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Santa Maria, RS, Brazil

Cidade cultura com poucas opções de sebos e livrarias

“Para uma cidade universitária há pouca quantidade de livrarias e sebos em Santa Maria”, analisa Celso da Silva Schimit, livreiro.

De acordo com proprietários de sebos e de livrarias da cidade, os estabelecimentos santa-marienses, por apresentarem uma ampla variedade de gêneros, que vão desde livros didáticos até grandes clássicos da literatura, não têm um público específico. Porém, essa característica traz como conseqüência a reduzida quantidade de exemplares de cada gênero, fazendo com que se adote um sistema de encomendas. “As livrarias da cidade trabalham muito com encomendas, o que de certa forma inibe o leitor, que gosta de ir na livraria e ter contato com o livro, olhar a capa, analisar a textura”, ressalta Rosane Leal da Silva, advogada e professora universitária.  

Os estudantes, geralmente, freqüentam as livrarias em busca de livros didáticos. “Costumo freqüentar no começo do ano letivo, e só leio outros livros quando é muito necessário, pois não gosto de ler”, exemplifica Daiane Bitencurt, secretária e estudante. Leitor mais assíduo, Rodolfo Rolim Dalla Costa, pré-vestibulando, admite que quando não encontra os exemplares desejados nas livrarias da cidade, prefere efetuar compras pela internet a aderir ao sistema de encomenda disponibilizado nas livrarias.

Livros mais procurados

Schimit salienta que, além dos livros didáticos, os volumes mais procurados são aqueles relacionados à religião e a auto-ajuda, setor que tem crescido bastante. “Vendo mais livros relacionados à auto-ajuda e à religião, como ocultismo e espiritismo e, também, livros de culinária, que estão sendo bastante procurados. Romances e literatura infanto-juvenil andam vendendo menos”, explica Schimith.

Sebos

Embora existam poucas opções na cidade, os sebos são cada vez mais freqüentados, por serem uma alternativa para leitores que procuram livros por um preço mais acessível ou obras raras.  “No início, havia uma certa rejeição quanto à compra de livros usados, mas agora as pessoas estão se dando conta de que aqui existe a possibilidade delas adquirirem obras raras e livros atuais por um preço menor”, ressalta Juarez Saraiva, livreiro em atividade há nove anos na cidade.

Estes estabelecimentos também apresentam uma certa versatilidade, como a presença de livros filipinos, franceses, ingleses e espanhóis. Outros artigos também podem ser encontrados como revistas informativas, discos de vinil e revistas com histórias em quadrinhos.  

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“Para uma cidade universitária há pouca quantidade de livrarias e sebos em Santa Maria”, analisa Celso da Silva Schimit, livreiro.

De acordo com proprietários de sebos e de livrarias da cidade, os estabelecimentos santa-marienses, por apresentarem uma ampla variedade de gêneros, que vão desde livros didáticos até grandes clássicos da literatura, não têm um público específico. Porém, essa característica traz como conseqüência a reduzida quantidade de exemplares de cada gênero, fazendo com que se adote um sistema de encomendas. “As livrarias da cidade trabalham muito com encomendas, o que de certa forma inibe o leitor, que gosta de ir na livraria e ter contato com o livro, olhar a capa, analisar a textura”, ressalta Rosane Leal da Silva, advogada e professora universitária.  

Os estudantes, geralmente, freqüentam as livrarias em busca de livros didáticos. “Costumo freqüentar no começo do ano letivo, e só leio outros livros quando é muito necessário, pois não gosto de ler”, exemplifica Daiane Bitencurt, secretária e estudante. Leitor mais assíduo, Rodolfo Rolim Dalla Costa, pré-vestibulando, admite que quando não encontra os exemplares desejados nas livrarias da cidade, prefere efetuar compras pela internet a aderir ao sistema de encomenda disponibilizado nas livrarias.

Livros mais procurados

Schimit salienta que, além dos livros didáticos, os volumes mais procurados são aqueles relacionados à religião e a auto-ajuda, setor que tem crescido bastante. “Vendo mais livros relacionados à auto-ajuda e à religião, como ocultismo e espiritismo e, também, livros de culinária, que estão sendo bastante procurados. Romances e literatura infanto-juvenil andam vendendo menos”, explica Schimith.

Sebos

Embora existam poucas opções na cidade, os sebos são cada vez mais freqüentados, por serem uma alternativa para leitores que procuram livros por um preço mais acessível ou obras raras.  “No início, havia uma certa rejeição quanto à compra de livros usados, mas agora as pessoas estão se dando conta de que aqui existe a possibilidade delas adquirirem obras raras e livros atuais por um preço menor”, ressalta Juarez Saraiva, livreiro em atividade há nove anos na cidade.

Estes estabelecimentos também apresentam uma certa versatilidade, como a presença de livros filipinos, franceses, ingleses e espanhóis. Outros artigos também podem ser encontrados como revistas informativas, discos de vinil e revistas com histórias em quadrinhos.