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Como amenizar a violência

Nesta sexta-feira foi realizada a palestra sobre Violência contra crianças e adolescentes, no Centro Universitário Franciscano ( UNIFRA) . O convidado a falar sobre o tema foi o professor da Pós Graduação – Criança e adolescente em situação de risco – da Unifra, Renato Zamora Flores. Flores é graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mestre em Genética e doutor em Ciências pela mesma universidade. Atualmente, coordena o ambulatório de genética do comportamento no departamento de genética da UFRGS, que atende a crianças e adolescentes vítimas de maus-tratos.

A palestra, voltada aos cursos da saúde, como Psicologia, Assistência Social e Pedagogia, atraiu diversos profissionais interessados em saber mais sobre a atual situação da violência contra a criança e o adolescente. O professor discorreu sobre a importância de trabalhar com este tema, que tem um grande campo para pesquisa. Porém, é preciso ter uma equipe boa e preparada: "O profissional precisa saber o que faz, o que precisa fazer ao se deparar com a pessoa (vitima ou criminoso). É preciso ter técnica. Também é preciso ter uma equipe boa. Ninguém é tão bom que detenha todo conhecimento, ou que possa fazer tudo sozinho.’’

O professor não teve dúvidas na hora de dizer que a violência não tem diminuído, assim como não irá diminuir nos  próximos  anos. Ele atribui isso à falta de medidas efetivas que possam diminuir com este problema. Por exemplo, um criminoso não deixará  de roubar porque o policiamento de algumas ruas foi reforçado, ele procurará outra casa  ou pessoa que ainda esteja vulnerável.  Essas violências, as quais corremos riscos de sofrer, como o assalto,  é resultado na ineficácia das medidas tomadas.

Flores lembra que o profissional que trabalhar com esse tema vai ter que acostumar-se e aceitar o sofrimento que este este envolvimento trás, mas lembra que a motivação de continuar vem da possibilidade de sentir-se útil, a consciência de que se está  fazendo algo relevante e que pessoas deixaram e deixarão de sofrer em consequência de seu trabalho.  Além de ser cientificamente relevante fazer pesquisa nessa área, é politicamente importante poder fazer algo para mudar o mundo para melhor.

Como mensagem principal o professor acha que esses profissionais tem que estar conscientes de seu papel, pois se eles não fizerem algo, quem vai fazer? Nós como sociedade temos que cuidar das crianças e  a melhor maneira de fazer isso não é através da violência e sim de muito carinho, conversa e proteção às crianças . E finalizou "Não é por falta de pesquisa na área da violência que ainda sofremos com ela, todos nós temos culpa. A nossa culpa é a negligência. Sabemos mas não fazemos nada para reverter’’.

 

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Nesta sexta-feira foi realizada a palestra sobre Violência contra crianças e adolescentes, no Centro Universitário Franciscano ( UNIFRA) . O convidado a falar sobre o tema foi o professor da Pós Graduação – Criança e adolescente em situação de risco – da Unifra, Renato Zamora Flores. Flores é graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mestre em Genética e doutor em Ciências pela mesma universidade. Atualmente, coordena o ambulatório de genética do comportamento no departamento de genética da UFRGS, que atende a crianças e adolescentes vítimas de maus-tratos.

A palestra, voltada aos cursos da saúde, como Psicologia, Assistência Social e Pedagogia, atraiu diversos profissionais interessados em saber mais sobre a atual situação da violência contra a criança e o adolescente. O professor discorreu sobre a importância de trabalhar com este tema, que tem um grande campo para pesquisa. Porém, é preciso ter uma equipe boa e preparada: "O profissional precisa saber o que faz, o que precisa fazer ao se deparar com a pessoa (vitima ou criminoso). É preciso ter técnica. Também é preciso ter uma equipe boa. Ninguém é tão bom que detenha todo conhecimento, ou que possa fazer tudo sozinho.’’

O professor não teve dúvidas na hora de dizer que a violência não tem diminuído, assim como não irá diminuir nos  próximos  anos. Ele atribui isso à falta de medidas efetivas que possam diminuir com este problema. Por exemplo, um criminoso não deixará  de roubar porque o policiamento de algumas ruas foi reforçado, ele procurará outra casa  ou pessoa que ainda esteja vulnerável.  Essas violências, as quais corremos riscos de sofrer, como o assalto,  é resultado na ineficácia das medidas tomadas.

Flores lembra que o profissional que trabalhar com esse tema vai ter que acostumar-se e aceitar o sofrimento que este este envolvimento trás, mas lembra que a motivação de continuar vem da possibilidade de sentir-se útil, a consciência de que se está  fazendo algo relevante e que pessoas deixaram e deixarão de sofrer em consequência de seu trabalho.  Além de ser cientificamente relevante fazer pesquisa nessa área, é politicamente importante poder fazer algo para mudar o mundo para melhor.

Como mensagem principal o professor acha que esses profissionais tem que estar conscientes de seu papel, pois se eles não fizerem algo, quem vai fazer? Nós como sociedade temos que cuidar das crianças e  a melhor maneira de fazer isso não é através da violência e sim de muito carinho, conversa e proteção às crianças . E finalizou "Não é por falta de pesquisa na área da violência que ainda sofremos com ela, todos nós temos culpa. A nossa culpa é a negligência. Sabemos mas não fazemos nada para reverter’’.