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Santa Maria, RS, Brazil

A Casa Rosada de Santa Maria

  

O conhecido prédio da SUCV não tem nada a ver com a Casa Rosada de Buenos Aires. A construção é o edifício João Fontoura Borges, localizado próximo à Praça Saldanha Marinho, no centro da cidade.

Santa Maria tem 148 anos e muitos prédios históricos em diversos pontos. Ainda próximos ao prédio da Sociedade União dos Caixeiros Viajantes, estão outros edifícios que são referências históricas na cidade: Clube Caixeiral, Caixa Econômica Federal, a antiga escola de Artes e ofícios dos Ferroviários e até mesmo residência do reitor-fundador da UFSM, Mariano da Rocha Filho.

Características do Edifício

A “casa rosada de Santa Maria” possui quatro pavimentos mais a mansarda (cobertura). Sua composição segue os modelos acadêmicos, ou seja, a base corresponde ao pavimento térreo; o corpo corresponde ao primeiro e segundo pavimentos, tratados como um andar nobre, e o coroamento corresponde ao terceiro pavimento e a mansarda.

Internamente, existiu a preocupação de caracterizar o prédio em relação às atividades identificadas com os caixeiros viajantes. No hall de entrada, encontram-se as estátuas de Mercúrio, conhecido como deus do comércio, e de Ceres, deusa da agricultura.

Breve Histórico

 O prédio da SUCV foi construído de 1922 (pedra fundamental) a 1926. Segundo o arquiteto Andrey Rosenthal Schlee, a construção reflete perfeitamente o momento arquitetônico da época no estado. Para ele, “o que surpreende no prédio não é apenas o seu expressivo exterior, mas sua coerência exterior-interior, fato raro quando comparado com outros prédios da mesma década”.

De acordo com historiadores da cidade, duas versões são dadas para as obras de construção do prédio da SUCV. Uma delas acredita que iniciaram em 1923 e seguiram um projeto elaborado pela Companhia Construtora de Santos. A outra acredita que o projeto foi elaborado por Alfredo Haessler e construído pelo engenheiro Jorge Wilde e pelo mestre de obras Otto Werner.

O historiador e professor Joel Abilio Pinto dos Santos conta: “lembro dos famosos Bailes da Independência, que ocorriam durante a semana da pátria nos anos de Ditadura Militar”. Ele ainda ressalta que na mesma época, muitas cerimônias de colação de grau e formaturas da Universidade Federal de Santa Maria ocorriam nas dependências da SUCV.

De acordo com a Gerência de Serviços Urbanos da Prefeitura, em 1993, através da Lei Municipal nº 3724393, o edifício foi considerado patrimônio histórico de Santa Maria.

Atualmente

 Hoje, no local funcionam uma Casa de Câmbio, escritórios da SUCV e de advocacia, além do salão de festas, que passa por uma reforma.

Porteiro há 18 anos do prédio da SUCV, Elói Colvero, conta que é muito comum chegar à cidade grupos de visitantes que vêm conhecer a SUCV. “Não passa uma semana que não chega gente para conhecer o prédio. Ontem mesmo, veio um grupo de alemães”, acrescenta.

A aposentada, Gabriela Matos, acredita que o prédio está bem cuidado e é um dos principais pontos de referência da cidade. Ao contrário de Gabriela, o professor Joel Abílio condena as propagandas e placas que danificam a fachada do prédio.

 

Fotos: Núcleo de Fotografia e Memória da Unifra (Daniel Ragel)

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O conhecido prédio da SUCV não tem nada a ver com a Casa Rosada de Buenos Aires. A construção é o edifício João Fontoura Borges, localizado próximo à Praça Saldanha Marinho, no centro da cidade.

Santa Maria tem 148 anos e muitos prédios históricos em diversos pontos. Ainda próximos ao prédio da Sociedade União dos Caixeiros Viajantes, estão outros edifícios que são referências históricas na cidade: Clube Caixeiral, Caixa Econômica Federal, a antiga escola de Artes e ofícios dos Ferroviários e até mesmo residência do reitor-fundador da UFSM, Mariano da Rocha Filho.

Características do Edifício

A “casa rosada de Santa Maria” possui quatro pavimentos mais a mansarda (cobertura). Sua composição segue os modelos acadêmicos, ou seja, a base corresponde ao pavimento térreo; o corpo corresponde ao primeiro e segundo pavimentos, tratados como um andar nobre, e o coroamento corresponde ao terceiro pavimento e a mansarda.

Internamente, existiu a preocupação de caracterizar o prédio em relação às atividades identificadas com os caixeiros viajantes. No hall de entrada, encontram-se as estátuas de Mercúrio, conhecido como deus do comércio, e de Ceres, deusa da agricultura.

Breve Histórico

 O prédio da SUCV foi construído de 1922 (pedra fundamental) a 1926. Segundo o arquiteto Andrey Rosenthal Schlee, a construção reflete perfeitamente o momento arquitetônico da época no estado. Para ele, “o que surpreende no prédio não é apenas o seu expressivo exterior, mas sua coerência exterior-interior, fato raro quando comparado com outros prédios da mesma década”.

De acordo com historiadores da cidade, duas versões são dadas para as obras de construção do prédio da SUCV. Uma delas acredita que iniciaram em 1923 e seguiram um projeto elaborado pela Companhia Construtora de Santos. A outra acredita que o projeto foi elaborado por Alfredo Haessler e construído pelo engenheiro Jorge Wilde e pelo mestre de obras Otto Werner.

O historiador e professor Joel Abilio Pinto dos Santos conta: “lembro dos famosos Bailes da Independência, que ocorriam durante a semana da pátria nos anos de Ditadura Militar”. Ele ainda ressalta que na mesma época, muitas cerimônias de colação de grau e formaturas da Universidade Federal de Santa Maria ocorriam nas dependências da SUCV.

De acordo com a Gerência de Serviços Urbanos da Prefeitura, em 1993, através da Lei Municipal nº 3724393, o edifício foi considerado patrimônio histórico de Santa Maria.

Atualmente

 Hoje, no local funcionam uma Casa de Câmbio, escritórios da SUCV e de advocacia, além do salão de festas, que passa por uma reforma.

Porteiro há 18 anos do prédio da SUCV, Elói Colvero, conta que é muito comum chegar à cidade grupos de visitantes que vêm conhecer a SUCV. “Não passa uma semana que não chega gente para conhecer o prédio. Ontem mesmo, veio um grupo de alemães”, acrescenta.

A aposentada, Gabriela Matos, acredita que o prédio está bem cuidado e é um dos principais pontos de referência da cidade. Ao contrário de Gabriela, o professor Joel Abílio condena as propagandas e placas que danificam a fachada do prédio.

 

Fotos: Núcleo de Fotografia e Memória da Unifra (Daniel Ragel)