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Medicina ocidental adota a acupuntura

Há cerca de 4700 anos durante uma guerra feudal na China, no Império de Huang Ti (2696 a 2598 a.C.), que ficou conhecido como o “Imperador Amarelo” – o provável autor do livro mais de antigo de medicina da história da humanidade* – muitos feridos foram tratados com pontas flecha e pedras pontiagudas (mais tarde agulhas de pedra). Esse método mais tarde se aperfeiçoou e tornou-se a acupuntura, como conhecemos atualmente.   
Acupuntura, shiatsu, fitoterapia há milhares de anos são praticadas no Oriente como medicina. Aqui no Ocidente, são terapias cada vez mais presentes nos consultórios médicos. Este campo, ainda em descobertas para os ocidentais, tem muito a ser estudado.
Corpo e mente são os princípios básicos tratados pela medicina Oriental. Enquanto no Ocidente busca-se a cura imediata e localizada, através da relação de causa e efeito, no Oriente a prática médica é totalmente diferenciada. Procura–se através de métodos profiláticos a evitar doenças e o uso de medicamentos. Procura-se também estabelecer a harmonia entre as duas energias Yin e Yang, quando o desequilíbrio das energias deve ser tratado por um médico.
Há um ano e meio, a professora Denise Braga Lopes, começou a se tratar com acupuntura: “eu fiz ioga por algum tempo e sempre acreditei nas pessoas se cuidarem de dentro para fora. Apesar de não ter nenhum problema específico, comecei o tratamento por acreditar na medicina natural preventiva”.
Cuidados com a alimentação e exercícios físicos regularmente, são recomendações dadas em qualquer consultório médico. Aqui no Brasil e nos países do lado oeste do globo, esses cuidados são ouvidos apenas quando o paciente tem algum problema. Nas regiões orientais, principalmente na Ásia, desde cedo as crianças são ensinadas a terem cuidados com o que comem e muitas aprendem os princípios das ervas, chás (fitoterapia), massagem (shiatsu, tai chi chuan) e pontos do corpo que, quando estimulados, provocam reações (acupuntura e massagens).
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 50 millhões de pessoas somente nos EUA, usam a medicina alternativa. E esse número tende a crescer ainda mais não só lá, mas como no resto do mundo. Diferente do que ocorre nos métodos chamados convencionais no ocidente, na medicina Oriental as terapias tornam-se verdadeiras sessões de relaxamento. O respeito pelas emoções dos pacientes e uma sensação de acolhimento, são outros pontos que aumentam a procura por esses procedimentos, além, é claro do efeito curativo que existe.
Na busca de harmonizar entre essas duas formas de tratar (Oriental e Ocidental), em outubro de 2003 a Associação Brasileira de Medicina Complementar (ABMC) reuniu cerca de 300 médicos para encontrar um ponto de equilíbrio para tratar adequadamente os pacientes. É o que o fisioterapeuta, especialista em acupuntura e professor da Universidade Federal de Santa Maria Demian Kmohan, faz em seu consultório: “procuro mesclar as duas terapias, tratando com acupuntura, mas sem deixar de lado a medicina Ocidental, que aprendi em minha formação. Faço exames que são convencionalmente utilizados para diagnosticar doenças”.
Terapias complementares, sem um verdadeiro diagnóstico da causa do mal-estar ou da dor pode ser perigoso, agravando o problema existente.
                 
Acupuntura   

Há cerca de 5000 anos, no Oriente surgiu a acupuntura. Há algumas correntes sobre o surgimento dessa técnica, mas a mais conhecida foi na China. A acupuntura se baseia na introdução de agulhas, de cerca de 0,25 mm de diâmetro, em acupontos, pontos de acupuntura, que são irrigados de enervação periférica, que quando estimulados atingem pontos do cérebro que vão refletis em regiões do corpo.
Em 1979, um relatório da Organização Mundial da Saúde, reconheceu a prática de acupuntura como medicina no mundo e listou algumas doenças que podem ser tratadas por meio dessa técnica. Hoje, existem diversos cursos de especialização em todo o Brasil.
“Um defeito na prática de acupuntura no país é que não há uma legislação federal, pessoas de nível médio podem fazer cursos de especialização, e isso é um erro, pois para se fazer acupuntura é necessário um mínimo de conhecimento de anatomia”, diz Demian Kmohan.
Desde 1995, a acupuntura foi reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), depois foi reconhecida pela Associação Médica Brasileira, além de outras áreas como a Fisioterapia, Educação Física e Enfermagem, deixando de ser então uma terapia alternativa.
Segundo Demian Kmohan, a dor é vista de maneira diferente pelas duas culturas: “No ponto de vista ocidental a dor é vista apenas como dor, mas você não vê que a dor leva a ansiedade, a perda de desejo pela vida, mas na acupuntura você sempre vê a questão da emoção e como ela está arraigada no próprio processo da doença”.

Usos

A acupuntura é indicada para o tratamento de diversas doenças, porque existem poucas contra-indicações*, “é interessante para qualquer um fazer porque não é apenas curativa é também preventiva, pelo efeito de relaxamento e reequilíbrio que ela trás”, diz Demian Kmohan. Esta terapia pode agir como:
– analgésico, impedindo dores de qualquer origem;
– antiinflamatório, contra artrite e traumatismo;
– relaxante muscular;
– calmante, contra insônia, estresse, síndrome de abstinência, irritabilidade, ansiedade;
– antidepressiva;
– broncodilatadora, contra asma, bronquite, enfisema;
– vasodilatdora, contra problemas circulatórios, derrame cerebral;
– antiemética, contra náuseas e vômitos de origem gastrointestinal e gravidez e pós-quimioterápico;
– cicatrizante;
– himunizante, contra rinite, alergia e asma.

*Contra-indicações da acupuntura:
– últimos meses de gravidez, pois pode acelerar a contração uterina;
– não atua em pacientes com lesão nervosa, como paraplegia ou tetraplegia, que não tem sensibilidade em certas áreas do corpo;
– alguns pacientes om insuficiência renal não reagem bem a essa técnica;
– pacientes com infecções generalizadas na pele.

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Há cerca de 4700 anos durante uma guerra feudal na China, no Império de Huang Ti (2696 a 2598 a.C.), que ficou conhecido como o “Imperador Amarelo” – o provável autor do livro mais de antigo de medicina da história da humanidade* – muitos feridos foram tratados com pontas flecha e pedras pontiagudas (mais tarde agulhas de pedra). Esse método mais tarde se aperfeiçoou e tornou-se a acupuntura, como conhecemos atualmente.   
Acupuntura, shiatsu, fitoterapia há milhares de anos são praticadas no Oriente como medicina. Aqui no Ocidente, são terapias cada vez mais presentes nos consultórios médicos. Este campo, ainda em descobertas para os ocidentais, tem muito a ser estudado.
Corpo e mente são os princípios básicos tratados pela medicina Oriental. Enquanto no Ocidente busca-se a cura imediata e localizada, através da relação de causa e efeito, no Oriente a prática médica é totalmente diferenciada. Procura–se através de métodos profiláticos a evitar doenças e o uso de medicamentos. Procura-se também estabelecer a harmonia entre as duas energias Yin e Yang, quando o desequilíbrio das energias deve ser tratado por um médico.
Há um ano e meio, a professora Denise Braga Lopes, começou a se tratar com acupuntura: “eu fiz ioga por algum tempo e sempre acreditei nas pessoas se cuidarem de dentro para fora. Apesar de não ter nenhum problema específico, comecei o tratamento por acreditar na medicina natural preventiva”.
Cuidados com a alimentação e exercícios físicos regularmente, são recomendações dadas em qualquer consultório médico. Aqui no Brasil e nos países do lado oeste do globo, esses cuidados são ouvidos apenas quando o paciente tem algum problema. Nas regiões orientais, principalmente na Ásia, desde cedo as crianças são ensinadas a terem cuidados com o que comem e muitas aprendem os princípios das ervas, chás (fitoterapia), massagem (shiatsu, tai chi chuan) e pontos do corpo que, quando estimulados, provocam reações (acupuntura e massagens).
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 50 millhões de pessoas somente nos EUA, usam a medicina alternativa. E esse número tende a crescer ainda mais não só lá, mas como no resto do mundo. Diferente do que ocorre nos métodos chamados convencionais no ocidente, na medicina Oriental as terapias tornam-se verdadeiras sessões de relaxamento. O respeito pelas emoções dos pacientes e uma sensação de acolhimento, são outros pontos que aumentam a procura por esses procedimentos, além, é claro do efeito curativo que existe.
Na busca de harmonizar entre essas duas formas de tratar (Oriental e Ocidental), em outubro de 2003 a Associação Brasileira de Medicina Complementar (ABMC) reuniu cerca de 300 médicos para encontrar um ponto de equilíbrio para tratar adequadamente os pacientes. É o que o fisioterapeuta, especialista em acupuntura e professor da Universidade Federal de Santa Maria Demian Kmohan, faz em seu consultório: “procuro mesclar as duas terapias, tratando com acupuntura, mas sem deixar de lado a medicina Ocidental, que aprendi em minha formação. Faço exames que são convencionalmente utilizados para diagnosticar doenças”.
Terapias complementares, sem um verdadeiro diagnóstico da causa do mal-estar ou da dor pode ser perigoso, agravando o problema existente.
                 
Acupuntura   

Há cerca de 5000 anos, no Oriente surgiu a acupuntura. Há algumas correntes sobre o surgimento dessa técnica, mas a mais conhecida foi na China. A acupuntura se baseia na introdução de agulhas, de cerca de 0,25 mm de diâmetro, em acupontos, pontos de acupuntura, que são irrigados de enervação periférica, que quando estimulados atingem pontos do cérebro que vão refletis em regiões do corpo.
Em 1979, um relatório da Organização Mundial da Saúde, reconheceu a prática de acupuntura como medicina no mundo e listou algumas doenças que podem ser tratadas por meio dessa técnica. Hoje, existem diversos cursos de especialização em todo o Brasil.
“Um defeito na prática de acupuntura no país é que não há uma legislação federal, pessoas de nível médio podem fazer cursos de especialização, e isso é um erro, pois para se fazer acupuntura é necessário um mínimo de conhecimento de anatomia”, diz Demian Kmohan.
Desde 1995, a acupuntura foi reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), depois foi reconhecida pela Associação Médica Brasileira, além de outras áreas como a Fisioterapia, Educação Física e Enfermagem, deixando de ser então uma terapia alternativa.
Segundo Demian Kmohan, a dor é vista de maneira diferente pelas duas culturas: “No ponto de vista ocidental a dor é vista apenas como dor, mas você não vê que a dor leva a ansiedade, a perda de desejo pela vida, mas na acupuntura você sempre vê a questão da emoção e como ela está arraigada no próprio processo da doença”.

Usos

A acupuntura é indicada para o tratamento de diversas doenças, porque existem poucas contra-indicações*, “é interessante para qualquer um fazer porque não é apenas curativa é também preventiva, pelo efeito de relaxamento e reequilíbrio que ela trás”, diz Demian Kmohan. Esta terapia pode agir como:
– analgésico, impedindo dores de qualquer origem;
– antiinflamatório, contra artrite e traumatismo;
– relaxante muscular;
– calmante, contra insônia, estresse, síndrome de abstinência, irritabilidade, ansiedade;
– antidepressiva;
– broncodilatadora, contra asma, bronquite, enfisema;
– vasodilatdora, contra problemas circulatórios, derrame cerebral;
– antiemética, contra náuseas e vômitos de origem gastrointestinal e gravidez e pós-quimioterápico;
– cicatrizante;
– himunizante, contra rinite, alergia e asma.

*Contra-indicações da acupuntura:
– últimos meses de gravidez, pois pode acelerar a contração uterina;
– não atua em pacientes com lesão nervosa, como paraplegia ou tetraplegia, que não tem sensibilidade em certas áreas do corpo;
– alguns pacientes om insuficiência renal não reagem bem a essa técnica;
– pacientes com infecções generalizadas na pele.