
A FIFA e o limite da neutralidade: as contradições da Copa de 2026
O artigo analisa as contradições entre o discurso de inclusão da FIFA e as polêmicas envolvendo imigração e segurança que marcaram o início da Copa do Mundo de 2026.

O artigo analisa as contradições entre o discurso de inclusão da FIFA e as polêmicas envolvendo imigração e segurança que marcaram o início da Copa do Mundo de 2026.

A disciplina de Cinema do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana promove, entre os dias 17 e 26 de junho uma mostra de curtas-metragens com produções brasileiras e locais. A iniciativa busca oferecer à comunidade acadêmica um momento de pausa e reflexão em meio à rotina intensa de fim de semestre.

Lewis Hamilton garantiu sua 106ª vitória na Fórmula 1 e conquistou sua 7ª vitória no circuito de Barcelona.

A jornalista apresentou detalhes de sua carreira e histórias do seu percurso, ressaltando a importância de sonhar grande, acreditar em si mesmo, aproveitar as oportunidades e não ter medo de errar.

O podcast Re.veste, produzido no curso de Jornalismo da UFN, conquistou o primeiro lugar na Expocom Sul 2026. A premiação garante ao trabalho uma vaga na etapa nacional da competição, que será realizada em Brasília.

Na noite da última terça-feira, 06, o Royal Plaza Shopping realizou o Royal Fashion Walk.

Santa Maria celebra, nesta semana, o centenário do Art Déco no mundo, já que o movimento também marca a história da cidade.

A exposição 100 Anos de Art Déco – Santa Maria no Mundo, abrirá nesta quarta-feira,16, às 17h30, na sala de exposições Angelita Stafani no prédio 14 do conjunto III da Universidade Franciscana.

O programa De Papo com está de volta com episódios inéditos. Um programa sobre jornalismo a partir de jornalistas.

Na próxima semana, nos dias 15 e 16 de abril, terça e quarta-feira, ocorre o Garimpo da Moda. O evento é realizado todo ano e traz a troca e venda de produtos
A Agência CentralSul de Notícias faz parte do Laboratório de Jornalismo Impresso e Online do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN) em Santa Maria/RS (Brasil).
Quando a FIFA anunciou que a Copa do Mundo de 2026 seria disputada em Estados Unidos, México e Canadá, a escolha foi apresentada como um símbolo de integração. A primeira edição com 48 seleções prometia ampliar a diversidade do torneio e aproximar ainda mais diferentes culturas por meio do futebol. Em discursos oficiais, o presidente da entidade, Gianni Infantino, reforçou repetidamente a ideia de que todos seriam bem-vindos. A Copa seria uma celebração global.

No entanto, poucos dias após o início da competição, a realidade parece desafiar essa narrativa.
As manchetes que marcaram a abertura do Mundial não foram apenas sobre gols, estádios lotados ou favoritos ao título. Antes mesmo de a bola rolar, a Copa passou a ser associada a revistas em aeroportos, problemas migratórios, vistos negados, delegações submetidas a procedimentos rigorosos de segurança e profissionais impedidos de entrar no país-sede. Mais do que episódios isolados, esses acontecimentos revelam uma questão maior: até que ponto a FIFA consegue sustentar seu discurso de neutralidade e inclusão quando o torneio está inserido em um contexto político marcado por conflitos, desigualdades e disputas internacionais?
A situação mais emblemática envolve o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan. Escolhido pela FIFA para integrar o quadro de arbitragem da Copa, Artan faria história ao se tornar o primeiro árbitro da Somália a participar de um Mundial. Apesar de possuir visto válido e credenciamento oficial, foi impedido de entrar nos Estados Unidos ao desembarcar em Miami. O árbitro relatou ter passado horas sob interrogatório antes de ser deportado. Dias depois, a UEFA anunciou sua escalação para a Supercopa da Europa, um dos principais eventos do calendário continental.

O episódio levanta uma pergunta difícil de ignorar, se Artan era qualificado o suficiente para ser selecionado pela FIFA e, posteriormente pela UEFA, por que não pode entrar no país que sediava a Copa do Mundo? A resposta oficial permanece vaga, mas o caso tornou-se símbolo de um problema mais amplo. A nacionalidade do árbitro pareceu pesar mais do que sua trajetória profissional.
O mesmo sentimento apareceu em outros episódios. A seleção de Senegal foi submetida a uma revista detalhada ainda na pista do aeroporto ao chegar aos Estados Unidos. A delegação do Uzbequistão passou por procedimentos de segurança envolvendo cães farejadores e inspeções rigorosas. Integrantes da seleção iraniana enfrentaram dificuldades relacionadas à emissão de vistos, obrigando a equipe a alterar parte de sua preparação. A jornalista Karine Alves, da Globo, relatou ter sido submetida a uma abordagem constrangedora durante sua entrada no país.


Separadamente, cada situação pode ser explicada como consequência de protocolos migratórios ou medidas de segurança. Juntas, entretanto, elas formam um padrão difícil de ignorar. Os casos mais repercutidos envolvem justamente representantes de países africanos, asiáticos ou nações que mantêm relações políticas tensas com os Estados Unidos.
É nesse ponto que a discussão ultrapassa o esporte.
O historiador Eric Hobsbawm afirmava que poucas atividades conseguem representar tão bem as identidades nacionais quanto o esporte. A Copa do Mundo, em especial, sempre foi mais do que uma competição de futebol. Ela funciona como uma vitrine política, econômica e cultural dos países envolvidos. Os governos sabem disso. A FIFA sabe disso. Os torcedores sabem disso.
Por essa razão, a ideia de que o futebol está completamente separado da política nunca passou de uma ideia conveniente.
A própria história da Copa confirma essa percepção. O Mundial de 1978 foi disputado sob a ditadura militar argentina. A edição de 2018 ocorreu na Rússia em meio a críticas internacionais ao governo de Vladimir Putin. A Copa de 2022 foi marcada pelos debates sobre direitos humanos no Catar. Em todas essas ocasiões, a FIFA insistiu em defender a neutralidade do esporte. No entanto, os acontecimentos recentes mostram que essa neutralidade tem limites bastante definidos.
A comparação com a Rússia ajuda a entender essa contradição.
Após a invasão da Ucrânia, FIFA e UEFA suspenderam rapidamente seleções e clubes russos das competições internacionais. A decisão foi apresentada como uma resposta necessária diante de um conflito militar de grandes proporções. Independentemente da avaliação sobre a medida, ela demonstrou que as entidades esportivas estão dispostas a tomar decisões políticas quando consideram apropriado.
O problema surge quando observamos que esse princípio não parece ser aplicado de maneira uniforme.
Enquanto a Rússia permanece afastada do futebol internacional, os Estados Unidos seguem ocupando o centro do maior evento esportivo do planeta, mesmo estando envolvidos em operações militares recentes e em conflitos diplomáticos que afetam diretamente algumas das seleções participantes do torneio. O caso do Irã é o exemplo mais evidente. A equipe chegou à Copa enfrentando dificuldades burocráticas justamente em um momento de agravamento das tensões entre os dois países.
A questão não é defender que os Estados Unidos sejam excluídos da competição ou propor uma equivalência entre situações históricas diferentes. O ponto central é outro, se a FIFA afirma que determinados comportamentos justificam sanções esportivas, quais são exatamente os critérios utilizados? E por que eles parecem variar de acordo com o peso político e econômico dos envolvidos?
Essas perguntas tornam-se ainda mais relevantes quando observamos a relação cada vez mais próxima entre a FIFA e o governo norte-americano. Nos últimos meses, Gianni Infantino intensificou sua presença em eventos oficiais relacionados à Copa ao lado de autoridades dos Estados Unidos. Em dezembro de 2025, Donald Trump recebeu o primeiro FIFA Peace Prize, criado pela entidade para reconhecer iniciativas ligadas à promoção da paz.

O episódio chamou atenção porque ocorreu justamente em um período marcado por guerras, crises diplomáticas e questionamentos sobre a atuação internacional dos próprios Estados Unidos. Mais uma vez, a FIFA demonstrou que sua relação com a política é menos distante do que costuma admitir.
Talvez seja justamente essa a principal lição dos primeiros dias da Copa de 2026.
Eduardo Galeano escreveu, em Futebol ao Sol e à Sombra, que o futebol é capaz de revelar as grandezas e as misérias do mundo que o cerca. A frase ajuda a compreender o que estamos vendo. A Copa não criou as desigualdades, as fronteiras seletivas ou as tensões geopolíticas que marcam o cenário internacional. Mas ela as tornou visíveis.
Enquanto a FIFA promove um discurso de integração global, a experiência de diferentes participantes mostra que nem todos atravessam as mesmas portas. Alguns chegam recebidos por torcedores e festas populares. Outros enfrentam interrogatórios, dificuldades burocráticas e suspeitas antes mesmo de entrar em campo.
A Copa do Mundo continua sendo um dos maiores encontros culturais do planeta. Mas os acontecimentos das últimas semanas demonstram que esse encontro não ocorre em condições iguais para todos. E talvez seja justamente aí que esteja o maior desafio da FIFA.
Mais do que organizar jogos, estádios e transmissões, a entidade precisa responder a uma pergunta que os episódios recentes tornaram inevitável, até que ponto é possível defender uma Copa para todos quando as barreiras que separam os participantes continuam sendo tão diferentes?
Porque, no fim das contas, o problema não está apenas nas fronteiras dos Estados Unidos.
Está nos limites da própria neutralidade que a FIFA insiste em defender.

Imagem: divulgação.
A disciplina de Cinema do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana promove, entre os dias 17 e 26 de junho uma mostra de curtas-metragens com produções brasileiras e locais, com supervisão da professora Neli Mombelli. A iniciativa busca oferecer à comunidade acadêmica um momento de pausa e reflexão em meio à rotina intensa de fim de semestre.
As sessões ocorrem na sala 108 do prédio 16 e são organizadas pelos alunos da disciplina, que também apresentarão os filmes ao público. Depois de cada exibição, haverá um breve bate-papo para compartilhar reflexões e discutir os temas abordados pelas obras, que tratam de questões como identidade, memória, infância, diversidade, cultura e transformações sociais.
A iniciativa também marca as comemorações do Dia do Cinema Brasileiro, celebrado em 19 de junho. A participação é aberta à comunidade acadêmica, com emissão de duas horas de ACC para cada sessão assistida.
Confira a programação:
17/06 – Quarta-feira – Das 17h30 às 18h15
Os tiranos, de Marcos Marguilês
Brasil, 1951, 7’, animação.
As misérias perpetradas por três tiranos que chegam à cidade de Beauvais, no tempo das lutas religiosas na França e o consequente medo dos habitantes da vila, contados através do quadro do pintor francês Antoine Caron (1520-1598). Primeiro filme produzido pelo MASP, um documentário em table-top realizado por professores e alunos do Seminário de Cinema, um dos primeiros cursos de cinema do país.
Esporas, de Marcos Oliveira.
Brasil, 2021, 9’, videodança
É um trabalho de videodança que aborda a manutenção das masculinidades no contexto da cultura tradicional gaúcha.
Das 20h às 20h30.
Um vestido para ver a mamãe, de Karen Suzane
Brasil, 2020, 13’, ficção
Narra a jornada de Márcia que, aos nove anos, enfrenta a ausência de sua mãe durante uma infecção viral que atinge sua família em 1972. O filme, um drama com toques surrealistas, explora a força e a fé de sua mãe, além da resistência feminina. Márcia lida com as responsabilidades domésticas e o cuidado dos irmãos. A história aborda temas como infância, saudade e desigualdade de gênero, culminando em uma reviravolta que traz um raio de felicidade à protagonista.
24/06 Quarta-feira – Das 17h30 às 18h
Eu queria ser um monstro, de Marcelo Fabri Marão.
Brasil, 2009, 8’, animação
A transformação do ponto de vista de um garoto, que sonha em ser um monstro para enfrentar uma rotina diária.
A diferença entre mongóis e mongoloides, Jonatas Rupert (2021)
Brasil, 2021, 4’, animação
Alguns humanos nascem com um conjunto de características variáveis, que eles chamam de síndrome de Down. Um disco voador, dinossauros e cegonhas nos ajudam a tentar entender o que é e qual a diferença entre tê-lo ou não.
26/06 Sexta-feira – Das 17h30 às 18h15
Nova Santa Marta: cidade de lona, de Paulo Tavares
Brasil, 2021, 34’, documentário
Bruno Martins, 30 anos, a partir de um achado na estante de casa, procura organizar e conhecer as histórias e as memórias do Bairro Nova Santa Marta, a maior ocupação urbana organizada da América Latina.

No último Grande Prêmio da Fórmula 1, dia 14 de junho, a velocidade e adrenalina tomaram conta da pista de Barcelona-Catalunha, marcando o final de semana com ultrapassagens, disputa entre companheiros de equipe, safety car virtual, e é claro, Lewis Hamilton brilhando no topo novamente.
O circuito é famoso por ser utilizado para realizar os testes dos carros e motores, justamente por sua estrutura linear comparada a outras pistas. Por isso, os carros mais estáveis do grid costumam ter maior vantagem, fazendo com que esse circuito seja marcado por corridas mais cansativas e com pouca adrenalina. Mas dessa vez não foi assim.
George Russel, piloto da Mercedes, largou em primeiro lugar, na esperança de manter a posição, seguido por Lewis Hamilton (Ferrari) e Kimi Antonelli (Mercedes). No entanto, durante a corrida, os pits stop, as ultrapassagens e o safety car virtual (acionado por Alonso ter saído da pista) alteraram esta ordem. Hamilton assumiu a liderança, deixando as duas Mercedes para trás.
Ambos os pilotos, Russel e Antonelli, disputavam incessantemente entre si, lutando pela segunda posição. Faltando apenas duas voltas para encerrar a corrida, Antonelli teve problemas com o carro e precisou abandonar a competição. O pódio ficou constituído por:
1º – Lewis Hamilton (Ferrari)
2º – George Russel (Mercedes)
3º – Lando Norris (McLaren- atual campeão mundial)

Quanto ao nosso brasileiro presente no grid, Gabriel Bortoleto, correndo pela Audi, largou em 12º lugar e chegou em 11º, mesmo com pequenos problemas técnicos não precisou abandonar a corrida, e quase conseguiu pontuar.
Enquanto isso, Lewis Hamilton garantiu sua 106ª vitória na Fórmula 1, após 2 anos sem vencer. O piloto também conquistou sua 7ª vitória no circuito de Barcelona, batendo o recorde de Michael Schumacher, pois ambos estavam empatados com 6 triunfos.
Após períodos críticos com o desempenho de sua Ferrari, Lewis nunca havia ficado em primeiro lugar no pódio pela escuderia. Agora, tanto a Ferrari quanto Hamilton estão de volta ao pódio e aos holofotes do esporte, reerguendo a equipe e fazendo história.
Infelizmente, durante esta corrida, Charles Leclerc, companheiro de equipe do 7 vezes campeão mundial, abandonou o carro nas voltas finais do GP, por um problema técnico na direção e não conseguiu pontuar.
Mesmo assim, a equipe demonstrou estar forte este ano, se fazendo presente no pódio em 5 das 6 corridas de 2026. Presenciamos mais uma vez Hamilton brilhando, dessa vez com uniforme vermelho e emoção nos olhos. Será que Lewis entra com tudo na disputa por seu oitavo título mundial esse ano?






Fotos: Foto: XPB Images

No começo deste mês de junho, o curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN) recebeu a visita de Manuela Fantinel, egressa do curso e profissional do grupo Globo. Manuela compartilhou com os acadêmicos momentos importantes de sua trajetória. A jornalista apresentou detalhes de sua carreira e histórias do seu percurso, com a frase de destaque “A carreira que eu não planejei, mas me trouxe até aqui”.
Ela conta que desde sempre teve em mente o desejo de experimentar todas as oportunidades disponíveis para descobrir o que gostaria ou não de seguir. Seu caminho foi marcado por pesquisas, projetos de poesia pela cidade de Santa Maria, freelances na rádio, participação na TV OVO, onde garantiu muito conhecimento na área de jornalismo audiovisual. Durante o caminho, se dedicou ao lançamento de um livro e trabalhou em agência de publicidade.
Com uma bagagem de experiencias, após terminar a faculdade, Manuela iniciou seus trabalhos em Goiânia, onde ficou por um ano. Iniciou como redatora em uma agência de conteúdo, produzindo textos sobre campanhas políticas, em seguida auxiliou em uma campanha da OAB em Goiás onde era social mídia e também redatora. A jornalista também fez participação na Jovem Pan, em um programa de rádio.
Retornando para o Rio Grande do Sul, agora com a uma nova oportunidade a sua frente, trabalhou na BTN – Brazilian Traffic Network como repórter aérea, fazendo boletim de trânsito na grande Porto Alegre.
Durante a pandemia, a jornalista tirou a DRT de radialista, atuando como Coordenadora e Comunicadora na Atlântida Norte Gaúcho. Procurando explorar as áreas do jornalismo, sempre se mostrou disposta a se expor a novos desafios que contribuiriam na sua carreira.
Foi quando a oportunidade de trabalhar na Globo surgiu. Ela mandou um currículo para trabalhar em vaga temporária no Big Brother Brasil, onde foi contratada por 6 meses. Com bom desempenho e dedicação, Manuela foi contratada oficialmente pela emissora. Hoje atua como Analista de Produtos Publicitários Sênior na área de Entretenimento da Globo, como Criação Publicitária de programas de Realities e Variedades. Nessa posição já atendeu clientes como Mercado Livre, Betano, Nestlé, Amstel, Mc Donald´s entre outros.
O futuro profissional pode dar um frio na barriga, mas caminhar com firmeza e nunca perder a própria essência são pontos essenciais para a trajetória. Manuela Fantinel, que já passou por isso, resumiu essa ideia ao final de sua palestra: “Você pode não saber para onde vai ou o que quer, e talvez não saiba mesmo, mas saber quem você é vai te ajudar a tomar decisões por si mesma ao longo da carreira.”
Manuela trouxe para os acadêmicos uma nova perspectiva de uma carreira promissora, ressaltando a importância de sonhar grande, acreditar em si mesmo, aproveitar as oportunidades e não ter medo de errar. Este momento serviu de inspiração e motivação para construir uma jornada cheia de bagagens e conhecimento.
Texto em parceria com a acadêmica de Jornalismo: Maria Eduarda de Castro.






Fotos: Thine Feistauer/Labfem
Entre os dias 4 e 6 de junho, estudantes, professores e pesquisadores da área da Comunicação participaram do Intercom Sul 2026, realizado no Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz (FAG), em Toledo, no Paraná. O congresso regional da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) é um dos principais espaços de discussão acadêmica da área e reuniu apresentações de pesquisas, trabalhos experimentais, palestras e debates sobre os desafios da comunicação contemporânea.
A Universidade Franciscana (UFN) esteve representada por acadêmicos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. Durante o evento, a egressa do curso de Jornalismo Vitória Oliveira conquistou o primeiro lugar na categoria Podcast da modalidade Rádio, TV e Internet da Expocom, premiação que reconhece os melhores trabalhos experimentais produzidos por estudantes de graduação em Comunicação.

O trabalho premiado foi o podcast Re.veste, desenvolvido na disciplina de Projeto Experimental, sob orientação da professora Neli Mombelli. Composto por três episódios, o projeto aborda temas relacionados à moda, identidade, consumo e sustentabilidade, propondo reflexões sobre as relações construídas a partir do vestir e os impactos da indústria da moda na sociedade.
Durante o congresso, Vitória apresentou o projeto aos avaliadores da Expocom e acompanhou as atividades da programação. Com a conquista da etapa regional, o podcast garantiu vaga na Expocom Nacional e representará o curso de Jornalismo da UFN durante o 49º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, que ocorre entre os dias 1º e 5 de setembro, em Brasília, na Universidade Católica de Brasília (UCB).
Para Vitória, a premiação representa o reconhecimento de um trabalho que nasceu ainda durante a graduação e que agora alcança projeção nacional. “Receber esse reconhecimento na Expocom é muito significativo. Esta é uma das principais premiações voltadas para trabalhos produzidos por estudantes de graduação na área da Comunicação. Conquistar o primeiro lugar na etapa regional é uma grande alegria, porque representa o reconhecimento de um trabalho que começou em sala de aula e que agora terá a oportunidade de representar a UFN na etapa nacional”, afirma.
A egressa também destaca a importância das pessoas que contribuíram para a realização do projeto. “Sou muito grata à professora Neli pela orientação durante todo o processo, ao Jornalismo da UFN por proporcionar essa experiência e a todas as pessoas que contribuíram para que o Re.veste se tornasse realidade”, completa.
Além da participação da egressa Vitória Oliveira, o curso de Jornalismo também esteve representado pelo acadêmico Nicolas Krawczyk, que concorreu na categoria Produção Laboratorial em Videojornalismo e Telejornalismo com o Telejornal LabNews. Já o curso de Publicidade e Propaganda contou com a participação dos acadêmicos Vitória Maicá e Vitor da Rosa, que concorreram na categoria Campanha Publicitária (Conjunto/Série) com a campanha Transformar para Acolher, desenvolvida para a Casa de Passagem de Santa Maria.

A programação do Intercom Sul contou ainda com palestras e mesas de debate sobre o futuro da comunicação e do jornalismo. Um dos destaques do primeiro dia foi a conversa com as jornalistas Camila Freitag, da RPC Paraná, e Camila Andrade, editora-chefe e apresentadora da TV Alesp. Durante o debate, as profissionais compartilharam experiências de suas trajetórias e discutiram os desafios da profissão em um cenário marcado pelas transformações tecnológicas e pelo crescimento das plataformas digitais.
Ao falar sobre o impacto das novas tecnologias no jornalismo, Camila Freitag destacou que as redes sociais se tornaram ferramentas importantes para a circulação de informações, mas ressaltou que nenhuma tecnologia substitui o olhar humano na produção jornalística. “Hoje, o canhão é o que está na tua mão, no seu celular. É o grande canhão para o mundo. Não tem como a gente não utilizá-lo quando a gente fala de jornalismo. Mas achar que a gente vai fazer só conteúdo em rede social ou que vai usar a inteligência artificial para fazer as coisas por nós é uma ilusão. O primeiro fator é o fator humano. E esse fator nada substitui”, afirmou.
A jornalista também destacou a importância da responsabilidade profissional e da busca por narrativas equilibradas e comprometidas com a apuração dos fatos, temas que estiveram entre os debates centrais do congresso.
A participação da UFN no Intercom Sul 2026 reforça a presença da universidade em espaços de produção científica e troca de experiências na área da Comunicação, além de evidenciar o potencial de projetos desenvolvidos durante a graduação, como o podcast Re.veste, que agora seguirá para a etapa nacional da Expocom representando o curso de Jornalismo da instituição.


Imagens: arquivo pessoal Vitória Oliveira

Na noite da última terça-feira, 06, o Royal Plaza Shopping realizou o Royal Fashion Walk, desfile de moda para apresentar as coleções de outono e inverno deste ano. O evento contou com 40 modelos percorrendo os três andares e representando 17 lojas do shopping.
Segundo a Social Media do Royal, Ana Cecília Montedo, a inspiração surgiu de um desfile realizado em Dubai, que ocorreu em frente a um shopping center. O objetivo era que lojas trouxessem os seus clientes para um coquetel e já proporcionar a oportunidade de assistir a um desfile de moda.
A proposta era que o evento fosse aberto ao público, para que as pessoas se sentissem parte da experiência. Além disso, a produção e organização foi feita por pessoas que moram ou tiveram alguma relação com Santa Maria, para mostrar que o ambiente faz parte da história da cidade.
O evento encerrou com a participação de 25 produções desenvolvidas por estudantes e professores do curso de Design de Moda da Universidade Franciscana. Um dos destaques da apresentação foi que os próprios estudantes desfilaram com suas peças na passarela, assumindo não apenas o papel de designers, mas também de modelos.

Colaboração Maria Valenthine Feistauer

Santa Maria celebra, nesta semana, o centenário do Art Déco no mundo, já que o movimento também marca a história da cidade. São diversas edificações, mas a presença do Art Déco é mais perceptível para quem anda pela Avenida Rio Branco, que possui diversos exemplares em sequência.
Um deles é a Casa Darling, tema do documentário homônimo que será lançado amanhã, (25/04), a partir das 19h no Lab Criativo da Vila Belga, e integra a programação 100 anos Art Déco Santa Maria no Mundo.
Dirigido por Petrius Dias, acadêmico de Jornalismo, e Larissa Lima Schmidt, aluna do curso de Arquitetura e Urbanismo, o filme retrata a história da casa 176, onde viveu a família de Ana Prates. O documentário é uma produção conjunta do Laboratório de Produção Audiovisual – LabSeis, do curso de Jornalismo, com a disciplina de Ateliê de Projetos Integrados III, do curso de Arquitetura e Urbanismo, que elabora propostas de intervenção em prédios pré-existentes. E, para isso, o primeiro passo é fazer uma pesquisa para compreender o contexto histórico e a arquitetura original do espaço. Assim nasce o documentário Casa Darling.
Antes da exibição do filme, haverá uma apresentação do arquiteto e professor Luiz Gonzaga Binato de Almeida sobre Retrato e Memórias do Art Déco.
Sinopse
Uma casa é o local em que se habitam pessoas, sonhos, histórias e, por que não, a História?! Casa Darling é uma desses locais que, além de ser herança de família, também é herança de um período histórico de Santa Maria: o Art Déco.
O que: Lançamento documentário Casa Darling
Quando: Sexta-feira, 25/04/2025, às 19h
Onde: Lab Criativo – rua Manoel Ribas, 2038, Vila Belga

A exposição 100 Anos de Art Déco – Santa Maria no Mundo, começa nesta quarta-feira, 16, às 17h30, na sala de exposições Angelita Stafani no prédio 14 do conjunto III da Universidade Franciscana. O evento ocorre até o dia 8 de maio. Os horários de funcionamento da sala serão terça, quarta e quinta-feira pela manhã, das 8 às 12h e segunda, terça e quinta-feira pela tarde, das 13h30 às 17h30.
Além de objetos do acervo do Museu Franciscano, a exibição contará com uma maquete do Edíficio Mauá executada pelo Sr. Fumagalli, imagens de edifícios no estilo Art Déco e projeções visuais. Os 100 anos de Art Déco é promovido pelo Coletivo Memória Ativa, que atua em defesa do patrimônio da cidade há mais de cinco anos. Segundo a arquiteta Lídia Rodrigues, o objetivo é mostrar a importância desses patrimônios para a comunidade do município e região, e valorizar a memória do patrimônio cultural.
Confira a programação:
Quarta, dia 16, a partir das 17h30, Sala Imas, UFN, prédio 14
PRÉ – LANÇAMENTO : ABERTURA DA EXPOSIÇÃO 100 ANOS DE ART DÉCO SANTA MARIA NO MUNDO
Sala de Exposição Angelita Stefani
Sala 114 – Prédio 14 – Conjunto III
Rua Silva Jardim, 1175
Terça, dia 22, das 14h às 16h, LabCriativo da Vila Belga
OFICINA DE ILUSTRAÇÃO COM ALUNOS DE ESCOLAS PÚBLICAS MUNICIPAIS
ATIVIDADE CONJUNTA COM DIA MUNDIAL DA CRIATIVIDADE
A ideia é conectar mais as crianças com o patrimônio histórico de Santa Maria, explicando sua origem e através do desenvolvimento de uma atividade lúdica e interativa.
Por Matheus Ruffino, graduado em Design de Animação pela escola Méliès, de São Paulo.
EM EXPOSIÇÃO: GRUPO TECER
Quarta, dia 23, a partir das 19h, LabCriativo da Vila Belga
SOLENIDADE DE ABERTURA
EXPOSIÇÃO ART DÉCO – PRODUÇÃO DE ARTISTAS PLÁSTICOS, COQUETEL, MÚSICA
Quinta, 24 de abril, LabCriativo da Vila Belga
EXPERIÊNCIAS PROFISSIONAIS E ACADÊMICAS
NO DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS COM INSPIRAÇÃO ART DÉCO
16h – 18h
Museu Franciscano – André Denardin
Hotel Jantzen – Paula Carvalho e Márcia Kümmel
Ylys – Michelle Flores
19h – 21h
Joias – Junior Odorizzi
Podcast Rio Branco Déco
Design emocional em produtos de Realidade Aumentada – Keven Keller
Sexta, dia 25, LabCriativo da Vila Belga
EXPERIÊNCIAS PROFISSIONAIS E ACADÊMICAS NO DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS COM INSPIRAÇÃO ART DÉCO
16h-18h
Casa Pedra – Clarissa Pereira
Casa Marvin Green – Alex Scherer
Sicredi – Zé Barbosa
19h – 21h
RETRATOS & MEMÓRIAS
Arq. Luiz Gonzaga Binato De Almeida
LANÇAMENTO DO DOCUMENTÁRIO CASA DARLING
Curso de Jornalismo – UFN
Sábado, 26, a céu aberto
15h – 18h AVENIDA RIO BRANCO
Caminhos Pela Arquitetura+ Mapeando Memórias
Carros Antigos
Orquestras – Banda Basm
Brique da Vila Belga
19h Mapping em edifício da Avenida Rio Branco
Todas as atividades têm entrada franca
A partir das 21h, confraternização de encerramento (por adesão) no Left+ da Vila Belga (Manuel Ribas, 1991)
LabCriativo do Mercado da Vila Belga (Rua Manoel Ribas, 2038, Distrito Criativo Centro-Gare)
Inscrições aqui
Certificados: até 60 dias após a conclusão do evento
Colaboração da acadêmica de Jornalismo Isadora Rodrigues.

O programa De Papo com está de volta com episódios inéditos. Um programa sobre jornalismo a partir de jornalistas. A convidada da vez é Thays Ceretta, jornalista e radialista da Rádio Verde Oliva, emissora da Fundação Cultural do Exército Brasileiro, e egressa do curso de Jornalismo da UFN.
Thays se formou em 2012 e tem uma trajetória marcada por passagens em diferentes veículos de comunicação, como RBS TV, TV Pampa e TV Diário. Durante o bate-papo, ela relembra momentos emocionantes da sua carreira e compartilha experiências que marcaram sua atuação como jornalista.

O programa vai ao ar nesta sexta-feira, 11 de abril, às 19h30, na UFN TV, canal 15 da Net, e também no YouTube do LabSeis. Você pode acompanhar cortes das entrevistas no Instragam do programa e no Instagram do LabSeis. Por lá, você confere em primeira mão os próximos convidados e temas das futuras edições.
Em 2024, foram 23 programas que trouxeram nomes como Marcelo Canellas, que foi repórter especial do Fantástico da TV Globo por décadas e atualmente trabalha com streaming; Silvana Silva, que atuou como editora-chefe do Diário de Santa Maria no Grupo RBS e hoje atua em assessoria de comunicação; Lucas Amorim, jornalista e radialista da Rádio Gaúcha Santa Maria; Fabiana Lemos, repórter da RBS TV de Porto Alegre; Rômulo D’Ávila, repórter da TV Globo São Paulo; entre outros nomes que reportam histórias e fazem história no jornalismo. Veja as entrevistas na playlist do programa no YouTube do LabSeis.
De Papo Com é uma produção laboratorial do Curso de Jornalismo da UFN, apresentado pelos acadêmicos do 5º semestre, Yasmin Zavareze e Nicolas Morales; com Ana Cecília Montedo, Isadora Rodrigues e Thine Feistauer na produção; Alexsandro Pedrollo na operação de câmera e direção de fotografia; Jonathan de Souza no switcher e finalização; Emanuelle Rosa na identidade visual; e direção geral da professora Neli Mombelli.
Texto e fotos: divulgação LabSeis
Na próxima semana, nos dias 15 e 16 de abril, terça e quarta-feira, ocorre o Garimpo da Moda. O evento é realizado todo ano e traz a troca e venda de produtos com a ideia de moda cíclica. Nos dois dias o Garimpo começa às 9h e vai até às 19h , no hall do prédio 15 do conjunto III da UFN.

Qualquer aluno, funcionário ou professor pode participar da venda ou troca de produtos. É preciso fazer a inscrição até dia 13 abril na Teciteca, que fica no térreo do prédio 15 da instituição. Quem for estudante ou professor de Moda paga uma taxa de participação de R$ 30, os demais R$ 40. O evento é aberto a toda a comunidade que queira visitar.
Segundo a estudante de Moda Júlia Serres, os objetivos do evento são vários, como fazer circular os produtos, incentivar a moda sustentável, colaborar na diminuição da poluição, além de conectar as pessoas e divulgar o trabalho dos estudantes.
Colaboração: Acadêmica de Jornalismo Maria Valenthine Feistauer