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Exploração sexual infantil e caminhoneiros

A pesquisa –  As identidades dos caminhoneiros, estudo sobre a exploração sexual contra meninas nas rodovias do Estado da Bahia –  da socióloga baiana Marlene Vaz foi compartilhada com alunos do Jornalismo em palestra sobre mídia e violência sexual contra a criança e o adolescente.

Há 34 anos Marlene trabalha na erradicação da exploração infantil. Ela é pesquisadora aposentada do IBGE, foi consultora da UNICEF e hoje trabalha na Agência Nacional dos Diretitos da Infância – ANDI.A pesquisadora observa que o jornalista tem que tomar os maiores cuidados com as palavras que usa para designar um fato, principalmente quando se trata de criança e adolescente. Marlene acredita na mídia como a maior parceira na erradicação do exploração sexual infantil. “A imprensa deve fazer o controle social e não apenas denunciar, deve mostrar à sociedade os direitos das crianças” acredita a pesquisadora.

A socióloga é conhecida mundialmente pelos seus trabalhos contra a exploração infantil  e desenvolveu uma pesquisa nas estradas baianas com os caminhoneiros que passavam nas Brs. Os resultados surpreendem. Segundo ela, os caminhoneiros são pessoas que prezam pela família, pela fidelidade da mulher e pela proteção do filhos, em contrapartida muitos deles exploram crianças. “Muitas vezes as meninas se prostituem para ganhar em troca o resto de comida dos caminhoneiros” informou Marlene. Mas ela diz que o estereótipo criado contra os caminhoneiros e o preconceito que se tem com eles deve ser esquecido se quisermos a erradicação da exploração infantil.

A pesquisadora ainda conta que a maioria dos caminhoneiros, ao serem perguntados se já mativeram relações sexuais com uma menor, dizem que não, mas quando questionados se já viram um amigo praticando esse crime, a resposta é sim. E ainda contam que são as meninas que vêm bater na porta do caminhão pedindo ‘serviço’ e eles não têm como negar.

Para Marlene Vaz, a melhor forma de trabalhar com isso é a conscientização. “Não adianta combater com prisão e violência, a melhor saída é conscientizar”.

 

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A pesquisa –  As identidades dos caminhoneiros, estudo sobre a exploração sexual contra meninas nas rodovias do Estado da Bahia –  da socióloga baiana Marlene Vaz foi compartilhada com alunos do Jornalismo em palestra sobre mídia e violência sexual contra a criança e o adolescente.

Há 34 anos Marlene trabalha na erradicação da exploração infantil. Ela é pesquisadora aposentada do IBGE, foi consultora da UNICEF e hoje trabalha na Agência Nacional dos Diretitos da Infância – ANDI.A pesquisadora observa que o jornalista tem que tomar os maiores cuidados com as palavras que usa para designar um fato, principalmente quando se trata de criança e adolescente. Marlene acredita na mídia como a maior parceira na erradicação do exploração sexual infantil. “A imprensa deve fazer o controle social e não apenas denunciar, deve mostrar à sociedade os direitos das crianças” acredita a pesquisadora.

A socióloga é conhecida mundialmente pelos seus trabalhos contra a exploração infantil  e desenvolveu uma pesquisa nas estradas baianas com os caminhoneiros que passavam nas Brs. Os resultados surpreendem. Segundo ela, os caminhoneiros são pessoas que prezam pela família, pela fidelidade da mulher e pela proteção do filhos, em contrapartida muitos deles exploram crianças. “Muitas vezes as meninas se prostituem para ganhar em troca o resto de comida dos caminhoneiros” informou Marlene. Mas ela diz que o estereótipo criado contra os caminhoneiros e o preconceito que se tem com eles deve ser esquecido se quisermos a erradicação da exploração infantil.

A pesquisadora ainda conta que a maioria dos caminhoneiros, ao serem perguntados se já mativeram relações sexuais com uma menor, dizem que não, mas quando questionados se já viram um amigo praticando esse crime, a resposta é sim. E ainda contam que são as meninas que vêm bater na porta do caminhão pedindo ‘serviço’ e eles não têm como negar.

Para Marlene Vaz, a melhor forma de trabalhar com isso é a conscientização. “Não adianta combater com prisão e violência, a melhor saída é conscientizar”.