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Na última sexta-feira, 16 de outubro, a Universidade Franciscana (UFN) promoveu a Mostra das Profissões, no Conjunto III da instituição. O evento reuniu cerca de mil participantes, entre estudantes e professores de mais de 20 escolas públicas e privadas de Santa Maria e região.

Ao longo do dia, os visitantes conheceram os estandes dos cursos de graduação e participaram de oficinas, atividades práticas, visitas e dinâmicas organizadas por acadêmicos e professores da UFN. A proposta foi proporcionar aos estudantes uma experiência mais próxima das áreas profissionais em que desejam atuar.

A programação também apresentou as opções de formação disponíveis na UFN para 2027, que incluem mais de 30 cursos presenciais, quatro semipresenciais e um na modalidade de Educação a Distância (EaD).

Durante a cobertura do evento para a Rádio Web UFN, a acadêmica de Jornalismo Luiza Fantinel conversou com a pró-reitora acadêmica, professora Vanilde Bisognin, que destacou a importância da ampliação das modalidades de ensino oferecidas pela instituição. “A instituição oferece três modalidades para a realização dos cursos de graduação: presencial, semipresencial e a distância. Ressaltando que, independentemente da opção que escolher, a qualidade será a mesma. As diferentes modalidades possuem os mesmos materiais, os mesmos professores, o mesmo acolhimento, pois não negligenciamos uma graduação acessível, flexível e de qualidade”, compartilhou a pró-reitora.

Durante a Mostra, os cursos de graduação promoveram diferentes atividades para apresentar aos visitantes suas áreas de atuação. A Enfermagem, por exemplo, realizou demonstrações práticas de punção venosa e curativos, além de apresentar procedimentos de atendimento em ambulância em situações de urgência e emergência. Já o curso de Direito promoveu um júri simulado no salão de júri da UFN. A Odontologia organizou experiências imersivas, com tour guiado, circuito prático e apresentação da clínica, além de um espaço lúdico.

O curso de Jornalismo também abriu as portas de seus espaços de aprendizagem, com visitas aos Laboratório de Audiovisual (Labseis), à Agência Central Sul de Notícias e ao Laboratório de Fotografia e Memória (Labfem).

Além disso, o projeto do curso de Jornalismo Nave de Histórias, esteve presente com sua cápsula em que uma experiência imersiva de audição de histórias gravadas por alunos do curso e por crianças da escola municipal Castro Alves estava disponível.

Maria Eduarda Castro e Nicolas Pacheco são alunos de Jornalismo e atuaram na Rádio Web UFN. Foto: Vinicius Gomes/Labfem

Pela primeira vez, o Labfem montou um mini estúdio fotográfico no hall do prédio 17. O espaço contou com exposição de fotografias produzidas por acadêmicos, câmeras fotográficas, livros sobre a história da fotografia e atividades de captação de imagens.

A professora de Fotografia Laura Fabrício destacou a importância de aproximar o público das práticas desenvolvidas no curso. “Convido o público a conhecer os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, que trabalham diretamente com a disciplina de Fotografia. Mas independentemente do teu curso, tu tens acesso à eletiva de Fotografia Digital. Trazer, pela primeira vez, o estúdio para um espaço de maior circulação de público aproxima ainda mais nosso trabalho na Mostra e destaca a importância dessa disciplina para o Jornalismo”, ressaltou.

O curso de Jornalismo também participa sempre da cobertura do evento. Acadêmicos realizaram a transmissão ao vivo da Mostra das Profissões por meio da Rádio Universitária. A experiência permitiu que os estudantes colocassem em prática conhecimentos relacionados à comunicação com o público e à realização de entrevistas com professores e visitantes.

A programação também contou com a participação de representantes da Escola Estadual Irmão José Otão, que compartilharam a experiência do clube de mídias desenvolvido na instituição. Segundo a professora Dominique, o projeto é dividido em três áreas: redes sociais, programação do site e locução na rádio. “Temos um compromisso com o clube todas as quintas-feiras e, aos poucos, o espaço cresce. Com isso, podemos aproximar os alunos dessas atividades”, contou.

A oportunidade de conhecer diferentes cursos e vivenciar atividades práticas também despertou o interesse dos visitantes por áreas específicas de formação. Dessa forma, a Mostra das Profissões se consolidou como um espaço de aproximação entre a universidade e a comunidade escolar, permitindo que os estudantes conhecessem as possibilidades de graduação oferecidas pela UFN e tivessem um primeiro contato com as experiências que fazem parte da vida acadêmica e profissional.

Fotos: Thine Feistauer/Labfem

Foto: Leo Piva

O Grêmio vive uma crise há anos e parece que ninguém consegue encontrar uma solução. Depois dos anos de glória, com a conquista da Copa do Brasil em 2016 e da Libertadores em 2017, o clube nunca mais foi o mesmo.

Em 2021, começou o declínio de uma geração tão vitoriosa. Com um elenco problemático e uma série de erros dentro e fora de campo, o Grêmio foi rebaixado pela terceira vez em sua história e, em 2022, precisou disputar a Série B do Campeonato Brasileiro.

No ano seguinte, em 2023 veio o ano da ilusão. O Tricolor terminou o Brasileirão como vice-campeão, impulsionado pelo desempenho de Luís Suárez, um dos melhores centroavantes do futebol mundial. Mas depois disso o que parecia ser o início de uma retomada acabou se transformando em mais uma sequência de frustrações.

Ano após ano o Grêmio parece repetir os mesmos erros. Muda o treinador, chegam novos jogadores, surgem novas promessas, mas os problemas continuam. São dois anos sem disputar a Libertadores, a principal competição de clubes da América do Sul, e uma dificuldade cada vez maior de voltar a ser protagonista no futebol brasileiro. O torcedor acompanha as mudanças, cria expectativas e no fim nada se concretiza.

A temporada de 2026 começou com uma nova direção e a contratação de um técnico estrangeiro. A expectativa era de mudança, de um novo planejamento e de um Grêmio capaz de recuperar a competitividade. Mas não demorou muito para perceber que o caminho seria difícil. A montagem do elenco gerou questionamentos, as dificuldades de comunicação entre os jogadores estrangeiros chamaram a atenção e dentro de campo, o time não conseguia apresentar um futebol convincente. Foram derrotas frustrantes, empates inexplicáveis e poucas vitórias.

A torcida apoiou, teve paciência, mas também cobrou respostas que nunca chegaram. Nove meses depois, faltando apenas 11 jogos para o fim da temporada, a direção decidiu demitir o treinador e apostar em Renato Portaluppi, um dos maiores ídolos da história do clube, na tentativa de encontrar uma solução para uma crise que já vinha de muito antes. Porém, trocar o treinador não significa resolver todos os problemas. Até agora o Grêmio continua apresentando um futebol difícil de assistir.

O que resta ao Grêmio em 2026 é tentar sobreviver a uma temporada que se tornou muito mais difícil do que deveria. Com poucas partidas pela frente, evitar o rebaixamento é a prioridade. Mas a crise envolve planejamento, escolhas e a falta de um futebol que represente a grandeza do clube. Para uma torcida que já viveu tantas glórias é difícil aceitar que neste momento, a principal preocupação seja simplesmente conseguir terminar o ano na primeira divisão.

Alunos do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana estão produzindo o curta-metragem Frequência Anômala, na disciplina Produção em Cinema, sob a supervisão da professora Neli Mombelli. A obra conta a história do universitário Lucas exausto pelo trabalho que está editando um podcast. Durante a edição ele começa a escutar sons estranhos e se questiona se são apenas ruídos da gravação ou se ele está alucinando. O curta conta com três diárias e terá duração de aproximadamente 6 minutos e está sendo gravado nas dependências da UFN. A produção envolve todo o semestre, se intensificando no mês de setembro, após o roteiro ser escolhido.

Produção do curta junto com o cinegrafista Alexsandro Pedrollo. Foto: Thine Feistauer/ Labfem

O curta conta com duas pessoas no elenco. Tarso Pimentel, bacharel em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Santa Maria, como Lucas e Karina Fontes, estudante de Jornalismo na Universidade Franciscana, como Clara. O diretor e roteirista é o estudante de Jornalismo Gabriel Deõn. A produção conta com os alunos de Jornalismo da UFN: Enzo Martins como assistente de direção, Andressa Rodrigues na direção de arte, Felipe Perosa como assistente de direção de arte, João Henrique Machado na produção, Tales Trindade e Thomás Ortiz como assistente de produção, Thiago Bochi como foto still, Ygor Vasquez como continuista. Na direção de fotografia o cinegrafista Alexsandro Pedrollo.

Elenco e produção do curta no set de gravação. Foto: Thine Feistauer/ Labfem

O diretor Gabriel Deõn contou como surgiu a ideia do curta. “Tudo surgiu de uma matéria que eu escrevi para a agência, onde fiz algumas entrevistas com alunos da instituição e percebemos como os alunos se sentem sobrecarregados, com atividades da faculdade, trabalho, vida pessoal e afins. Com essa ideia me despertou a vontade de escrever meu curta baseado nisso, como os estudantes se sentem sobrecarregados nesse período da vida”. Ele também destacou que o maior desafio foi conseguir unir essa “problemática” com a arte. “Eu nunca tinha escrito algo para o audiovisual, senti muita dificuldade em levar essa ideia para o papel, mas com ajuda dos colegas, conseguimos desenvolver a história e colocamos em prática agora nesses dias de gravação”.

Para interpretar Lucas, Tarso Pimentel buscou inspiração em situações que observa na sociedade. Segundo o ator, o personagem representa a busca pela alta performance, frequentemente associada ao sucesso, mas que pode levar ao esgotamento. “Vi no Lucas um exemplo do que tenho visto na sociedade ultimamente, essa busca pela alta performance vendida como sucesso que leva as pessoas ao esgotamento. Tentei incorporar sentimentos que me remetessem a esse esgotamento e cansaço”, relata.

Tarso Pimentel nos bastidores. Foto: Labfem

Sobre a participação na produção, Tarso destaca o ambiente de trabalho e a relação com a equipe. “Muito legal, a equipe toda é muito divertida e ótima de trabalhar. Apesar das diárias serem longas a gente passa muito tempo dando risada, gosto bastante de trabalhar com as turmas de Jornalismo da UFN”, conta.

Karina Fontes, que interpreta Clara, também destaca como sua formação em Jornalismo contribui para a experiência de atuação. Para ela, as duas áreas, apesar das diferenças, oferecem aprendizados que se complementam. “Por mais que o jornalismo e a atuação sejam completamente opostas eu consigo enxergar benefícios que ajudaram nesses dois lados da minha vida. Sem dúvidas o jornalismo melhorou muito a minha comunicação, que é bastante necessária dentro do set como atriz”, afirma.

Karina Fontes nos bastidores do curta. Foto: Labfem

A estudante também ressalta a experiência de participar da produção ao lado de colegas que conhece há anos e a familiaridade com a disciplina de cinema. “Fazer parte do curta da disciplina de cinema do curso foi uma experiência muito divertida e enriquecedora. Poder estar com colegas que conheço há anos deixou tudo muito mais agradável. E também por eu já ter feito essa disciplina, consigo compreender muito bem como funciona, estando dos dois lados, na frente e atrás das câmeras”, conclui

O curta será lançado na Mostra de Produção Audiovisual que ocorre dia 2 de dezembro, quarta-feira.

Há ruas que apenas conduzem pessoas de um ponto ao outro, a Rua XV de Novembro faz muito mais do que isso, ela conduz histórias. É nela que São Pedro do Sul, no RS, parece respirar com mais intensidade. Cada passo revela um pedaço da identidade do município, como se o tempo tivesse escolhido aquele caminho para guardar as memórias de quem nasceu, cresceu ou simplesmente aprendeu a chamar esta cidade de lar.

A caminhada começa logo após a rotatória da avenida da cidade, ali que a Rua XV de Novembro se apresenta, discreta para quem chega pela primeira vez, mas grandiosa para quem conhece sua importância. Nos primeiros metros está um de seus símbolos mais curiosos e emblemáticos, a Ponte Seca. Hoje, sob ela, já não passa o trem que um dia ajudou a movimentar a região. Restou apenas a estrutura, firme e silenciosa. A velha ponte parece guardar lembranças que apenas ela e moradores antigos testemunharam.

O asfalto segue adiante carregando as marcas do tempo. Em alguns trechos, os buracos denunciam décadas de movimento, como se a própria rua exibisse, sem vergonha, as cicatrizes de quem nunca deixou de cumprir seu papel. Todos os dias, trabalhadores cruzam seu caminho antes mesmo do amanhecer, comerciantes levantam as portas de seus estabelecimentos, estudantes caminham em grupos para a escola e moradores seguem cumprimentando conhecidos, preservando um costume que ainda resiste nas cidades do interior.

Ao longo da caminhada, dois velhos conhecidos dos são-pedrenses dividem a paisagem: o  supermercado Spode e o supermercado Bom Preço, que fazem parte da rotina de praticamente toda a cidade. Mais adiante, a rua encontra outro de seus grandes marcos, a Escola Estadual de Educação Básica Tito Ferrari, a única instituição da cidade que oferece o Ensino Médio. Ali, gerações inteiras descobriram amizades, viveram  e construíram lembranças que atravessaram o tempo. Nos findares das aulas, as calçadas se enchem de risadas, conversas e Coca-Cola dividida entre colegas. E entre os estudantes, permanece viva a antiga lenda de que a escola teria sido construída sobre um cemitério. Verdade ou não, ela faz parte das histórias contadas de turma em turma e ajuda a manter viva a identidade daquele lugar.

Seguindo, o caminho leva naturalmente à Praça Crescêncio Pereira, um dos espaços que ajudam a explicar a importância da própria rua. Foi a partir da doação daquele terreno que o centro de São Pedro do Sul começou a ganhar forma. Hoje, a praça continua dando vida à rua. O riso das crianças nos brinquedos mistura-se às conversas de famílias reunidas em torno de uma cuia de chimarrão. Jovens passam de bicicleta, moradores caminham com seus cachorros e idosos observam o movimento com a tranquilidade de quem já viu muitas gerações passarem por ali. 

Ponto de encontro

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Bem em frente está outro detalhe que, para quem mora em São Pedro do Sul, é quase um símbolo. A única sinaleira da cidade também está na Rua XV de Novembro. Para quem vem de fora, ela pode parecer apenas um semáforo. Para os moradores, tornou-se ponto de referência, local de encontros e parte da memória cotidiana. Basta combinar um horário “na sinaleira” para que todos saibam exatamente onde ir.

Mas é quando chegam as datas mais importantes do calendário que a Rua XV de Novembro revela toda a sua grandeza. Ao longo do ano, ela deixa de ser apenas uma via para transformar-se no principal palco da cidade. No desfile de Sete de Setembro, estudantes, escolas e instituições ocupam seu espaço celebrando o civismo. E no tradicional desfile do Dia do Gaúcho, o asfalto recebe prendas, peões, cavalarianos e entidades tradicionalistas. As calçadas ficam repletas de famílias. Os avós apontam para os netos, pais revivem lembranças da infância e crianças assistem encantadas, construindo memórias que um dia também farão parte da história da cidade.

Além dos desfiles, é na Rua XV de Novembro que acontecem muitas das principais solenidades e celebrações do município. Sempre que São Pedro do Sul precisa se reunir para comemorar, homenagear e celebrar um momento importante, é para essa rua que os olhares se voltam. Mais do que um espaço de passagem, ela transforma-se em um lugar de convivência, onde a cidade demonstra seu verdadeiro espírito comunitário.

Talvez seja justamente isso que torna a Rua XV de Novembro tão especial, ela não é a mais importante de São Pedro do Sul apenas porque concentra escolas, comércio, serviços e espaços públicos. Sua importância está nas pessoas que passam por ela todos os dias. Crianças dão ali os primeiros passos rumo à escola, jovens constroem amizades, adultos seguem sua rotina de trabalho e idosos encontram lembranças a cada caminhada.

No fim das contas, ela não é apenas a principal via de São Pedro do Sul, ela é o lugar onde diferentes gerações se cruzam diariamente. Entre a velha Ponte Seca, os mercados, a Escola Tito Ferrari, a Praça Crescente Pereira e a única sinaleira da cidade, ela reúne lembranças, encontros e histórias que ajudam a explicar o porquê, para tantos são-pedrenses, falar da XV de Novembro é, inevitavelmente, falar de casa.

Texto produzido na disciplina de Narrativa Jornalística, no primeiro semestre de 2026, sob supervisão da professora Glaíse Bohrer Palma.

Imagens: Cristhian Braga

Cristhian e Pedro na rádio Universitária durante a gravação do programa. Foto: Reprodução Previsão do Jogo

Na última terça-feira, 15 de setembro, chegou ao fim a primeira etapa do programa Previsão do Jogo. O programa é produzido e apresentado pelos acadêmicos do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana, Cristhian Braga e Pedro Ossanes, com supervisão do professor Carlos Alberto Badke. O programa é realizado na rádio da universidade todas as terças-feiras desde o 1º semestre de 2026, às 17h20min, transmitido pelo canal da Rádio UFN no YouTube e conta com uma dinâmica que envolve os ouvintes.

Os acadêmicos debatem sobre futebol não apenas dentro das quatro linhas. O programa também aborda debates polêmicos, une cultura e esporte, traz opiniões sobre os assuntos discutidos, entre outras dinâmicas. Um dos diferenciais do programa é a tabela de palpites, que busca aproximar e entreter o público. Por meio das redes sociais, Cristhian e Pedro divulgam os jogos da rodada do Grêmio e do Inter, além de outras partidas relevantes que estão para acontecer. Os ouvintes enviam seus palpites e no programa seguinte, os apresentadores anunciam os resultados.

A ideia do programa surgiu dentro da própria rotina acadêmica. A dupla já havia vivenciado experiências em outros programas esportivos dentro da faculdade, mas tinha a vontade de criar um programa que tivesse mais a ver com eles.

Cristhian aprofundou os detalhes do planejamento do programa. “Para deixar o programa com um conteúdo um pouco diferente, eu e o Pedro pensamos em criar o Fora das Quatro Linhas, que acontece antes do debate de palpites. Enquanto o debate é focado nos palpites dos jogos, esse quadro aborda assuntos mais extracampo, como arbitragem, sociedade e questões polêmicas relacionadas ao futebol”, destaca.

Durante a conversa, o acadêmico também ressaltou que a interação do público com a tabela de palpites tem sido muito divertida e dinâmica. Cristhian destacou ainda que o sucesso da tabela foi tão grande que, durante a Copa do Mundo, mesmo no período de férias, o público continuou enviando seus palpites.

Além do entretenimento, o programa também traz benefícios para os acadêmicos, auxiliando no desenvolvimento da comunicação, da desenvoltura e da interação com os colegas. Em conversa, Pedro afirmou ter melhorado bastante na prática radiofônica.“Acho que essa experiência foi muito importante para desenvolver minha comunicação e o trabalho em equipe. Foi uma oportunidade de aprender a lidar com diferentes situações e, ao mesmo tempo, construir um portfólio e adquirir experiência prática para o meu currículo e para a entrada no mercado de trabalho. Com certeza, saio dessa experiência mais confiante para, futuramente, trabalhar em um veículo de comunicação”, destaca.

Ao final das 20 rodadas, estipuladas no início do programa, o vencedor da tabela de palpites foi Nicholas Pacheco, com 12 acertos. Como parte da premiação, ele participou do debate no último programa, comentando sobre a dupla Grenal e os principais acontecimentos da última semana. Além disso, ganhou uma camiseta do Previsão do Jogo como prêmio.

Nicolas, vencedor da primeira tabela de palpites do Previsão (Foto: Maria Eduarda Castro)

A primeira etapa do Previsão do Jogo encerra um ciclo de debates, informação e entretenimento, mas também representa uma experiência prática importante para os acadêmicos. A interação com os ouvintes e as diferentes propostas do programa aproximaram o público do futebol e proporcionaram aos estudantes a oportunidade de vivenciar, na prática, a rotina de um programa esportivo no rádio.

A primavera de 2026 começa oficialmente nesta terça-feira, dia 22 de setembro, às 21h05, pelo horário de Brasília, e segue até 21 de dezembro, quando tem início o verão. A estação marca a transição entre o inverno e o verão e é caracterizada, no Rio Grande do Sul, por mudanças graduais nas temperaturas, aumento da luminosidade e maior ocorrência de tempestades.

Neste ano, o comportamento do clima deve exigir atenção dos gaúchos. Previsões de órgãos meteorológicos indicam chuvas acima da média para a Região Sul, enquanto o fenômeno El Niño se intensifica.

Gráfico probabilístico do El Ninõ para a primavera 2026. Fonte: CPC/NOAA – INPE, INMET, Funceme e Censipam.

Segundo o Painel El Niño 2026-2027, divulgado por órgãos meteorológicos e de monitoramento brasileiros, há uma alta probabilidade de ocorrência de um El Niño de forte intensidade durante a primavera. As projeções indicam que o fenômeno deve persistir pelo menos até o início de 2027.

O Cemaden destaca a necessidade de monitoramento diante da possibilidade de eventos como chuvas intensas, inundações e enxurradas em áreas vulneráveis.

No Rio Grande do Sul, o histórico recente de eventos extremos torna o acompanhamento das previsões especialmente importante. A ocorrência de chuva intensa em curto período pode provocar alagamentos, elevação rápida do nível de rios e transtornos em áreas urbanas e rurais.

Temperaturas podem ficar acima da média

A tendência para o segundo semestre de 2026 é de temperaturas acima da média em boa parte do país. Porém, a chegada da primavera, entretanto, não elimina a possibilidade de entradas de massas de ar frio. Esses sistemas ainda podem provocar quedas bruscas de temperatura, principalmente nas primeiras semanas da estação.

Dessa forma, o clima deve continuar apresentando grande variação. Dias quentes podem ser sucedidos por períodos de temperaturas mais baixas.

Alterações na natureza

A chegada da primavera também provoca transformações na natureza. Com o aumento gradual da luminosidade, da temperatura e da umidade, diferentes espécies de plantas entram em período de maior atividade, aumentando a floração.

Flores emolduram o Lago Negro, em Gramado, durante o período de floração na primavera. Foto: Getty Images

As alterações na natureza também interfere no comportamento de animais. Abelhas, borboletas e outros polinizadores apresentam maior atividade durante períodos de floração, contribuindo para a reprodução das plantas.

As transformações também podem ser percebidas na duração dos dias. Após o equinócio de primavera, os dias passam gradualmente a ficar mais longos e as noites mais curtas no Hemisfério Sul, até a chegada do verão.

Mudanças na rotina

A mudança de estação também é percebida diretamente pela população. A elevação gradual das temperaturas e o aumento da luminosidade influenciam atividades ao ar livre, escolha de roupas e hábitos cotidianos.

Para a jovem Maria Eduarda Pires, estudante, a primavera é uma das épocas preferidas do ano justamente por representar a aproximação do verão. “Eu gosto da primavera, gosto desse clima pré-verão. Com toda certeza, a mudança do clima afeta diretamente o humor. Como eu prefiro o calor, me sinto muito melhor nessa época do ano”, relata. Apesar de gostar das temperaturas mais elevadas, Eduarda aponta um aspecto negativo da estação: o aumento da presença de pólen, que pode incomodar pessoas que sofrem com rinite e outras alergias respiratórias.

A percepção não é isolada. A Fiocruz destaca que rinite, crises de asma e conjuntivite alérgica estão entre os problemas mais frequentes durante a primavera, período em que fatores ambientais como o polén podem favorecer o surgimento ou a piora de sintomas em pessoas alérgicas.

Impactos no campo

A primavera marca uma etapa importante para a agricultura gaúcha. O período representa a transição entre algumas culturas de inverno e o início do preparo e da implantação das lavouras de verão.

Plantio de trigo em lavoura do Rio Grande do Sul. Foto: José Schafer/Emater/RS-Ascar Santa Rosa

O cenário de chuva acima da média pode dificultar o trabalho no campo. De acordo com o INMET, o excesso de chuva na Região Sul pode provocar encharcamento do solo, dificultar o plantio e os tratos culturais, aumentar a incidência de doenças fúngicas e interferir na qualidade e na colheita.

Por isso, os períodos de menor precipitação devem ser aproveitados pelos produtores para realizar as atividades agrícolas dentro das janelas recomendadas para cada cultura.

Assim, a primavera de 2026 chega ao Rio Grande do Sul marcada por mudanças no clima, na natureza e na rotina da população. Entre períodos de calor, possíveis massas de ar frio e chuvas intensas, o monitoramento das condições meteorológicas será importante para reduzir riscos de alagamentos e transtornos. Enquanto a natureza ganha vida e as alergias podem se intensificar, o campo também exige planejamento diante da possibilidade de excesso de chuva. Até a chegada do verão, a estação deve ser marcada por transformação e atenção dos gaúchos.

(Foto: Lucas Uebel / Grêmio)

A temporada de 2026 do Grêmio vem sendo marcada por muitas decepções dentro e fora do campo. A equipe conta com dificuldades na construção de um bom futebol sob o comando do técnico Luís Castro. Após 9 meses de trabalho, o técnico português deixa o comando do time gaúcho, para a chegada do maior ídolo do clube, Renato Portaluppi. A escolha representa uma tentativa do Tricolor de reagir no Campeonato Brasileiro e mudar o cenário vivido pelo time. Conhecido pela forte identificação com o clube, Renato terá pela frente a missão de reorganizar a equipe e recuperar os resultados. O desafio já inicia na quarta feira, 16 de setembro, quando o Botafogo recebe o Grêmio no estádio Nilton Santos, Rio de Janeiro.

Esta será a quinta passagem de Renato como treinador do Grêmio. A primeira ocorreu em 2010, quando o clube também atravessava uma situação complicada. Naquele momento, o Tricolor ocupava a 18ª colocação do Campeonato Brasileiro, dentro da zona de rebaixamento. A estreia foi no dia 12 de agosto, com um empate em 0 a 0 contra o Goiás, no Estádio Olímpico.

Em 2013, o Grêmio ocupava a quinta posição do Brasileirão quando Portaluppi voltou ao comando da equipe. Na reestreia, empatou em 1 a 1 com o Atlético-PR, em Curitiba.

Três anos depois, em 2016, ele retornou ao clube em meio a um período de instabilidade. O clube vinha de uma sequência de sete partidas sem vencer no Campeonato Brasileiro. A estreia foi pela Copa do Brasil, contra o Atlético-PR e, apesar da derrota por 1 a 0, o Tricolor conseguiu avançar após vencer a disputa nos pênaltis por 4 a 3.

Em 2022, Renato voltou ao Grêmio pela quarta vez. O clube disputava a Série B e estava na terceira colocação, na briga pelo acesso. A estreia foi uma vitória por 2 a 1 sobre o Vasco, na Arena.

Agora, em 2026, Renato reencontra o Grêmio em mais um momento de pressão. Se nas passagens anteriores o treinador chegou para outros desafios, desta vez a missão é ajudar o clube a reagir e afastar a equipe da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

A história entre Renato e Grêmio ganha mais um capítulo. Desta vez, com o treinador retornando não apenas como ídolo, mas como uma das principais apostas do clube para tentar mudar o rumo da temporada.

(Fotos: Cesar Greco/Palmeiras, Matheus Lima/Vasco, Pedro Souza/Atlético-MG e Lucas Uebel/Grêmio)

Quatro clubes em que torcidas fazem parte dessas alianças estão entre os semifinalistas da Copa do Brasil 2026: Grêmio, Atlético-MG, Palmeiras e Vasco. Mas, afinal, o que é a União Sinistra e qual é a sua importância para as torcidas organizadas?

A história do futebol ncional é marcada por uma série de rivalidades, clássicos históricos, provocações e disputas dentro e fora de campo. Tudo isso intensifica ainda mais a paixão dos brasileiros pelo futebol. A fim de deixar um pouco de lado essas rivalidades, torcidas organizadas começaram a criar laços com outros grupos, com o objetivo de conectar torcedores de diferentes estados, criar amizades dentro das arquibancadas e compartilhar símbolos, gestos característicos e histórias que marcam gerações.

Apesar de os clubes, em si, não terem relação direta com essas alianças, as torcidas iniciaram esse movimento a partir da década de 1970, em razão do aumento do número de jogos disputados por todo o território brasileiro. À medida que passaram a viajar mais para acompanhar seus times, começaram também a criar vínculos de amizade com grupos de outras cidades. Dessa forma, quando viajavam para assistir a um jogo fora de casa, podiam contar com o apoio da torcida local.

Esse apoio ia muito além das arquibancadas. Quem chegava a outra cidade podia ser recebido pelos grupos locais, acompanhar a partida ao lado deles e ainda receber ajuda com questões relacionadas à viagem. Aos poucos, essas relações deixaram de envolver apenas duas torcidas e passaram a reunir diferentes grupos, formando alianças que se espalharam pelo país.

De acordo com pesquisadores do tema, essas aproximações nem sempre aconteciam apenas por afinidade entre as torcidas. Em muitos casos, elas também eram motivadas pela existência de adversários em comum. É daí que surge a ideia popular de que “o inimigo do meu inimigo é meu amigo”.

Ao longo dos anos, essas relações entre torcidas passaram a se estruturar em grandes blocos de alianças, reunindo grupos de diferentes clubes e estados brasileiros. Entre as principais estão a União Punho Cruzado, União Dedo Pro Alto, União Punho Colado, Lado A e Lado B.

Juntas, essas alianças envolvem diversas torcidas organizadas de diferentes regiões do país e ajudam a formar uma ampla rede de relações entre grupos das arquibancadas brasileiras.

Além das torcidas que fazem parte de cada bloco, as alianças também possuem símbolos próprios de identificação. Em muitos casos, os gestos feitos com as mãos são utilizados pelos integrantes para demonstrar a qual grupo ou aliança pertencem.

Outro bloco importante dentro desse sistema de alianças é a União Dedo Pro Alto, que reúne algumas das torcidas mais conhecidas do futebol brasileiro. Entre os grupos associados à aliança estão Mancha Verde (Palmeiras), Força Jovem do Vasco, Galoucura (Atlético-MG), Geral do Grêmio e Torcida Jovem do Botafogo, entre outras.

Dentro desse contexto, também ganhou destaque a chamada “União Sinistra”, nome utilizado por torcedores para identificar a relação histórica entre Mancha Verde, Força Jovem do Vasco, Geral do Grêmio e Galoucura. A aproximação entre os grupos começou ainda na década de 1980 e mantém uma relação de amizade até os dias atuais.

A força dessas alianças também aparece em um momento marcante do futebol brasileiro em 2026. Grêmio, Palmeiras, Vasco e Atlético-MG estão entre os quatro semifinalistas da Copa do Brasil. Os confrontos definidos são Palmeiras x Vasco e Atlético-MG x Grêmio, colocando clubes ligados a torcidas que fazem parte dessas alianças na reta decisiva da competição.

Foto: Reprodução / A Bola via F1

O último fim de semana foi muito aguardado pelo público italiano, que desde o início do esporte sente a Fórmula 1 nas veias. No domingo, dia 6 de stembro, o piloto Andrea Kimi Antonelli (Mercedes) que vem sendo um grande fenômeno na Fórmula1, fez uma vitória histórica no Grande Prêmio de Monza. 

O jovem piloto, de 20 anos, largou em 19° lugar, posição desfavorável para qualquer um. Mas isso não impediu Kimi de escalar o grid. Na primeira largada conquistou posições, depois, usou a relargada ao seu favor com estratégia e em menos de 20 voltas já estava liderando a corrida. 

Os feitos de Antonelli, tal como a liderança do campeonato mundial, a maneira de pilotar, as habilidades na pista e o carisma jovial trazem muito orgulho para os fãs e principalmente para a Itália. O piloto italiano disputou intensamente a primeira posição com seu colega de equipe George Russel (Mercedes) nas últimas 3 voltas da corrida, levando a torcida do mundo todo ao máximo de adrenalina.  

Apesar do pequeno incidente com a tentativa de ultrapassagem Kimi garantiu sua vitória, após 60 anos sem um piloto italiano vencer em Monza. Além do jovem em ascensão, é comum ouvir dizer que na Itália existem duas religiões: A Igreja Católica e a Ferrari. Em Monza tivemos uma torcida construída em maior parte por italianos, torcendo para Charles Leclerc e Lewis Hamilton (ambos da Ferrari). 

Porém, Charles sofreu um acidente na terceira volta, perdendo o controle do carro e batendo na curva Parabólica. O impacto foi forte, o piloto foi examinado e demonstrou preocupações com sua visão após o acidente, mas não ficou ferido. O Safety car foi acionado e a corrida interrompida por cerca de 33 minutos. Após isso, houve a relargada novamente. Lewis alcançou a 6° posição ao final da prova, garantindo sua pontuação. 

 O brasileiro do grid, Gabriel Bortoleto (Audi) largou na 11° posição e chegou na 13°, não conseguindo pontuar desta vez.  

O pódio ficou constituído por: 

  1. Kimi Antonelli (Mercedes) 
  1. George Russell (Mercedes)  
  1. Max Verstappen (Red Bull) 

Na tarde da última terça (25), a Universidade Franciscana realizou a Aula Inaugural do 2º semestre com a presença do professor Ronaldo Mota no Salão de Atos do Conjunto 1 da Universidade. Com o tema: Práticas Didáticas Metacognitivas na era das Inteligências Artificiais, o momento proporcionou aos alunos, professores e funcionários novos conceitos dos métodos de atenção praticados durante os últimos anos, com a Inteligência Artificial sendo hoje parte auxiliar da educação. 

Na abertura do evento, a Pró-Reitora Acadêmica, Vanilde Bisognin, ressaltou que a UFN continua com o compromisso da promoção do conhecimento, com a pesquisa conectada à extensão e com a formação de pessoas capazes de transformar a realidade em que estão inseridas. Em sua fala, ela frisou o papel de cada professor, funcionário e técnico-administrativo como partes da instituição, assim como os estudantes. “Aos alunos e alunas, para vocês que existimos, sejam vocês calouros que estão iniciando a sua trajetória ou veteranos que estão dando continuidade a uma caminhada já iniciada, este lugar é de vocês”, aponta Vanilde.  

Pró-Reitora Acadêmica, Vanilde Bsigonin, abordou o papel dos professores na construção da Universidade Franciscana. Imagem: Laura Gomes/ASSECOM 


Novas tecnologias modificam o método, mas não a essência de ensinar. Foi com esta reflexão que o professor doutor em Física que hoje atua na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e integra a Cátedra de Inteligência Artificial, Ronaldo Mota, abordou o uso de novas inteligências artificiais, como o ChatGPT, o Claude e o Gemini, na educação em sala de aula. 

O professor apontou que, enquanto partes de uma sociedade, é preciso olhar para o passado com consciência e viver o presente com persistência diante dos novos desafios enfrentados. Na visão de Mota, o papel das instituições de ensino sofreu novas mudanças nos últimos anos devido às transformações tecnológicas. Hoje em dia a educação passou a valorizar, na sala de aula, os processos cognitivos que desenvolvem habilidades, permitindo que os alunos se tornem profissionais competentes, criativos, bem-sucedidos, satisfeitos e capazes de atuar em sociedade. 

Professor Ronaldo Mota destaca o papel das novas inteligências artificiais na educação. Foto: ASSECOM/UFN

“Essa transformação coloca em questão o próprio papel tradicional da escola. Se transmitir informações já não é suficiente, e se máquinas conseguem processar e armazenar grandes volumes de conhecimento com enorme velocidade, torna-se necessário repensar o que ensinar, como ensinar e quais competências devem ser desenvolvidas nos estudantes, destaca o professor.”

Para a professora do Curso de Publicidade e Propaganda, Ariadni Loose, a palestra do Dr. Ronaldo Mota auxilia na construção do pensar entre alunos e professores diante da presença constante da inteligência artificial que é uma realidade presente em sala. Mais do que tentar impedir ou controlar o uso dessas tecnologias, na visão de Ariadni, é necessário criar situações de aprendizagem que tornem o estudante um ser pensante desenvolvendo autonomia, pensamento crítico e a capacidade de tomar decisões conscientes quanto ao uso da IA. “Este debate reforça uma visão de ensino que considero fundamental quando o professor deixa de ser apenas aquele que transmite conteúdos, e passa a atuar como um mediador e provocador”, analisa a professora.

Palestra reuniu professores, alunos e funcionários da UFN no Conjunto I. Foto: ASSECOM/UFN

Por fim, Loose destaca que o diferencial da formação universitária não pode estar somente na capacidade de reprodução de informações, mas sim em formular boas perguntas, interpretar contextos, fazer escolhas, argumentar, criar e avaliar de maneira crítica.