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Santa Maria, RS, Brazil

Escola para a vida

Ao andar pelas ruas de qualquer cidade é comum vermos menores abandonados pedindo dinheiro ou se entregando às drogas e vícios tão comuns nos dias de hoje. Mas em Santa Maria, um grupo de professores e educadores vai às ruas todas as semanas em busca dessas crianças e adolescentes para lhes dar um futuro melhor. A sede desses “super-heróis” é a escola Paulo Freire, localizada na rua Venâncio Aires, 2605.

Para quem quiser conferir o resultado desse trabalho, a escola fará neste sábado, dia 27, durante toda a manhã, a Ação da Cidadania, em que os alunos e professores oferecerão serviços à comunidade, uma oficina de foto com a acadêmica Josiane Stringhini, da Unifra, além de apresentações de funk, pagode e rap. Entre esses serviços estão o corte de cabelo, serviços de saúde, serviço social, recreação, orientações jurídicas, mateada e atividades lúdico-pedagógicas.

 

 O movimento acontece pelo terceiro ano seguido e busca aumentar a auto-estima dos alunos e colaborar com os moradores das comunidades que forem até o bairro Passo da Areia, neste fim de semana. Professora da escola há 10 anos, Nilda de Fátima Vindefeltes, ressalta a importância da ação para os alunos. “Esse contato com a comunidade é fundamental para o desenvolvimento deles, eles se sentem valorizados” opinou a professora responsável pela oficina de corte de cabelo da escola.

 

A escola é conhecida como Escola Aberta, pois o tratamento com os alunos é diferenciado. Não é exigida freqüência e o sistema de séries é dividido em quatro etapas que equivalem a duas ou mais séries do ensino fundamental tradicional. O estudante Ricardo Gonçalves, 17 anos, diz gostar muito da escola. “É 100% melhor que qualquer outro colégio. A comida é boa, têm as oficinas, a gente aprende mais e tem liberdade”.

 

Os alunos passam o dia na escola, ganham almoço, tomam banho e têm aulas de manhã e oficinas, que lhes ensinam uma profissão, de tarde. O aluno  Ronaldo Tavares, 13 anos, que saiu das ruas para freqüentar a escola há mais ou menos uma semana, pretende seguir os passos do irmão, que também estudou lá. “Pretendo ir para a oficina de cabeleireiro e ter um salão um dia, ser da base área e virar um piloto de caça, que nem meu irmão” falou o empolgado aluno.

 

A primeira oficina pela qual todos devem passar é a de papel reciclado. Depois, cada um escolhe que área quer seguir entre as outras três oficinas oferecidas: informática, corte de cabelo e padaria.  Estudando na escola desde o começo do ano, Daniel Cezar Gonçalves, 15 anos, mesmo demonstrando bastante timidez, tem uma opinião diferente e pretende seguir os estudos, fazer uma faculdade e só depois trabalhar. “Quero aprender e estudar” falou o aluno.

 

A Unifra também participa no dia-a-dia da escola. Há três anos iniciaram lá projetos interdisciplinares, como oficinas de texto, de foto e de grafite. No começo do ano, alguns alunos do curso de Jornalismo, coordenados pela professora Liliane Dutra Brignol, ensinaram os alunos a criarem blogs para exercitar a informática e a inclusão digital. O resultado desse trabalho você pode ver clicando aqui . E para conferir o blog dos alunos da terceira etapa da escola Paulo Freire, clique aqui .

Fotos: Gabriela Perufo (Laboratório de Fotografia e Memória)

 

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Ao andar pelas ruas de qualquer cidade é comum vermos menores abandonados pedindo dinheiro ou se entregando às drogas e vícios tão comuns nos dias de hoje. Mas em Santa Maria, um grupo de professores e educadores vai às ruas todas as semanas em busca dessas crianças e adolescentes para lhes dar um futuro melhor. A sede desses “super-heróis” é a escola Paulo Freire, localizada na rua Venâncio Aires, 2605.

Para quem quiser conferir o resultado desse trabalho, a escola fará neste sábado, dia 27, durante toda a manhã, a Ação da Cidadania, em que os alunos e professores oferecerão serviços à comunidade, uma oficina de foto com a acadêmica Josiane Stringhini, da Unifra, além de apresentações de funk, pagode e rap. Entre esses serviços estão o corte de cabelo, serviços de saúde, serviço social, recreação, orientações jurídicas, mateada e atividades lúdico-pedagógicas.

 

 O movimento acontece pelo terceiro ano seguido e busca aumentar a auto-estima dos alunos e colaborar com os moradores das comunidades que forem até o bairro Passo da Areia, neste fim de semana. Professora da escola há 10 anos, Nilda de Fátima Vindefeltes, ressalta a importância da ação para os alunos. “Esse contato com a comunidade é fundamental para o desenvolvimento deles, eles se sentem valorizados” opinou a professora responsável pela oficina de corte de cabelo da escola.

 

A escola é conhecida como Escola Aberta, pois o tratamento com os alunos é diferenciado. Não é exigida freqüência e o sistema de séries é dividido em quatro etapas que equivalem a duas ou mais séries do ensino fundamental tradicional. O estudante Ricardo Gonçalves, 17 anos, diz gostar muito da escola. “É 100% melhor que qualquer outro colégio. A comida é boa, têm as oficinas, a gente aprende mais e tem liberdade”.

 

Os alunos passam o dia na escola, ganham almoço, tomam banho e têm aulas de manhã e oficinas, que lhes ensinam uma profissão, de tarde. O aluno  Ronaldo Tavares, 13 anos, que saiu das ruas para freqüentar a escola há mais ou menos uma semana, pretende seguir os passos do irmão, que também estudou lá. “Pretendo ir para a oficina de cabeleireiro e ter um salão um dia, ser da base área e virar um piloto de caça, que nem meu irmão” falou o empolgado aluno.

 

A primeira oficina pela qual todos devem passar é a de papel reciclado. Depois, cada um escolhe que área quer seguir entre as outras três oficinas oferecidas: informática, corte de cabelo e padaria.  Estudando na escola desde o começo do ano, Daniel Cezar Gonçalves, 15 anos, mesmo demonstrando bastante timidez, tem uma opinião diferente e pretende seguir os estudos, fazer uma faculdade e só depois trabalhar. “Quero aprender e estudar” falou o aluno.

 

A Unifra também participa no dia-a-dia da escola. Há três anos iniciaram lá projetos interdisciplinares, como oficinas de texto, de foto e de grafite. No começo do ano, alguns alunos do curso de Jornalismo, coordenados pela professora Liliane Dutra Brignol, ensinaram os alunos a criarem blogs para exercitar a informática e a inclusão digital. O resultado desse trabalho você pode ver clicando aqui . E para conferir o blog dos alunos da terceira etapa da escola Paulo Freire, clique aqui .

Fotos: Gabriela Perufo (Laboratório de Fotografia e Memória)