo feitos de forma on-line e o retorno do parecer também.  A grande mudança está nas palestras que sempre ocorriam no formato presencial e em 2020 todas as palestras serão no formato remoto. Da mesma forma, os apresentadores dos trabalhos farão no formato de ê-posteres e vídeo gravado que ficará disponível nos 3 dias do evento. Portanto, a apresentação do trabalho é em vídeo e o apresentador ficará disponível no horário/dia destinado ao seu eixo, para responder às questões do seu trabalho. Toda a interação sobre o trabalho ocorrerá na plataforma do evento (SOFTALIZA), via mensagens no chat.
A organização está tranquila com a assessoria e o direcionamento da Pró-reitoria de Pós-graduação e Pesquisa e com a contratação da plataforma SOFTALIZA.

ACS. A Universidade Franciscana UFNse empenhou na organização do XXIV. Quais são suas expectativas?

ELB. Sim. Houve empenho da UFN na organização do XXIV SEPE, pois neste ano ele foi  reinventado na modalidade online, em decorrência do período pandêmico. E também e se mostra como um campo de experiência para o despertar da interatividade, da interdisciplinaridade e da inovação acadêmica, a partir de movimentos ágeis, síncronos e de crescente complexidade.  O SEPE, em comum com os anos anteriores, mantém o estímulo das funções cognitivas, a motivação e a possibilidade de construção de novos conhecimentos.  Além disso, o SEPE de 2020, oferece a possibilidade de desenvolver habilidades e competências associativas capazes de interagir num mundo global e incerto, bem como despertar processos dialógicos que transcendem o tradicional evento presencial e, futuramente, quem sabe utilizar espaços híbridos, mesclados entre o presencial e o remoto.

Por Ana Luiza Deike

Entrevista produzida para a disciplina de Jornalismo Científico

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