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Leitura, uma necessidade básica

A leitura é uma boa alternativa para passar o tempo e adquirir conhecimento. O costume de ler é um hábito saudável, que contribui na formação de um indivíduo e lhe acresce conhecimentos. Mas, em Santa Maria, a procura pelo acervo da Biblioteca Pública Municipal não reflete a importância do ato de ler.

 

Em Santa Maria, a Biblioteca Pública Municipal oferece empréstimo de mais de 40 mil livros. O vasto acervo é um atrativo ao público leitor. No entanto, numa cidade com aproximadamente 250 mil habitantes, a biblioteca conta com apenas 6 mil associados, sendo que alguns são de outras cidades.

 

 

A distância da biblioteca, localizada na Avenida Presidente Vargas, para alguns pontos da cidade pode soar como causa para o baixo número de leitores. Por outro lado, a facilidade de associação é um ponto positivo. Basta comparecer no local com documentos, duas fotos 3×4 e comprovante de residência. A única taxa cobrada é de R$ 2, usada na aquisição de livros. A partir daí, é possível acessar o acervo. Os associados podem retirar livros por uma semana e renovar o empréstimo, se for necessário.

 

 

Além de obras literárias, na biblioteca é possível ler jornais e revistas, logo no saguão de entrada, com acesso gratuito mesmo a não-sócios. Apesar das oportunidades oferecidas, a média diária de retirada de livros varia entre 30 e 80.

 

 

Rosângela Recchia, diretora da Biblioteca Municipal, aposta na busca de um público leitor maior através da conscientização dos benefícios trazidos pela leitura. Segundo Rosângela, a maioria das pessoas que acessa o acervo é de idade mais avançada, que estão habituadas a buscar livros e jornais. Embora a procura por obras indicadas para Vestibular e Peies da UFSM seja grande, a diretora critica alguns hábitos dos jovens estudantes. “O acervo oferece todos os livros de referência para concursos. Mesmo que seja um motivo que atraia os jovens, ainda sinto falta de que essa busca pela leitura seja feita de forma natural, e não por obrigação”, condena.

 

 

Para a professora de português, Vera Maria Ferreira, a perda do hábito de leitura acontece ainda cedo. “Embora as crianças sejam incentivadas a ler, na adolescência há uma ruptura no processo. Nessa faixa etária, a influência da Internet acaba contribuindo para a acomodação”, garante Vera.

 

Para Vera, os pais devem agir com cobrança e conscientizar os filhos da necessidade de ler. “Os reflexos da negligência podem ser percebidos quando os jovens prestam vestibular e precisam interpretar textos e desenvolver temas sugeridos para redação. As dificuldades se dão pela falta de conhecimento adquirido”, analisa Vera, que considera o público leitor adulto maior em relação a outras faixas etárias.

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A leitura é uma boa alternativa para passar o tempo e adquirir conhecimento. O costume de ler é um hábito saudável, que contribui na formação de um indivíduo e lhe acresce conhecimentos. Mas, em Santa Maria, a procura pelo acervo da Biblioteca Pública Municipal não reflete a importância do ato de ler.

 

Em Santa Maria, a Biblioteca Pública Municipal oferece empréstimo de mais de 40 mil livros. O vasto acervo é um atrativo ao público leitor. No entanto, numa cidade com aproximadamente 250 mil habitantes, a biblioteca conta com apenas 6 mil associados, sendo que alguns são de outras cidades.

 

 

A distância da biblioteca, localizada na Avenida Presidente Vargas, para alguns pontos da cidade pode soar como causa para o baixo número de leitores. Por outro lado, a facilidade de associação é um ponto positivo. Basta comparecer no local com documentos, duas fotos 3×4 e comprovante de residência. A única taxa cobrada é de R$ 2, usada na aquisição de livros. A partir daí, é possível acessar o acervo. Os associados podem retirar livros por uma semana e renovar o empréstimo, se for necessário.

 

 

Além de obras literárias, na biblioteca é possível ler jornais e revistas, logo no saguão de entrada, com acesso gratuito mesmo a não-sócios. Apesar das oportunidades oferecidas, a média diária de retirada de livros varia entre 30 e 80.

 

 

Rosângela Recchia, diretora da Biblioteca Municipal, aposta na busca de um público leitor maior através da conscientização dos benefícios trazidos pela leitura. Segundo Rosângela, a maioria das pessoas que acessa o acervo é de idade mais avançada, que estão habituadas a buscar livros e jornais. Embora a procura por obras indicadas para Vestibular e Peies da UFSM seja grande, a diretora critica alguns hábitos dos jovens estudantes. “O acervo oferece todos os livros de referência para concursos. Mesmo que seja um motivo que atraia os jovens, ainda sinto falta de que essa busca pela leitura seja feita de forma natural, e não por obrigação”, condena.

 

 

Para a professora de português, Vera Maria Ferreira, a perda do hábito de leitura acontece ainda cedo. “Embora as crianças sejam incentivadas a ler, na adolescência há uma ruptura no processo. Nessa faixa etária, a influência da Internet acaba contribuindo para a acomodação”, garante Vera.

 

Para Vera, os pais devem agir com cobrança e conscientizar os filhos da necessidade de ler. “Os reflexos da negligência podem ser percebidos quando os jovens prestam vestibular e precisam interpretar textos e desenvolver temas sugeridos para redação. As dificuldades se dão pela falta de conhecimento adquirido”, analisa Vera, que considera o público leitor adulto maior em relação a outras faixas etárias.