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Jovens e relacionamentos: o novo casal

      “Ficar”, “enrolar” e namorar, essas são as principais denominações que caracterizam os relacionamentos pessoais de hoje entre os jovens. A proximidade com o Dia dos namorados não chega a causar uma busca de parceiros, no entanto mostra que o dia 12 de junho não fica restrito apenas aos namoros. É através dos adolescentes, os principais criadores e adeptos dessas novas modalidades de relacionamentos, que a polêmica adentra também nesse ambiente pessoal.

Caracterizados por possuírem uma natureza maleável, os adolescentes encaram o namoro como um relacionamento sério e o(a) namorado(a) como aquela pessoa que vai ser apresentada à família, além de freqüentar a casa e com o qual se assume um compromisso sério. O termo “ficar” se refere quando o casal estabelece elos que raramente passam daquele dia, de um momento, ou que esporadicamente volta a acontecer. Para a estudante Ana Mayara, 18 anos “é uma tentativa de encontrar alguém interessante, uma experimentação momentânea que pode ou não vir a ser algo mais sério”. Já o “rolo” acontece quando o ficar se repete várias vezes seguidas ou se estende por algum tempo sem assumir algum tipo de compromisso.

 

Nesse contexto, por haver uma facilidade de se desenvolver relacionamentos mais simples e sem laços duradouros, o conceito de “ex” se torna cada vez mais diluído, sendo bem provável que se volte a ficar novamente com esse parceiro ou com paqueras anteriores. Ana também esclarece que “ex mesmo é aquele parceiro com quem já se estabeleceu um relacionamento sério, sentimental e que durou certo tempo, geralmente por um ano ou mais, e não aquele de semanas ou alguns meses”.

 

O equilíbrio entre atitudes e iniciativas masculinas e femininas, apesar de ter crescido, ainda não é igual, já que persiste a imagem negativa da menina que se relaciona com diferentes garotos, invertendo essa situação quando se trata de garotos, visto como um sinal de masculinidade. Esse preconceito é um dos principais pontos de conflito e o alvo de crítica das garotas. Para o estudante João César Filho, de 15 anos, isso “é puro machismo”.

 

Em meio a tantas contradições, os adolescentes, apesar do liberalismo nos relacionamentos, ainda mostram um pouco da tradição e conservadorismo das gerações anteriores, pois, quando perguntados quais os conselhos que dariam aos seus filhos, alguns respondem prontamente e de tal forma que parecem reproduzir muitos dos avisos dados pelos pais, como diz Alex Kantorski, estudante de 18 anos: “Se eu tiver um filho vou dar liberdade, mas se tiver filha vou ficar em cima dela, vendo o que ela faz e com quem ela se envolve”.

 

Essa opinião muda quando são as garotas que expressam as visões de futuras mães: “vou dar a liberdade que meus pais me deram, e vou conversar bastante e abertamente com filhos e filhas”, explica a estudante Eliana Silva, de 16 anos. Apesar das divergências, quando perguntados se levariam em casa seus “rolos” e “ficantes”, a resposta é unânime, “em casa só relacionamento sério”.

 

Outro fator que, segundo a maioria dos jovens, também interfere na maneira de se relacionar e escolher namorados, “ficantes” e “rolos”, está na informação e nos conselhos recebidos em casa, para eles são esses os valores que influenciam a forma de encarar os parceiros e o que buscar em uma relação.

 

Então pode-se seguir uma dica dos adolescentes: o que vale para  o dia 12 de junho é uma boa companhia, independente de sua classificação.

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      “Ficar”, “enrolar” e namorar, essas são as principais denominações que caracterizam os relacionamentos pessoais de hoje entre os jovens. A proximidade com o Dia dos namorados não chega a causar uma busca de parceiros, no entanto mostra que o dia 12 de junho não fica restrito apenas aos namoros. É através dos adolescentes, os principais criadores e adeptos dessas novas modalidades de relacionamentos, que a polêmica adentra também nesse ambiente pessoal.

Caracterizados por possuírem uma natureza maleável, os adolescentes encaram o namoro como um relacionamento sério e o(a) namorado(a) como aquela pessoa que vai ser apresentada à família, além de freqüentar a casa e com o qual se assume um compromisso sério. O termo “ficar” se refere quando o casal estabelece elos que raramente passam daquele dia, de um momento, ou que esporadicamente volta a acontecer. Para a estudante Ana Mayara, 18 anos “é uma tentativa de encontrar alguém interessante, uma experimentação momentânea que pode ou não vir a ser algo mais sério”. Já o “rolo” acontece quando o ficar se repete várias vezes seguidas ou se estende por algum tempo sem assumir algum tipo de compromisso.

 

Nesse contexto, por haver uma facilidade de se desenvolver relacionamentos mais simples e sem laços duradouros, o conceito de “ex” se torna cada vez mais diluído, sendo bem provável que se volte a ficar novamente com esse parceiro ou com paqueras anteriores. Ana também esclarece que “ex mesmo é aquele parceiro com quem já se estabeleceu um relacionamento sério, sentimental e que durou certo tempo, geralmente por um ano ou mais, e não aquele de semanas ou alguns meses”.

 

O equilíbrio entre atitudes e iniciativas masculinas e femininas, apesar de ter crescido, ainda não é igual, já que persiste a imagem negativa da menina que se relaciona com diferentes garotos, invertendo essa situação quando se trata de garotos, visto como um sinal de masculinidade. Esse preconceito é um dos principais pontos de conflito e o alvo de crítica das garotas. Para o estudante João César Filho, de 15 anos, isso “é puro machismo”.

 

Em meio a tantas contradições, os adolescentes, apesar do liberalismo nos relacionamentos, ainda mostram um pouco da tradição e conservadorismo das gerações anteriores, pois, quando perguntados quais os conselhos que dariam aos seus filhos, alguns respondem prontamente e de tal forma que parecem reproduzir muitos dos avisos dados pelos pais, como diz Alex Kantorski, estudante de 18 anos: “Se eu tiver um filho vou dar liberdade, mas se tiver filha vou ficar em cima dela, vendo o que ela faz e com quem ela se envolve”.

 

Essa opinião muda quando são as garotas que expressam as visões de futuras mães: “vou dar a liberdade que meus pais me deram, e vou conversar bastante e abertamente com filhos e filhas”, explica a estudante Eliana Silva, de 16 anos. Apesar das divergências, quando perguntados se levariam em casa seus “rolos” e “ficantes”, a resposta é unânime, “em casa só relacionamento sério”.

 

Outro fator que, segundo a maioria dos jovens, também interfere na maneira de se relacionar e escolher namorados, “ficantes” e “rolos”, está na informação e nos conselhos recebidos em casa, para eles são esses os valores que influenciam a forma de encarar os parceiros e o que buscar em uma relação.

 

Então pode-se seguir uma dica dos adolescentes: o que vale para  o dia 12 de junho é uma boa companhia, independente de sua classificação.