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Pão francês: agora por quilo

Agora é definitivo. A venda do pão francês, o famoso "cacetinho", deixará de ser por unidade e passará a ser por quilo. A mudança passou a ser obrigatória a partir de hoje.

A alteração na venda do produto é uma determinação do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial) e prevê pagamento de multa aos estabelecimentos que não cumprirem a nova lei. A Portaria nº.146/2006, publicada no dia 22 de junho no Diário da União, determina que o produto seja vendido apenas por peso.

O Instituto de Pesos e Medidas (IPEM) vai fiscalizar a partir desta data e cobrar algumas regras para serem revendidos os produtos. Durante a vistoria, os fiscais irão verificar se as balanças de medição da quantidade do pão francês estão adequadas às exigências – divisão igual ou menor de cinco gramas e indicação de massa e preço a pagar. O comerciante que for flagrado vendendo o pão fora das exigências do IPEM poderá ser multado.

Algumas irregularidades que geram multas são: balança com erro de pesagem, que provocam prejuízo ao consumidor, violação de lacre ou a falta dele, balança fora do ponto zero e, em caso de balanças mecânicas, o desnivelamento que provoque erros contra o consumidor.

A comerciante Maria de Lurdes, 61 anos, aprovou a nova medida. "Achei melhor porque a gente compra e paga pela quantidade que quiser", conta. E ainda, ela diz que tem de pesquisar os preços porque há variação de uma padaria para outra.

Em Santa Maria, o padeiro Alcindo dos Santos, 28 anos, acredita que a mudança na venda do "cacetinho" prejudica o cliente. "Com a venda do pão por quilo, o preço da unidade sobe um pouco e quem é prejudicado é o cliente", afirma o padeiro.

O proprietário da Padaria La Unión, Carlos Augusto Luzardo, 30, abriu o estabelecimento há poucos dias e já cumpre a nova regra. "O povo continua preferindo o pão por unidade. Mas, por quilo, tanto o vendedor como o cliente não perdem", garante.

Segundo a proprietária da padaria Nutripão, Margareth Mazari, todo produto vendido por quilo é melhor e os clientes estão satisfeitos. "Ninguém reclama. A aceitação dos clientes foi ótima", conta.

Para o consumidor saber o preço do quilo equivalente ao valor do pão que comprava, basta multiplicar o preço da unidade por 20. Ou seja, se um pão custa R$ 0,15 o preço do quilo vai ser R$ 3; R$ 0,20 equivale a R$ 4 e R$ 0,25 corresponde a R$ 5. Se o valor ficar mais caro do que vinha pagando sem que tenha havido algum aumento real, é sinal de que o consumidor é lesado.

O valor a ser cobrado pelo quilo do pão vai depender de cada panificadora e da região em que ela se encontra. A medida deve proteger o consumidor, pois antes de ser reformulada os pãezinhos eram revendidos em tamanhos variados. O consumidor agora vai pagar de acordo com o que está consumindo.

 

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Agora é definitivo. A venda do pão francês, o famoso "cacetinho", deixará de ser por unidade e passará a ser por quilo. A mudança passou a ser obrigatória a partir de hoje.

A alteração na venda do produto é uma determinação do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial) e prevê pagamento de multa aos estabelecimentos que não cumprirem a nova lei. A Portaria nº.146/2006, publicada no dia 22 de junho no Diário da União, determina que o produto seja vendido apenas por peso.

O Instituto de Pesos e Medidas (IPEM) vai fiscalizar a partir desta data e cobrar algumas regras para serem revendidos os produtos. Durante a vistoria, os fiscais irão verificar se as balanças de medição da quantidade do pão francês estão adequadas às exigências – divisão igual ou menor de cinco gramas e indicação de massa e preço a pagar. O comerciante que for flagrado vendendo o pão fora das exigências do IPEM poderá ser multado.

Algumas irregularidades que geram multas são: balança com erro de pesagem, que provocam prejuízo ao consumidor, violação de lacre ou a falta dele, balança fora do ponto zero e, em caso de balanças mecânicas, o desnivelamento que provoque erros contra o consumidor.

A comerciante Maria de Lurdes, 61 anos, aprovou a nova medida. "Achei melhor porque a gente compra e paga pela quantidade que quiser", conta. E ainda, ela diz que tem de pesquisar os preços porque há variação de uma padaria para outra.

Em Santa Maria, o padeiro Alcindo dos Santos, 28 anos, acredita que a mudança na venda do "cacetinho" prejudica o cliente. "Com a venda do pão por quilo, o preço da unidade sobe um pouco e quem é prejudicado é o cliente", afirma o padeiro.

O proprietário da Padaria La Unión, Carlos Augusto Luzardo, 30, abriu o estabelecimento há poucos dias e já cumpre a nova regra. "O povo continua preferindo o pão por unidade. Mas, por quilo, tanto o vendedor como o cliente não perdem", garante.

Segundo a proprietária da padaria Nutripão, Margareth Mazari, todo produto vendido por quilo é melhor e os clientes estão satisfeitos. "Ninguém reclama. A aceitação dos clientes foi ótima", conta.

Para o consumidor saber o preço do quilo equivalente ao valor do pão que comprava, basta multiplicar o preço da unidade por 20. Ou seja, se um pão custa R$ 0,15 o preço do quilo vai ser R$ 3; R$ 0,20 equivale a R$ 4 e R$ 0,25 corresponde a R$ 5. Se o valor ficar mais caro do que vinha pagando sem que tenha havido algum aumento real, é sinal de que o consumidor é lesado.

O valor a ser cobrado pelo quilo do pão vai depender de cada panificadora e da região em que ela se encontra. A medida deve proteger o consumidor, pois antes de ser reformulada os pãezinhos eram revendidos em tamanhos variados. O consumidor agora vai pagar de acordo com o que está consumindo.