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Hipertensão atinge 10% dos brasileiros

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no mundo há cerca de 1,2 bilhão de pessoas que sofrem de hipertensão arterial. Destas, de 15 a 20 milhões estão no Brasil, mas apenas sete milhões estão em tratamento. A hipertensão é um problema sério, mas ignorado por parte da população. As conseqüências podem ser uma simples insuficiência cardíaca ou até um derrame cerebral.

A hipertensão ocorre quando a pressão que o sangue faz na parede das artérias para se movimentar é muito forte, ficando o valor igual ou maior que 140/90 mmhg ou, popularmente, 14 por 9.

A Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) alerta para os fatores de risco: consumo de bebida alcoólica, casos de hipertensão na família, excesso de peso, abuso do sal na alimentação e diabetes.

A dona-de-casa Dalva Maciel, de 46 anos, toma remédios para tratar a hipertensão há cinco anos. Além disso, reduziu o consumo de sal na comida e faz caminhadas diárias de 50 minutos. O curioso é que não manifesta os sintomas da doença. “Minha pressão chegou a 20/11 e essa foi a única vez que me senti um pouco mal. Não dormi bem aquela noite. Tive forte insônia. Normalmente, nunca sinto nada. Isso é estranho. Assim, não me cuido como deveria”, justifica.

Estudos realizados pela OMS garantem que, um ano após o diagnóstico da hipertensão, mais da metade dos pacientes abandonam o tratamento. Daqueles que continuam a terapia, apenas 50% tomam todos os medicamentos prescritos. Em decorrência disso, 75% dos pacientes diagnosticados não conseguem atingir níveis de pressão recomendados pelo médico.

Os riscos para quem não faz o tratamento correto são diversos. Segundo o cardiologista da Sociedade Brasileira de Hipertensão, Carlos Alexandre Segre, o hipertenso tem o risco aumentado de apresentar: derrame, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, isquemia, insuficiência cardíaca, paralisação dos rins e lesões nas artérias, entre outras doenças do coração.
 

A prevalência estimada de hipertensão no Brasil é de 35% da população acima de 40 anos. Engana-se, porém, quem pensa que a enfermidade atinge apenas as pessoas dessa faixa etária. A hipertensão está presente em 5% dos 70 milhões de crianças e adolescentes no Brasil.

 A Sociedade Brasileira de Hipertensão recomenda que toda criança deve ter sua pressão medida durante as consultas médicas, pelo menos uma vez ao ano, a partir dos três anos de idade. A diferença em relação aos adultos está na forma de tratar – não-medicamentosa. Na maioria dos casos de hipertensão infantil, as modificações no estilo de vida, como dieta e atividade física, são suficientes para reverter o quadro.

Para atender os pacientes de Hipertensão, a Secretaria de Saúde de Santa Maria oferece um programa junto ao Governo Federal conhecido como “Plano de Reorganização da Atenção à Hipertensão e à Diabetes Mellitus”. Luther Jacques, técnico responsável, explica: “É um instrumento aplicado nas unidades de saúde para localizar e acompanhar os pacientes que manifestem um quadro de hipertensão e diabetes. Esse instrumento gera um banco de dados com o cadastramento das pessoas que estão recebendo tratamento e uma busca constante por aquelas em que ainda não foi detectada a enfermidade. Todo hipertenso será acompanhado pelos profissionais das equipes com direito a medicamentos totalmente gratuitos”.

 

Dicas para tratar a Hipertensão

Ø     Evite ficar parado. Caminhe mais, suba escadas em vez de usar o elevador;

Ø     Diminua ou abandone o consumo de bebidas alcoólicas;

Ø     Tente levar os problemas do dia-a-dia de maneira mais tranqüila;

Ø     Mantenha o peso saudável, através de uma alimentação adequada e exercícios físicos regulares;

Ø     Compareça às consultas regularmente; não abandone o tratamento; e tome a medicação de forma criteriosa, conforme orientação médica.

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH)

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no mundo há cerca de 1,2 bilhão de pessoas que sofrem de hipertensão arterial. Destas, de 15 a 20 milhões estão no Brasil, mas apenas sete milhões estão em tratamento. A hipertensão é um problema sério, mas ignorado por parte da população. As conseqüências podem ser uma simples insuficiência cardíaca ou até um derrame cerebral.

A hipertensão ocorre quando a pressão que o sangue faz na parede das artérias para se movimentar é muito forte, ficando o valor igual ou maior que 140/90 mmhg ou, popularmente, 14 por 9.

A Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) alerta para os fatores de risco: consumo de bebida alcoólica, casos de hipertensão na família, excesso de peso, abuso do sal na alimentação e diabetes.

A dona-de-casa Dalva Maciel, de 46 anos, toma remédios para tratar a hipertensão há cinco anos. Além disso, reduziu o consumo de sal na comida e faz caminhadas diárias de 50 minutos. O curioso é que não manifesta os sintomas da doença. “Minha pressão chegou a 20/11 e essa foi a única vez que me senti um pouco mal. Não dormi bem aquela noite. Tive forte insônia. Normalmente, nunca sinto nada. Isso é estranho. Assim, não me cuido como deveria”, justifica.

Estudos realizados pela OMS garantem que, um ano após o diagnóstico da hipertensão, mais da metade dos pacientes abandonam o tratamento. Daqueles que continuam a terapia, apenas 50% tomam todos os medicamentos prescritos. Em decorrência disso, 75% dos pacientes diagnosticados não conseguem atingir níveis de pressão recomendados pelo médico.

Os riscos para quem não faz o tratamento correto são diversos. Segundo o cardiologista da Sociedade Brasileira de Hipertensão, Carlos Alexandre Segre, o hipertenso tem o risco aumentado de apresentar: derrame, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, isquemia, insuficiência cardíaca, paralisação dos rins e lesões nas artérias, entre outras doenças do coração.
 

A prevalência estimada de hipertensão no Brasil é de 35% da população acima de 40 anos. Engana-se, porém, quem pensa que a enfermidade atinge apenas as pessoas dessa faixa etária. A hipertensão está presente em 5% dos 70 milhões de crianças e adolescentes no Brasil.

 A Sociedade Brasileira de Hipertensão recomenda que toda criança deve ter sua pressão medida durante as consultas médicas, pelo menos uma vez ao ano, a partir dos três anos de idade. A diferença em relação aos adultos está na forma de tratar – não-medicamentosa. Na maioria dos casos de hipertensão infantil, as modificações no estilo de vida, como dieta e atividade física, são suficientes para reverter o quadro.

Para atender os pacientes de Hipertensão, a Secretaria de Saúde de Santa Maria oferece um programa junto ao Governo Federal conhecido como “Plano de Reorganização da Atenção à Hipertensão e à Diabetes Mellitus”. Luther Jacques, técnico responsável, explica: “É um instrumento aplicado nas unidades de saúde para localizar e acompanhar os pacientes que manifestem um quadro de hipertensão e diabetes. Esse instrumento gera um banco de dados com o cadastramento das pessoas que estão recebendo tratamento e uma busca constante por aquelas em que ainda não foi detectada a enfermidade. Todo hipertenso será acompanhado pelos profissionais das equipes com direito a medicamentos totalmente gratuitos”.

 

Dicas para tratar a Hipertensão

Ø     Evite ficar parado. Caminhe mais, suba escadas em vez de usar o elevador;

Ø     Diminua ou abandone o consumo de bebidas alcoólicas;

Ø     Tente levar os problemas do dia-a-dia de maneira mais tranqüila;

Ø     Mantenha o peso saudável, através de uma alimentação adequada e exercícios físicos regulares;

Ø     Compareça às consultas regularmente; não abandone o tratamento; e tome a medicação de forma criteriosa, conforme orientação médica.

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH)