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Santa Maria, RS, Brazil

Luz e Farsa no palco

Com energia elétrica, o Theatro Treze de Maio recebeu o espetáculo nacional Farsa, de passagem este fim de semana por Santa Maria. As duas sessões previstas não foram suficientes para receber o público que lotou uma sessão extra no domingo.

Dirigido por Luiz Arthur Nunes, o espetáculo movimentou o cenário cultural da cidade que, ultimamente, anda carente de opções. Realizada pela Caravana Produções Cultural, a peça traz no elenco nomes conhecidos do grande público, como Claudia Ohana, Sergio Marone, Bianca Byington, Luciana Braga, Mario Borges e Marcos Breda que, ao lado de Maria Helena Alvarez, produz a peça.

 Os atores interpretam textos de quatro grandes autores da literatura. O espanhol Miguel de Cervantes comparece com “Os Faladores”, o russo Anton Tchekhov com “O Urso”, o francês Molière com “O Medico Saltador” e, finalmente, o brasileiro Martins Pena com o “Os Ciúmes de um Pedestre”.

 As interpretações foram baseadas no gênero teatral que originou o nome da peça. A farsa se difere da comédia e da sátira porque não tem preocupação com a verossimilhança e nem com valores. É um gênero teatral cômico que tem como caracsteristicas ser rasgado, exagerado, físico, violento, quase beirando o absurdo. Como explica a atriz Bianca Bington: “Farsa foi o nome que mais se adequou a peça, pois tudo é uma grande farsa, com personagens que fingem, escondem sentimentos e são malandros. Alem de que Farsa é um gênero diferente de humor”.

O espetáculo alterna as histórias com números musicais coreografados e cantados ao vivo pelos atores. Isso exigiu dos atores uma grande preparação. Porém, mesmo com as dificuldades de se interpretar personagens do século passado, Bianca Byingto, diz que é tudo uma questão de ensaio e prática: "Não se sente dificuldade alguma, pois é tudo uma questão de ensaio e prática, que fazem parte esses momentos mais corridos", acrescenta.

 Quanto ao episódio do “apagão cultural”, ocorrido dias antes, deixando o teatro Treze de Maio sem energia elétrica, a atriz Claudia Ohana comenta: "Ainda bem que resolveram. A gente chegou e  já estava tudo resolvido porque era um absurdo. Já pensou não ter luz?”.

E o ator Sergio Marone complementa dizendo que falta incentivo para que as pessoas se apaixonem pelo teatro: "A vida real está mais trágica que as tragédias que ocorrem no palco. Justamente pela falta de cultura, por falta de incentivo, as pessoas tem que se divertir mais no indo ao teatro  as pessoas tem que se apaixonarem mais no teatro,tem que exercer a imaginação e a criatividade. E é muito bacana a gente ter uma peça como essa, por exemplo, a farsa que tem violência, tem paixão, tem amor, tem melodrama e, acima de tudo, tem humor e comedia para as pessoas se sentirem realizadas dentro dessas quatro paredes do teatro".

A peça agora segue encantando o público pelo resto do Rio Grande do Sul. Depois, será apresentada no Rio de Janeiro.

*Colaborou Maitê Vallejos (da Redação)
Fotos: Ananda Delevati (da Redação)

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Com energia elétrica, o Theatro Treze de Maio recebeu o espetáculo nacional Farsa, de passagem este fim de semana por Santa Maria. As duas sessões previstas não foram suficientes para receber o público que lotou uma sessão extra no domingo.

Dirigido por Luiz Arthur Nunes, o espetáculo movimentou o cenário cultural da cidade que, ultimamente, anda carente de opções. Realizada pela Caravana Produções Cultural, a peça traz no elenco nomes conhecidos do grande público, como Claudia Ohana, Sergio Marone, Bianca Byington, Luciana Braga, Mario Borges e Marcos Breda que, ao lado de Maria Helena Alvarez, produz a peça.

 Os atores interpretam textos de quatro grandes autores da literatura. O espanhol Miguel de Cervantes comparece com “Os Faladores”, o russo Anton Tchekhov com “O Urso”, o francês Molière com “O Medico Saltador” e, finalmente, o brasileiro Martins Pena com o “Os Ciúmes de um Pedestre”.

 As interpretações foram baseadas no gênero teatral que originou o nome da peça. A farsa se difere da comédia e da sátira porque não tem preocupação com a verossimilhança e nem com valores. É um gênero teatral cômico que tem como caracsteristicas ser rasgado, exagerado, físico, violento, quase beirando o absurdo. Como explica a atriz Bianca Bington: “Farsa foi o nome que mais se adequou a peça, pois tudo é uma grande farsa, com personagens que fingem, escondem sentimentos e são malandros. Alem de que Farsa é um gênero diferente de humor”.

O espetáculo alterna as histórias com números musicais coreografados e cantados ao vivo pelos atores. Isso exigiu dos atores uma grande preparação. Porém, mesmo com as dificuldades de se interpretar personagens do século passado, Bianca Byingto, diz que é tudo uma questão de ensaio e prática: "Não se sente dificuldade alguma, pois é tudo uma questão de ensaio e prática, que fazem parte esses momentos mais corridos", acrescenta.

 Quanto ao episódio do “apagão cultural”, ocorrido dias antes, deixando o teatro Treze de Maio sem energia elétrica, a atriz Claudia Ohana comenta: "Ainda bem que resolveram. A gente chegou e  já estava tudo resolvido porque era um absurdo. Já pensou não ter luz?”.

E o ator Sergio Marone complementa dizendo que falta incentivo para que as pessoas se apaixonem pelo teatro: "A vida real está mais trágica que as tragédias que ocorrem no palco. Justamente pela falta de cultura, por falta de incentivo, as pessoas tem que se divertir mais no indo ao teatro  as pessoas tem que se apaixonarem mais no teatro,tem que exercer a imaginação e a criatividade. E é muito bacana a gente ter uma peça como essa, por exemplo, a farsa que tem violência, tem paixão, tem amor, tem melodrama e, acima de tudo, tem humor e comedia para as pessoas se sentirem realizadas dentro dessas quatro paredes do teatro".

A peça agora segue encantando o público pelo resto do Rio Grande do Sul. Depois, será apresentada no Rio de Janeiro.

*Colaborou Maitê Vallejos (da Redação)
Fotos: Ananda Delevati (da Redação)