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Santa Maria, RS, Brazil

Drogas e prostituição no “Galeria Rio Branco”

Ratos, morcegos, sujeira e mau cheiro são alguns dos elementos que fazem parte do cotidiano daqueles que vivem nas redondezas do edifício Galeria Rio Branco. Como se isso não fosse suficiente, os moradores da região são obrigados a conviver com ponto de uso de drogas e de prostituição.

Segundo os vizinhos do prédio inacabado, há um ano, ele era habitado por 13 famílias, as quais, aos poucos, foram deixando o local. “Alguns dos ‘apartamentos’ eram equipados com camas e até mesmo televisores”, diz o chefe da equipe de regularização fundiária, João Rocha.

Até o momento, os motivos que levaram a saída destas treze famílias são desconhecidos. Segundo Rocha, a prefeitura não tomou nenhuma medida para retirar os moradores do edifício abandonado. “Se eles saíram, foi por livre e espontânea vontade”, ressalta.

Uso de drogas
Enquanto a equipe de reportagem da Agência de Notícias Central Sul esteve observando o local, foi possível visualizar duas crianças lá. Uma delas, inclusive, estava cheirando “uma substância” entre o segundo e terceiro andar. Um dos moradores da região, que não quis ser identificado, disse que o local é tão perigoso que nem mesmo a polícia passa por ali.

Os moradores da região declararam que no prédio já ocorreram três assassinatos nos últimos meses.  O delegado da primeira delegacia de polícia de Santa Maria, Vladimir Urac, esclarece que aconteceu apenas uma morte e que as investigações apontam para um possível suicídio, cometido por um morador de rua, no dia 24 de fevereiro de 2006. O delegado adverte que o local pode servir de esconderijo para ladrões e que é um ponto de prostituição.

Projeto de revitalização
Segundo João Rocha, a prefeitura tinha um projeto de recuperação do edifício. Essa idéia acabou frustrada porque dois dos condôminos desistiram de fazer a doação para a prefeitura.

A Fundação de Apoio a Tecnologia (FATEC), que analisou a estrutura da construção, concluiu que o prédio apresenta condições de ser reestruturado.

 

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Ratos, morcegos, sujeira e mau cheiro são alguns dos elementos que fazem parte do cotidiano daqueles que vivem nas redondezas do edifício Galeria Rio Branco. Como se isso não fosse suficiente, os moradores da região são obrigados a conviver com ponto de uso de drogas e de prostituição.

Segundo os vizinhos do prédio inacabado, há um ano, ele era habitado por 13 famílias, as quais, aos poucos, foram deixando o local. “Alguns dos ‘apartamentos’ eram equipados com camas e até mesmo televisores”, diz o chefe da equipe de regularização fundiária, João Rocha.

Até o momento, os motivos que levaram a saída destas treze famílias são desconhecidos. Segundo Rocha, a prefeitura não tomou nenhuma medida para retirar os moradores do edifício abandonado. “Se eles saíram, foi por livre e espontânea vontade”, ressalta.

Uso de drogas
Enquanto a equipe de reportagem da Agência de Notícias Central Sul esteve observando o local, foi possível visualizar duas crianças lá. Uma delas, inclusive, estava cheirando “uma substância” entre o segundo e terceiro andar. Um dos moradores da região, que não quis ser identificado, disse que o local é tão perigoso que nem mesmo a polícia passa por ali.

Os moradores da região declararam que no prédio já ocorreram três assassinatos nos últimos meses.  O delegado da primeira delegacia de polícia de Santa Maria, Vladimir Urac, esclarece que aconteceu apenas uma morte e que as investigações apontam para um possível suicídio, cometido por um morador de rua, no dia 24 de fevereiro de 2006. O delegado adverte que o local pode servir de esconderijo para ladrões e que é um ponto de prostituição.

Projeto de revitalização
Segundo João Rocha, a prefeitura tinha um projeto de recuperação do edifício. Essa idéia acabou frustrada porque dois dos condôminos desistiram de fazer a doação para a prefeitura.

A Fundação de Apoio a Tecnologia (FATEC), que analisou a estrutura da construção, concluiu que o prédio apresenta condições de ser reestruturado.