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Santa Maria, RS, Brazil

Vizinhança incômoda

Image  Ratos, baratas, morcegos, lixo, quem quer ser vizinho do Edifício Galeria Rio Branco?

Quando Erani Oliveira abre o seu Brechó no início da manhã, sua primeira atitude é despejar baldes de água com Pinho Sol na frente do estabelecimento, e começar a esfregar bastante. É a alternativa para tentar amenizar o mau cheiro que vem de seu vizinho mais próximo, o Edifício Galeria Rio Branco.

Image“Isso é um caos, tem gente acampada aí. É um fedor enorme de urina de morcego”, analisa Erani. A comerciante teme que isso afugente seus clientes.

Do outro lado do prédio, a vizinhança também reclama. Emanuele Dutra, funcionária da Imperiu’s Bric, diz que os ratos e as baratas são comuns na Avenida Rio Branco devido ao prédio inacabado. Ela diz que o odor exalado pelo enorme vizinho não chega a afugentar os clientes, mas incomoda muito.

Dentro do prédio há muito lixo, espalhado por todo o térreo, mas o forte cheiro de urina reclamado pelos moradores das redondezas é sentido também na calçada em frente à estrutura. Conforme Emanuele também a outro problema, “à tardinha surge uma nuvem de morcegos e no inverno o problema são as pombas”.

O destino da obra que não terminou é incerta desde a década de 60. A Secretária de Proteção Ambiental e a Vigilância Sanitária realizaram levantamentos em conjunto no local.

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 Jaime Rosalino, da Vigilância Sanitária, informou que foram feitas reuniões com os vizinhos, sendo indicado a eles colocarem telas de proteção nas janelas para impedir a entrada dos morcegos.

“Esses animais não se alimentam de sangue e sim de plantas. Eles se adaptam muito bem à cidade e não transmitem raiva”, explica Rosalino. Para capturá-los seria necessário autorização do Ibama, já que os morcegos são protegidos por lei.

Outro problema para a remoção desses inquilinos é o fato do imóvel ser particular e o caso que definirá o futuro do prédio ainda estar em tramite no Ministério Público.

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 Como não existe solução no momento, resta aos vizinhos do gigante de concreto se adaptar a seu cheiro peculiar e com seus moradores peçonhentos.

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Quando Erani Oliveira abre o seu Brechó no início da manhã, sua primeira atitude é despejar baldes de água com Pinho Sol na frente do estabelecimento, e começar a esfregar bastante. É a alternativa para tentar amenizar o mau cheiro que vem de seu vizinho mais próximo, o Edifício Galeria Rio Branco.

Image“Isso é um caos, tem gente acampada aí. É um fedor enorme de urina de morcego”, analisa Erani. A comerciante teme que isso afugente seus clientes.

Do outro lado do prédio, a vizinhança também reclama. Emanuele Dutra, funcionária da Imperiu’s Bric, diz que os ratos e as baratas são comuns na Avenida Rio Branco devido ao prédio inacabado. Ela diz que o odor exalado pelo enorme vizinho não chega a afugentar os clientes, mas incomoda muito.

Dentro do prédio há muito lixo, espalhado por todo o térreo, mas o forte cheiro de urina reclamado pelos moradores das redondezas é sentido também na calçada em frente à estrutura. Conforme Emanuele também a outro problema, “à tardinha surge uma nuvem de morcegos e no inverno o problema são as pombas”.

O destino da obra que não terminou é incerta desde a década de 60. A Secretária de Proteção Ambiental e a Vigilância Sanitária realizaram levantamentos em conjunto no local.

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 Jaime Rosalino, da Vigilância Sanitária, informou que foram feitas reuniões com os vizinhos, sendo indicado a eles colocarem telas de proteção nas janelas para impedir a entrada dos morcegos.

“Esses animais não se alimentam de sangue e sim de plantas. Eles se adaptam muito bem à cidade e não transmitem raiva”, explica Rosalino. Para capturá-los seria necessário autorização do Ibama, já que os morcegos são protegidos por lei.

Outro problema para a remoção desses inquilinos é o fato do imóvel ser particular e o caso que definirá o futuro do prédio ainda estar em tramite no Ministério Público.

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 Como não existe solução no momento, resta aos vizinhos do gigante de concreto se adaptar a seu cheiro peculiar e com seus moradores peçonhentos.