
O medo de estar sempre atrasado: como Lando Norris representa nossa geração atual
Uma análise sobre expectativas e sucesso na juventude.

Uma análise sobre expectativas e sucesso na juventude.

A disciplina de Cinema do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana promove, entre os dias 17 e 26 de junho uma mostra de curtas-metragens com produções brasileiras e locais. A iniciativa busca oferecer à comunidade acadêmica um momento de pausa e reflexão em meio à rotina intensa de fim de semestre.

Lewis Hamilton garantiu sua 106ª vitória na Fórmula 1 e conquistou sua 7ª vitória no circuito de Barcelona.

A jornalista apresentou detalhes de sua carreira e histórias do seu percurso, ressaltando a importância de sonhar grande, acreditar em si mesmo, aproveitar as oportunidades e não ter medo de errar.

O podcast Re.veste, produzido no curso de Jornalismo da UFN, conquistou o primeiro lugar na Expocom Sul 2026. A premiação garante ao trabalho uma vaga na etapa nacional da competição, que será realizada em Brasília.

A medida busca ampliar a visibilidade de filmes brasileiros nos cinemas e incentivar exibições em horários de maior público.

A chegada de Marie-Louise Eta ao comando do Union Berlin marcou um momento histórico no futebol europeu e reacendeu debates sobre desigualdade de gênero em um esporte ainda dominado por homens.

A Mostra de Extensão contou com mais de 800 inscritos e a apresentação de mais de 30 projetos.

A 4ª Mostra da Extensão da UFN ocorre de 27 a 29 de abril, reunindo projetos, atividades e debates que destacam a atuação extensionista da Universidade.

O evento ocorre dia 1° de Maio, das 13h às 20h, na Praça do Mallet, com entrada gratuita.
A Agência CentralSul de Notícias faz parte do Laboratório de Jornalismo Impresso e Online do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN) em Santa Maria/RS (Brasil).

Quem acompanha minimamente a Fórmula 1, com certeza já ouviu falar de Lando Norris, o jovem piloto da McLaren que se tornou campeão mundial em 2025. Lando entrou na F1 aos 19 anos, sendo um dos pilotos mais jovem do grid naquela época. Norris sempre teve um estilo autêntico que ia além das roupas modernas. Sempre chamou atenção por sua personalidade espontânea e cheia de humor, conhecido por ser o mais “baladeiro” entre todos.
Na Fórmula 1, tudo acontece muito rápido e a pressão é extrema. Os pilotos têm desde cedo suas vidas expostas, os erros que cometem são capturados por câmeras e vistos por todo o mundo. Não é só um esporte comum. As equipes têm contratos milionários e muita expectativa em quem vai pilotar. Além disso, as comparações entre colegas de equipe acontecem o tempo todo.
Lando demonstrava vulnerabilidade de forma humana. O “problema” é que essa forma de ser contrasta muito com o jeito sério e frio que muitos pilotos aprenderam a ter, tanto dentro quanto fora das pistas. Ele fugia do esperado. O atleta sempre comentava publicamente sobre a pressão que sentia, e demorou até conquistar seu lugar e seus títulos. Mas esse é um esporte de resultados, se você não traz bons resultados não pode continuar.
Lando via seus adversários e companheiros vencendo, pontuando, subindo ao pódio… e ele? Sendo esmagado por críticas e cobranças. Ele não era um piloto ruim, mas tinha seu próprio tempo. Só que o ambiente do automobilismo é altamente competitivo, cheio de questionamentos por parte da mídia e dos fãs. Norris se viu submerso em estresse constante, medo e ansiedade.
Soa familiar?

Essa situação aconteceu com Norris, mas não está tão longe quanto a gente imagina. Esse cenário conversa com a realidade de muitos jovens brasileiros de 17 a 30 anos, que sofrem com a famosa sensação de estarem sempre atrasados. O receio de não ser bom o suficiente, de ter que entregar resultados perfeitos de forma constante, de não poder errar em hipótese alguma, e ao mesmo tempo, ser o que todos esperam que você seja.
Esse tema virou assunto nas redes sociais, por tantos jovens descreverem o mesmo sentimento recorrente. As pesquisas feitas por uma empresa bancária canadense mostram que 53% da geração Z se sentem atrasados em suas próprias vidas.
Para Lando, assim como para muitas pessoas, a pressão passou a não vir apenas do adversário, mas de si mesmo. Podemos não ser pilotos de Fórmula 1, mas temos responsabilidades que para nós podem ser pesadas. Escola, vestibular, faculdade, estágio, trabalho, família, vida social… tudo pesa, tudo nos faz sentir atrasados. Como se a vida tivesse um timing exato para cada coisa: aos 19 começar a faculdade – aos 24 se formar – aos 25 ter um bom emprego – comprar uma casa e um carro – se casar aos 26 – ter filhos aos 28 e aos 30 estar com tudo estável, resolvido e perfeito.
Quando isso não sai exatamente como planejamos, a sensação de fracasso chega imediatamente. Lando via seus colegas conquistando títulos enquanto ele se dedicava e falhava. Em comparação, no cotidiano, vemos nosso primo da mesma idade se formando, outro amigo próximo se casando, a nossa amiga de infância tendo um filho… enquanto sentimos que estamos ficando para trás.
Mas…ficando para trás do que? Como podemos estar atrasados em nossa própria trajetória? Nosso jovem astro da McLaren nos mostra que vida não é linear e não segue um padrão. Assim como a carreira de Lando não foi perfeita. Houve derrotas, incertezas, erros… O desenvolvimento leva tempo.
No fim, depois de tantos altos e baixos, quem foi o Campeão Mundial da Fórmula 1 de 2025? Isso mesmo, Lando Norris! Mostrando a todos que a vitória não chega quando nós queremos, mas sim quando estamos prontos. A vitória vem no nosso próprio tempo, vem com dedicação. Não desistir já garante 50% das nossas chances.

Lando comentou diversas vezes sobre como lidou com a pressão, ansiedade e medo de que o afligiam: “Entrando na Fórmula 1 aos 19 anos há muitos olhos voltados para você. Lidar com todo esse tipo de coisa me afetou bastante: ‘Se isso der errado, se eu sair na próxima sessão e não tiver um bom desempenho, o que vai acontecer? Qual será o resultado de tudo isso? Estarei na Fórmula 1 no ano que vem? O que farei, já que não sou muito bom em muitas outras coisas na vida?'”
Segundo uma pesquisa feita pelo Estadão, 90% dos jovens da geração Z se sentem inseguros e ansiosos em relação ao seu futuro profissional. Aqui vemos que o que sentimos e pensamos não são experiências individuais, mas sim coletivas, e que ninguém está a frente ou atrás em sua própria vida. Sobre o assunto, Lando ainda complementou dizendo: “Além disso, me sentia deprimido a maior parte do tempo achando que, se tivesse um fim de semana ruim, não era bom o suficiente”.
No final das contas, seja um piloto na maior categoria do mundo, um estudante de medicina, um lojista, um vestibulando… todos enfrentamos desafios emocionais em nossa carreira e vida pessoal. Mas assim como Lando nos ensinou, não há nada errado em ser vulnerável, isso só nos torna humanos. Aliás, buscar ajuda psicológica auxilia nessa jornada e ajuda a carregar o peso invisível de nos sentirmos sempre atrasados.

Imagem: divulgação.
A disciplina de Cinema do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana promove, entre os dias 17 e 26 de junho uma mostra de curtas-metragens com produções brasileiras e locais, com supervisão da professora Neli Mombelli. A iniciativa busca oferecer à comunidade acadêmica um momento de pausa e reflexão em meio à rotina intensa de fim de semestre.
As sessões ocorrem na sala 108 do prédio 16 e são organizadas pelos alunos da disciplina, que também apresentarão os filmes ao público. Depois de cada exibição, haverá um breve bate-papo para compartilhar reflexões e discutir os temas abordados pelas obras, que tratam de questões como identidade, memória, infância, diversidade, cultura e transformações sociais.
A iniciativa também marca as comemorações do Dia do Cinema Brasileiro, celebrado em 19 de junho. A participação é aberta à comunidade acadêmica, com emissão de duas horas de ACC para cada sessão assistida.
Confira a programação:
17/06 – Quarta-feira – Das 17h30 às 18h15
Os tiranos, de Marcos Marguilês
Brasil, 1951, 7’, animação.
As misérias perpetradas por três tiranos que chegam à cidade de Beauvais, no tempo das lutas religiosas na França e o consequente medo dos habitantes da vila, contados através do quadro do pintor francês Antoine Caron (1520-1598). Primeiro filme produzido pelo MASP, um documentário em table-top realizado por professores e alunos do Seminário de Cinema, um dos primeiros cursos de cinema do país.
Esporas, de Marcos Oliveira.
Brasil, 2021, 9’, videodança
É um trabalho de videodança que aborda a manutenção das masculinidades no contexto da cultura tradicional gaúcha.
Das 20h às 20h30.
Um vestido para ver a mamãe, de Karen Suzane
Brasil, 2020, 13’, ficção
Narra a jornada de Márcia que, aos nove anos, enfrenta a ausência de sua mãe durante uma infecção viral que atinge sua família em 1972. O filme, um drama com toques surrealistas, explora a força e a fé de sua mãe, além da resistência feminina. Márcia lida com as responsabilidades domésticas e o cuidado dos irmãos. A história aborda temas como infância, saudade e desigualdade de gênero, culminando em uma reviravolta que traz um raio de felicidade à protagonista.
24/06 Quarta-feira – Das 17h30 às 18h
Eu queria ser um monstro, de Marcelo Fabri Marão.
Brasil, 2009, 8’, animação
A transformação do ponto de vista de um garoto, que sonha em ser um monstro para enfrentar uma rotina diária.
A diferença entre mongóis e mongoloides, Jonatas Rupert (2021)
Brasil, 2021, 4’, animação
Alguns humanos nascem com um conjunto de características variáveis, que eles chamam de síndrome de Down. Um disco voador, dinossauros e cegonhas nos ajudam a tentar entender o que é e qual a diferença entre tê-lo ou não.
26/06 Sexta-feira – Das 17h30 às 18h15
Nova Santa Marta: cidade de lona, de Paulo Tavares
Brasil, 2021, 34’, documentário
Bruno Martins, 30 anos, a partir de um achado na estante de casa, procura organizar e conhecer as histórias e as memórias do Bairro Nova Santa Marta, a maior ocupação urbana organizada da América Latina.

No último Grande Prêmio da Fórmula 1, dia 14 de junho, a velocidade e adrenalina tomaram conta da pista de Barcelona-Catalunha, marcando o final de semana com ultrapassagens, disputa entre companheiros de equipe, safety car virtual, e é claro, Lewis Hamilton brilhando no topo novamente.
O circuito é famoso por ser utilizado para realizar os testes dos carros e motores, justamente por sua estrutura linear comparada a outras pistas. Por isso, os carros mais estáveis do grid costumam ter maior vantagem, fazendo com que esse circuito seja marcado por corridas mais cansativas e com pouca adrenalina. Mas dessa vez não foi assim.
George Russel, piloto da Mercedes, largou em primeiro lugar, na esperança de manter a posição, seguido por Lewis Hamilton (Ferrari) e Kimi Antonelli (Mercedes). No entanto, durante a corrida, os pits stop, as ultrapassagens e o safety car virtual (acionado por Alonso ter saído da pista) alteraram esta ordem. Hamilton assumiu a liderança, deixando as duas Mercedes para trás.
Ambos os pilotos, Russel e Antonelli, disputavam incessantemente entre si, lutando pela segunda posição. Faltando apenas duas voltas para encerrar a corrida, Antonelli teve problemas com o carro e precisou abandonar a competição. O pódio ficou constituído por:
1º – Lewis Hamilton (Ferrari)
2º – George Russel (Mercedes)
3º – Lando Norris (McLaren- atual campeão mundial)

Quanto ao nosso brasileiro presente no grid, Gabriel Bortoleto, correndo pela Audi, largou em 12º lugar e chegou em 11º, mesmo com pequenos problemas técnicos não precisou abandonar a corrida, e quase conseguiu pontuar.
Enquanto isso, Lewis Hamilton garantiu sua 106ª vitória na Fórmula 1, após 2 anos sem vencer. O piloto também conquistou sua 7ª vitória no circuito de Barcelona, batendo o recorde de Michael Schumacher, pois ambos estavam empatados com 6 triunfos.
Após períodos críticos com o desempenho de sua Ferrari, Lewis nunca havia ficado em primeiro lugar no pódio pela escuderia. Agora, tanto a Ferrari quanto Hamilton estão de volta ao pódio e aos holofotes do esporte, reerguendo a equipe e fazendo história.
Infelizmente, durante esta corrida, Charles Leclerc, companheiro de equipe do 7 vezes campeão mundial, abandonou o carro nas voltas finais do GP, por um problema técnico na direção e não conseguiu pontuar.
Mesmo assim, a equipe demonstrou estar forte este ano, se fazendo presente no pódio em 5 das 6 corridas de 2026. Presenciamos mais uma vez Hamilton brilhando, dessa vez com uniforme vermelho e emoção nos olhos. Será que Lewis entra com tudo na disputa por seu oitavo título mundial esse ano?






Fotos: Foto: XPB Images

No começo deste mês de junho, o curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN) recebeu a visita de Manuela Fantinel, egressa do curso e profissional do grupo Globo. Manuela compartilhou com os acadêmicos momentos importantes de sua trajetória. A jornalista apresentou detalhes de sua carreira e histórias do seu percurso, com a frase de destaque “A carreira que eu não planejei, mas me trouxe até aqui”.
Ela conta que desde sempre teve em mente o desejo de experimentar todas as oportunidades disponíveis para descobrir o que gostaria ou não de seguir. Seu caminho foi marcado por pesquisas, projetos de poesia pela cidade de Santa Maria, freelances na rádio, participação na TV OVO, onde garantiu muito conhecimento na área de jornalismo audiovisual. Durante o caminho, se dedicou ao lançamento de um livro e trabalhou em agência de publicidade.
Com uma bagagem de experiencias, após terminar a faculdade, Manuela iniciou seus trabalhos em Goiânia, onde ficou por um ano. Iniciou como redatora em uma agência de conteúdo, produzindo textos sobre campanhas políticas, em seguida auxiliou em uma campanha da OAB em Goiás onde era social mídia e também redatora. A jornalista também fez participação na Jovem Pan, em um programa de rádio.
Retornando para o Rio Grande do Sul, agora com a uma nova oportunidade a sua frente, trabalhou na BTN – Brazilian Traffic Network como repórter aérea, fazendo boletim de trânsito na grande Porto Alegre.
Durante a pandemia, a jornalista tirou a DRT de radialista, atuando como Coordenadora e Comunicadora na Atlântida Norte Gaúcho. Procurando explorar as áreas do jornalismo, sempre se mostrou disposta a se expor a novos desafios que contribuiriam na sua carreira.
Foi quando a oportunidade de trabalhar na Globo surgiu. Ela mandou um currículo para trabalhar em vaga temporária no Big Brother Brasil, onde foi contratada por 6 meses. Com bom desempenho e dedicação, Manuela foi contratada oficialmente pela emissora. Hoje atua como Analista de Produtos Publicitários Sênior na área de Entretenimento da Globo, como Criação Publicitária de programas de Realities e Variedades. Nessa posição já atendeu clientes como Mercado Livre, Betano, Nestlé, Amstel, Mc Donald´s entre outros.
O futuro profissional pode dar um frio na barriga, mas caminhar com firmeza e nunca perder a própria essência são pontos essenciais para a trajetória. Manuela Fantinel, que já passou por isso, resumiu essa ideia ao final de sua palestra: “Você pode não saber para onde vai ou o que quer, e talvez não saiba mesmo, mas saber quem você é vai te ajudar a tomar decisões por si mesma ao longo da carreira.”
Manuela trouxe para os acadêmicos uma nova perspectiva de uma carreira promissora, ressaltando a importância de sonhar grande, acreditar em si mesmo, aproveitar as oportunidades e não ter medo de errar. Este momento serviu de inspiração e motivação para construir uma jornada cheia de bagagens e conhecimento.
Texto em parceria com a acadêmica de Jornalismo: Maria Eduarda de Castro.






Fotos: Thine Feistauer/Labfem
Entre os dias 4 e 6 de junho, estudantes, professores e pesquisadores da área da Comunicação participaram do Intercom Sul 2026, realizado no Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz (FAG), em Toledo, no Paraná. O congresso regional da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) é um dos principais espaços de discussão acadêmica da área e reuniu apresentações de pesquisas, trabalhos experimentais, palestras e debates sobre os desafios da comunicação contemporânea.
A Universidade Franciscana (UFN) esteve representada por acadêmicos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. Durante o evento, a egressa do curso de Jornalismo Vitória Oliveira conquistou o primeiro lugar na categoria Podcast da modalidade Rádio, TV e Internet da Expocom, premiação que reconhece os melhores trabalhos experimentais produzidos por estudantes de graduação em Comunicação.

O trabalho premiado foi o podcast Re.veste, desenvolvido na disciplina de Projeto Experimental, sob orientação da professora Neli Mombelli. Composto por três episódios, o projeto aborda temas relacionados à moda, identidade, consumo e sustentabilidade, propondo reflexões sobre as relações construídas a partir do vestir e os impactos da indústria da moda na sociedade.
Durante o congresso, Vitória apresentou o projeto aos avaliadores da Expocom e acompanhou as atividades da programação. Com a conquista da etapa regional, o podcast garantiu vaga na Expocom Nacional e representará o curso de Jornalismo da UFN durante o 49º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, que ocorre entre os dias 1º e 5 de setembro, em Brasília, na Universidade Católica de Brasília (UCB).
Para Vitória, a premiação representa o reconhecimento de um trabalho que nasceu ainda durante a graduação e que agora alcança projeção nacional. “Receber esse reconhecimento na Expocom é muito significativo. Esta é uma das principais premiações voltadas para trabalhos produzidos por estudantes de graduação na área da Comunicação. Conquistar o primeiro lugar na etapa regional é uma grande alegria, porque representa o reconhecimento de um trabalho que começou em sala de aula e que agora terá a oportunidade de representar a UFN na etapa nacional”, afirma.
A egressa também destaca a importância das pessoas que contribuíram para a realização do projeto. “Sou muito grata à professora Neli pela orientação durante todo o processo, ao Jornalismo da UFN por proporcionar essa experiência e a todas as pessoas que contribuíram para que o Re.veste se tornasse realidade”, completa.
Além da participação da egressa Vitória Oliveira, o curso de Jornalismo também esteve representado pelo acadêmico Nicolas Krawczyk, que concorreu na categoria Produção Laboratorial em Videojornalismo e Telejornalismo com o Telejornal LabNews. Já o curso de Publicidade e Propaganda contou com a participação dos acadêmicos Vitória Maicá e Vitor da Rosa, que concorreram na categoria Campanha Publicitária (Conjunto/Série) com a campanha Transformar para Acolher, desenvolvida para a Casa de Passagem de Santa Maria.

A programação do Intercom Sul contou ainda com palestras e mesas de debate sobre o futuro da comunicação e do jornalismo. Um dos destaques do primeiro dia foi a conversa com as jornalistas Camila Freitag, da RPC Paraná, e Camila Andrade, editora-chefe e apresentadora da TV Alesp. Durante o debate, as profissionais compartilharam experiências de suas trajetórias e discutiram os desafios da profissão em um cenário marcado pelas transformações tecnológicas e pelo crescimento das plataformas digitais.
Ao falar sobre o impacto das novas tecnologias no jornalismo, Camila Freitag destacou que as redes sociais se tornaram ferramentas importantes para a circulação de informações, mas ressaltou que nenhuma tecnologia substitui o olhar humano na produção jornalística. “Hoje, o canhão é o que está na tua mão, no seu celular. É o grande canhão para o mundo. Não tem como a gente não utilizá-lo quando a gente fala de jornalismo. Mas achar que a gente vai fazer só conteúdo em rede social ou que vai usar a inteligência artificial para fazer as coisas por nós é uma ilusão. O primeiro fator é o fator humano. E esse fator nada substitui”, afirmou.
A jornalista também destacou a importância da responsabilidade profissional e da busca por narrativas equilibradas e comprometidas com a apuração dos fatos, temas que estiveram entre os debates centrais do congresso.
A participação da UFN no Intercom Sul 2026 reforça a presença da universidade em espaços de produção científica e troca de experiências na área da Comunicação, além de evidenciar o potencial de projetos desenvolvidos durante a graduação, como o podcast Re.veste, que agora seguirá para a etapa nacional da Expocom representando o curso de Jornalismo da instituição.


Imagens: arquivo pessoal Vitória Oliveira

A Agência Nacional de Cinema (Ancine) atualizou as regras da Cota de Tela, após envolvimento polêmico da rede de cinemas Cinemark. Segundo informações divulgadas pela Folha de São Paulo, a empresa teria utilizado sessões do filme infantil “Zuzubalândia”, lançado em 2024, em horários de baixa procura para cumprir a exigência de cota obrigatória. A situação gerou críticas nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a efetividade da política pública de incentivo ao audiovisual brasileiro.
Após a repercussão, a Ancine publicou a nova Instrução Normativa n° 175, que atualiza a regulamentação da política para 2026. Em vez de só contabilizar o número de sessões com filmes nacionais, sessões de longas brasileiros exibidas a partir das 17h, em qualquer dia da semana, passam a receber um acréscimo de 0,10 na contagem da cota. Na prática, isso significa que uma sessão em horário de maior público, como à noite, passa a valer mais para o cumprimento da obrigação legal do que sessões programadas em horários de menor movimento, como pela manhã ou no início da tarde.
A norma também cria um incentivo para que os filmes permaneçam mais tempo em cartaz. Quando um longa brasileiro continua sendo exibido entre a segunda e a quinta semanas cinematográficas no mesmo complexo, ele recebe um acréscimo adicional de 0,025 na contagem da cota, desde que as sessões também ocorram a partir das 17h. Caso o filme saia de cartaz e retorne posteriormente, a contagem é reiniciada.
Outra mudança amplia o bônus para obras premiadas. Além de Melhor Filme, passam a ser consideradas premiações como Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Diretor e Melhor Roteiro em festivais reconhecidos pela Ancine. Nessas condições, as sessões a partir das 17h também recebem acréscimo no cálculo da cota.
Dados registrados pela agência apontam desafios para incentivar o público a ver filmes nacionais. Em 2024 e 2025, o cinema brasileiro ficou com 15,7% das sessões, mas só 10,1% e 9,9% do público, respectivamente. Em 2026, até agora, o número recuou para 6,5%. “O cumprimento formal da obrigação de programação não tem sido suficiente para converter presença em cartaz em resultado efetivo de público e bilheteria”, lamenta a Ancine, ao justificar a necessidade da atualização.
Com as novas medidas, a Ancine busca não apenas ampliar a quantidade de exibições de filmes nacionais, mas também garantir maior visibilidade e acesso do público às produções brasileiras nas salas de cinema.
Marie-Louise Eta assumiu interinamente o comando do Union Berlin, da Alemanha, e entrou para a história como a primeira mulher a treinar uma equipe masculina nas cinco principais ligas da Europa. A notícia rapidamente repercutiu na imprensa esportiva internacional e transformou a treinadora alemã em símbolo de uma discussão que vai muito além do futebol: o espaço das mulheres em posições de liderança dentro de um ambiente historicamente dominado por homens.
O anúncio ocorreu após a saída do técnico Steffen Baumgart, em um momento delicado da temporada para o Union Berlin, que lutava contra o rebaixamento na Bundesliga. Apesar da repercussão causada pela escolha do clube, a chegada de Eta ao comando da equipe não foi algo improvisado. Aos 34 anos, ela já possuía uma trajetória consolidada dentro do futebol alemão.
Antes de iniciar a carreira como treinadora, Eta foi jogadora profissional. Atuando pelo Turbine Potsdam, conquistou títulos relevantes do futebol europeu, entre eles a Champions League feminina, campeonatos alemães e a Copa da Alemanha. Depois de encerrar a carreira dentro de campo, passou a trabalhar na formação de atletas e construiu espaço dentro do próprio Union Berlin, onde atuou nas categorias de base e comandou a equipe sub-19 antes de integrar a comissão técnica principal.
Sua ascensão no clube aconteceu gradualmente. Em 2023, ela já havia se tornado a primeira mulher a integrar oficialmente a comissão técnica de um clube da Bundesliga e também a primeira a participar de uma comissão técnica masculina na Champions League. Ainda assim, sua presença no futebol masculino continuava sendo tratada como algo excepcional e, em muitos momentos, alvo de questionamentos que raramente seriam direcionados a treinadores homens.
A repercussão da sua contratação evidenciou justamente isso. Logo após o anúncio do time, comentários sexistas começaram a circular nas redes sociais. Parte das críticas questionava sua capacidade de liderar um elenco masculino, enquanto outras insinuavam que uma mulher não teria autoridade suficiente para comandar jogadores homens. Algumas publicações chegaram a afirmar que seria “humilhante” perder para um time treinado por uma mulher.

O futebol foi construído historicamente como um espaço associado à masculinidade. Durante décadas, mulheres não apenas foram afastadas das funções de liderança, mas também da prática esportiva em si. No Brasil, por exemplo, o futebol feminino foi proibido oficialmente entre 1941 e 1979. O decreto alegava que determinados esportes eram incompatíveis com o “corpo feminino”, reforçando uma lógica que limitava o papel das mulheres dentro do esporte e da sociedade.
Mesmo após o fim da proibição, o futebol feminino continuou enfrentando abandono estrutural, falta de investimento e pouca visibilidade. Enquanto isso, o futebol masculino consolidava-se como espaço de poder, influência cultural e grandes investimentos financeiros. Nesse cenário, mulheres passaram a enfrentar dificuldades não apenas para jogar, mas também para ocupar funções de comando, gestão e análise esportiva.
Nas últimas décadas, a presença feminina no futebol cresceu em diferentes áreas. Passando a ocupar espaços no jornalismo esportivo, na arbitragem, na narração e nos comentários esportivos. Ainda assim, os cargos técnicos seguem sendo majoritariamente masculinos, principalmente no futebol de elite europeu.
A própria trajetória de mulheres no jornalismo esportivo mostra como esses espaços ainda são constantemente atravessados pelo machismo. Jornalistas, comentaristas e narradoras frequentemente relatam episódios de descredibilização profissional, ataques nas redes sociais e questionamentos sobre conhecimento técnico simplesmente por serem mulheres falando sobre futebol. No comando técnico, essa lógica se torna ainda mais intensa, já que o cargo de treinador historicamente foi associado à liderança masculina e à autoridade dentro do vestiário.
Por isso, a presença de Marie-Louise Eta no banco de reservas do Union Berlin possui um peso simbólico tão grande. Sua chegada ao cargo rompe uma lógica construída ao longo de décadas dentro do futebol europeu. E talvez o principal ponto dessa discussão seja justamente o fato de que sua competência nunca deveria ter sido tratada como surpresa.
O Union Berlin se posicionou publicamente após os ataques sofridos pela treinadora. O diretor esportivo do clube, Horst Heldt, classificou os comentários como “vergonhosos” e afirmou que Eta possui total apoio da diretoria, dos jogadores e da torcida. Segundo ele, a treinadora chegou ao cargo por mérito e preparação profissional, não por uma ação de marketing ou representatividade simbólica.
A própria treinadora também falou sobre o impacto causado por sua trajetória. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Eta afirmou que costuma receber mensagens de meninas e jovens mulheres que passaram a se sentir representadas ao vê-la ocupando um espaço historicamente masculino. “Quando recebo mensagens de meninas que se sentem encorajadas, isso me deixa muito feliz. Visibilidade é importante”, declarou.
Ao falar sobre a repercussão da própria trajetória, Eta também deixou claro que não deseja ser reduzida apenas ao fato de ser mulher dentro do futebol masculino. Em entrevistas, a treinadora reforçou que sua chegada ao comando do Union Berlin é resultado de anos de trabalho, estudo e experiência dentro do esporte. Ainda assim, o impacto simbólico de sua presença no banco de reservas acabou se tornando inevitável. Em um ambiente onde mulheres historicamente foram afastadas de posições de liderança, sua trajetória ultrapassa o aspecto individual e passa a representar também uma mudança, ainda que lenta, dentro da estrutura do futebol.
E talvez seja exatamente esse o ponto mais importante da discussão.
Marie-Louise Eta não surgiu como um fenômeno isolado dentro do futebol masculino. Antes dela, outras mulheres já haviam ocupado cargos semelhantes, ainda que em contextos diferentes. Um dos casos mais conhecidos aconteceu na França, quando Corinne Diacre assumiu o Clermont Foot, da segunda divisão francesa, em 2014. Na época, sua contratação também gerou forte repercussão e dúvidas sobre sua autoridade no futebol masculino. A portuguesa Helena Costa chegou a ser anunciada pelo mesmo clube pouco antes, mas deixou o cargo antes mesmo da estreia por divergências internas.

Apesar desses precedentes, o caso de Eta possui uma dimensão diferente justamente por acontecer dentro da Bundesliga, uma das ligas mais importantes do futebol mundial. As cinco principais ligas europeias Bundesliga, Premier League, La Liga, Serie A e Ligue 1, concentram os maiores investimentos, audiência e influência do esporte global. Por isso, sua chegada ao comando do Union Berlin ganhou repercussão mundial.
Pouco tempo depois de assumir a equipe, Marie-Louise Eta voltou a fazer história. Na vitória do Union Berlin por 3 a 1 sobre o Mainz, tornou-se a primeira mulher a vencer uma partida comandando uma equipe masculina em uma das cinco grandes ligas da Europa. O resultado ajudou o clube na luta contra o rebaixamento e transformou a treinadora novamente em destaque da imprensa internacional.
A repercussão da vitória de Eta mostrou que sua presença no comando do Union Berlin ainda é vista como algo fora do comum dentro do futebol masculino. E talvez seja justamente esse o ponto central da discussão. Enquanto treinadores homens costumam ser analisados principalmente pelos resultados dentro de campo, mulheres ainda precisam lidar com questionamentos sobre autoridade, competência e pertencimento antes mesmo de iniciarem seus trabalhos.
A trajetória da treinadora alemã evidencia como o futebol continua sendo um espaço atravessado por desigualdades de gênero, mesmo após os avanços conquistados pelas mulheres nas últimas décadas. Ao mesmo tempo, sua chegada ao banco de reservas do Union Berlin também mostra que essas estruturas começam, ainda que lentamente, a ser transformadas.
Mais do que uma vitória e a permanência do Union Berlin na Bundesliga, Marie-Louise Eta representa um momento simbólico dentro do futebol europeu. Não porque seja a única mulher capaz de ocupar esse espaço, mas porque foi uma das primeiras a conseguir atravessar barreiras que, durante muito tempo, impediram mulheres de chegar até ali.
Com o tema “Aprendizagem e Serviço Solidário, a 4ª Mostra da Extensão ocorreu nos dias 27, 28 e 29 de abril na Universidade Franciscana (UFN), com mais de 800 inscritos e a socializaçaõ de mais de 30 projetos. No primeiro dia de evento, foi realizada a Exposição Fotográfica sobre os projetos de extensão da instituição promovido pelo Laboratório de Fotografia e Memória (LABFEM) e pelo Curso de Design. Sob a supervisão das professoras Laura Fabrício e Círia Moro, as imagens foram organizadas em um ambiente ligados por fios representando a união e as conexões centralizadas na UFN.

No primeiro dia a instituição realizou o Fórum de Alunos Extensionistas, reunindo estudantes e profissionais de áreas como Odontologia, Arquitetura, Direito, História e Psicanálise. O encontro teve como foco o compartilhamento de experiências nos projetos de extensão e sua relação com a vida acadêmica.
Entre os relatos, destacou-se a fala da cirurgiã-dentista Franciele Dutra, formada em Odontologia, que participou do projeto “Edu Saúde” desde o início da graduação. Desenvolvido na Escola Joaquina de Carvalho, o projeto promove atividades semanais com crianças e envolve diferentes áreas da saúde, abordando temas diversos.
Franciele ressaltou o impacto transformador da extensão em sua formação. “O projeto é muito grandioso. Ele transforma a gente como pessoa e como futuros profissionais desde o início da graduação. A gente acha que vai ensinar, mas aprende muito mais”, afirmou. Segundo ela, o contato com diferentes realidades amplia a visão dos estudantes e reforça a importância da troca de saberes.

Na terça-feira, 28 de abril, foi realizada a conferência de abertura oficial da 4ª Mostra da Extensão da Universidade Franciscana (UFN), reunindo acadêmicos, professores e comunidade para refletir sobre o papel da extensão universitária com o professor Cleverson Pereira de Almeida, Pró-reitor de Extensão da Universidade Presbiteriana Mackenzie e Presidente do Fórum Nacional de Extensão e Ação Comunitária das Instituições Comunitárias de Ensino Superior (ForExt).
A atividade marcou o início da programação acadêmica do evento, promovendo um espaço de diálogo e troca de experiências sobre a importância das ações extensionistas na formação dos estudantes e na relação com a sociedade.
Durante a abertura, o pró-reitor de Extensão, professor Márcio Taschetto, destacou a relevância da extensão dentro da universidade. “A extensão é o DNA de uma universidade comunitária e faz parte da identidade de uma instituição de ensino”, afirmou.

No mesmo dia ocorreram as rodas de conversa, que promoveu a troca de experiências e a reflexão coletiva entre os participantes, visando gerar aprendizados que contribuam com o planejamento da formação extensionista e fortaleçam a integração entre os diferentes territórios. As rodas foram organizadas por territórios, agrupando regiões específicas:
Território 1 (Região Centro): Teve como tema a curricularização da extensão, com coordenação da Prof.ª Claudia Zamberlan e do Prof. Francisco Queruz, e como projetos disparadores o Território Negro do Rosário e a AMICA.
Territórios 2 e 5 (Norte e Nordeste): Abordou metodologias da extensão, com coordenação do Prof. Adriano Falcão e da Prof.ª Aline Krüger, tendo como projetos disparadores o comVIDA e o Direito em Perspectiva (+Parentais).
Territórios 3 e 4 (Oeste e Centro-Oeste): Discutiu território e construção de vínculo com a comunidade, com coordenação da Prof.ª Anelis Flores e da Prof.ª Janaina Marchi, e projetos disparadores o Edusaúde+ e Além das Cores.
Cada roda teve um tema próprio, coordenação definida e projetos que serviram como ponto de partida para as discussões, permitindo trocas de experiências mais direcionadas à realidade de cada grupo.

Na quarta-feira, 29 de abril, último dia do evento, ocorreu o painel “Experiência, Aprendizagem e Serviço Solidário”. A atividade reuniu especialistas para discutir o papel da extensão universitária.
Durante o encontro, o professor Rodrigo de Andrade, Gerente de extensão universitária e aprendizagem-serviço da PUC/Paraná, destacou que a extensão, integrada ao ensino e à pesquisa, contribui para uma formação mais completa, com experiências práticas que tornam o aprendizado mais consistente e de maior qualidade. O professor Adriano Hertzog Vieira, consultor de Política de Extensão da Universidade Franciscana também participou do debate, abordando a política de extensão universitária.

A Mostra dos projetos extensionistas ocorreu na tarde de quarta-feira, no hall do prédio 15 (conjunto III) da Universidade Franciscana. Projetos de toda instituição foram expostos para a apreciação da comunidade. Entre eles estava o projetos do curso de Jornalismo Nave de Histórias.
A Nave de Histórias é uma proposta criada na disciplina de Áudio para Mídias Digitais, onde ao entrar na cabine em formato de nave espacial, a criança ouve um podcast de contação de histórias, criadas por escritores santa marienses e lidas por alunos do curso de Jornalismo.
A Professora do Curso de Jornalismo, Neli Mombelli, responsável pelo projeto, conta sobre o processo de expansão do Nave, que está sendo levado às escolas, incentivando as crianças a desenvolverem suas próprias histórias e participarem ativamente da proposta: “Fazer histórias de modo coletivo e pensar que elas tocam as pessoas de diferentes formas é muito especial” afirma. Hoje o projeto tem contribuição dos cursos de Design, Letras e Pedagogia, além de Jornalismo.
A professora e coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda, Cristina Jobim, é atualmente a responsável pelo projeto integrador de todos os sub-projetos de extensão dos cursos de Jornalismo e Publicidade. Segundo a professora desde antes dos projetos de extensão os cursos de comunicação já executavam esse tipo de atividade, pois os cursos são naturalmente em essência extensionistas. “Participar desse processo educa muito, faz com que a pessoa compreenda muitas coisas que talvez um livro ou uma teoria ela não consiga”, ressalta.

Com o encerramento da programação, ocorreu a conferência do coordenador da Câmara Técnica de Diversidade do COREn/RS, Edgar Vagner Moraes, sobre Diversidade e Equidade em Saúde na perspectiva Interprofissional. Também foi lançado o documentário Equidade e Formação: Vivências do PET-Saúde, com direção da acadêmica de Jornalismo Yasmin Zavareze, que contou com a produção de alunos do curso e orientação geral da professora Neli Mombelli. O documentário mostrou depoimentos de alunos, coordenadores e preceptores dos cinco grupos do PET, que contaram as suas experiências durante o desenvolvimento do projeto.

Colaboração: Acadêmica de Jornalismo Amanda Ripe e Aryane Machado.
A Universidade Franciscana (UFN) realiza, entre os dias 27 e 29 de abril, a 4ª Mostra da Extensão. O evento tem como objetivo valorizar e dar visibilidade às ações extensionistas desenvolvidas por acadêmicos e professores, reforçando a relação entre universidade e comunidade. A temática deste ano é “Aprendizagem e serviço solidário”.
A Mostra se consolida como um espaço de troca de experiências e compartilhamento de conhecimento, evidenciando o papel da extensão universitária na formação dos estudantes por meio de práticas aplicadas e do contato com a comunidade.
As inscrições para participação seguem abertas até esta sexta-feira, dia 24 de abril, e são gratuitas para toda a comunidade. Os participantes inscritos recebem certificado de 20 horas de Atividades Complementares de Curso (ACC).
A programação conta com uma série de atividades ao longo dos três dias. Entre os destaques, está a exposição fotográfica dos projetos de extensão, que busca retratar, por meio de imagens, as experiências vividas pelos acadêmicos nos diferentes contextos de atuação. Também integra a programação o fórum de estudantes extensionistas, que contará com a participação de cinco egressos da Universidade, promovendo a troca de experiências e trajetórias.
Além disso, o evento inclui rodas temáticas por territórios, o painel “Experiência, aprendizagem e serviço solidário”, com o gerente de extensão universitária e aprendizagem-serviço da PUC/PR, Rodrigo de Andrade, e o consultor da Política de Extensão da UFN, Adriano Hertzog Vieira, e a mostra de vivências do PET-Saúde Equidade.
O curso de Jornalismo também participa da programação. No dia 29 de abril, das 14h às 18h, os acadêmicos apresentam o projeto “Entre Vozes e Olhares”, desenvolvido na disciplina de Comunicação Comunitária, ministrada pela professora Laura Fabrício. A iniciativa foi realizada junto à Escola Municipal de Ensino Fundamental Aracy Barreto, a partir de ações construídas pelos estudantes ao longo de dois semestres, com foco na aproximação entre universidade e comunidade escolar. Além disso, o curso também apresenta o projeto de extensão “Nave de Histórias”, um podcast inicialmente desenvolvido na disciplina de Áudio para Mídias Digitais, sob orientação da professora Neli Mombelli.
Ao longo da quarta-feira, 29 de abril, também ocorre a mostra dos projetos integradores, projetos extensionistas e programas de extensão, ampliando a visibilidade das ações desenvolvidas na instituição.
A programação completa e mais informações sobre o evento podem ser acessadas no site da UFN.
27 de abril (segunda-feira)
• Abertura oficial da 4ª Mostra da Extensão
• Exposição fotográfica dos projetos de extensão
• Fórum dos estudantes extensionistas
28 de abril (terça-feira)
• Rodas temáticas por territórios
• Painel “Experiência, aprendizagem e serviço solidário”
• Mostra de vivências do PET-Saúde Equidade
29 de abril (quarta-feira)
• Mostra de projetos integradores, projetos extensionistas e programas de extensão
• Apresentações de projetos ao longo do dia
• Participação do curso de Jornalismo com o projeto “Entre Vozes e Olhares”, das 14h às 18h


Em Santa Maria, a confraternização pré-lançamento do festival, será nesta quinta-feira 23 de abril, a partir das 16h30, no Centro de Referência em Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) da Regional Centro, em parceria com diversos sindicados e movimentos sociais, são os responsáveis pelo evento.
O festival ocorre no dia 1° de Maio, das 13h às 20h, na Praça do Mallet, com entrada gratuita. O evento contará com uma programação diversa, que reúne grandes nomes da música e da cultura popular, com destaque para os artistas Igor Peres e Marcelo Amaro. O palco também recebe artistas e grupos que representam a identidade cultural santa-mariense, como Paola Matos, Inseto Social, Aparelho Auditivo, Martelo, The Old Uncles, Escola de Dança Camargo, Street Dance, Mojubá, Movimento de Rua MDR e escolas de samba. O evento ainda inclui feira de economia solidária, arrecadação de alimentos para cozinhas solidárias, praça de alimentação, espaço kids e área voltada a sindicatos e movimentos sociais.
Segundo a organização, o Festival do Trabalhador se destaca como um espaço de protagonismo político e social da classe trabalhadora, conectando cultura e mobilização na defesa de direitos. Entre os temas centrais das atividades estão a redução da jornada de trabalho sem perda salarial, o fim da escala 6×1, a crítica à reforma administrativa, a valorização do serviço público, o enfrentamento da pejotização e a defesa da soberania nacional e da democracia.
O festival também assume posição clara no combate ao feminicídio, reforçando seu compromisso com a proteção da vida das mulheres e com uma sociedade mais justa, igualitária e sem violência.
A proposta integra sindicatos, movimentos sociais e coletivos culturais, conciliando momentos de celebração e reflexão. A programação inclui shows musicais, apresentações culturais e manifestações da cultura popular, estimulando um ambiente de convivência e envolvimento que consolida o 1º de Maio como um dia de luta e visibilidade.
“O festival é um espaço de celebração, mas também de mobilização. É onde a cultura se encontra com a luta concreta dos trabalhadores e trabalhadoras por mais direitos, dignidade e qualidade de vida”, destaca a organização do evento.
Ao percorrer diferentes regiões do estado, o Festival do Trabalhador reforça a importância da democratização cultural, enquanto amplia a consciência coletiva sobre questões que afetam diretamente a população.