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Tecnologia: a evolução insólita

As tecnologias se tornam simultaneamente maiores e menores. Maiores em termos de alcance global, eficiência e menores em tamanho, se tornando portáteis e específicas. Dessa idéia de Nicholas Negroponte no seu texto “A vida digital”, pode-se tentar entender e explicar a evolução e o impacto das tecnologias.

Essa evolução de meios e métodos normalmente surge como facilitadora do dia-a-dia do homem. A necessidade de poder estar em vários lugares “ao mesmo tempo” e a exigência por tecnologias cada vez mais funcionais e abrangentes terminam por construir um verdadeiro efeito bola de neve, formando um ciclo sem fim, onde a dependência só tende a crescer. Essa dependência é instigada por três eixos que guiam o processo de evolução das tecnologias: a busca pelo entretenimento, pela informação e os serviços.

O entretenimento acaba incorporando às tecnologias um aspecto de diversão em meio à utilidade técnica. A busca pela distração e pelo lazer são algumas das tecnologias mais procuradas como forma de descansar ou mesmo de fugir e desviar a atenção da rotina.

Enquanto isso, a informação e os serviços são a própria essência da constante evolução da técnica, procurando desenvolver e acrescentar um “algo a mais” às tecnologias e criando produtos que ao longo do tempo vão se superando. O acesso total a rede (jogos, internet, vídeos, rádios, jornais, DVDs, banco) é a chave para não sair mais de casa.

Celulares e pagers com câmeras, rádios, mp3 players e acesso a internet, revelam que a convergência midiática, ou seja, a disposição dos diferentes tipos de mídias e veículos de comunicação, não se restringe apenas à internet. Simultaneamente a essa convergência percebe-se que as barreiras de espaço-tempo se extinguem assim como o tempo se torna universal e assíncrono, já que a mesma informação pode estar em diferentes parte do globo a qualquer instante e os e-mails além de não terem um endereço físico não precisam ser abertos no momento do recebimento.

Outro fator que condiciona o desenvolvimento de tecnologias que coloquem o indivíduo em conexão com o mundo é a própria globalização, exigindo a constante informação e conhecimento sobre acontecimentos globais, proporcionando a troca de experiências culturais.

Diante de tanta oferta de equipamentos, conteúdos e serviços um paradoxo surge: o confronto entre a massificação e a particularização dos indivíduos. De um lado está o afunilamento que acaba diferenciando uma pessoa da outra, levando em consideração seus gostos e hábitos até chegar a essa personalização, originando o indivíduo digital. E do outro está a massificação de serviços e informação, construída e prestada de forma linear para pessoas do mundo todo.

Não se pode deixar de mencionar a exclusão digital e seu crescimento progressivo. Adquirir equipamentos de ponta geralmente se torna inviável financeiramente para a maioria das pessoas, se tornando um privilégio apenas para as classes mais elevadas.  Outro lado obscuro dessas novas tecnologias são os casos em que se vê o abuso de propriedade intelectual, invasão de privacidade, pirataria, roubo de dados e o conseqüente desemprego, estimulando, de alguma forma, a exclusão social já existente.

Vive-se uma era permeada de impessoalidade, em que a máquina facilita cada vez mais o trabalho, diminuindo a presença do homem devido aos avanços tecnológicos e a informatização.  O essencial é saber dosar até que ponto a máquina pode nos substituir e em que tarefas a mão do homem ainda é fundamental.

* Alunos do Curso de Jornalismo da Unifra

 

 

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As tecnologias se tornam simultaneamente maiores e menores. Maiores em termos de alcance global, eficiência e menores em tamanho, se tornando portáteis e específicas. Dessa idéia de Nicholas Negroponte no seu texto “A vida digital”, pode-se tentar entender e explicar a evolução e o impacto das tecnologias.

Essa evolução de meios e métodos normalmente surge como facilitadora do dia-a-dia do homem. A necessidade de poder estar em vários lugares “ao mesmo tempo” e a exigência por tecnologias cada vez mais funcionais e abrangentes terminam por construir um verdadeiro efeito bola de neve, formando um ciclo sem fim, onde a dependência só tende a crescer. Essa dependência é instigada por três eixos que guiam o processo de evolução das tecnologias: a busca pelo entretenimento, pela informação e os serviços.

O entretenimento acaba incorporando às tecnologias um aspecto de diversão em meio à utilidade técnica. A busca pela distração e pelo lazer são algumas das tecnologias mais procuradas como forma de descansar ou mesmo de fugir e desviar a atenção da rotina.

Enquanto isso, a informação e os serviços são a própria essência da constante evolução da técnica, procurando desenvolver e acrescentar um “algo a mais” às tecnologias e criando produtos que ao longo do tempo vão se superando. O acesso total a rede (jogos, internet, vídeos, rádios, jornais, DVDs, banco) é a chave para não sair mais de casa.

Celulares e pagers com câmeras, rádios, mp3 players e acesso a internet, revelam que a convergência midiática, ou seja, a disposição dos diferentes tipos de mídias e veículos de comunicação, não se restringe apenas à internet. Simultaneamente a essa convergência percebe-se que as barreiras de espaço-tempo se extinguem assim como o tempo se torna universal e assíncrono, já que a mesma informação pode estar em diferentes parte do globo a qualquer instante e os e-mails além de não terem um endereço físico não precisam ser abertos no momento do recebimento.

Outro fator que condiciona o desenvolvimento de tecnologias que coloquem o indivíduo em conexão com o mundo é a própria globalização, exigindo a constante informação e conhecimento sobre acontecimentos globais, proporcionando a troca de experiências culturais.

Diante de tanta oferta de equipamentos, conteúdos e serviços um paradoxo surge: o confronto entre a massificação e a particularização dos indivíduos. De um lado está o afunilamento que acaba diferenciando uma pessoa da outra, levando em consideração seus gostos e hábitos até chegar a essa personalização, originando o indivíduo digital. E do outro está a massificação de serviços e informação, construída e prestada de forma linear para pessoas do mundo todo.

Não se pode deixar de mencionar a exclusão digital e seu crescimento progressivo. Adquirir equipamentos de ponta geralmente se torna inviável financeiramente para a maioria das pessoas, se tornando um privilégio apenas para as classes mais elevadas.  Outro lado obscuro dessas novas tecnologias são os casos em que se vê o abuso de propriedade intelectual, invasão de privacidade, pirataria, roubo de dados e o conseqüente desemprego, estimulando, de alguma forma, a exclusão social já existente.

Vive-se uma era permeada de impessoalidade, em que a máquina facilita cada vez mais o trabalho, diminuindo a presença do homem devido aos avanços tecnológicos e a informatização.  O essencial é saber dosar até que ponto a máquina pode nos substituir e em que tarefas a mão do homem ainda é fundamental.

* Alunos do Curso de Jornalismo da Unifra